Bolsonaro diz que ‘brevemente’ concretizará ‘sonho’ de empossar Ramagem como diretor da PF
Foto: Reprodução/TV Brasil

Delegado Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro, chegou a ser oficializado como diretor-geral, mas teve a nomeação suspensa por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Por Pedro Henrique Gomes e Gustavo Garcia/G1
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (29) em discurso nas cerimônias de posse dos ministros André Mendonça (Justiça e Segurança Pública) e José Levi (Advocacia-Geral da União) que “brevemente” concretizará o “sonho” de dar posse ao delegado Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal.
Ramagem chegou a ser nomeado diretor-geral, após publicação no “Diário Oficial da União”, e tomaria posse na mesma cerimônia. Mas, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a nomeação foi suspensa. Moraes apontou possível desvio de finalidade na indicação. Diante da decisão do ministro, o presidente cancelou a nomeação de Ramagem, amigo da família Bolsonaro. Ele assumiria no lugar do delegado Mauricio Valeixo, cuja demissão motivou o ministro Sergio Moro a deixar o governo, substituído por André Mendonça.
“Uma das questões importantes, que quem nomeia sou eu: a nossa PF não persegue ninguém, exceto bandidos. Respeito o Poder Judiciário, mas antes de tudo respeitamos a nossa Constituição. O Ramagem foi impedido por uma decisão monocrática de um ministro do STF. Eu gostaria de honrá-lo no dia de hoje dando posse como diretor da PF. Tenho certeza que esse sonho meu, mas dele, brevemente se concretizará, para o bem da PF e do Brasil”, declarou Bolsonaro.
O presidente disse que Ramagem foi escolhido como “homem de elite” pela direção da Polícia Federal, durante o governo Michel Temer, para chefiar a segurança do então candidato após Bolsonaro ter sofrido um atentado a faca em um ato de campanha em Juiz de Fora.



Na tarde da terça-feira (17), o Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Marcos Carvalho, participou da reunião do Gabinete de Crise do Complexo do Curado. Realizado na sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), no bairro de Santo Antônio, Recife, o encontro contou com a presença do Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Sílvio Almeida. O Presidente do TJPE, desembargador Luiz Carlos de Barros Figueiredo, dirigiu a reunião que teve, ainda, a participação de outras autoridades institucionais e políticas.
O ministro da Justiça e Segurança Pública disse hoje, em entrevista à CNN Brasil, que não é possível “julgar tecnicamente com base em opiniões” ao comentar a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que autorizou que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), retorne ao cargo.















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