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Concessão de rádio do deputado federal Damião Feliciano, na Paraíba, é suspensa pela Justiça

Por André Luis
Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

Do Congresso em Foco

A Justiça Federal da Paraíba determinou a suspensão das atividades da Rádio Santa Rita, na Paraíba, a pedido do Ministério Público Federal (MPF). A decisão foi tomada porque o dono da emissora é parlamentar federal – o deputado Damião Feliciano (PDT-PB). A Constituição brasileira proíbe que deputados e senadores façam parte do quadro societário de empresas concessionárias de serviços públicos, como é o caso de emissoras de rádio e televisão. O Congresso em Foco não encontrou Damião Feliciano para que ele comentasse o assunto.

O Ministério Público havia pedido a suspensão em setembro do ano passado. Além da suspensão, a juíza Wanessa Lima também proibiu a União de conceder nova concessão enquanto o deputado fizer parte do quadro de sócios da empresa. A concessão da rádio estava vencida há quase dez anos, desde 11 de fevereiro de 1998.

O deputado Damião Feliciano também já foi dono de outra rádio, que é igualmente alvo de pedido do MPF para suspender a concessão . O Sistema Rainha de Comunicação, de Campina Grande (PB), agora é controlado pelo filho do parlamentar. No entendimento da juíza, o parentesco não indica fraude ou que o deputado tinha intenção de ocultar sua participação, já que Feliciano continuou sendo dono de outra rádio.

Ao suspender a concessão, a magistrada reconheceu que a continuidade das atividades da Rádio Santa Rita se apresentava como ameaça à “livre formação da opinião pública”. Para Wanessa Lima, “perpetuar a situação equivaleria a uma autorização do Poder Judiciário para a continuidade do dano apontado”.

Para a subprocuradora-geral da República Deborah Duprat, que ocupa o cargo de procuradora federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, foi uma “vitória interessante”. “É mais uma. São vitórias pequenas, mas a gente vai celebrando e incrementando a nossa narrativa”, disse ela na sexta-feira (2) durante a divulgação dos resultados da pesquisa “Quem controla a mídia no Brasil”, uma parceria entre as ONGs  Repórteres sem Fronteiras e Coletivo Intervozes, ambas engajadas na defesa da liberdade de expressão e no pleno exercício do direito à informação.

Inconstitucional

O artigo 54 da Constituição brasileira explicita que deputados e senadores não poderão, desde a posse, “ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada”. O artigo 55 vai além, determinando que parlamentares que violarem tal regra estão sujeitos a perder o mandato.

Em 2015, o Psol e o Intervozes protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) pedindo que por medida cautelar a União ficasse imediatamente proibida de conceder ou renovar concessões de rádio e TV a empresas com políticos no quadro societário. Em agosto de 2016, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou a favor da cautelar, argumentando que a participação de parlamentares em empresas de radiodifusão “confere a políticos poder de influência indevida”. O processo tem como relator no STF o ministro Gilmar Mendes.

Em 9 de novembro daquele mesmo ano de 2016, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu para, em caráter liminar, suspender o andamento de processos e decisões judiciais relacionados ao tema. A liminar foi rejeitada pela ministra Rosa Weber, que solicitou várias informações a respeito da questão à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal e ao Ministério das Comunicações.

Outras Notícias

TCE aprova admissões feitas em Santa Cruz da Baixa Verde e Santa Terezinha

Por André Luis A Primeira Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco analisou e deliberou sobre admissão de pessoal pela prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde e Câmara de Santa Terezinha.  As informações foram publicadas no Diário Oficial do Tribunal de Contas do Estado desta segunda-feira (20). No primeiro processo, de número TCE-PE Nº […]

Por André Luis

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco analisou e deliberou sobre admissão de pessoal pela prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde e Câmara de Santa Terezinha. 

As informações foram publicadas no Diário Oficial do Tribunal de Contas do Estado desta segunda-feira (20).

No primeiro processo, de número TCE-PE Nº 2320008-0, a Unidade Gestora analisada foi a Prefeitura Municipal de Santa Cruz da Baixa Verde.

O interessado, prefeito Irlando Parabólicas, teve seu caso relatado pelo Conselheiro Substituto Ricardo Rios. 

Após minuciosa análise, ficou decidido, por unanimidade, que as nomeações realizadas pela prefeitura foram legais.

O relatório destacou que as irregularidades relativas à preterição de candidatos e à acumulação de cargos foram devidamente sanadas.

Além disso, ressaltou que a nomeação de pessoal, mesmo estando o executivo municipal acima do limite prudencial, não é de responsabilidade dos concursados. Dessa forma, as nomeações foram consideradas legais, recebendo os devidos registros.

No segundo processo, de número TCE-PE Nº 2321836-8, a Unidade Gestora analisada foi a Câmara Municipal de Santa Terezinha. O interessado, Adalberto Gonçalves de Brito Junior, o Doutor Júnior, então presidente da Câmara, teve seu caso relatado pelo Conselheiro Substituto Marcos Nóbrega. 

Mais uma vez, após análise criteriosa, ficou decidido, por unanimidade, que as admissões realizadas por meio de concurso público foram legais.

A defesa apresentada pelo interessado foi considerada, e as nomeações foram julgadas legais com base na Constituição Federal, artigo 37, inciso II. Os atos dos servidores listados nos Anexos I e II receberam o devido registro.

Em ambas as deliberações, o Tribunal de Contas destacou a importância do cumprimento das normas legais e constitucionais, respeitando os princípios da segurança jurídica, proporcionalidade e razoabilidade.

Márcia Conrado inaugura oito ruas no distrito de Varzinha

A prefeita de Serra Talhada Márcia Conrado inaugurou, nesta quinta-feira (12/02) oito ruas pavimentadas no distrito de Varzinha, em Serra Talhada. As obras receberam um investimento total de mais de R$ 900 mil reais e incluem a pavimentação da rua que dá acesso ao posto de saúde da localidade. “Cada rua entregue representa mais qualidade […]

A prefeita de Serra Talhada Márcia Conrado inaugurou, nesta quinta-feira (12/02) oito ruas pavimentadas no distrito de Varzinha, em Serra Talhada. As obras receberam um investimento total de mais de R$ 900 mil reais e incluem a pavimentação da rua que dá acesso ao posto de saúde da localidade.

“Cada rua entregue representa mais qualidade de vida para quem mora aqui. Quando a gente pavimenta uma via que dá acesso ao posto de saúde, estamos garantindo mais dignidade para as pessoas, facilitando o deslocamento dos moradores e o trabalho dos profissionais que atendem a população”, afirmou a prefeita Márcia Conrado.

As obras integram o conjunto de ações de infraestrutura realizadas pela gestão municipal no distrito. No ano passado, a Prefeitura de Serra Talhada já havia inaugurado nove ruas pavimentadas em Varzinha, além de executar a manutenção asfáltica da principal via de acesso ao distrito, ampliando as condições de mobilidade para os moradores.

Segundo a secretária municipal de Obras, Gabriela Pereira, os serviços seguiram critérios técnicos definidos no projeto. “Todas as etapas foram acompanhadas pela equipe da secretaria, desde a preparação da base até a finalização da pavimentação, garantindo a qualidade da obra e o atendimento às necessidades da população”, destacou.

Vereador anuncia retorno à base governista em Santa Cruz da Baixa Verde

Baixa Verde Notícias A política de Santa Cruz da Baixa Verde ganhou mais um capítulo importante na tarde desta sexta-feira (03). Eleito vereador nas eleições municipais de 2020, na chapa encabeçada pelo atual prefeito Irlando Parabólicas, o vereador Leque Brás (PP) iniciou o mandato demonstrando insatisfação com a gestão municipal. Não demorou muito para anunciar […]

Baixa Verde Notícias

A política de Santa Cruz da Baixa Verde ganhou mais um capítulo importante na tarde desta sexta-feira (03).

Eleito vereador nas eleições municipais de 2020, na chapa encabeçada pelo atual prefeito Irlando Parabólicas, o vereador Leque Brás (PP) iniciou o mandato demonstrando insatisfação com a gestão municipal. Não demorou muito para anunciar seu rompimento com o grupo político do prefeito.

Passados oito meses do início da gestão na capital da rapadura, o vereador surpreendeu a todos e anunciou seu retorno à base governista.

Na última semana, o vereador foi alvo de polêmica ao votar contra um projeto de lei encaminhado pelo executivo a Câmara Municipal, que autorizava a contratação de uma operação de crédito no valor de até R$ 1 milhão e 50 mil, junto ao Banco do Brasil, para troca e instalação de luzes de LED no município, o que geraria uma economia de R$ 17 mil na taxa de iluminação pública.

Na ocasião o parlamentar foi o único a votar contra o projeto, argumentando que isso traria mais endividamento ao município, já que a atual gestão alega que recebeu as contas públicas no caos, com aproximadamente R$ 20 milhões em débitos deixados pela antiga gestão do ex-prefeito Tássio Bezerra.

Superadas as desavenças, o vereador retorna à base governista, que passa a contar agora com seis dos nove vereadores que compõem a Câmara Municipal do município

Nas redes sociais, o prefeito Irlando Parabólicas comemorou a volta do vereador. “Leque que foi eleito pelo nosso grupo, e que retorna hoje com um entendimento melhor, de guardar todas as picuinhas e seguir em frente para o melhor de Santa Cruz”, finalizou.

Ação de vândalos deixa Gravatá e Chã Grande sem fornecimento de água durante 24 horas

Vídeo: Compesa Duas ações de vandalismo sucessivas na Adutora de Amaragi, que atende as cidades de Gravatá e Chã Grande, no Agreste do estado, deixou a população dos municípios sem o fornecimento de água durante 24 horas. Na madrugada de ontem (08), a tubulação, localizada no trecho próximo a localidade Sítio Vertentes, em Chã Grande, foi […]

Vídeo: Compesa

Duas ações de vandalismo sucessivas na Adutora de Amaragi, que atende as cidades de Gravatá e Chã Grande, no Agreste do estado, deixou a população dos municípios sem o fornecimento de água durante 24 horas. Na madrugada de ontem (08), a tubulação, localizada no trecho próximo a localidade Sítio Vertentes, em Chã Grande, foi quebrada com pedras.

Ontem à tarde, enquanto uma equipe da Compesa providenciava o conserto da tubulação, a cerca de 400 metros do local do vazamento, os vândalos depredaram novamente a adutora e danificaram um dispositivo de controle da saída de ar (ventosa) da rede, provocando outro estouramento no sistema.

De acordo com o gerente de Unidade de Negócio da Compesa, Ricardo Malta, o objetivo das ações foi furtar água para encher barreiros e açudes em propriedades próximas à adutora.

Essa é a terceira ação de vandalismo na Adutora de Amaragi, nos últimos 15 dias. “Com a seca e escassez de chuvas, aumenta o número de furtos de água na adutora. A maior prejudicada é a população, pois compromete o cumprimento do calendário de abastecimento previsto nas cidades”, explica o gerente.

Em Gravatá, é realizado o rodízio de dois dias com água, para 15 dias sem. Já para os moradores de Chã Grande, o regime é de dois dias com água para 28 dias sem.

A Compesa já consertou os dois vazamentos decorrentes do ato de vandalismo na adutora e o abastecimento está sendo regularizado, de acordo com o calendário de cada área. A Compesa registrou um Boletim de Ocorrência.

Buíque inaugura Hospital Municipal 

Poucas horas após ser inaugurado oficialmente pelo prefeito de Buíque, Arquimedes Valença (MDB), na tarde desta quinta-feira (18), o novo Hospital Municipal Maria Deci Macêdo Valença já começou a funcionar com a primeira equipe de plantão que contava com cerca de 20 funcionários. A solenidade foi restrita devido a pandemia e contou ainda com a […]

Poucas horas após ser inaugurado oficialmente pelo prefeito de Buíque, Arquimedes Valença (MDB), na tarde desta quinta-feira (18), o novo Hospital Municipal Maria Deci Macêdo Valença já começou a funcionar com a primeira equipe de plantão que contava com cerca de 20 funcionários.

A solenidade foi restrita devido a pandemia e contou ainda com a participação do deputado federal Fernando Monteiro (PP) via internet, além das presenças de alguns secretários e vereadores. Para o prefeito, a obra era um divisor de águas no município.

“Foi muita luta para chegarmos até aqui. Investimos todos os recursos possíveis, seja na infraestrutura, compra de equipamentos, insumos, leitos que chegam a cerca de R$ 3 milhões, além da parceria dos Amigos do Bem a quem agradecemos. Hoje, esse novo hospital representa um marco em nossa administração, um marco na história de Buíque. Vamos continuar trabalhando, lembrando sempre que em primeiro lugar virá sempre a saúde, a vida das pessoas”, ressaltou o prefeito agradecendo o apoio dos vereadores, secretários, do vice-prefeito e do deputado federal Fernando Monteiro.

Hospital – Com enfermarias masculina e feminina, salas vermelhas para internamentos e também com uma ala especial para os pacientes do Covid-19, farmácia completa, 14 leitos de internamento e outros 07 para tratamento de pessoas com o novo coronavírus; equipamentos de Raio X Digital, desfibrilador, oxímetro portátil, bomba de infusão, gerador, entre outros. Mais de 120 funcionários vão atuar na unidade, entre médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, entre outros.