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Aprovada presença de ministro para explicar suspensão da Operação Carro-Pipa

Por Nill Júnior

Apresentado pelo deputado federal Danilo Cabral (PSB), foi aprovada a ida do ministro da Defesa, general Braga Netto, para prestar esclarecimentos sobre a paralisação do Programa Emergencial de Distribuição de Água, conhecido como Operação Carro-Pipa na Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara dos Deputados.

“Essa suspensão se deu em função de cortes de recursos no Ministério da Defesa, como se tornou público, no momento em que o Brasil vive uma grave crise hidrológica, sobretudo nos estados do Nordeste, atingindo milhares de famílias”, afirmou o parlamentar.

A Operação Carro-Pipa atende mais de 600 municípios no Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, beneficiando dois milhões de pessoas com abastecimento d’água para consumo humano. São 4,3 mil pipeiros e 47 mil pontos de entrega. “Neste ano, pelo menos 98 dos 184 municípios de Pernambuco, por exemplo, tiveram situação de emergência decretada por causa da estiagem. Neste contexto, o programa se torna a única alternativa para o abastecimento de água potável para a população residente nessa região”, explica Danilo Cabral.

A paralisação da Operação Carro-Pipa, realizada há mais de 20 anos, que teve início neste mês foi noticiada no fim de agosto pelos veículos de imprensa. Logo após, o deputado enviou ofício ao Ministério da Defesa, solicitando providências para a continuidade do programa. “Vale lembrar que, no primeiro semestre, houve ameaças de suspensão da iniciativa pelo governo federal, após cobranças realizadas pelas bancadas e pelos municípios, foi assegurada a sua continuidade”, lembra Danilo Cabral.

Segundo o Ministério da Defesa, em resposta a um pedido de informação do parlamentar (RIC 403/2021), foram executados R$ 497 milhões na Operação Carro-Pipa em 2020. Para este ano, seriam necessários R$ 672 milhões, mas a disponibilidade do orçamento para a pasta foi de R$ 500 milhões.

Durante a reunião, realizada nesta quarta-feira (15), a convocação, como foi inicialmente requerida por Danilo Cabral, foi transformada em convite. O presidente da Comissão de Seguridade Social, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), entrará em contato com o ministério para agendar a reunião com o ministro Braga Netto.

Outras Notícias

Bases do SAMU Regional aprovadas após vistoria

O Cimpajeú noticiou a vistoria de bases descentralizadas em vários municípios da região. A finalidade foi checar se estão de acordo com as diretrizes de implantação do SAMU. Em basicamente todas as bases visitadas nos últimos dias, houve aprovação das instalações. Em Afogados da Ingazeira, a visita foi guiada pelo Secretário de Saúde municipal, Artur […]

O Cimpajeú noticiou a vistoria de bases descentralizadas em vários municípios da região. A finalidade foi checar se estão de acordo com as diretrizes de implantação do SAMU. Em basicamente todas as bases visitadas nos últimos dias, houve aprovação das instalações.

Em Afogados da Ingazeira, a visita foi guiada pelo Secretário de Saúde municipal, Artur Amorim. Na vistoria de base descentralizada no município de Carnaíba, acompanharam a Secretária de Saúde do município, Alessandra Noé, Joelma Clementino, Diretora Administrativa da Unidade Mista Dr° José Dantas Filho, Thiago Siqueira, Técnico em edificações e Michael Jackson Medeiros, Engenheiro Civil.

Em Flores, a vistoria de base descentralizada teve a presença do prefeito Marconi Santana e da Secretária de Saúde, Madalena Brito. Em Ingazeira, o trabalho foi acompanhado pelo prefeito Luciano Torres, que também coordena o Cimpajeú. Em Iguaracy, o prefeito Zeinha Torres acompanhou a visita.

O blog já havia anunciado a vistoria em Serra Talhada, acompanhada pela prefeita Márcia Conrado. Técnicos inspecionaram viaturas e instalação de rádios móveis nas ambulâncias de suporte básico (USB) e ambulâncias de suporte avançado (USA).

Quando estiver funcionando em sua totalidade, o SAMU Consorciado da III Macrorregião de Saúde cobrirá uma área de 8.652.340,20 km², atendendo uma população estimada de 860.421 mil pessoas, distribuídas entre 35 cidades localizadas no Sertão do Pajeú, Sertão do Moxotó e Sertão Central. Na primeira fase o serviço atenderá as cidades de Serra Talhada, Flores, Manari, Iguaracy, Ingazeira, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Petrolândia, São José do Egito, Sertânia e Itapetim.

Ângelo Ferreira comemora volta de Diogo Moraes à ALEPE

O prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, prestigiou a posse de Diogo Moraes, de volta à ALEPE após o ingresso de Rodriogo Novaes no TCE. Ângelo esteve ao lado do Secretário Paulo Henrique Ferreira, um dos prefeituráveis governistas. Registre-se, o fato de ser Diogo o suplente de Rodrigo para muitos contribuiu positivamente para eleição do socialista […]

O prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira, prestigiou a posse de Diogo Moraes, de volta à ALEPE após o ingresso de Rodriogo Novaes no TCE. Ângelo esteve ao lado do Secretário Paulo Henrique Ferreira, um dos prefeituráveis governistas.

Registre-se, o fato de ser Diogo o suplente de Rodrigo para muitos contribuiu positivamente para eleição do socialista no TCE, dado o trânsito de Moraes com a ALEPE.

“Participei da posse do amigo Diogo Moraes na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Desejo sucesso nesse que é o quarto mandato do parlamentar”, disse.

“Diogo Moraes é o deputado estadual mais votado em Sertânia por duas eleições consecutivas, portanto um legítimo representante do nosso município na Alepe”, concluiu.

Afogados: abertas inscrições para Oficina de Produção Executiva para Audiovisual

As inscrições para a Oficina de Produção Executiva para Audiovisual, com Mannu Costa estão abertas de 17 a 21 de maio, no link que você acessa clicando aqui. Podem se inscrever pessoas maiores de 18 anos, com experiência em algum tipo de produção audiovisual. Serão priorizadas inscrições de pessoas residentes em Afogados da Ingazeira e região […]

As inscrições para a Oficina de Produção Executiva para Audiovisual, com Mannu Costa estão abertas de 17 a 21 de maio, no link que você acessa clicando aqui.

Podem se inscrever pessoas maiores de 18 anos, com experiência em algum tipo de produção audiovisual. Serão priorizadas inscrições de pessoas residentes em Afogados da Ingazeira e região do Pajeú, respectivamente. A divulgação das pessoas selecionadas acontecerá no dia 22/05, nas redes sociais da Pajeú Filmes e da Sagaz Produções.

As aulas da Oficina acontecerão nos dias 24, 25 e 26 de maio de 2024. Serão disponibilizadas 10 vagas para participar da atividade formativa, que será ministrada por Mannu Costa (realizadora audiovisual, sócia da Plano 9 Produções (PE) e professora no curso de Cinema e Audiovisual da UFPE).

Entre os conteúdos propostos para a oficina estarão: a elaboração de orçamentos, captação de recursos e acompanhamento da execução financeira de projetos.

A Oficina de Produção Executiva para Audiovisual é uma produção da Pajeú Filmes, com apoio da Sagaz Produções e incentivo do Edital de Audiovisual da Lei Paulo

Gustado de Afogados da Ingazeira, Secretaria de Cultura de Afogados da Ingazeira, Ministério da Cultura, Governo Federal. Para informações, dúvidas e sugestões acompanhe as redes sociais @pajeufilmes e da @sagazproduções .

Paulo Jucá se reúne com André de Paula

O ex-secretário municipal de Saúde de São José do Egito e pré-candidato a deputado estadual Paulo Jucá, esteve visitando o deputado federal e presidente estadual do PSD em Pernambuco, André de Paula. O encontro aconteceu na sede do partido na capital pernambucana. Na oportunidade conversaram sobre vários assuntos, política nacional, estadual e eleições 2022. Também […]

O ex-secretário municipal de Saúde de São José do Egito e pré-candidato a deputado estadual Paulo Jucá, esteve visitando o deputado federal e presidente estadual do PSD em Pernambuco, André de Paula.

O encontro aconteceu na sede do partido na capital pernambucana. Na oportunidade conversaram sobre vários assuntos, política nacional, estadual e eleições 2022.

Também participou do encontro o tesoureiro do PSD de Pernambuco, Francisco Papaléo. A informação é do Blog do Finfa.

Por que os recifenses se acostumaram com o feio?

Por Inácio Feitosa* Uma reflexão íntima sobre Recife, sua paisagem urbana e nosso comportamento coletivo Eu amo Recife. Amo sua história, seus rios, suas pontes, seu mar, sua cultura vibrante e sua identidade única. Mas amar uma cidade também é ter coragem de olhar para ela com honestidade. E há algo que me inquieta profundamente: […]

Por Inácio Feitosa*

Uma reflexão íntima sobre Recife, sua paisagem urbana e nosso comportamento coletivo

Eu amo Recife. Amo sua história, seus rios, suas pontes, seu mar, sua cultura vibrante e sua identidade única. Mas amar uma cidade também é ter coragem de olhar para ela com honestidade. E há algo que me inquieta profundamente: nós nos acostumamos a conviver com o feio. E pior – deixamos de perceber o quanto isso diz mais sobre nós do que sobre o concreto que nos cerca.

Recife não nasceu feia. Tornou-se, lentamente, ao longo de décadas, uma cidade marcada por degradações visíveis que foram sendo naturalizadas até perderem a capacidade de causar incômodo. A paisagem urbana passou a refletir descuidos acumulados, mas também uma perigosa acomodação social.

Sempre me chama atenção a entrada da cidade pelo encontro da BR-101 com a BR-232. Um emaranhado de viadutos sem paisagismo, concreto cru, sujeira e abandono. Ali começa o primeiro retrato de uma capital que deveria acolher com beleza e organização. O mesmo ocorre no caminho para o aeroporto pelo bairro de Afogados: desordem visual, comércio irregular espalhado, calçadas deterioradas. É como se a cidade pedisse desculpas antes mesmo de receber quem chega.

No Recife Antigo, área que deveria ser um santuário urbano, convivemos há anos com fios pendurados, postes saturados, poluição visual que esconde o valor do patrimônio histórico. A promessa recente de embutir essa fiação revela o quanto demoramos para reagir. Enquanto isso, pichações cobrem muros, prédios e monumentos sem distinção, apagando memórias e ferindo a estética da cidade.

Quando caminho pelo Centro – Boa Vista, Santo Antônio, São José – vejo prédios abandonados, fachadas em ruínas e imóveis que contam histórias esquecidas. Sob viadutos espalhados pela cidade, acumulam-se sujeira e espaços mortos. Sempre penso no quanto esses locais poderiam ser transformados em equipamentos culturais. Sonho com bibliotecas urbanas nesses vazios – as Viadutotecas – como forma de devolver dignidade a áreas que hoje simbolizam abandono.

Outro cenário que me incomoda é o entorno do Hospital das Clínicas da UFPE, tomado por barracas desordenadas que escondem a arquitetura institucional atrás de improvisos. E não consigo ignorar a presença constante dos flanelinhas dominando ruas e pontos turísticos, constrangendo o cidadão e naturalizando uma forma velada de extorsão urbana. Praças transformadas em lava-jatos improvisados completam esse retrato de descaso cotidiano.

Nada disso é novo. Esses problemas existem há décadas. Eles sobreviveram porque foram tolerados por governos sucessivos, mas também porque nós, recifenses, aprendemos a aceitá-los sem resistência. E é aqui que minha crítica se volta para dentro. O feio não está apenas na arquitetura; está no comportamento social. Está no lixo jogado na rua, na indiferença diante das pichações, na aceitação passiva da desordem e no silêncio coletivo que permite que o provisório vire permanente.

Muitos dirão que sou pessimista. Dirão que Recife tem a Rua do Bom Jesus, uma das mais bonitas do mundo. E é verdade. Mas sempre me pergunto: quando foi a última vez que a visitamos com olhar atento? Quantos prédios degradados estão ali pedindo cuidado? Quantas vezes tentamos estacionar sem sermos constrangidos?

E há ainda o antigo prédio do Grupo Nassau, de João Santos, no Marco Zero. A troca brutal da fachada original por vidro foi um golpe violento na paisagem histórica. O que era belo tornou-se um corpo estranho no coração simbólico da cidade. Nunca vi um movimento firme para exigir a recomposição arquitetônica daquele imóvel no centro mais emblemático de Recife.

Eu continuo acreditando na beleza da minha cidade. Mas amar Recife é não aceitar o feio como destino. É desejar sempre mais cuidado, mais respeito ao patrimônio, mais ordem urbana e mais consciência cidadã.

Porque uma cidade só permanece bonita quando seu povo se recusa a se acomodar diante da própria degradação. Quando o feio deixa de incomodar, ele se instala não apenas nos muros e nas ruas, mas também dentro de nós.

*Advogado, recifense e escritor