Concurso da Câmara de São José do Egito oferece 15 vagas em diversos níveis
Por André Luis
A Câmara de Vereadores de São José do Egito está com um concurso em andamento visando o preenchimento de 15 vagas em diferentes cargos, abrangendo os níveis fundamental, médio e superior. As inscrições já estão em curso e podem ser efetuadas através do site da banca organizadora, o renomado Instituto IGEDUC (www.igeduc.org.br).
Os salários iniciais para os cargos em disputa podem alcançar até R$ 2.700,00, variando conforme a posição pleiteada pelo candidato.
Como se inscrever
Aqueles interessados em concorrer às vagas disponibilizadas pelo edital devem realizar suas inscrições exclusivamente online, através do site do Instituto IGEDUC, no período compreendido entre 22 de abril e 22 de maio. As taxas de inscrição oscilam entre R$ 90 e R$ 120, conforme a categoria do cargo escolhido.
Cargos em disputa
O concurso contempla oportunidades para diversos cargos, incluindo agente administrativo, auxiliar de serviços gerais, analista de controle interno, técnico em contabilidade e vigilante. Além disso, há uma política de inclusão, com reserva de vagas para candidatos que se enquadrem nos critérios de ações afirmativas, bem como para pessoas com deficiência.
Remuneração inicial
Os profissionais aprovados no certame serão submetidos a jornadas de trabalho que variam entre 30 e 36 horas semanais, recebendo remunerações mensais entre R$ 1.412,00 e R$ 2.700,00. A prova objetiva está agendada para ocorrer no dia 9 de junho de 2024.
Sobre o Instituto IGEDUC
Com quase uma década de atuação, o Instituto IGEDUC é reconhecido pela qualidade, seriedade e inovação em seus processos. Já realizou concursos e seleções para mais de 640 cargos, contemplando mais de 100 mil candidatos em estados como Paraíba, Pernambuco, Bahia e Paraná. Além disso, o instituto se destaca na capacitação de gestores e na organização de vestibulares para cursos disputados, como medicina. Para mais informações sobre concursos em aberto, acesse www.igeduc.org.br. Instituto IGEDUC, compromisso e integridade em concursos e seleções.
Nesta terça-feira (10), o Governo Municipal de Itapetim, por meio da Secretaria de Educação, realizou a Jornada Pedagógica 2026, com o objetivo de preparar os profissionais da educação para o início do ano letivo. O encontro reuniu professores, gestores e equipes escolares em um momento de formação e alinhamento das ações educacionais para 2026. A […]
Nesta terça-feira (10), o Governo Municipal de Itapetim, por meio da Secretaria de Educação, realizou a Jornada Pedagógica 2026, com o objetivo de preparar os profissionais da educação para o início do ano letivo. O encontro reuniu professores, gestores e equipes escolares em um momento de formação e alinhamento das ações educacionais para 2026.
A programação contou com a palestra “Bem-estar do Educador: o professor como pilar, bem-estar e seus impactos na educação”, ministrada por Ricardo Pires Cantarelli, consultor credenciado pelo Sistema S. Durante a exposição, foram abordados temas relacionados ao cuidado com o educador.
Durante o evento, também foi realizada a entrega da premiação do projeto “Minha Prática é 10”, que reconheceu professoras da rede municipal, premiadas com uma impressora, como forma de incentivo e valorização das práticas pedagógicas.
A prefeita Aline Karina esteve participando e anunciou o reajuste do piso salarial dos professores efetivos, bem como a concessão de reajuste salarial aos professores contratados. Segundo o anúncio, os projetos de lei referentes aos reajustes serão encaminhados nesta quarta-feira (11) à Câmara de Vereadores.
A Jornada Pedagógica contou ainda com a presença da nova secretária de Educação, Paula Cilene, da equipe da Secretaria de Educação, além de professores, auxiliares, cuidadores, diretores e demais profissionais da rede municipal.
A educação de Itapetim segue como prioridade da gestão municipal, com a perspectiva de novos avanços em 2026 por meio de investimentos, valorização profissional e o fortalecimento das políticas educacionais.
Representantes do BNB estiveram em Tuparetama fechando contratos com agricultores familiares, nesta quarta-feira (25). A prefeitura de Tuparetama apoiou a iniciativa do BNB. Foram 80 agricultores familiares que assinaram contrato do Programa Agroamigo do BNB, nesta quarta-feira (25). O BNB veio para Tuparetama através da parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). “Agradeço o […]
Representantes do BNB estiveram em Tuparetama fechando contratos com agricultores familiares, nesta quarta-feira (25).
A prefeitura de Tuparetama apoiou a iniciativa do BNB. Foram 80 agricultores familiares que assinaram contrato do Programa Agroamigo do BNB, nesta quarta-feira (25).
O BNB veio para Tuparetama através da parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). “Agradeço o apoio da prefeitura, do IPA e fico feliz em poder compartilhar com os agricultores a chance de melhorar a propriedade”, disse Irapuan Borges, Gerente Regional do BNB.
Foram fechados contratos para os agricultores comprarem animais ou investirem na infraestrutura das propriedades. “Foram assinados 80 contratos de R$ 5 mil e de R$ 15 mil”, disse Emanuel Marcos, Agente de Microcrédito do BNB.
Os agricultores assinaram os contratos no Teatro Municipal Manoel Filó, na Rua Monsenhor Rabêlo, Nº 9, no Bairro do Centro, em Tuparetama.
Existe uma cooperação técnica do IPA com o BNB para o IPA realizar a assistência técnica aos agricultores. “Esta foi a 1º vez que o gerente de negócios do BNB esteve em Tuparetama”, disse Marcyleide Lima, Extensionista Rural do IPA em Tuparetama.
“A prefeitura apoiou aproximando osagricultores do banco”, disse Emanuel. Os empréstimos de R$ 5mil têm um prazo de 2 anos para serem pagos e os de R$ 15 mil, prazo de 10 anos.
Modus operandi requintado indica se tratar de quadrilha especializada Por André Luis Nesta quarta-feira (25), o ex-vereador José Edson Ferreira, o Zé Negão, teve três contas bancárias invadidas e perdeu R$ 40,9 mil num golpe digital. O advogado e vereador de Afogados da Ingazeira, Edson Henrique, filho de Zé Negão, explicou, nesta quinta-feira (26), ao […]
Modus operandi requintado indica se tratar de quadrilha especializada
Por André Luis
Nesta quarta-feira (25), o ex-vereador José Edson Ferreira, o Zé Negão, teve três contas bancárias invadidas e perdeu R$ 40,9 mil num golpe digital.
O advogado e vereador de Afogados da Ingazeira, Edson Henrique, filho de Zé Negão, explicou, nesta quinta-feira (26), ao programa A Tarde é Sua da Rádios Pajeú, o modus operandi usado pelos criminosos.
Ele disse que Zé Negão recebeu um SMS em seu celular informando sobre uma possível compra no valor R$ 4.000,00 em seu cartão de crédito e que caso ele não reconhece a compra deveria entrar em contato com a suposta central do cartão através de um número 0800.
“Ele ligou e falou com uma mulher que se disse atendente do Banco do Brasil, e atendia pelo nome de Júlia, Segundo ela, foi feita uma compra no valor R$ 4.000,00 nas Lojas Renner e pergunto se ele reconhecia a compra. Ele explicou que não fez nenhuma compra na loja citada e a suposta atendente foi lhe fazendo algumas perguntas e disse que precisava do número do CPF dele para cancelar a compra”.
Edson Henrique relatou que a noite, após a conversa com a atendente, Zé Negão tentou acessar os aplicativos do Banco do Brasil e do Bradesco para fazer algumas transações e não conseguiu. Neste momento, Zé já havia perdido o acesso aos dois aplicativos.
“Ele acessou o aplicativo da Caixa com o intuito de fazer o pagamento de contas como água, luz… Mas ao verificar o saldo da conta viu que havia sido feito um Pix no valor de R$ 22,1 mil”, relatou.
De imediato Zé Negão ligou para Edson Henrique e os dois foram juntos a 20ª Desec de Afogados da Ingazeira onde fizeram a abertura de Boletim de Ocorrência.
“Só informamos no boletim o valor extraviado da Caixa, pois foi o único que conseguimos ter acesso ainda na noite de ontem”, explicou.
Edson Henrique relatou ainda que nesta quinta-feira (26) se dirigiram a Caixa onde falaram com o gerente sobre o ocorrido e depois foram aos outros dois bancos.
No Bradesco, os golpistas fizeram dois Pix. Um, no valor de R$ 8.200,00 e outro de R$ 1.600,00. Já no Banco do Brasil o foi realizado um Pix de R$ 5 mil e um empréstimo no valor de R$ 4 mil.
Edson Henrique informou que Zé Negão já conseguiu recuperar os dois Pix realizados no Bradesco no total de R$ 9,8 mil. “O banco já identificou e confirmou a fraude”.
Ainda segundo Edson Henrique, Caixa e Banco do Brasil ainda estão analisando o ocorrido. “Assim que a fraude for comprovada nos dois bancos os valores também serão estornados”, explicou Edson que disse que caso a situação não se resolva administrativamente o caso será judicializado.
Chama a atenção o modus operandi do golpe, que pelo requinte e uso inclusive de um 0800 tudo indica se tratar de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime. Com apenas o número do CPF de Zé Negão, os golpistas conseguiram descobrir em quais bancos ele tinha conta aberta, acessaram e trocaram as chaves dos aplicativos e fizeram toda a movimentação.
Edson Henrique informou que a inteligência da Polícia está trabalhando no caso para tentar chegar aos golpistas. Ainda segundo informações de Edson, uma pessoa em São José do Egito também sofreu o mesmo golpe.
Arte: Robson Lima A Prefeitura de Arcoverde, através do Centro de Inclusão e Oportunidades, está com inscrições abertas para o Curso de Auxiliar Administrativo. São oferecidas 30 vagas para jovens, a partir de 16 anos, com Ensino Fundamental completo. Devido ao aumento nos casos de Covid-19, o curso acontece no formato online, no período […]
A Prefeitura de Arcoverde, através do Centro de Inclusão e Oportunidades, está com inscrições abertas para o Curso de Auxiliar Administrativo. São oferecidas 30 vagas para jovens, a partir de 16 anos, com Ensino Fundamental completo.
Devido ao aumento nos casos de Covid-19, o curso acontece no formato online, no período da tarde, das 14h às 17h, nas segundas e terças-feiras. As aulas já terão início na próxima segunda-feira (14).
As inscrições acontecem no antigo Centro de Cultura, localizado na Avenida Pedro Segundo, s/n.º – 1º andar (perto do Colégio Imaculada). Para se inscrever, é necessário apresentar as cópias de RG, CPF, comprovante de residência e o número do NIS.
Entre o conteúdo programático do curso estão rotinas administrativas, atendimento ao cliente, fluxo de caixa, entrevista de emprego, principais setores de uma empresa, organização de escritório, comunicação, entrevista de emprego, entre outros assuntos.
Mais informações podem ser obtidas através do telefone: (87) 3821-9019.
Editor-executivo do “The Intercept Brasil”, Leandro Demori afirma em entrevista exclusiva ao O POVO que os arquivos obtidos pelo site jornalístico sobre diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol contêm “centenas e centenas” de áudios, mensagens e vídeos. Neles, antecipa o jornalista, as evidências revelam uma zona cinzenta da maior operação […]
Editor-executivo do “The Intercept Brasil”, Leandro Demori afirma em entrevista exclusiva ao O POVO que os arquivos obtidos pelo site jornalístico sobre diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol contêm “centenas e centenas” de áudios, mensagens e vídeos. Neles, antecipa o jornalista, as evidências revelam uma zona cinzenta da maior operação de combate à corrupção da história do País: a Lava Jato. De acordo com Demori, “não há dúvida em relação à autenticidade” dos arquivos que vêm causando estupor no País.
O POVO – Há uma quase ansiedade em relação aos próximos capítulos da série Vaza Jato, do “The Intercept Brasil”. Qual é a real dimensão do conteúdo que vocês têm em mãos?
Leandro Demori – A gente não está falando sobre o tamanho do arquivo. Não posso responder isso. O que posso dizer é que é um arquivo muito grande, um arquivo colossal, e que foram centenas e centenas de diálogos de grupos e de situações. Estamos falando aí de anos, praticamente a maior parte dos anos da Operação Lava Jato. É realmente muito grande, já fizemos um sobrevoo até agora, já conseguimos mergulhar um pouco mais, mas é um trabalho de longo prazo. É uma maratona, não é uma corrida de 100 metros.
OP – Há prognóstico de novos conteúdos ainda nesta semana?
Demori – O Intercept não está falando nem quais são as próximas matérias nem quais são as próximas pessoas diretamente envolvidas, não está divulgando prazos ou datas. Não fizemos isso. Não estamos fazendo isso para evitar especulações, porque é um assunto delicado que trata de interesses públicos e que mexe com muita coisa. O que fizemos nesta semana foi publicar os contextos dos fatos de uma das reportagens, que era aquela reportagem que mostrava os diálogos do ex-juiz Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol.
OP – Adotou-se uma postura, comum ao Intercept, que foi publicar na íntegra os diálogos com o contexto. Isso vai ser seguido nas próximas reportagens? Vão sempre publicar a integra dos conteúdos?
Demori – A gente vai publicar sempre tudo que for possível, mantendo a intimidade e a privacidade das pessoas, e mantendo também algumas histórias que eventualmente estejamos apurando. Essa é a estratégia.
OP – Até agora, uma parte dos veículos de imprensa deu mais importância à origem das mensagens e ao modo pelo qual elas foram obtidas do que propriamente ao conteúdo. Como avalia isso do ponto de vista jornalístico?
Demori – Olha, pra mim isso tudo é mau jornalismo. O que interessa mais à população brasileira, ou seja, o que tem maior interesse público nesse debate? É a isso que se diz jornalismo. Jornalismo é uma profissão que lida fundamentalmente com interesse público. A gente serve à sociedade. Portanto, jornalismo é um serviço. O que tem mais interesse público neste momento no País: saber como operaram procuradores e o juiz da maior ação de combate à corrupção da história do Brasil? Ou você ficar especulando se houve ataque hacker de celular de x, y ou z? Quem define a linha editorial a partir das especulações não está servindo ao interesse público. Se não serve ao interesse público, faz mau jornalismo. Os motivos, não sei.
OP – O senhor acha que cabia ao site, e de modo geral ao jornalista, essa preocupação com a origem da informação? Vocês, em algum momento, chegaram a se perguntar se deveriam ou não publicar esse conteúdo?
Demori – Nós não estamos falando sobre a nossa fonte, então não dá informação sobre isso. Mas, nesse caso, a gente adotou o mesmo padrão de qualquer outro caso, que é o mesmo padrão adotado pelo melhor jornalismo feito no mundo inteiro, que é: você recebe uma informação, um pacote de documentos, verifica a autenticidade e verifica se existe interesse público naquilo. A partir do momento em que os documentos são autênticos e são de interesse público, você faz uma apuração consistente em cima para não cometer nenhuma injustiça. E, depois, você leva isso a conhecimento público. É assim que se faz bom jornalismo no New York Times, no The Guardian, no Washington Post, no La Republica, no Le Monde Diplomatique e na melhor imprensa europeia e norte-americana. Então foi exatamente isso que a gente fez.
OP – Obviamente que vocês sabiam que aquele conteúdo era, e é, explosivo e provocaria um terremoto político em Brasília e na própria Operação Lava Jato. Vocês estavam preparados para esta repercussão, inclusive do ponto de vista jurídico?
Demori – A partir do momento em que a gente recebeu o material, e começou a avaliar o material, identificando a autenticidade dele, a gente entendeu que aquilo era algo muito grande e muito importante por se tratar de uma operação que, nos últimos anos, tomou conta do noticiário e mexeu muito com o cenário político, econômico e eleitoral. Uma operação que mexeu muito com a vida social do Brasil. Do emprego ao voto, foi isso que a Lava Jato fez, para o bem e para o mal. A gente sabia que aquilo teria impacto bastante relevante. Obviamente a gente se cercou de muitas precauções. O Intercept tem uma preocupação jurídica muito forte, porque a gente sabe que pode ser alvo de guerra jurídica. Estamos preparados para isso. Nossos advogados leram todas as matérias. Tínhamos muita preocupação de não usarmos palavras equivocadas e cometermos injustiças. E depois nós nos asseguramos de que o arquivo fosse resguardado num lugar seguro fora do País para que não sofresse tentativa de bloqueio de conteúdo, com o sequestro do arquivo. Ou que o arquivo fosse copiado, roubado ou caísse em mãos erradas, fazendo com que todas as informações que são privadas, de foro íntimo, que o Intercept não vai divulgar, causassem algum tipo de dano público à pessoa.
OP – A decisão de fazer a publicação seriada, ou por capítulos, se deve exclusivamente à extensão do conteúdo? Porque o País fica em suspenso aguardando as próximas revelações. Acha que isso cria um clima prejudicial ou é natural diante de uma tarefa desse tamanho?
Demori – A ideia é basicamente organizar a cobertura, não deixar que isso fique solto. A gente criou um sistema organizado, que as pessoas possam ter uma ideia de “timeline” também, que possam voltar e entender as histórias, que crie organização e não se perca nisso. A ideia de fazer desse jeito foi por causa disso.
OP – Quando receberam as informações, deve ter havido dúvida em relação à autenticidade do conteúdo. Nesse momento, vocês partiram para uma fase de checagem para saber se algumas informações correspondiam a atitudes e desdobramentos na Lava Jato?
Demori – A gente fez vários processos de checagem de autenticidade, um deles foi esse, de bater fases e datas que aconteceram na Operação Lava Jato na época. Para saber se o mundo real estava correspondido naquela massa gigantesca de chats e situações que seria impossível que alguém conseguisse fraudar aquilo com aquela riqueza de detalhes. Outra coisa: existe a voz de cada um dos personagens. A gente consegue identificar, é facilmente perceptível quem está conversando. E outra coisa é que não temos só chats, mas também áudios. Temos um monte de arquivos de áudios e vídeos. Centenas e centenas e centenas de áudios. Esses áudios não são falsificáveis. É impossível que alguém conseguisse falsificar, com a voz das pessoas envolvidas nesse processo, centenas e centenas. Eles estão ali para corroborar também a autenticidade. E, claro, tem a análise técnica. Existe uma forma de avaliar tecnicamente que esses arquivos têm uma autenticidade. Tanto garantimos, que quando as reportagens começaram a sair, nenhum dos envolvidos (ex-juiz, procurador e Lava Jato) colocou em dúvida a autenticidade do material. O atual ministro inclusive falou que não via nada de mais nas conversas. Não há dúvida em relação à autenticidade, e qualquer tentativa de voltar atrás nas opiniões é mero esforço de mudar a narrativa da história.
OP – Foi isso que o ministro e o procurador fizeram. Disseram que havia a possibilidade de que o hacker tenha feito enxertos ou adulterado uma ou outra declaração que estava contida ali. Acha que isso é uma mudança de narrativa de Moro e Dallagnol?
Demori – Eu vou responder com o que o ministro Sergio Moro falou, porque acho que mais claro do que isso é impossível. A gente colocou na nossa reportagem que ia deixar muito claro que o Intercept recebeu material muito antes de o ex-juiz declarar que seu celular tinha sido supostamente hackeado. Mesmo assim, quando Moro declara que seu celular foi hackeado, ele mesmo diz que nada foi subtraído do celular dele.
OP – Uma das consequências da divulgação das reportagens tem sido uma reação raivosa nas redes sociais. Como vocês avaliam os riscos, inclusive pessoais? Vocês têm recebido ameaças?
Demori – A redação do Intercept já recebe ameaças há bastante tempo. A gente trata de temas complexos. Basta lembrar que a gente fez uma grande cobertura do assassinato da vereadora Marielle Franco, fomos o primeiro veículo a apontar o envolvimento de milícias. Enfrentamos também um processo eleitoral bastante turbulento com ameaças constantes. A gente tem uma expertise nisso e estamos preparados.
OP – Que imagem surge da Lava Jato a partir do arquivo de vocês? Há uma fissura na imagem da força-tarefa?
Demori – O que dá pra saber até agora, pelas reportagens, é que a chave de leitura da Lava Jato mudou. E ela necessariamente precisa mudar. A partir das revelações que o Intercept trouxe, veem-se claramente muitas intenções por trás da operação que não estavam à luz do sol. Muita gente, antes do domingo passado, poderia ter convicções pessoais sobre a não isenção do ex-juiz Moro ou sobre exageros e passadas de linha dos métodos da força-tarefa, mas agora, à luz do que já foi publicado, percebe-se uma outra ótica de olhar a operação. Essa ótica é mais do mundo real, da vida real. Não é a ótica da linguagem burocrática, não é a ótica das entrevistas de paletó, não é a ótica dos microfones oficiais, não é a ótica das coletivas de imprensa. Agora temos uma ótica realmente de como operou a Lava Jato.
OP – É possível que haja outras menções a figuras do Judiciário ao longo dos próximos capítulos?
Demori – Para evitar especulações, a gente não pode falar. Não podemos. O que foi mostrado no programa do Reinaldo (Azevedo, na última quarta-feira) foi porque o ex-juiz Sergio Moro, que não contestou a autenticidade dos diálogos, disse que não via nada de mais naquele tipo de relacionamento. O que fiz foi trazer um trecho de pequeno diálogo entre Moro e Dallagnol citando um ministro do STF (Luiz Fux) para mostrar de novo para que a população julgue esse tipo de reação.
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