Destaque, Notícias

Custódia ignora debate sobre cachês e aposta na grandiosidade

Por André Luis

Por André Luis – Editor executivo do blog

O anúncio da programação da Festa de São José 2026, em Custódia, recoloca no centro do debate uma discussão que tem atravessado prefeituras de todo o país: até que ponto é razoável sustentar grandes estruturas festivas em meio a questionamentos crescentes sobre os chamados “altos cachês artísticos”?

Enquanto gestores municipais discutem limites, transparência e prioridades orçamentárias, Custódia parece optar por seguir na contramão. A grade divulgada pela Prefeitura reúne nomes de projeção nacional como Xand Avião, Alexandre Pires e a dupla Maiara & Maraisa, além de atrações de forte apelo popular como Nadson O Ferinha e Júnior Vianna. É, sem dúvida, uma programação de peso.

Mas peso artístico costuma vir acompanhado de peso financeiro.

Em tempos em que municípios enfrentam desafios estruturais, da saúde à infraestrutura urbana, a opção por investir em grandes atrações musicais exige, no mínimo, um debate público qualificado. Não se trata de negar a importância cultural da Festa de São José, uma das mais tradicionais do Sertão pernambucano, nem de ignorar seu potencial de movimentar comércio e turismo. O ponto central é outro: qual o custo real dessa escolha e quais são as prioridades estabelecidas?

O argumento do “impacto na economia local” é recorrente. Hotéis lotam, ambulantes vendem, bares faturam. Porém, é preciso avaliar se essa movimentação compensa o investimento público envolvido, especialmente quando há apoio de órgãos como a Empetur e do Governo de Pernambuco, o que também implica recursos estaduais. Transparência sobre contratos, valores pagos e critérios de escolha das atrações é fundamental para que a população compreenda e legitime a decisão.

Outro aspecto sensível é o momento político. O debate sobre uso de eventos públicos como vitrine administrativa não é novo. Em várias cidades brasileiras, tribunais de contas e ministérios públicos têm recomendado cautela redobrada na contratação de artistas com cachês elevados, especialmente quando há descompasso entre o espetáculo no palco e a realidade fora dele.

Custódia, ao divulgar uma programação robusta e centrada em nomes de alcance nacional, envia um sinal claro: a aposta é na grandiosidade. Resta saber se essa grandiosidade dialoga com as necessidades mais urgentes da população ou se reforça um modelo de gestão que privilegia o impacto imediato e simbólico.

Festa é identidade, tradição e celebração. Mas gestão pública é, прежде de tudo, escolha. E toda escolha carrega consequências, políticas, financeiras e sociais. O debate não deve ser sobre ser “a favor” ou “contra” a festa, e sim sobre responsabilidade, equilíbrio e prioridade em tempos que exigem cada vez mais racionalidade no uso do dinheiro público.

Outras Notícias

Marina Silva rebate críticas de Aécio

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, rebateu nesta quinta-feira o tucano Aécio Neves, que havia afirmado na véspera que o Brasil não pode ser governado por amadores. “Tem muita gente dizendo que o Brasil não é para ser governado pelos amadores dos sonhos. Os brasileiros terão que fazer uma escolha: ou […]

Marina-Sertaozinho

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, rebateu nesta quinta-feira o tucano Aécio Neves, que havia afirmado na véspera que o Brasil não pode ser governado por amadores.

“Tem muita gente dizendo que o Brasil não é para ser governado pelos amadores dos sonhos. Os brasileiros terão que fazer uma escolha: ou apostam no sonho de que a gente possa ter um estado eficiente que faz a sua gestão escolhendo os melhores e não aqueles que são indicados pelo interesse do partido, desse ou daquele grupo” disse Marina, durante palestra na Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética (Fenasucro).

A presidenciável foi bastante aplaudida ao dizer que o governo federal relegou a produção de etanol para segundo plano.

Citando bandeiras de sua campanha como a implantação das escolas em tempo integral e o investimento de 10% da receita da União na saúde, Marina afirmou que o país tem duas opções:

“Essa é uma escolha entre os que tem esse sonho amador de ver o Brasil eficiente unido em torno desses objetivos e os que querem continuar na mão dos profissionais das escolhas incorretas”.

A candidata endossou as palavras do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, um dos seus conselheiros, de que se eleita irá procurar os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

“Vai ser mais fácil conversar com Fernando Henrique do que com ACM. E mais fácil conversar com Lula do que com Sarney” declarou Marina.

Programa Mãe Coruja e o SESI oferecem Curso Cozinha Brasil hoje em Santa Terezinha

Criado em Pernambuco no ano de 2007 pelo Governo do Estado, e implantado no Pajeú em 2010, o Programa Mãe Coruja que atende a 05 municípios da 10ª Regional deverá ser ampliado. De acordo com o Gerente Regional do Mãe Coruja Wilson Rodrigues, o programa deverá atender mais 07 municípios. Hoje o Mãe Coruja em […]

19-05-2009 - cozinha Brasil - cindacta ll
Cozinha Brasil 

Criado em Pernambuco no ano de 2007 pelo Governo do Estado, e implantado no Pajeú em 2010, o Programa Mãe Coruja que atende a 05 municípios da 10ª Regional deverá ser ampliado.

De acordo com o Gerente Regional do Mãe Coruja Wilson Rodrigues, o programa deverá atender mais 07 municípios. Hoje o Mãe Coruja em parceria com o SESI está oferecendo o Curso Cozinha Brasil no município de Santa Terezinha.

Cerca de 80 gestantes estão conhecendo dicas de economia. De acordo com Wilson Rodrigues até junho de 2015 o Mãe Coruja já atendeu 3.600 mulheres nos 05 municípios contemplados, que são: Itapetim, Carnaíba, Iguaracy, Santa Terezinha e Solidão.

Prefeitura de Água Branca amplia cota para beneficiários do Garantia Safra

No início da semana anterior, o prefeito de Água Branca, no Sertão da Paraíba, Tom Firmino, assinou o Termo de Adesão ao programa Garantia Safra e aumentou a cota do município, passando de 188 para 324 beneficiários.  O benefício, no valor de R$ 850, pago em cinco parcelas iguais e consecutivas, será concedido aos agricultores […]

No início da semana anterior, o prefeito de Água Branca, no Sertão da Paraíba, Tom Firmino, assinou o Termo de Adesão ao programa Garantia Safra e aumentou a cota do município, passando de 188 para 324 beneficiários. 

O benefício, no valor de R$ 850, pago em cinco parcelas iguais e consecutivas, será concedido aos agricultores que sofreram perda de safra acima de 50%.

Para o gestor, a garantia do recurso vai amenizar o impacto sofrido pela estiagem. “Estamos fazendo um esforço financeiro para que o homem e a mulher do campo não fiquem no prejuízo. Temos uma população rural significativa e boa parte vive exclusivamente das culturas agropecuárias.”, afirmou Tom.  

Na última quarta-feira (13), o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), se reuniu com funcionários da Secretaria de Agricultura e técnicos da EMPAER para deliberação dos inscritos e aptos para o Garantia Safra 2020/2021. 

Durante a reunião, a secretária de Agricultura, Irrigação e Meio Ambiente, Adriana Maria, divulgou a planejamento da pasta e assuntos de interesse dos agricultores. Também foi realizado o sorteio para a aração de terras 2021 que será divulgado em breve.

Congresso derruba veto de Bolsonaro à Lei Padre Júlio Lancellotti

Em votação nesta sexta-feira (16), o Congresso Nacional derrubou o veto de Jair Bolsonaro à Lei Padre Júlio Lancellotti. A nova lei, que agora segue para promulgação, proíbe a chamada “arquitetura hostil”, que emprega estruturas, equipamentos e materiais com o objetivo de afastar as pessoas — sejam moradores de rua, jovens ou idosos, por exemplo […]

Em votação nesta sexta-feira (16), o Congresso Nacional derrubou o veto de Jair Bolsonaro à Lei Padre Júlio Lancellotti. A nova lei, que agora segue para promulgação, proíbe a chamada “arquitetura hostil”, que emprega estruturas, equipamentos e materiais com o objetivo de afastar as pessoas — sejam moradores de rua, jovens ou idosos, por exemplo — de praças, viadutos, calçadas e jardins.

Essa lei teve origem em um projeto de lei, o PL 488/2021, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES). Segundo os defensores da proposta, um dos objetivos da arquitetura hostil é a especulação imobiliária, e por isso seu principal alvo seriam os moradores de rua.

O nome da lei — Padre Júlio Lancellotti —é uma referência ao religioso que, desde 1986, promove trabalhos sociais na cidade de São Paulo. Coordenador da Pastoral do Povo de Rua, Lancellotti usou uma marreta para remover pedras pontiagudas instaladas sob um viaduto pela prefeitura dessa cidade. O gesto já foi repetido em outras ocasiões pelo padre, que usa sua página numa rede social para denunciar a arquitetura hostil em outras cidades.

Nesta sexta-feira, Fabiano Contarato afirmou que muitos municípios incentivam a arquitetura hostil devido à especulação imobiliária. Ele agradeceu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e ao líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (PL-TO), pelo empenho em viabilizar a votação para que o veto de Bolsonaro fosse derrubado.

Assim como Contarato, o deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) criticou Bolsonaro, pelo veto, e os prefeitos que implementam a arquitetura hostil.

— É triste imaginarmos um prefeito, por exemplo, que toma a iniciativa de alguma construção arquitetônica para dificultar a vida de uma pessoa que está em situação de rua. Isso é uma coisa muito cruel! E como é cruel o presidente Bolsonaro, que, na verdade, mais uma vez mostra que não tem o mínimo de sensibilidade humana — protestou Vaz.

Para o deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA), a existência de moradores de rua por todo o país é a prova de que “algo está muito errado na condução das políticas públicas brasileiras”.

— Até cercas eletrificadas têm sido colocadas em logradouros para evitar que moradores de rua possam usar muitos locais. Mas, se há moradores de rua, a culpa é do próprio poder público e da sociedade brasileira como um todo. Não é escondendo os moradores de rua que vamos resolver o problema — disse Rocha.

A Lei Padre Júlio Lancellotti altera o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001) para estabelecer entre suas diretrizes a “promoção de conforto, abrigo, descanso, bem-estar e acessibilidade na fruição de espaços livres de uso público, seu mobiliário e interfaces com espaços de uso privado”. As informações são da Agência Senado.

Edgar Santos assume vice-presidência da Astur

A diretoria da Associação das Secretarias de Turismo de Pernambuco agora conta com um afogadense em seu quadro diretivo. O Secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Afogados da Ingazeira, Edgar Santos, foi eleito neste último final de semana para ser o novo vice-presidente da entidade. Participaram da votação, representantes de 43 municípios Pernambucanos, no […]

A diretoria da Associação das Secretarias de Turismo de Pernambuco agora conta com um afogadense em seu quadro diretivo.

O Secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Afogados da Ingazeira, Edgar Santos, foi eleito neste último final de semana para ser o novo vice-presidente da entidade.

Participaram da votação, representantes de 43 municípios Pernambucanos, no Centro de Convenções, em Olinda. Além de eleger a nova diretoria, a ASTUR prestou uma homenagem aos seus ex-presidentes e promoveu uma palestra com os participantes sobre inovação e sustentabilidade no âmbito das politicas publicas para o turismo. A palestra foi ministrada pelo turismólogo e mestre em gestão do desenvolvimento sustentável, Sérgio Xavier.

Os demais integrantes da chapa são: Paulo Sérgio, Presidente, representando o município de Bonito, no Agreste; e Ricardo Oliveira, 2º Vice-Presidente, representando a cidade de Itapissuma, na zona da mata norte.

“Vamos poder consolidar parcerias, participar de capacitações e atuar como multiplicadores junto aos demais municípios, para que possamos captar mais recursos, convênios e projetos na área do turismo para o nosso Sertão,” destacou o novo vice-presidente da ASTUR, Edgar Santos.