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Cúpula da CPI da Pandemia critica demora de Aras em decidir sobre conclusões da investigação

Por André Luis

Em entrevista coletiva da Frente Parlamentar do Observatório da Pandemia — grupo criado para fiscalizar e acompanhar os desdobramentos jurídicos, legislativos e sociais das conclusões da CPI da Pandemia — nesta quarta-feira (23), os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), criticaram a posição do procurador-geral da República, Augusto Aras, que estaria protelando a tomada de uma decisão sobre o resultado da CPI.

Omar Aziz, que foi presidente do colegiado, chegou a dizer que não cabe confundir a população com o argumento de que as provas da CPI não existem.

“[Aras] pode condenar ou absolver, mas nunca dizer que não há provas. Se ele absolver, entrará na História absolvendo quem contribuiu para a morte de 630 mil pessoas. Se ele condenar, estará fazendo o dever dele. O único argumento que ele não pode dizer é que não há provas. As provas são públicas, de conhecimento do povo brasileiro”, declarou.

Na abertura da entrevista, Omar Aziz manifestou seu respeito a Augusto Aras, mas argumentou que não podem ser diminuídos nem o trabalho da CPI, nem o papel fiscalizador do Ministério Público. Ele acrescentou que os documentos da CPI que apontam crimes do presidente Jair Bolsonaro e de membros do primeiro escalão do governo foram devidamente enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR), que, segundo o senador, segue insistindo que “não tem prova nenhuma”.

“Houve omissão. Poderíamos ter muito menos mortes. O Brasil errou, e não podemos permitir que o Brasil erre novamente. Caso ninguém seja punido pelo que aconteceu com os brasileiros e brasileiras neste país, não tenham dúvidas que, futuramente, pode aparecer um outro presidente e fazer o que foi feito agora, ou pior”, lamentou.

Vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues cobrou do Ministério Público a mesma “dedicação, zelo e afinco” com que os senadores se dedicaram durante seis meses na comissão de inquérito. Ele apresentou um cronograma da entrega à PGR das provas dos crimes apurados pela CPI, salientando que os senadores cumpriram todas as exigências técnicas e protocolares dos procuradores, mas Aras insistiu que a CPI não tinha entregado os documentos. Ele considera que o colegiado tem sido “embromado” pela PGR.

“A velocidade com que está sendo encaminhado na PGR não é a mesma que o procedimento anda na Procuradoria da República da 1ª Instância do Distrito Federal e no Ministério Público de São Paulo”, sublinhou.

Apesar de elogiar a decisão de Aras de pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura do sigilo imposto às investigações derivadas da CPI, ele ressaltou a responsabilidade do Senado de, caso necessário, processar eventual pedido de impeachment do procurador-geral da República.

Para o relator da comissão, Renan Calheiros, há um esforço da PGR para desmerecer as provas, que prometeu apresentar “quantas vezes forem necessárias”.

“A CPI investigou tudo à luz do dia, com farto material probatório. A sociedade acompanhou os interrogatórios e as provas que esses interrogatórios produziram” explicou.

Renan se mostrou confiante de que Aras não terá coragem de continuar criando obstáculos às investigações. Ele reconheceu a importância do procurador-geral da República no “desmonte” da Lava Jato, mas avalia que ignorar os crimes apontados pela CPI, incluindo os atribuídos a Bolsonaro, poderá levar o Ministério Público ao descrédito.

“Essas coisas não podem ficar impunes. Precisamos fazer justiça. Primeiro, a justiça dos homens, que é o que nos compete fazer, defender, cobrar e reivindicar. Depois, a justiça de Deus, de onde, sem dúvida, eles não escaparão”, acrescentou.

Para Renan, o governo continua praticando omissão e negacionismo no combate à Covid, o que teria sido evidenciado com o episódio da resistência do Ministério da Saúde à vacinação de crianças. Ele associou o atraso na aplicação da vacina infantil ao aumento da incidência do vírus nos últimos meses.As informações são da Agência Senado.

Outras Notícias

Em vez de apurar condutas de médicos, CREMEPE repudia prefeito que os flagrou dormindo

O flagrante de dois médicos dormindo enquanto pessoas aguardavam atendimento no Hospital Municipal Jailton Messias de Souza Albuquerque, em Barreiros, no litoral sul de Pernambuco, ganhou repercussão nas redes sociais. O prefeito Carlinhos da Pedreira foi pessoalmente à unidade de saúde para verificar denúncias de demora no atendimento à população. Durante a fiscalização, o gestor […]

O flagrante de dois médicos dormindo enquanto pessoas aguardavam atendimento no Hospital Municipal Jailton Messias de Souza Albuquerque, em Barreiros, no litoral sul de Pernambuco, ganhou repercussão nas redes sociais.

O prefeito Carlinhos da Pedreira foi pessoalmente à unidade de saúde para verificar denúncias de demora no atendimento à população.

Durante a fiscalização, o gestor encontrou uma situação os profissionais da unidade em um quarto de repouso durante o expediente, enquanto pacientes aguardavam atendimento.

Segundo o prefeito, três médicos estavam escalados para o plantão, mas apenas um estaria realizando atendimentos no momento da fiscalização.

Após o episódio, a Prefeitura anunciou o rompimento do contrato com a associação responsável pela gestão do hospital e informou que reassumirá a administração da unidade.

A NOTA DO SIMEPE

O Conselho Regional de Medicina, CREMEPE, e o Sindicato dos Médicos de Pernambuco, SIMEPE, repudiaram a atitude do prefeito e defenderam os médicos. Disseram que o prefeito os constrangeu. E que eles não fizeram nada de errado.

Júri de Giselda Andrade, có-autora da morte do pequeno Arthur será em março

Do Causos e Causas Giselda da Silva Andrade, acusada pela morte de Arthur Ramos Nascimento, de 2 anos, será julgada em 22 de março de 2027, às 8h30, na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Recife. O menino morreu em 16 de fevereiro de 2025, em Tabira, no Sertão de Pernambuco. A […]

Do Causos e Causas

Giselda da Silva Andrade, acusada pela morte de Arthur Ramos Nascimento, de 2 anos, será julgada em 22 de março de 2027, às 8h30, na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Recife.

O menino morreu em 16 de fevereiro de 2025, em Tabira, no Sertão de Pernambuco. A ré responde por homicídio qualificado, tortura e estupro de vulnerável.

Arthur estava sob os cuidados de Giselda e de Antônio Lopes Severo, conhecido como “Frajola”, desde que a mãe, Geovana Ramos, viajou a trabalho para outro estado, no fim de 2024. Era garota de programa. A investigação apontou relatos de tortura e violência sexual, além de asfixia mecânica e traumatismo craniano associados à morte.

O casal foi preso dois dias depois, na zona rural de Carnaíba. Na chegada a Tabira, uma multidão cercou a viatura e retirou Antônio, que foi linchado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu. A atuação dos policiais durante o episódio também passou por apuração.

Giselda foi encaminhada a uma unidade prisional e denunciada pelo Ministério Público de Pernambuco em maio de 2025. A responsabilidade penal dela será examinada no júri. A acusação não equivale a uma condenação, e a ré tem direito à defesa.

As Advogadas Luciana Bispoadvogada e Isabelal Brito atuarão na assistência à acusação.

#tabira

Lula chama Flávio Bolsonaro de pé frio e diz que ele terá que responder a crimes no Brasil

O presidente Lula participou a pouco de uma live com o Deputado Federal André Janones. Lula criticou o seu adversário, Flávio Bolsonaro, por ter fugido para os Estados Unidos, o chamando de “pé frio”, pela derrota do Partido Republicano, de Donald Trump, mas eleições de meio de mandato. Ainda que Flávio terá que responder por […]

O presidente Lula participou a pouco de uma live com o Deputado Federal André Janones.

Lula criticou o seu adversário, Flávio Bolsonaro, por ter fugido para os Estados Unidos, o chamando de “pé frio”, pela derrota do Partido Republicano, de Donald Trump, mas eleições de meio de mandato.

Ainda que Flávio terá que responder por seus crimes no Brasil. Lula também disse estar apurando o golpe do amigo de Flávio, Willer Tomaz, na tomada na ilha de Richarlison.

Por fim, que continua esperando Flávio abrir suas contas bancárias para ver “quem é honesto nesse país “.

Prefeitura de Itapetim inaugura Sala de Telessaúde com consultas online em cinco especialidades médicas

A Prefeitura de Itapetim inaugurou, nesta quinta-feira (5), uma Sala de Telessaúde destinada à realização de consultas online com médicos especialistas. O serviço funciona na Unidade Básica de Saúde (UBS) Alzira Alves, ao lado do Hospital Municipal Maria Silva, e foi implantado pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Governo Federal. A nova […]

A Prefeitura de Itapetim inaugurou, nesta quinta-feira (5), uma Sala de Telessaúde destinada à realização de consultas online com médicos especialistas. O serviço funciona na Unidade Básica de Saúde (UBS) Alzira Alves, ao lado do Hospital Municipal Maria Silva, e foi implantado pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Governo Federal.

A nova estrutura permitirá que pacientes recebam atendimento especializado por videoconferência, sem a necessidade de deslocamento para outros municípios em determinados casos. Segundo a gestão municipal, o serviço atenderá moradores de todas as localidades de Itapetim.

O acesso às consultas começa pela Unidade Básica de Saúde. Inicialmente, o paciente passa por uma avaliação médica e, caso seja identificada a necessidade de acompanhamento especializado, o profissional da unidade realiza o agendamento. No dia marcado, a consulta acontece de forma remota, com a presença do médico da UBS ao lado do paciente.


Nesta primeira etapa, serão oferecidos atendimentos em cinco especialidades: cardiologia, estomatologia, oncopediatria, psiquiatria ambulatorial e obstetrícia (PNAR).

Na área de cardiologia, a estrutura também permitirá a realização de eletrocardiogramas, quando houver indicação médica. O exame registra a atividade elétrica do coração e auxilia na avaliação de possíveis alterações cardíacas.

De acordo com a Prefeitura, o município trabalha para ampliar o número de especialidades disponíveis. A previsão também é implantar o serviço nos distritos de Piedade e São Vicente, embora ainda não tenham sido divulgadas datas para o início dos atendimentos nessas localidades.

A inauguração contou com a presença da prefeita Aline Karina, do vice-prefeito Chico, da secretária municipal de Saúde, Alda Araújo, além de vereadores, secretários, diretores municipais e profissionais da unidade.


O atendimento será realizado mediante avaliação e encaminhamento médico pela rede municipal de saúde. A Prefeitura não informou a quantidade de consultas previstas nem os horários específicos de funcionamento da Sala de Telessaúde.

Fotos: Divulgação

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Aliados de Lula repercutem renúncia de presidente do Paraguai e comparam crise do Ueno Bank ao caso Master

A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5), provocou reações de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. Parlamentares brasileiros associaram a crise política no país vizinho ao colapso do Ueno Bank, fizeram críticas a governos de direita na América Latina e estabeleceram comparações com o […]

A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5), provocou reações de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. Parlamentares brasileiros associaram a crise política no país vizinho ao colapso do Ueno Bank, fizeram críticas a governos de direita na América Latina e estabeleceram comparações com o escândalo do Banco Master, no Brasil.

Peña anunciou sua saída após perder apoio político em meio às denúncias de irregularidades envolvendo o banco paraguaio. A instituição, que atendia aproximadamente três milhões de clientes, sofreu intervenção do Banco Central depois que foram identificados problemas em sua situação financeira.

O caso ganhou dimensão política porque Peña havia sido acionista de uma empresa ligada ao grupo controlador do Ueno Bank até março de 2025. A instituição também administrava centenas de milhões de dólares em recursos públicos, incluindo depósitos relacionados à Previdência Social.

Entre os políticos brasileiros que repercutiram a renúncia está o deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ). Ele classificou a saída de Peña como mais uma derrota de aliados do presidente norte-americano Donald Trump na América Latina e criticou a relação entre interesses financeiros privados e governos.

A ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco também se manifestou. Ela prestou solidariedade aos paraguaios afetados pela crise bancária e questionou modelos econômicos que, em sua avaliação, favorecem grupos financeiros em prejuízo dos trabalhadores.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) relacionou o episódio à atuação de governos de direita e mencionou os brasileiros que se mudaram para o Paraguai atraídos pelas condições econômicas do país.

Já a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) destacou a proximidade política de Santiago Peña com Donald Trump e com integrantes da família Bolsonaro. Para ela, a renúncia representa um revés para esse campo político na América do Sul.

A comparação com o Banco Master também entrou nas discussões. No Brasil, a instituição financeira de Daniel Vorcaro teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, após problemas financeiros e irregularidades identificadas pelo órgão regulador.

Embora os dois episódios envolvam instituições financeiras submetidas à intervenção das autoridades e suspeitas de irregularidades, os processos têm características e desdobramentos distintos. No Paraguai, a crise atingiu diretamente a Presidência em razão dos vínculos empresariais anteriores de Peña com o grupo controlador do banco.

A renúncia do presidente paraguaio ainda depende de apreciação pelo Congresso. Após o anúncio, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura de um processo de impeachment. A definição sobre a saída definitiva e seus efeitos institucionais caberá ao Legislativo do país.

Peña não assumiu responsabilidade pelas irregularidades investigadas e afirmou que decidiu deixar o cargo para preservar a estabilidade política e institucional do Paraguai.

Fonte: O Globo/CBN
Foto: Brenno Carvalho

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