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Alunas do IF Sertão-PE Floresta conquistam medalhas de ouro em campeonato de Jiu-Jitsu na BA

Por Nill Júnior

Duas alunas do campus Floresta do IF Sertão-PE conquistaram medalhas de ouro e bronze no Open PA de Jiu-Jitsu 2019, que aconteceu no último dia 21, no ginásio Luís Eduardo Magalhães em Paulo Afonso-BA. A competição organizada pela prefeitura da cidade reuniu mais de 450 atletas de 5 estados do nordeste, e fez parte das comemorações dos 61 anos de emancipação política de Paulo Afonso.

Gabriele Lorena, aluna do 3º ano do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Agropecuária, competiu em duas categorias, na Adulto Leve faixa Azul, para atletas de até 64kg, e na categoria Absoluto, para a qual não há limite de peso. Na modalidade Adulto Leve faixa azul Gabriele conquistou a medalha de ouro após vencer duas lutas. Já na modalidade Absoluto, disputando com três atletas mais experientes, Gabriele ficou com a terceira colocação. “Foi uma competição muito organizada, gostei do meu desenvolvimento na minha categoria, e no absoluto não tenho muito do que reclamar por que estavam todas acima de mim, mas eu gostei”, comentou a atleta.

A aluna, que trocou as sapatilhas de balé pelo Jiu Jitsu aos 9 anos de idade permanece focada para as próximas competições e participa, no mês de outubro, da Copa Reis do Tatame, também em Paulo Afonso-BA, cuja premiação inclui a passagem para outro campeonato em Salvador. “Esse será o último campeonato que eu disputo esse ano, e ano que vem quero tentar ir para o Nacional de Jiu Jitsu”, completa Gabriele.

A atleta Yasmin Moraes, aluna do curso técnico subsequente em agropecuária do campus Floresta do IF Sertão-PE, é faixa branca em Jiu Jitsu e pratica a modalidade a pouco mais de um ano, no entanto, Yasmin já era adepta das artes marciais e praticava judô desde 2017. “Comecei no judô por meio de um programa escolar na cidade de Juazeiro da Bahia, quando retornei à Floresta, em 2018, logo entrei para o Jiu-Jitsu e não saio mais, quando não estou no IF, estou no Jiu-Jitsu, todo mundo sabe, é uma questão de compromisso”, conta Yasmin.

No Open PA de Jiu-Jitsu Yasmin conquistou a medalha de ouro na Categoria Adulto Leve faixa branca até 64kg, e disputando também na categoria Absoluto garantiu a terceira colocação. “Fiz quatro lutas e perdi a última, já estava cansada, é sempre bem desgastante um campeonato mas é quando a gente vê que os treinos valem à pena, eu treino no mínimo três vezes por semana”.

Yasmim se dedica muito ao esporte, e revela que até mesmo quando pensou em participar da seleção para se tornar aluna do IF Sertão-PE escolheu o turno do curso pretendido pensado no horário dos treinos, que são noturnos. Para Yasmin, que já conseguiu os primeiros patrocínios, o esporte foi uma influência positiva em vários aspectos da vida, inclusive nos estudos. “Eu nunca fui tão dedicada a algo, costumava iniciar as coisas e não concluía. O esporte me ajudou muito a dar continuidade às coisas até o final, é tanto que faço o curso técnico aqui no IF, vou terminar e já pretendo ingressar numa faculdade; e foi o curso no IF que me influenciou muito a escolher minha futura faculdade de engenharia agronômica”, finaliza a atleta.

Outras Notícias

Em pior sábado da pandemia, Brasil registra 2.331 mortes em 24 horas

UOL Com 2.331 mortes nas últimas 24 horas, o Brasil registrou hoje o maior número de óbitos por covid-19 para um sábado em toda a pandemia. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa. Desde março de 2020, 292.856 brasileiros morreram em decorrência da covid-19. No total, são 11.949.335 casos no país, 72.326 notificados […]

UOL

Com 2.331 mortes nas últimas 24 horas, o Brasil registrou hoje o maior número de óbitos por covid-19 para um sábado em toda a pandemia. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa.

Desde março de 2020, 292.856 brasileiros morreram em decorrência da covid-19. No total, são 11.949.335 casos no país, 72.326 notificados desde ontem. A média de óbitos nos últimos sete dias ficou em 2.234.

É o quinto dia consecutivo em que o país ultrapassa a marca de 2.000 novas vítimas em um único dia. No entanto, pela primeira vez isso acontece em um sábado — as notificações costumam diminuir aos finais de semana.

Este é o 59º dia consecutivo no qual o Brasil registra uma média de mortes por covid-19 acima de mil, a mais longa em toda a pandemia.

Dados do governo federal – O Brasil registrou 2.438 novas mortes provocadas pela covid-19 em um intervalo de 24 horas, segundo o Ministério da Saúde. Em boletim divulgado neste sábado (20), a pasta informou que o país soma 292.752 óbitos desde o início da pandemia.

De ontem para hoje, houve 79.069 diagnósticos positivos para o novo coronavírus em todo o país. Desde o começo da pandemia, o total de infectados chegou a 11.950.459.

Segundo a pasta, 10.419.393 pessoas se recuperaram da doença, enquanto outras 1.238.314 estão em acompanhamento.

Hospitais cobram Saúde por falta de medicamentos – A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) emitiu um posicionamento cobrando providências ao Ministério da Saúde quanto a falta de medicamentos para atendimento a pacientes graves de covid-19.

Em nota, a entidade afirma que “a pressão sobre os profissionais de saúde que estão na linha de frente não pode aumentar pela falta de medicamentos para atendimento dos casos mais graves da Covid-19”, e pede que a pasta interfira “urgentemente” para “sanar as dificuldades para manutenção dos estoque sde medicamentos necessários para intubação e tratamento”.

Na quarta-feira (17), o Ministério da Saúde requisitou os estoques da indústria de medicamentos para suprir a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida afetou a rede particular, que já sente os efeitos da falta de suprimentos. Em carta aberta, a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) declarou que em algumas unidades, os estoques podem se esgotar ainda neste fim de semana.

Tabira: Nicinha falta a mais um debate

Emissora informou todo o cronograma e consultou justiça eleitoral para promover série. Assessoria esteve em sorteio, mas não justificou ausência A candidata do MDB à Prefeitura de Tabira, Nincinha de Dinca, faltou novamente a um espaço oferecido da imprensa para falar de suas plataformas de governo e responder dúvidas de ouvintes. Depois de faltar ao […]

Emissora informou todo o cronograma e consultou justiça eleitoral para promover série. Assessoria esteve em sorteio, mas não justificou ausência

A candidata do MDB à Prefeitura de Tabira, Nincinha de Dinca, faltou novamente a um espaço oferecido da imprensa para falar de suas plataformas de governo e responder dúvidas de ouvintes.

Depois de faltar ao Debate promovido pela Rádio Pajeú, espalhando informações desencontradas sobre a mediação da emissora, que tinha no encontro regras de tempo equitativo e divulgadas à sua campanha com ampla antecedência, Nicinha também não compareceu à entrevista prevista na série da Cidade FM. Hoje ela seria a convidada, com Flávio Marques na sexta.

O sorteio realizado na emissora na última sexta-feira, dia 30 de outubro, teve presentes coordenadores de ambas as coligações. A produção do programa Cidade Alerta na manhã desta quinta-feira, a todo momento tentou obter contato com os coordenadores da campanha de Nicinha, mas, em todas as tentativas, as ligações não foram atendidas.

“A Cidade FM em decorrência do não comparecimento da candidata, manifesta sua posição oficial de lamentar a decisão da mesma e da referida coligação. Deixamos claro que, a empresa Rádio Cidade Tabira FM LTDA, desde o início do planejamento da cobertura das eleições 2020, sempre primou pela transparência e pela legalidade dos atos relacionados a Legislação Eleitoral. Tanto que, todo o cronograma de entrevistas, foi planejado com base em consultas junto a comarca eleitoral de Tabira, a qual está ciente de todas as datas, locais e publicações das entrevistas e posteriormente do nosso debate”, disse a emissora em nota.

A candidata através de sua assessoria tem dito que a rádio é dirigida por um irmão do candidato Flávio, Felipe Marques, e é do Grupo Manu, cujo proprietário, Paulo, apoiaria o petista. Mas, registre-se, há uma norma interna da emissora de independência editorial. É de domínio público por exemplo, a liberdade do radialista Anchieta Santos que, quando necessário, nunca poupou críticas a Sebastião Dias ou ao próprio Flávio Marques no seu Cidade Alerta.

O próprio Dinca já ocupou espaços várias vezes na emissora. Foi na Cidade FM que Dinca garantiu que seria candidato, mesmo sabendo da batalha jurídica que iria enfrentar. Acrescente-se, o programa tem apresentação isenta, do jornalista Erbi Andrade. No mais, mesmo que quisesse, o veículo não poderia dar tratamento diferenciado a candidato. As multas e sanções são pesadíssimas.

O motivo, também de domínio público, é outro.  Nicinha, uma esposa alçada a candidata pelo impedimento legal do esposo Dinca, tem como uma das dificuldades a verbalização em entrevistas e debates, fruto de sua timidez, o que é absolutamente compreensível para quem não é do meio, como o marido.

Em 2016 ficou marcada pelas ausências e pelo episódio da “entrevista digitada” na Cidade FM, quando, num jogo aparentemente combinado, recorria a respostas digitadas a cada pergunta do apresentador. Em uma delas, trocou a resposta e o episódio gerou gozação dos adversários. Algo que merece ser lamentado a partir da decisão de quem a coloca numa condição dessas.

Mais uma vez, teve oportunidade de, em um encontro amplamente divulgado, de conhecimento público, com protocolo assinado e recebido por sua campanha, de questionar seu adversário sem ter  que recorrer através de sua assessoria a cards prontos nas redes. Mas sabemos, a candidata, no que é um direito, não deve ocupar nenhum espaço a não ser o do seu guia. Tentar distorcer a motivação da ausência é que não cola…

Miguel visita Arcoverde para cumprir agenda ao lado de Zeca Cavalcanti

O pré-candidato a governador Miguel Coelho (UB) volta ao município de Arcoverde nesta sexta-feira (3). Ele será recebido pelo ex-prefeito Zeca Cavalcanti para um dia inteiro de atividades na cidade do Cardeal. Os compromissos serão acompanhados também pelo deputado federal Fernando Filho. A comitiva cumprirá agenda de rua e interna. Logo pela manhã haverá visitas […]

O pré-candidato a governador Miguel Coelho (UB) volta ao município de Arcoverde nesta sexta-feira (3). Ele será recebido pelo ex-prefeito Zeca Cavalcanti para um dia inteiro de atividades na cidade do Cardeal.

Os compromissos serão acompanhados também pelo deputado federal Fernando Filho.

A comitiva cumprirá agenda de rua e interna. Logo pela manhã haverá visitas a empresários locais, além de entrevista na Rádio Itapuama. À tarde participam de coletiva com a imprensa da região do Agreste e do Sertão no auditório do Hotel Olho D’agua às 16h. 

A partir das 19h, Miguel, Fernando e Zeca levarão a agenda Por Pernambuco para a rua com encontro no bairro de São Geraldo (na subida do antigo Caldinho), numa conversa com moradores e correligionários.

“Nosso intuito é apresentar Miguel para a população de Arcoverde que ainda não o conhece. É importante que os arcoverdenses escutem sobre os sentimentos e planos que Miguel tem como pré-candidato a governador. As pessoas precisam saber que Pernambuco tem uma opção viável, testada, aprovada e capaz para conduzir o estado pelos próximos anos”, frisa Zeca Cavalcanti, que é pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil (UB).

Miguel tem rodado o estado diuturnamente com agendas do litoral ao sertão levando sua mensagem aos pernambucanos. “Arcoverde é uma cidade muito importante para Pernambuco. Queremos junto com Zeca Cavalcanti fazer toda essa região voltar a crescer e ter esperança no futuro. Nesse momento estamos nos apresentando para dizer que Pernambuco e Arcoverde tem solução, existe sim a possibilidade de dias melhores, mas isso é possível apenas com a mudança”, resume Miguel.

De volta! 2016 marca os quinze anos do programa Manhã Total

Depois de minhas férias, volto nesta segunda a comandar o programa Manhã Total, apresentado este mês de janeiro pelo companheiro Aldo Vidal. O programa, com três horas e meia de duração, é um dos com maior duração no rádio do Estado. Este ano, completa 15 anos, tendo nascido em abril de 2001. Por ele já […]

proggrama montagemDepois de minhas férias, volto nesta segunda a comandar o programa Manhã Total, apresentado este mês de janeiro pelo companheiro Aldo Vidal. O programa, com três horas e meia de duração, é um dos com maior duração no rádio do Estado. Este ano, completa 15 anos, tendo nascido em abril de 2001. Por ele já passaram inúmeras personalidades da política, música, artes, cotidiano.

O tempo parece não ter passado.  É o mesmo programa, mas ao mesmo tempo uma experiência nova todo dia. Ele também ajudou a consolidar a certeza de que o comunicador ou jornalista não é o dono da pauta. Por várias vezes tivemos que mudar no curso do programa os temas abordados por decisão do ouvinte. Na equipe, um timaço com Tito Barbosa, Michelli Martins, Aldo Vidal, Celso Brandão, Evandro Lira, André Luiz e Joselita Amador.

Este ano será  especial também pelas inúmeras coberturas especiais, com destaque para as eleições municipais. Mais uma vez, estamos preparando uma cobertura especial, que  já começa com a definição das candidaturas nas cidades do Pajeú.

O programa também contribui com a pauta do blog e vice-versa. Foi a apresentação do programa que gerou há mais de dez anos a ideia de criar um blog de notícias, que foi sendo aperfeiçoado ao longo dos anos.

Nesta segunda, dentre outros destaques, o coordenador da Ciretran Heleno Mariano fala sobre taxas que estão sendo cobradas para entregar documentos via correios. O prefeito de Tuparetama Dêva Pessoa comenta os rumos da sucessão no seu município.

No Debate das Dez, uma homenagem a Eduardo Rodrigues, que faleceu a um ano. Vamos mergulhar mais na história da família Rodrigues, que deixou o Sertão para ser destaque em São Paulo. Lurdinha Rodrigues, irmã de Eduardo, comanda uma das maiores cooperativas de transporte escolar por lá.

Acompanhe: Você pode ouvir sintonizando AM 1500 ou pelo Portal Pajeú Radioweb, que é owww.radiopajeu.com.br . Também por aplicativos no Google Play, Aple Store ou Tunein Rádio.

Sócio da Belcher admite que Barros agendou reunião, mas nega favorecimento

O empresário Emanuel Catori, sócio da empresa Belcher, admitiu nesta terça-feira (24) que participou de uma reunião agendada pelo líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), no Ministério da Saúde.  Ele reconheceu ainda que no dia do encontro, em 15 de abril, a Belcher já havia assinado um termo de confidencialidade com a […]

O empresário Emanuel Catori, sócio da empresa Belcher, admitiu nesta terça-feira (24) que participou de uma reunião agendada pelo líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), no Ministério da Saúde. 

Ele reconheceu ainda que no dia do encontro, em 15 de abril, a Belcher já havia assinado um termo de confidencialidade com a farmacêutica chinesa CanSino para a venda da vacina Convidecia no Brasil. Apesar disso, Catori negou que tenha negociado a venda do imunizante com o ministro Marcelo Queiroga.

Questionado pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o empresário disse que tentou vender ao governo federal o antiviral Favipiravir. Ele afirmou que não poderia ter negociado a venda da Convidecia porque ainda não contava com a carta de autorização da CanSino. O documento só teria sido emitido quatro dias depois do encontro intermediado por Ricardo Barros no Ministério da Saúde.

— Eu tive apenas dois ou três minutos. Falei apenas do medicamento antiviral Favipiravir — disse.

Renan contestou a declaração do empresário. Para o relator da CPI, há “uma contradição muito grande” no depoimento de Emanuel Catori e “um envolvimento muito sério” do líder do governo na Câmara na negociação de vacinas.

— É a repetição do modus operandi na aquisição de vacinas pelo governo federal. Recusou contatos com a Pfizer e com o Butantan, enquanto priorizou atravessadores com Belcher, Davati e Ricardo Barros. Enquanto brasileiros morriam e continuam a morrer. O senhor tenta passar a ideia de que, no encontro com Ricardo Barros, não poderia ter tratado da questão, uma vez que a CanSino não havia credenciado a Belcher. Mas não é verdade. Já havia uma carta de confidencialidade — afirmou.

O representante da Belcher admitiu conhecer o advogado Flávio Pansieri. Sócio do genro de Ricardo Barros até março deste ano, Pansieri participou de uma reunião na Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o uso emergencial do imunizante Convidecia. Apesar disso, Catori negou que o deputado paranaense tenha atuado como “facilitador político” para a compra da CanSino.

— O deputado Ricardo Barros não fez gestões com órgãos neste sentido. Não há vínculo comercial ou societário direto ou indireto da Belcher ou seus sócios com o parlamentar. Ele não iria receber valores pelo sucesso da negociação da Convidecia. A Belcher não o procurou nas tratativas com vacinas. Participação zero. Em nenhum momento ele me ajudou em nada sobre a vacina — afirmou.

O senador Renan Calheiros perguntou por que a vacina da CanSino era 70% mais cara do que o imunizante da farmacêutica Jansen, que também é aplicado em dose única. Segundo o empresário, isso se deve ao modelo de importação contratado pelo Ministério da Saúde. Enquanto a Jansen foi comprada pelo sistema CIF, em que frete e seguro são pagos pelos fornecedores, a Convidecia seria adquirida pelo sistema FOB, em que essas despesas já estão embutidas no valor final.

— Isso envolve logística, envolve frete. Por precisar manter uma temperatura de dois a oito graus, é um frete extremamente caro. Por isso tem toda essa diferença de valores — afirmou.

Catori presta depoimento amparado por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com a possibilidade de permanecer em silêncio sobre temas que o incriminem, o empresário se recusou a responder, por exemplo, quanto a Belcher receberia de comissão pela venda de 60 milhões de doses do imunizante ao governo brasileiro.

Catori apresentou à CPI um cronograma com datas que envolvem a representação da CanSino pela Belcher. De acordo com o empresário, a farmacêutica chinesa estabeleceu uma carta de autorização para a brasileira no dia 19 de abril. Em 27 de maio, a Belcher solicitou uma carta de intenção de compra junto ao Ministério da Saúde. O documento foi expedido pela pasta apenas uma semana depois, no dia 4 de junho. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) estranhou a rapidez do processo.

— A carta de intenção foi emitida em apenas oito dias. Por quê? A Pfizer levou vários meses, quase um ano. É muita rapidez. Um tratamento muito diferenciado em relação à empresa. Houve uma agilidade na emissão de carta de intenção, mesmo se tratando de uma vacina 77% mais cara do que outra de dose única. Foi tudo muito rápido. Houve agilidade para tudo — disse Eliziane.

O senador Humberto Costa (PT-PE) reforçou a suspeita de que a Belcher tenha sido privilegiada pelo deputado Ricardo Barros, que foi ministro da Saúde entre 2016 e 2018, na gestão do presidente Michel Temer.

— Vossa senhoria [Emanuel Catori] vai dizer que não tem nada a ver, que caiu do céu. Que o Ministério da Saúde descobriu que sua empresa estava habilitada para isso. A CanSino, lá na China, ouviu dizer que tinha uma empresa lá em Maringá para ser representante no Brasil. É difícil a gente acreditar nessas coisas, que não teria havido algum tipo de ajuda e que isso não teria sido feito pelo senhor Ricardo Barros. Esse argumento não se sustenta. Houve aqui, sim, tráfico de influência e advocacia administrativa — disse.

Hang e Wizard

O sócio da Belcher reconheceu ainda que participou de um encontro com os empresários Luciano Hang e Carlos Wizard. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, eles teriam atuado para a compra de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 pelo governo.

Catori disse ter sido procurado pelos empresários entre fevereiro e março deste ano para intermediar a compra de doses da vacina CoronaVac, produzida pelo laboratório SinoVac. 

Segundo ele, o imunizante seria doado ao Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 17 de março, Catori, Hand e Wizard participaram de uma live sobre o assunto. Mas o representante da Belcher negou que os empresários tenham participado da negociação do imunizante da CanSino.

— Aventou-se a possibilidade de aquisição de 9 milhões de doses prontas da CoronaVac. Essas doses seriam adquiridas e doadas sem fins comerciais. Após a vacinação dos grupos prioritários, 50% iriam para colaboradores das empresas envolvidas na ação. Não há qualquer relação da Convidecia com os empresários. Não houve interferência com a interface institucional realizada pela Belcher junto ao Ministério da Saúde sobre a Convidecia. Também não há relação societária formal ou informal entre os empresários e a Belcher ou qualquer de suas empresas — afirmou.

A Belcher foi representante da CanSino entre 19 de abril e 10 de junho de 2021. Após a emissão da carta de intenção pelo Ministério da Saúde, a farmacêutica chinesa revogou unilateralmente as credenciais da Belcher alegando razões de compliance. Em 28 de junho, a Anvisa encerrou o processo em que a Belcher pedia a autorização emergencial do imunizante em razão do descredenciamento legal da empresa.

O senador Jorginho Mello (PL-SC) lembrou que a Belcher não chegou a vender vacinas ao governo federal.

— É mais uma negociação que não aconteceu. É um barulhão danado — disse. As informações são da Agência Senado.