Debate na Alepe questiona eficácia das ações de segurança do Governo Estadual
Por André Luis
Na quarta-feira (3), durante um debate realizado pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), foram levantadas preocupações sobre as medidas adotadas pelo Governo do Estado no combate à criminalidade.
A deputada Delegada Gleide Ângelo (PSB), autora do pedido para o debate, questionou a efetividade do programa “Juntos Pela Segurança”, especialmente diante do cenário alarmante de homicídios em Pernambuco, que contrasta com a tendência de redução nacional.
Gleide Ângelo ressaltou a falta de clareza nas metas e no monitoramento do programa, enfatizando que o plano ainda possui lacunas significativas. Ela destacou a necessidade de mais diálogo por parte do governo, especialmente diante da elevada taxa de homicídios no estado.
Representantes do governo, como a delegada Beatriz Leite, enfatizaram que o programa “Juntos Pela Segurança” tem como prioridade a redução de diversos tipos de crimes, incluindo os crimes patrimoniais, e mencionaram avanços na diminuição desses índices.
Durante o debate, deputados como Coronel Alberto Feitosa (PL) e Joel da Harpa (PL) destacaram a importância da articulação entre diferentes instituições públicas para o combate à criminalidade. Feitosa também questionou a equidade salarial entre policiais civis e militares, enquanto Joel da Harpa defendeu uma maior participação do governo federal nas políticas de segurança pública.
Além das questões levantadas pelos parlamentares, representantes de associações policiais e da sociedade civil também cobraram valorização dos profissionais da segurança, ampliação de efetivos e melhorias nas condições de trabalho.
Paralelamente ao debate, projetos de lei para reajuste salarial de profissionais de segurança avançaram na Comissão de Finanças da Alepe, mas enfrentaram questionamentos sobre equidade salarial entre policiais civis e militares.
O debate sobre esses projetos continuará na próxima semana, quando o relator deverá apresentar novamente o parecer, acompanhado de um estudo do impacto financeiro.
Apertem os cintos, 2017 vai começar. Após dois anos de crise, os novos prefeitos iniciam seus mandatos num cenário de ainda mais contenção de gastos, menos investimentos e no qual prometer cortes de despesas virou até promessa de campanha. “É fechar a torneira, mesmo. Tem que saber lidar com a escassez”, diz Marcio Lacerda (PSB), […]
Apertem os cintos, 2017 vai começar. Após dois anos de crise, os novos prefeitos iniciam seus mandatos num cenário de ainda mais contenção de gastos, menos investimentos e no qual prometer cortes de despesas virou até promessa de campanha.
“É fechar a torneira, mesmo. Tem que saber lidar com a escassez”, diz Marcio Lacerda (PSB), presidente da Frente Nacional de Prefeitos e prefeito de Belo Horizonte que será sucedido por Alexandre Kalil (PHS) no domingo (1º).
A crise econômica encolheu as receitas das capitais: onze tiveram queda real desde o início do mandato, e só seis não viram a arrecadação cair neste ano. Muitas iniciaram um rigoroso ajuste fiscal, que deve continuar em 2017. “Quem assume tem a oportunidade política de cortar mais. E isso é necessário”, afirma Lacerda. “Quem está entrando já sabe que a economia não vai crescer. No máximo, vai parar de cair.”
Em Vitória (ES), onde o prefeito reeleito, Luciano Rezende (PPS), diz que cortar gastos é “igual cortar unhas”, até o horário de expediente foi reduzido para economizar. Servidores que têm celular viram a conta reduzida a um terço, de R$ 150 para R$ 45 –e quem gasta mais tem o valor descontado em folha. Há dois anos, ninguém ganha reajuste salarial na cidade devido à queda de receitas, que é uma das mais agudas entre as capitais: 15,7% desde o início da gestão.
Em São Paulo, o prefeito eleito João Doria (PSDB) já anunciou a venda da maior parte da frota municipal e mandou os servidores usarem Uber, além de reduzir as secretarias de 27 para 22 e em 15% os valores de contratos. A atual gestão estima que a receita neste ano será 6% menor que o previsto –uma perda de aproximadamente R$ 3 bilhões.
Para fazer a conta fechar, pelo menos R$ 800 milhões foram remanejados de outros setores neste fim de ano para subsidiar o transporte público e custear a saúde, entre outras áreas. “Na ponta, o que não pode faltar é remédio no posto e professor em sala de aula”, diz Lacerda, de Belo Horizonte.
A capital mineira reduziu a frequência da limpeza pública, segurou progressões de professores, cortou iluminação de Natal, acabou com o cafezinho e eliminou o regime noturno em algumas escolas. No Recife, a gestão de Geraldo Júlio (PSB), reeleito, foi “ao limite da criatividade”, de acordo com o secretário da Fazenda Ricardo Dantas, para cortar custos.
A prefeitura reduziu as entradas dos postos de saúde, por exemplo, de seis para três, para economizar com portaria; substituiu vigias armados por porteiros ou alarmes; e mexeu em contratos para pagar por produtividade.
Para 2017, Recife terá seu próprio Uber: um aplicativo de compartilhamento da frota, para reduzir os gastos com carros. Em Curitiba, onde a arrecadação caiu quase 5% neste ano, tanto o atual prefeito quanto o eleito já enfrentam protestos contra cortes. O primeiro, Gustavo Fruet (PDT), cancelou um edital de financiamento de projetos culturais.
O que vai assumir, Rafael Greca (PMN), quer adiar um festival de música programado para janeiro. “Enquanto a saúde de Curitiba correr riscos, não haverá música”, declarou Greca, que diz pretender investir o dinheiro economizado em postos de saúde e hospitais.
A cantora afogadense Maria Dapaz falou de seus projetos e da repercussão do CD Maria Dapaz canta Amália Rodrigues no Debate das Dez de hoje na Rádio Pajeú. Paizinha afirmou que continua colhendo frutos do trabalho gravado em 2015 no Janeiro de Grandes Espetáculos, no Teatro de Santa Isabel. “Inicialmente havíamos gravado apenas para registro. […]
A cantora afogadense Maria Dapaz falou de seus projetos e da repercussão do CD Maria Dapaz canta Amália Rodrigues no Debate das Dez de hoje na Rádio Pajeú.
Paizinha afirmou que continua colhendo frutos do trabalho gravado em 2015 no Janeiro de Grandes Espetáculos, no Teatro de Santa Isabel.
“Inicialmente havíamos gravado apenas para registro. Mas o trabalho ficou tão bom que resolvemos lançar o CD”, disse.
Ao vivo, Maria Dapaz cantou alguns sucessos do projeto, como “Foi Deus”. Pelo que o blog apurou, é projeto da artista fazer uma apresentação especial de lançamento do projeto em Afogados da Ingazeira. O sonho é trazer o trabalho no aniversário de Afogados, comemorado dia 1º de julho.
Ela voltou de falar de seu amor e ligação com Afogados da Ingazeira. As raízes musicais nasceram ouvindo a Rádio Pajeú e participando de programas como Domingo Alegre, com Waldecy Menezes. Aos 15 anos, integrou a Marajoara, de Sertânia.
Desde cedo, ouvia composições de Amália Rodrigues. Mas foi vendo a artista ao vivo em um show na Suíça que disse ter ficado hipnotizada, quando decidiu um dia gravar seus sucessos.
Paizinha também falou de sua veia como compositora, lembrando sucessos como Brincar de Ser Feliz, sucesso na voz de Chitãozinho e Xororó, além de tantas composições nas vozes de nomes como João Paulo, Roberta Miranda, Elba Ramalho e Dominguinhos.
Ouça Paizinha interpretando ao vivo “Foi Deus”. É de arrepiar:
Prefeito do Recife reconheceu legado de José Patriota e endossou o nome de Adelmo Moura para disputar uma vaga na Alepe. Em entrevista ao programa Manhã Total Especial da Rádio Pajeú neste domingo (30), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), reafirmou o projeto de fortalecimento do partido para as eleições de 2026, destacando a importância de […]
Prefeito do Recife reconheceu legado de José Patriota e endossou o nome de Adelmo Moura para disputar uma vaga na Alepe.
Em entrevista ao programa Manhã Total Especial da Rádio Pajeú neste domingo (30), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), reafirmou o projeto de fortalecimento do partido para as eleições de 2026, destacando a importância de alianças e a conexão com as demandas populares.
O programa, ancorado pelo jornalista Nill Júnior, contou a participação especial da jornalista Betânia Santana, da Rádio Folha.
Acompanhado de lideranças políticas, como o prefeito de Afogados da Ingazeira Sandrinho Palmeira, o ex-prefeito de Itapetim e provável nome do PSB para disputar uma vaga na Alepe representando o Pajeú, Adelmo Moura e o deputado federal Pedro Campos falou sobre sua agenda na região do Pajeú, a homenagem ao ex-deputado José Patriota e a articulação para as prévias do PSB.
Fortalecimento partidário e alianças
João Campos destacou a estruturação do PSB em três etapas: congressos municipais (encerrando em março), estaduais (abril) e nacional (maio/junho). O prefeito adiantou que participará de congressos em estados como Ceará, São Paulo e Minas Gerais como candidato à presidência nacional do partido. Sobre as alianças, citou o apoio de nomes como Raul Henry (MDB), Marília Arraes (Solidariedade) e Miguel Coelho (União Brasil), que publicamente o incentivaram a liderar um projeto para Pernambuco.
“Não adianta só o PSB crescer. Se um aliado vencer e for bom para o conjunto, celebramos”, disse, evitando confirmar sua candidatura ao governo, mas ressaltando: “O PSB terá um projeto forte em 2026.”
Críticas indiretas à gestão estadual
Sem citar nominalmente a governadora Raquel Lyra (PSD), Campos contrastou as realizações passadas do PSB no estado – como a construção de escolas técnicas e o Pacto pela Vida – com a atual desaceleração de investimentos. “Quantas escolas técnicas foram inauguradas nos últimos três anos? Como falar em educação sem fazer o básico?”, questionou, defendendo um governo com “capacidade de tirar projetos do papel”.
Sobre a recente movimentação de Lyra para atrair aliados tradicionais, como o Avante e o Podemos, o prefeito reagiu com tranquilidade: “Eventuais movimentos de aliança sempre existiram. A diferença é quem faz política com o povo.”
Alinhamento com Lula e o PT
Campos reforçou o apoio do PSB ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, lembrando que o partido foi o maior aliado da chapa petista em 2022, com Geraldo Alckmin na vice-presidência. “O PSB estará com Lula em 2026. Quanto ao PSD, não sei se ele tem essa certeza”, provocou, em referência às articulações de Lyra.
Ainda que tem conversado com o presidente e que essa questão será tratada com a Executiva Nacional, falando sobre como deve ser a construção da aliança em vários estados.
Pesquisas e disposição para 2026
Questionado sobre pesquisas que o colocam como favorito ao governo, Campos afirmou sentir “reconhecimento nas ruas”, mas evitou antecipar decisões: “Na política, não pode ser ansioso nem moroso. Tem que ser como fazer pão: no tempo certo.”
Reconhecimento a Patriota
“Enxergo como muito importante esse caminho que Patriota abriu, seja pela sua história, pelo tamanho que tem, pelo municipalismo que representou ou pelas causas sindicalistas do homem do campo. Enfim, ele misturava uma luta cheia de representatividade. Então, claro que é uma figura única.
Apoio a Adelmo Moura
Ao discutir a sucessão do legado de José Patriota na região, Campos endossou o ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura, como nome do PSB para deputado estadual.
“O Pajeú é muito grande. Ele pode receber pessoas de outras regiões, companheiros muito valorosos, mas também pode e deve ter seu próprio nome. O companheiro Adelmo sabe da confiança que temos nele, do tamanho que tem, da sua história e lealdade. Não tenho nenhuma dúvida de que ele está pronto para colocar seu nome à disposição e ser um grande candidato a deputado, representando não só o Pajeú, mas Pernambuco e o nosso partido. Em uma terra de solo tão fértil como o Pajeú, grande e de dimensão tão expressiva, é como o coração de uma mãe, que sempre acolhe bem seus filhos.”
Márcia Conrado no seu palanque
Quando questionado sobre se a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT) vai estar no seu palanque, João Campos respondeu:
“Márcia, eu tenho um carinho muito grande por ela. É uma grande prefeita de Serra e uma pessoa muito disciplinada as convicções de partido. Acho que isso é bom, alguém que tem a capacidade de seguir o partido, de construir, sempre em harmonia com as decisões estratégicas pelo conjunto. Então, eu tenho uma admiração pelo trabalho dela e tenho certeza que ela é uma pessoa que se move por convicção e por lealdade. É um conjunto, claro, quem tem que falar da posição dela é ela, mas eu vejo Márcia como alguém que tem muita firmeza partidária, então depende também do partido dela.”
Nova oposição
João Campos minimizou os questionamentos da oposição que ganharam peso na última semana, como na polêmica da avaliação do TCE indicando suposto superfaturamento de livros pela educação e na fiscalização de vereadores como Eduardo Moura.
“O povo não está atrás de quem quer causar. Está atrás de quem faz entregas, de quem acorda cedo e dorme tarde trabalhando”.
Ex-ministro da Educação fez afirmação durante bate-papo com apoiadores de Bolsonaro em sala virtual. No Twitter ele negou apoio a Lula Por André Luis Um áudio que circula nas redes socais nesta quinta-feira (7), onde o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub critica as alianças que o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez durante seu governo e […]
Ex-ministro da Educação fez afirmação durante bate-papo com apoiadores de Bolsonaro em sala virtual. No Twitter ele negou apoio a Lula
Por André Luis
Um áudio que circula nas redes socais nesta quinta-feira (7), onde o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub critica as alianças que o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez durante seu governo e diz que o melhor para o país seria a volta do ex-presidente Lula, criou um verdadeiro frenesi.
No Áudio, gravado de um bate-papo entre apoiadores de Bolsonaro no Spaces, que é uma sala virtual pública criada por usuários do Twitter, Weintraub diz que Bolsonaro transformou o sonho de mudança no país em pesadelo.
“Porque hoje é o Lula, ou a gente continua piorando. Porque com ele [Jair Bolsonaro] vai continuar piorando. Historicamente o segundo mandato de um presidente costuma ser pior que o primeiro mandato, não é no Brasil é no mundo inteiro, um segundo mandato do presidente Bolsonaro vai ser mais fraco. Bom, vai ser um horror!”, decreta o ex-ministro (ouça o áudio no final da reportagem).
Weintraub diz ainda no áudio o motivo de não apoiar o ex-juiz e ex-ministro da justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro.
“Sérgio Moro não é um criminoso, não é um bandido, mas ele tem muitos defeitos que alguns deles apareceram agora nesse último episódio, por isso que eu nunca apoiei ele entre outras coisas”, afirmou. Leia abaixo a transcrição do áudio na íntegra:
“Sérgio Moro não é um criminoso, não é um bandido, mas ele tem muitos defeitos que alguns deles apareceram agora nesse último episódio, por isso que eu nunca apoiei ele entre outras coisas, mas, ao mesmo tempo, eu tenho que dizer que o presidente Bolsonaro se aliar ao centrão, ele transformou um sonho que a gente tinha de mudança no país em um pesadelo, porque hoje é o Lula ou a gente continua piorando. Porque com ele vai continuar piorando, com o presidente Bolsonaro reeleito. Historicamente o segundo mandato de um presidente costuma ser pior que o primeiro mandato, não é no Brasil, é no mundo inteiro, um segundo mandato do presidente Bolsonaro mais fraco. Bom vai ser um horror. Então hoje eu vejo isso, eu vejo, o melhor cenário é ruim.”
Após a repercussão do áudio, o ex-ministro afirmou, em seu Twitter, que “jamais apoiaria” o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Loucura! Eu jamais apoiaria o Lula! O centrão criou o ZV para destruir os conservadores. Eu falo claramente que a melhor alternativa é a reeleição do Bolsonaro. Porém, não será bom! O 2º mandato sempre é mais fraco que o 1ª. Além disso, ele estará mais cercado pelo centrão”, afirmou Abraham Weintraub, mas não é isso que se ouve no áudio. Ouça abaixo:
Em reunião, na noite deste domingo (14), com um grupo de moradores do bairro Jardim Amazonas, o pré-candidato a prefeito Miguel Coelho debateu sobre os problemas de transporte público em Petrolina. O socialista defendeu a renovação da frota de ônibus e investimentos nos abrigos e estruturas de apoio aos usuários de coletivos. “O transporte público […]
Em reunião, na noite deste domingo (14), com um grupo de moradores do bairro Jardim Amazonas, o pré-candidato a prefeito Miguel Coelho debateu sobre os problemas de transporte público em Petrolina. O socialista defendeu a renovação da frota de ônibus e investimentos nos abrigos e estruturas de apoio aos usuários de coletivos.
“O transporte público de Petrolina está velho e caro. O preço da passagem de ônibus é um dos mais altos do estado e o serviço é de péssima qualidade. São pouco mais de 60 ônibus, que estão velhos e não são suficientes para atender toda a demanda de estudantes e trabalhadores. As pessoas perdem até duas horas com locomoção e ainda sofrem com um mau tratamento. Petrolina precisa mudar isso com mais investimentos e cobrando a renovação imediata do sistema de transporte”, explicou o pré-candidato a prefeito.
O debate com os moradores do Jardim Amazonas encerrou a pré-campanha de Miguel Coelho. Nesta terça (16), o socialista inicia junto Luska Portela e a coligação de 16 partidos os atos oficiais da corrida eleitoral. “Fiquei muito satisfeito com essa fase. Pudemos debater a cidade e elaborar junto com as pessoas as propostas que serão mostradas na campanha. Estou confiante que ofereceremos o melhor projeto para retomar o desenvolvimento de Petrolina”, assegura Miguel Coelho.
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