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Serra Talhada registra o segundo pior fevereiro de chuva nos últimos 15 anos e alerta para estiagem

Por André Luis

Serra Talhada enfrenta uma das piores estiagens dos últimos anos. Com apenas 10.6 mm de chuvas em fevereiro de 2025, o mês se tornou o segundo pior da série histórica dos últimos 15 anos, que tem uma média histórica de 109 mm. 

Esse cenário preocupa a cidade e reforça a necessidade de conscientização sobre a economia de água. Embora algumas regiões da zona rural tenham registrado índices um pouco melhores, a situação continua grave, e o impacto é sentido por toda a população.

Em relação ao abastecimento de água, o açude Cachoeira, que abastece parte da cidade, está com menos de 50% de sua capacidade. No entanto, o número exato não pode ser informado neste momento, pois a Agência Nacional de Águas (ANA) está atualizando os dados de seus sistemas. A situação de estiagem já foi decretada pelo Governo do Estado desde o final de janeiro, e as autoridades locais seguem monitorando a evolução da crise hídrica.

O coordenador da Defesa Civil, João Novaes, alertou para a importância de a população se engajar em ações de economia de água. “Estamos enfrentando uma situação delicada, e a colaboração de cada um é fundamental para garantir que o abastecimento seja mantido. Pedimos que todos redobrem os cuidados no consumo diário, evitando desperdícios e adotando medidas simples, como o uso racional da água”, concluiu Novaes.

Outras Notícias

Ipec SP: Tarcísio 52% e Haddad, 48%

Pesquisa Ipec contratada pela TV Globo e divulgada hoje aponta um empate técnico, no limite da margem de erro, entre o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo. Tarcísio aparece com 52% contra 48% do petista em votos válidos, que desconsideram brancos, nulos […]

Pesquisa Ipec contratada pela TV Globo e divulgada hoje aponta um empate técnico, no limite da margem de erro, entre o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo.

Tarcísio aparece com 52% contra 48% do petista em votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os dois candidatos mantiveram as intenções de votos válidos do levantamento anterior, em 25 de outubro. Já em relação aos votos totais, Tarcísio manteve os 46% da última pesquisa do instituto, enquanto Haddad oscilou um ponto para cima e chegou a 43%.

Dados da pesquisa. A pesquisa realizou 2 mil entrevistas presenciais em 84 municípios paulistas, de 27 a 29 de outubro. O nível de confiança, segundo o instituto, é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número SP-03129/2022 e custou R$ 167.960,00.

Candidatos ao governo se enfrentam em mais um debate

A Rádio Liberdade realiza, nesta terça-feira (18), o primeiro e único debate do interior com candidatos ao Governo de Pernambuco. A sabatina será entre quatro candidatos que têm coligações com no mínimo cinco representantes no Congresso Nacional. Participarão os candidatos Paulo Câmara (PSB), Armando Monteiro (PTB), Maurício Rands (PROS) e Dani Portela (PSOL). De acordo […]

A Rádio Liberdade realiza, nesta terça-feira (18), o primeiro e único debate do interior com candidatos ao Governo de Pernambuco. A sabatina será entre quatro candidatos que têm coligações com no mínimo cinco representantes no Congresso Nacional.

Participarão os candidatos Paulo Câmara (PSB), Armando Monteiro (PTB), Maurício Rands (PROS) e Dani Portela (PSOL).

De acordo com a produção, o debate terá cinco blocos, com confrontos diretos entre os postulantes. Segurança pública, saúde, educação e economia estarão entre os temas abordados.

No primeiro e no terceiro blocos, os candidatos perguntam entre si, sobre temas gerais. No segundo e quarto blocos, também haverá perguntas entre si. O que difere é que nestas rodadas de perguntas será realizado um sorteio com os temas previamente definidos.

No quinto e último bloco, os candidatos terão dois minutos para se despedirem do público com suas considerações finais, sem direito a réplica ou tréplica. A ordem de fala dos postulantes será definida em sorteio.

O debate será realizado no Sest Senat, a partir das 9h, com mediação de Sócrates da Silva. O programa Show da Cidade será especial e transmitido ao vivo do local a partir das 6h.

Irão retransmitir o debate as Rádios Folha FM 96.7, Recife; Gazeta FM 95.3, em São José do Egito; Vila Bela FM 94.3, em Serra Talhada; Afogados FM 87.9, em Afogados da Ingazeira; Polo FM 100.7, em Santa Cruz do Capibaribe; Cidade FM 88.7, em Tabira; e Cultura AM 1.320, em São José do Egito.

Recontagem dos votos após cassação de vereadores é marcada para dia 29 em Buíque

Do PanoramaPE A Justiça Eleitoral marcou para o dia 29 de abril uma nova totalização dos votos das eleições municipais de 2024 em Buíque, no Agreste de Pernambuco, após a cassação de uma chapa completa de vereadores por fraude à cota de gênero. O procedimento foi oficializado por meio de edital do Tribunal Regional Eleitoral […]

Do PanoramaPE

A Justiça Eleitoral marcou para o dia 29 de abril uma nova totalização dos votos das eleições municipais de 2024 em Buíque, no Agreste de Pernambuco, após a cassação de uma chapa completa de vereadores por fraude à cota de gênero.

O procedimento foi oficializado por meio de edital do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que convocou partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e demais interessados para acompanhar o reprocessamento. A nova contagem está prevista para ocorrer às 13h, no cartório da 60ª Zona Eleitoral, no município.

A medida decorre de decisões já confirmadas pela Justiça Eleitoral, que reconheceram irregularidades na composição da chapa proporcional do MDB nas eleições de 2024. Segundo o entendimento do tribunal, houve descumprimento da legislação que exige o mínimo de 30% de candidaturas femininas, com indícios de candidatura fictícia utilizada apenas para cumprir formalmente a cota.

Com a decisão, cinco vereadores eleitos pela legenda tiveram os mandatos cassados. Também foram anulados todos os votos recebidos pelo partido, o que torna necessária a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário para redistribuição das vagas na Câmara Municipal.

O entendimento foi mantido de forma unânime em julgamentos posteriores, incluindo a rejeição de recursos apresentados pela defesa, consolidando a perda dos mandatos e a necessidade de reconfiguração do Legislativo local.

Na prática, a nova totalização deve redefinir a composição da Câmara de Vereadores de Buíque, com a convocação de novos parlamentares conforme o resultado atualizado.

O caso segue a linha de decisões recentes da Justiça Eleitoral que têm intensificado a fiscalização sobre o cumprimento da cota de gênero nas eleições proporcionais, prevendo a cassação de toda a chapa quando comprovada fraude.

Lula fala pela 1ª vez após sentença de Moro, nega crimes e diz que está ‘no jogo’

Ex-presidente foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pela ocultação de uma cobertura triplex em Guarujá (SP). Do G1 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez seu primeiro pronunciamento público nesta quinta-feira (13), um dia após a sentença do juiz Sérgio Moro que o condenou a 9 anos e meio de […]

Lula durante discurso na sede do PT em São Paulo, nesta quinta-feira (13), um dia após ser condenado por Moro (Foto: Nacho Doce/Reuters)

Ex-presidente foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pela ocultação de uma cobertura triplex em Guarujá (SP).

Do G1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez seu primeiro pronunciamento público nesta quinta-feira (13), um dia após a sentença do juiz Sérgio Moro que o condenou a 9 anos e meio de prisão por corrupção. Ele negou os crimes pelos quais foi condenado e afirmou que ainda está “no jogo”.

“Se alguém tiver uma prova contra mim, por favor, diga. Mande para a Justiça, mande para a suprema corte, mande para a imprensa. Eu ficaria mais feliz se fosse condenado por conta de uma prova”, afirmou. “Nós vamos recorrer em todas as instâncias de todas as arbitrariedades. (…) É preciso fazer processo contra quem mentir, contra quem não disser a verdade nesse país.”

“A Justiça não pode mentir. Não pode tomar decisões politicas. Ela tem que tomar decisões baseadas nos autos. (…) A única prova é a da minha inocência”, afirmou. “Eu prestei vários depoimentos, e era visível que o que menos importava era o que você falava, eles já estavam com o processo pronto.” “O que me deixa indignado, mas sem perder a ternura, é você perceber que está sendo vítima de um grupo de pessoas que conta mentiras.”

O ex-presidente criticou a sentença de Moro, alegando que ela tem um “componente político muito forte”. “Se o Lula pudesse ser candidato, o golpe nao fechava. Porque qual é a lógica de tirar esse governo e, dois anos depois, o Lula ser candidato e voltar?”

“Obviamente que o Moro não tem que prestar conta para mim. O Moro tem que prestar conta para a história, assim como eu tenho que prestar conta para a história. A história é que vai dizer quem está certo e quem está errado.”

Lula também falou sobre as expectativas para as eleições de 2018. “Se alguém pensa que, com essa sentença, me tiraram do jogo, podem saber que eu estou no jogo”, disse o ex-presidente. “Quero dizer ao meu partido que até agora eu não tinha reivindicado, mas agora vou reivindicar como postulante a candidato a presidente da república.”

Lula afirmou que vai comprar três brigas para voltar a ser presidente: com a Justiça, para provar sua inocência; dentro do partido, para se tornar de fato o candidato da legenda; e a disputa democrática nas ruas e urnas, posteriormente.

Comissão aprova política de proteção e uso sustentável da Caatinga

A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que institui uma política de proteção da Caatinga. O bioma ocupa uma área aproximada de 10% do território brasileiro, abrangendo a maior parte do Nordeste e trechos de Minas Gerais. Com 29 artigos, a Política de Desenvolvimento Sustentável […]

A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que institui uma política de proteção da Caatinga.

O bioma ocupa uma área aproximada de 10% do território brasileiro, abrangendo a maior parte do Nordeste e trechos de Minas Gerais.

Com 29 artigos, a Política de Desenvolvimento Sustentável da Caatinga institui a meta de preservar pelo menos 17% do bioma, por meio de unidades de conservação de proteção integral. Essa meta deverá ser alcançada em 5 anos, após a lei entrar em vigor.

Leia outros pontos do projeto: proíbe a supressão de vegetação nativa, exceto em casos de utilidade pública, interesse social ou atividade de baixo impacto ambiental; veda a produção e o comércio de lenha e carvão vegetal oriundos da caatinga, exceto para fins de subsistência e para perpetuação de tradições culturais; determina ao poder público fomentar a restauração da vegetação nativa e a reintrodução das espécies ameaçadas de extinção. O texto determina ainda que o poder público deverá mapear as áreas remanescentes de vegetação nativa do bioma, identificar as áreas prioritárias paraconservação e implantar corredores ecológicos.

A proposta foi aprovada na forma de um substitutivo do relator, deputado Pedro Campos (PSB-PE), ao projeto de lei 4.623 de 2019. O texto mescla em um único documento o projeto original, do ex-deputado Pedro Augusto Bezerra (CE), e o apensado, PL 3.048 de 2022, do Senado.

Campos afirmou que a Caatinga enfrenta ameaças significativas, em particular por causa do desmatamento em fronteiras agrícolas. “A falta de políticas públicas, adaptadas às características ecológicas do bioma, contribui para o agravamento desses problemas”, afirmou.

De acordo com o substitutivo, a Política de Desenvolvimento Sustentável da Caatinga terá princípios e diretrizes específicos. Conterá ainda um Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Caatinga (PPCaatinga) e o Zoneamento Ecológico-Econômico. Ambos serão elaborados no prazo de 2 anos após a publicação da lei e revistos a cada 10 anos.

O projeto cria ainda o Fundo da Caatinga, para financiar ações de prevenção e combate à desertificação e ao desmatamento, entre outros fins. O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, em quatro comissões da Câmara: Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.