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Dívida pública cresce 21,7% e fecha o ano em R$ 2,793 trilhões

Por Nill Júnior

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Agência Brasil – A Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 21,7% em 2015. Segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional, o endividamento do Governo Federal encerrou o ano passado em R$ 2,793 trilhões, com alta de R$ 498 bilhões em relação ao estoque registrado em dezembro de 2014. A alta é recorde, com o maior patamar desde o início da série histórica, em 2004.

Inicialmente, o Tesouro Nacional havia informado que a dívida tinha crescido 24,8% e a alta era de R$ 555,9 bilhões em relação ao estoque em dezembro de 2014. Os valores foram corrigidos posteriormente.

O principal fator para a elevação da dívida foram as emissões maiores que os resgates. No ano passado, o Tesouro Nacional emitiu R$ 856 bilhões em títulos públicos e resgatou R$ 704 bilhões, o que resulta em uma diferença de R$ 152 bilhões. O restante da variação deve-se à apropriação de juros, que representa o reconhecimento dos juros devidos pelo governo aos investidores, que são incorporados gradualmente ao total do endividamento público.

Apesar da alta, a DPF ficou dentro do limite estabelecido pela equipe econômica para 2015, que era de R$ 2,8 trilhões. No entanto, o estoque ficou acima do PAF original. No início do ano passado, o Tesouro tinha estabelecido um teto de R$ 2,6 trilhões para a dívida pública. O limite foi reajustado no fim de 2015.

Segundo o Tesouro, o governo fez emissões superiores à necessidade de financiamento para enxugar o excesso de dinheiro em circulação na economia e ajudar no combate à inflação. O governo também ampliou o colchão da dívida para níveis próximos a seis meses do vencimento, contra cerca de três meses registrados até 2014.

O colchão da dívida representa o estoque de títulos que o governo reserva para honrar o vencimento dos títulos em caso de turbulências no mercado. No ano passado, parte do colchão da dívida foi usada para quitar passivos do governo com bancos públicos e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e cumprir recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Afetada pela forte valorização do dólar em 2015, a Dívida Pública Externa encerrou o ano em R$ 142,84 bilhões, com alta de 27,2% em relação aos R$ 112,3 bilhões registrados no fim de 2014. O endividamento externo, no entanto, representa apenas 0,5% da Dívida Pública Federal.

Em relação à composição da dívida, a DPF encerrou o ano passado com 39,4% corrigida por títulos prefixados (com papéis definidos no momento da emissão), 32,5% vinculados a índices de preços, 22,8% corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia) e 5,3% atrelados ao câmbio. A composição considera tanto a dívida interna quanto a externa.

A participação dos títulos prefixados ficou abaixo da meta mínima fixada, de 40%. Os títulos prefixados são preferíveis para o Tesouro Nacional porque dão previsibilidade à administração da dívida pública. O governo sabe exatamente o quanto vai pagar daqui a vários anos, no vencimento do título, porque os juros são definidos no momento da emissão. O Tesouro tem mais facilidade de vender esse tipo de papel em momentos de estabilidade na economia.

A fatia dos títulos corrigidos pela inflação também ficou abaixo da meta mínima de 33% estabelecida para 2015. A participação dos papéis vinculados à taxa Selic, no entanto, ficou acima do limite máximo de 22%. O forte aumento dos juros no ano passado elevou o peso desse tipo de papel no endividamento do governo.

Por meio da dívida pública, o governo emite títulos para levantar recursos necessários para honrar os compromissos. Em troca, o Tesouro compromete-se a devolver o total acrescido de uma correção, que pode ser prefixada ou seguir a inflação, a taxa Selic ou o câmbio.

O texto foi alterado às 15h30. O texto foi alterado às 16h23 para correção de informação. O Tesouro Nacional retificou a informação de que a dívida pública cresceu 21,7%, e não 24,8%.

Outras Notícias

Quatro novos casos de intoxicação por metanol são confirmados em Pernambuco

Pernambuco confirmou, nesta terça-feira (18), quatro novos casos de intoxicação por metanol no Sertão do estado. A informação foi divulgada por meio de nota oficial da Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) após análise realizada pelo Laboratório de Toxicologia da Polícia Científica. Segundo o comunicado, três das amostras positivas para metanol são de pacientes do município de Petrolina. […]

Pernambuco confirmou, nesta terça-feira (18), quatro novos casos de intoxicação por metanol no Sertão do estado. A informação foi divulgada por meio de nota oficial da Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) após análise realizada pelo Laboratório de Toxicologia da Polícia Científica.

Segundo o comunicado, três das amostras positivas para metanol são de pacientes do município de Petrolina. A quarta amostra foi enviada por uma unidade hospitalar de Salgueiro, onde uma das vítimas permanece internada. Nesse caso específico, a ingestão da bebida teria ocorrido no município de São Bento do Una, no Agreste pernambucano.

Um dos registros envolve uma pessoa residente na Bahia, razão pela qual ele não é contabilizado oficialmente entre os casos de Pernambuco.

Com essas ocorrências, Pernambuco chega a oito confirmações. Ao todo, foram 112 notificações, das quais cinco são de moradores de outros estados. Dos 107 casos pertencentes ao território pernambucano, apenas 12 ainda estão em investigação, enquanto 87 já foram descartados.

A Polícia Civil já instaurou investigação para apurar as circunstâncias das intoxicações e rastrear a origem da substância contaminante. A apuração está a cargo das delegacias de Petrolina e de São Bento do Una, que trabalham em conjunto para identificar possíveis pontos de produção, distribuição ou venda irregular de bebidas adulteradas.

A SDS afirmou que “todas as providências foram adotadas pelas forças de segurança para esclarecer as circunstâncias dos casos e identificar a origem da substância”, reforçando que o Estado acompanha a situação e atua para prevenir novos episódios.

Casos de intoxicação por metanol costumam estar associados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas, podendo causar sintomas graves, como cegueira temporária ou permanente, falência orgânica e até morte. Autoridades recomendam que a população adquira bebidas apenas em estabelecimentos confiáveis e evite produtos de procedência desconhecida durante o período de investigação.

“Avião do voo rasante” realiza pesquisa mineral em Tabira, Solidão e Água Branca

Uma aeronave que sobrevoa Tabira e a região desde do final de semana passado tem chamado atenção da população. O avião voa baixo e em alguns momentos parece que vai fazer um pouso de emergência. Ele sobrevoou a cidade durante a sexta (5) e já no começou da semana, nesta segunda (8) foi visto novamente […]

Uma aeronave que sobrevoa Tabira e a região desde do final de semana passado tem chamado atenção da população. O avião voa baixo e em alguns momentos parece que vai fazer um pouso de emergência.

Ele sobrevoou a cidade durante a sexta (5) e já no começou da semana, nesta segunda (8) foi visto novamente a ‘dar suas voltas’. Vários internautas assustados com os voos rasantes registraram as passagens da aeronave na região.

Curiosa com o fato inusitado a produção da Cidade FM 97,7 de Tabira desvendou o mistério na manhã de terça-feira (9).

A aeronave realiza trabalhos de pesquisa mineral na região de Tabira e Solidão, no Pajeú e Água Branca, Paraíba, para a empresa Yamana Gold.

“A empresa Yamana Gold gostaria de tranquilizar os moradores de Tabira, Solidão e Água Branca, na Paraíba, pois nesses dias uma aeronave está sobrevoando a região para colher dados. Por favor, não se preocupem, pois é apenas uma das etapas da pesquisa mineral”, diz um comunicado veiculado na emissora tabirense.

A Yamana Gold é uma empresa canadense que possui e opera minas de ouro, prata e cobre no Canadá, Chile, Argentina e no Brasil. Sediada em Toronto, a empresa foi fundada em 1994 e tornou-se listada na Bolsa de Valores de Toronto em 1995, na Bolsa de Valores de Nova York em 2007 e na Bolsa de Valores de Londres em 2020.

Para realizar a pesquisa, a aeronave precisa sobrevoar a região em baixa altitude. O ponto de decolagem e pouso é a cidade de Campina Grande, PB. Ainda não há previsão para encerramento da atividade.

Justiça concede liminar para tratamento adequado a menor com leucemia em Custódia

Por Edilson Xavier A Justiça de Custódia concedeu liminar contra a Prefeitura Municipal, determinando que imediatamente fosse fornecido transporte a uma criança portadora de leucemia, que por ordem do Secretário de Saúde, teria que viajar com outros doentes. A decisão era  desaconselhável devido ao estado de saúde da criança, ante a baixa imunidade, segundo documentos […]

Por Edilson Xavier

A Justiça de Custódia concedeu liminar contra a Prefeitura Municipal, determinando que imediatamente fosse fornecido transporte a uma criança portadora de leucemia, que por ordem do Secretário de Saúde, teria que viajar com outros doentes.

A decisão era  desaconselhável devido ao estado de saúde da criança, ante a baixa imunidade, segundo documentos médicos juntados ao processo, onde atuei como advogado da família.

Seus pais recorreram à Justiça da Comarca e obtiveram liminar a fim de que a prefeitura forneça transporte adequado ao deslocamento a Recife, para as sessões de quimioterapia.  Fonte: processo 459-98.2015.

Pesquisas eleitorais movimentam semana no Moxotó e Pajeú

Na próxima quarta-feira, dia 18 de setembro, será divulgado o novo levantamento do Instituto Múltipla sobre o cenário eleitoral de Arcoverde, uma das principais cidades do Sertão. A pesquisa foi contratada pelo Blog e entrevistou 420 pessoas no dia 12 de setembro. Com um intervalo de confiança de 95%, a margem de erro é de […]

Na próxima quarta-feira, dia 18 de setembro, será divulgado o novo levantamento do Instituto Múltipla sobre o cenário eleitoral de Arcoverde, uma das principais cidades do Sertão.

A pesquisa foi contratada pelo Blog e entrevistou 420 pessoas no dia 12 de setembro. Com um intervalo de confiança de 95%, a margem de erro é de 4,8%, para mais ou para menos.

O resultado é aguardado com expectativa, já que na última pesquisa, realizada em 2 de agosto, o ex-prefeito Zeca Cavalcanti liderava com 51% das intenções de voto, seguido pela ex-prefeita Madalena Britto, com 28%. João do Skate aparecia com apenas 3%.

A nova pesquisa trará um retrato atualizado da corrida eleitoral e pode indicar possíveis mudanças nas intenções de voto, especialmente em um cenário competitivo como o de Arcoverde.

Carnaíba, Iguaracy e São José do Egito também terão pesquisas

Além de Arcoverde, No Moxotó, cidades do Sertão do Pajeú também serão palco de pesquisas eleitorais nos próximos dias.

O Instituto Naipes registrou pesquisas para Carnaíba e Iguaracy, com divulgação marcada para o dia 16 de setembro. As cidades, conhecidas por suas tradições culturais, como a Terra de Zé Dantas (Carnaíba) e a Terra de Maciel Melo (Iguaracy), agora se tornam o centro das atenções políticas, com os resultados aguardados para dar mais clareza ao cenário local.

Em São José do Egito, cidade famosa por sua intensa movimentação política, duas pesquisas estão programadas.

O Instituto Conecta divulgará seu levantamento no dia 16, enquanto o Datacensus divulgará seus números no dia 17 de setembro.

São José do Egito já é conhecida como a cidade com mais pesquisas registradas nesta eleição, com números de vários institutos servindo como termômetro para o rumo da disputa.

Várias cidades sertanejas tem barragens com alto risco, segundo CNM

Barragens em Serra, Afogados, Iguaracy, Tuparetama, Salgueiro, Carnaíba, São José e Belmonte estão na lista divulgada pela CNM A lista atualizada de barragens que apresentam alto risco de rompimento no Brasil será atualizada até a próxima sexta-feira pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Em Pernambuco, de um total de 477 reconhecidas pela Agência Nacional das […]

Barragem de Brotas em 10 de abril de 2018. Foto: André Luis

Barragens em Serra, Afogados, Iguaracy, Tuparetama, Salgueiro, Carnaíba, São José e Belmonte estão na lista divulgada pela CNM

A lista atualizada de barragens que apresentam alto risco de rompimento no Brasil será atualizada até a próxima sexta-feira pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Em Pernambuco, de um total de 477 reconhecidas pela Agência Nacional das Águas (ANA), 63 estão estão em perigo. Todas estão classificadas como de alto dano associado, ou seja, caso rompam, trarão alta destruição ambiental ou social. Três estão em cidades da Região Metropolitana do Recife.

“Recebemos as informações da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), responsável pela fiscalização, e analisamos. Essas barreiras podem se romper a qualquer momento”, explicou o responsável pelo setor de Proteção e Defesa Civil da CNM, Johnny Liberato. A maior nesse estado é a de Jucazinho, em Surubim, no Agreste, com capacidade máxima de 327 bilhões de litros. Seu rompimento levaria destruição por todo o Capibaribe. A de Pirapama, no Cabo de Santo Agostinho, hoje reserva 64,5% da sua capacidade de máxima de 61 bilhões de litros.

“Os moradores que seriam atingidos por eventuais enchentes não têm treinamento de evacuação. E os responsáveis pelas manutenções não têm estrutura. Equipamento, maquinário, equipes.”

Em Jaboatão dos Guararapes, próximo à barragem de Duas Unas, também em alto risco, moradores do entorno dizem que a última manutenção na represa ocorreu há cinco anos e que nunca receberam nenhum tipo de orientação quanto a como agir em caso de emergências. Nem os do condomínio de luxo Alphaville, nem os moradores mais pobres, que trabalham para ele.

“Ninguém nunca veio aqui. Hoje, escutei que existem muitas barragens com risco de estourar e, claro que fiquei com medo”, desabafou a dona de casa Maria do Socorro da Silva, 64, que mora com a família há 17 anos no Sítio dos Coqueiros, há poucos metros da represa de Duas Unas. Uma das fontes de renda da dona de casa Rosenete Francisca, 46, é uma plantação de macaxeira cultivada no quintal de casa, localizado também há poucos metros da represa. “Nunca nem passou pela minha cabeça. Para mim, isso não vai acontecer nunca”.

O aposentado Antônio Felix da Sílva, 70, também mora no local. Ele afirmou que não costuma ver a Compesa realizando manutenções no local. “Nós cuidamos da barragem, nunca jogamos lixo, nem mexemos. Eles, eu já não sei”.

A Apac não repassou à reportagem os principais problemas ocorridos nas barragens, mas informou que “aciona o empreendedor responsável para a realização das ações cabíveis quando encontra necessidade de intervenção”. Até o fechamento da edição de ontem, nem a Compesa, responsável por barragens como Duas Unas e Pirapama, nem a seção estadual do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, responderam à Folha sobre a manutenção das barragens.

Fiscalização

O Governo Federal vai priorizar a fiscalização de 3.386 barragens classificadas como em risco alto de rompimento. Todas as 63 pernambucanas citadas nesta matéria estão incluídas. No Diário Oficial da União de ontem, está determinada uma avaliação rígida das estruturas das barragens e a necessidade de remover instalações que coloquem pessoas em risco. Não há prazo definido de entrega do relatório da avaliação.

No Sertão, estão na lista de barragens de alto risco Saco II (Santa Maria da Boa Vista), Algodões (Ouricuri), Bom Sucesso (Tuparetama), Saco I (Serra Talhada), Rosário (Iguaraci), Custódia (Custódia), Cachoeira II (Serra Talhada), Brotas (Afogados da Ingazeira), Arcoverde (Pedra), Boa Vista (Salgueiro), Jazigo (Serra Talhada), Arrodeio (São José do Belmonte), Caiçara (Parnamirim), São José II (São Jose do Egito), Parnamirim (Parnamirim), Manoel Rodrigues (Cabrobó), Almas (Petrolina), Araripina (Araripina), Juá II (Mirandiba), Chinelo (Carnaíba), Cruzeiro (São José do Belmonte) e Deserto (Petrolina).