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Alexandre Pires representou ministra Marina Silva em ato em defesa do Rio São Francisco

Por André Luis

Por André Luis

Neste sábado (3), o diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Alexandre Pires, esteve presente no ato de celebração de dez anos da campanha “Eu viro carranca para defender o Velho Chico”, em Floresta.

Alexandre que é pajeuzeiro de Jabitacá, Iguaracy, representou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva e a secretária, Edel Moraes no ato que visa fortalecer a defesa do Rio São Francisco.

“A Campanha Eu Viro Carranca em Defesa do Velho Chico é um potente instrumento político e pedagógico para envolver a sociedade e chamar a responsabilidade dos poderes públicos e dos setores econômicos sobre o cuidado com o Rio São Francisco”, destacou Alexandre em suas redes sociais.

Candidato a deputado estadual no último pleito pelo PSOL e um conhecido combatente em defesa da Agricultura Familiar e da Caantinga, Alexandre disse ter se sentido honrado em estar na mesa “com pessoas tão comprometidas e sensíveis a essa causa”.

“As vozes dos agricultores familiares, quilombolas, vaqueiros, indígenas Pipipã, Pankará e Tuxá, cujas águas do São Francisco são parte de suas vidas, cujas terras que cultivam são seus sustentos, onde a Caatinga é constitutiva de suas identidades foram uma só em defesa de seus territórios e dos bens comuns”, pontuou Alexandre.

Outras Notícias

Sandrinho Palmeira e Kelvin Cavalcanti anunciam mudanças administrativas no LW Cast

Nesta quinta-feira (14), aconteceu a edição #8 do LW Cast, com os prefeitos Kelvin Cavalcanti e Sandrinho Palmeira, falando da realidade de seus municípios.  De Kelvin, a informação confirmada de que deseja oxigenar o secretariado, sem  esquecer de acomodar os atuais nomes integrantes do Dr. Eudes Tenório Cavalcanti. Também que o atual gestor não terá […]

Nesta quinta-feira (14), aconteceu a edição #8 do LW Cast, com os prefeitos Kelvin Cavalcanti e Sandrinho Palmeira, falando da realidade de seus municípios. 

De Kelvin, a informação confirmada de que deseja oxigenar o secretariado, sem  esquecer de acomodar os atuais nomes integrantes do Dr. Eudes Tenório Cavalcanti. Também que o atual gestor não terá função em sua gestão e será um importante nome ajudando na construção do governo. 

Kelvin disse ainda pretender criar de forma unificada as secretarias de Esporte e Juventude. Em mais de um momento disse querer integrar os jovens à gestão.  Na pauta da vocação econômica,  vai criar a Festa do Queijo.

Já Sandrinho Palmeira antecipou a criação de duas novas Secretarias: Meio Ambiente e Planejamento.  A mudança será enviada à Câmara.  Uma Secretaria vai ser extinta. Ele não disse qual.

Sandrinho voltou a fazer mistério sobre o novo secretariado,  mas sinalizou que mudanças irão acontecer,  sem sinalizar quais nem data. “Posso por exemplo anunciar de uma vez no Instagram”, disse.

Sandrinho também voltou a falar em municipalização de trânsito,  estimular atividade econômica e reafirmou a promessa de calçar todas as ruas nesse ciclo de gestão.

Falou também da gestão da ASAVAP e disse que a sociedade deve continuar apoiando a entidade.

Sobre o nome que deve disputar a ALEPE para tentar ocupar a lacuna deixada com a morte de José Patriota,  disse não ser pré-candidato.  Reafirmou que nomes como Adelmo Moura,  Anchieta Patriota e Marconi Santana disputam a indicação para apoio de pelo menos seis prefeitos de Médio e Alto Pajeú,  com apoio e articulação de João Campos. 

O programa foi retransmitido também pela Itapuama FM.

Henrique Hézio reage bem a tratamento e pode receber alta na próxima sexta-feira

“Nossas preces foram ouvidas”, comemora família. Por André Luis O fisioterapeuta e odontólogo afogadense Henrique Hézio, tem reagido bem ao tratamento no Hospital Eduardo Campos (HEC), em Serra Talhada e tem previsão de alta para a próxima sexta-feira (15). A informação foi repassada pelo seu irmão Danilo Siqueira.  Henrique, foi acometido pela Covid-19 e após […]

“Nossas preces foram ouvidas”, comemora família.

Por André Luis

O fisioterapeuta e odontólogo afogadense Henrique Hézio, tem reagido bem ao tratamento no Hospital Eduardo Campos (HEC), em Serra Talhada e tem previsão de alta para a próxima sexta-feira (15). A informação foi repassada pelo seu irmão Danilo Siqueira. 

Henrique, foi acometido pela Covid-19 e após dar entrada, no último domingo (10), no Hospital Regional Emília Câmara (HREC), foi transferido logo em seguida para a unidade hospitalar em Serra Talhada.

Ele deu entrada no HREC com falta de ar, baixa saturação de oxigênio e dores no corpo.

Na segunda-feira (11), Henrique já apresentava melhora no seu quadro de saúde, segundo seu irmão Danilo, a saturação já havia aumentado, estava consciente e respirando através da máscara VNI.

Nesta terça-feira (12), Henrique passou por nova avaliação pulmonar, apresentando boa evolução e índice de obstrução pulmonar em queda.

O fisioterapeuta e odontólogo, é mais uma prova da imprevisibilidade da doença. Jovem e sem comorbidades, Henrique foi acometido pela forma mais grave da doença.

Carlos e Socorro Veras suspendem agendas para acompanhar o pai internado em Serra Talhada

O deputado federal Carlos Veras e a vereadora de Tabira Socorro Veras, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciaram a suspensão temporária de suas agendas públicas para se dedicarem à família.  O motivo é o estado de saúde do pai de ambos, de 90 anos, que passou por uma cirurgia e enfrenta um quadro de […]

O deputado federal Carlos Veras e a vereadora de Tabira Socorro Veras, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciaram a suspensão temporária de suas agendas públicas para se dedicarem à família. 

O motivo é o estado de saúde do pai de ambos, de 90 anos, que passou por uma cirurgia e enfrenta um quadro de pneumonia, estando internado na UTI em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.

Em comunicado, Carlos Veras informou que seguirá acompanhando de perto a recuperação do pai e agradeceu “a compreensão e a solidariedade de todas e todos”.

Socorro Veras também divulgou nota destacando que está dedicada integralmente à família neste momento. “Agradecemos o carinho e a solidariedade de todos e todas”, afirmou a vereadora.

As atividades públicas dos dois parlamentares seguem temporariamente adiadas até nova atualização sobre o quadro clínico do pai.

Raquel Lyra anuncia terceira maternidade no estado e inaugura novas instalações voltados à saúde na UPE

A região do Agreste Meridional vai receber, em Garanhuns, a terceira maternidade entre as cinco que o governo estadual irá entregar em Pernambuco. O anúncio foi feito pela governadora Raquel Lyra, nesta sexta-feira (22), durante a plenária do Ouvir para Mudar realizada no município.  A região ainda será contemplada com melhorias em estradas e no […]

A região do Agreste Meridional vai receber, em Garanhuns, a terceira maternidade entre as cinco que o governo estadual irá entregar em Pernambuco. O anúncio foi feito pela governadora Raquel Lyra, nesta sexta-feira (22), durante a plenária do Ouvir para Mudar realizada no município. 

A região ainda será contemplada com melhorias em estradas e no acesso à água. A governadora assinou a ordem de reinício de serviços da restauração da PE-170 de Lajedo a Canhotinho e a autorização de abertura de licitação da recuperação da Barragem Celso Galvão (Inhumas), em Garanhuns. Ainda na passagem pelo município, a gestora inaugurou presencialmente dois blocos da Universidade de Pernambuco (UPE) voltados para cursos da área de saúde.

“A maternidade do Agreste Meridional vai permitir dignidade às mulheres grávidas dessa região, sem precisar percorrer tantos quilômetros para ganhar seus bebês. Esses são anúncios importantes que fazemos aqui com a responsabilidade de que essas obras vão sair do papel e transformar a vida de muitos pernambucanos. Também visitei mais cedo os dois blocos da UPE que servirão para poder ter os laboratórios e ambulatórios dos cursos de Medicina e Ciências Biológicas. É muito importante ter cursos de qualidade e manter os profissionais aqui no interior do Estado”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

A gestora já anunciou a construção de uma maternidade em Ouricuri, no Sertão do Araripe, durante a plenária do Ouvir para Mudar no município. A primeira anunciada foi em Caruaru, no Agreste Central, que já está com obra em execução.

Na UPE de Garanhuns, a parte das práticas ambulatoriais que existem atualmente vão ser transferidas a serviço da população, que poderá ser atendida por médicos no prédio nas suas devidas especialidades. Além disso, um dos andares dos blocos está sendo dedicado a laboratórios de práticas dos cursos de Medicina e Ciências Biológicas. 

A retomada da restauração do trecho da PE-170 vai contemplar uma extensão de 33 quilômetros. O valor de investimento é de aproximadamente R$ 22 milhões. Já a recuperação da barragem vai beneficiar 100 mil habitantes, abastecendo Garanhuns e Palmeirina. O prazo previsto de execução é de sete meses. 

O prefeito de Garanhuns, Silvado Albino, entregou à governadora um documento em que solicita um Batalhão Integrado Especializada e um IML, entre outras ações. “Aproveitamos esse momento em que o Estado está ouvindo os municípios para apresentar demandas antigas, pensando no povo de Garanhuns e do Agreste. Queremos construir pontes, independentemente de política”, frisou.

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto, disse que “está à disposição para servir Pernambuco no que for melhor junto ao Governo do Estado”.

“Confio que o Governo de Pernambuco vai atender muitas das reivindicações que o nosso povo trouxe aqui. Muitas delas já tratei pessoalmente com a governadora, que está aqui com seu time de secretários para construir as políticas públicas dos próximos anos”, registrou o deputado estadual Izaías Regis.

Marcaram presença os secretários estaduais, os deputados federais Guilherme Uchoa Jr. e Lula da Fonte, os deputados estaduais Isaías Régis, Joaquim Lira, Débora Almeida, Kaio Maniçoba e Danilo Godoy, além dos prefeitos Luiz Haroldo (Águas Belas), João Lucas (Bom Conselho), Beta Cadengue (Brejão), Tirri (Caetés), Nogueira (Calçado), Sandra Paes (Canhotinho), Nego do Mercado (Capoeiras), Antônio de Lula (Iati), Erinaldo (Jucatí), Marcos Patriota (Jupi), Quebra Santo (Lagoa do Ouro), Erivaldo (Lajedo), Valmir do Leite (Paranatama), Junior Vaz (Pedra), Junior de Rivaldo (Saloá), Wilson (São João), Matheus Martins (Terezinha), e Alvinho Porto (Quipapá).

SUS é única opção para quase 90% dos moradores do Norte e Nordeste, diz IBGE

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil Folhapress Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que sete em cada dez brasileiros dependem exclusivamente do sistema público de saúde para tratamento. São mais de 150 milhões de pessoas que não têm acesso a planos de saúde privados. Os dados são de […]

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Folhapress

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que sete em cada dez brasileiros dependem exclusivamente do sistema público de saúde para tratamento. São mais de 150 milhões de pessoas que não têm acesso a planos de saúde privados.

Os dados são de 2019 e não incluem eventuais efeitos da crise econômica gerada pela pandemia na capacidade dos brasileiros a pagar por saúde privada -apenas entre março e julho, 327 mil brasileiros ficaram sem plano de saúde, de acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde).

A Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE reforça ainda a existência de grandes desigualdades no acesso a planos privados, que são mais comuns no Sul e no Sudeste e entre pessoas brancas e com maior renda, e no uso da rede pública, mais concentrado na população de baixa renda.

De acordo com o 28,5% da população, ou 59,7 milhões de pessoas, possuíam algum tipo de plano de saúde médico ou odontológico no país em 2019. Considerando apenas a cobertura médica, são 26% da população, o que indica que 74% dependiam apenas da saúde pública.

No Norte e Nordeste, a proporção de pessoas sem planos de saúde médico chega perto de 90% -isto é, quase nove entre dez pessoas dependem do sistema público quando estão doentes. No Maranhão, apenas 5% da população tem plano de saúde médico. Em Roraima, são 7,4%.

Os responsáveis pelo estudo dizem que os dados mostram que havia “uma grande desigualdade” entre as grandes regiões e as unidades da federação. No Sudeste, por exemplo, 34,9% dos habitantes são cobertos por plano de saúde médico. Estado com maior cobertura, São Paulo tem 38,4%.

Na média nacional, 26% das pessoas tinham algum plano de saúde médico. Entre os brancos, o índice é duas vezes superior aos de pretos e pardos: 36,5% contra 18,4% e 17,6%, respectivamente. Dos três grupos, diz o IBGE, apenas os pardos mostraram evolução nesse indicador entre 2013 e 2019, com acréscimo de 1,4 ponto percentual.

O resultado reflete a desigualdade de renda entre brancos e negros no país. Dados divulgados em maio pelo IBGE mostra que, em 2019, a diferença de rendimento médio entre brancos e pretos atingiu o maior patamar desde 2016: enquanto os primeiros viviam com R$ 2.999 por mês, os últimos tiveram rendimento médio de R$ 1.673.

Para o IBGE, a diferença na cobertura de planos de saúde entre classes de rendimento apresenta “profundas desproporcionalidades”. “A gente viu que [o acesso a plano de saúde] está diretamente relacionado com o rendimento das pessoas”, disse a pesquisadora do IBGE, Maria Lúcia Vieira.

Na população com rendimento superior a cinco salários mínimos, 86,8% tinham plano de saúde médico e 32,8%, cobertura odontológica. Já entre aqueles com rendimento inferior a um quarto do salário mínimo, apenas 5,9% tinham o primeiro e 1,4%, o segundo.

“O plano de saúde é um serviço de luxo, um serviço caro. E, quando a gente tem o SUS [Serviço Único de Saúde], o plano não é prioridade na hora de fazer escolha”, afirmou Vieira.

Os resultados indicam ainda que, em 2019, a cobertura do plano de saúde odontológico era bem menos frequente do que a do tipo médico: 12,9% contra 26%”. “Mesmo nas faixas de rendimento mais elevadas, o plano de saúde odontológico foi adquirido por, aproximadamente, um terço das pessoas”. diz o estudo.

O IBGE mediu também a avaliação dos brasileiros sobre os planos de saúde. Entre aqueles que possuem cobertura, 77,4% consideraram o serviço bom ou muito bom. A região Nordeste traz o menor indicador de satisfação: 72%. Na outra, ponta, 80,4% os habitantes da região Sul se consideram satisfeitos.

“A diferença de 8,4 pontos percentuais pode sugerir diferenças na qualidade dos serviços prestados nessas duas grandes regiões, logo traduzidas na avaliação de seus clientes”, avaliam os responsáveis pelo estudo.

Das pessoas que tinham plano de saúde médico em 2019, 46,2% pagavam seus custos diretamente ao plano. Outros 30,9% arcavam parcialmente com os custos. Em 14,5% dos casos, o plano era custeado apenas pelo empregador.

Segundo o IBGE, a maior parcela das pessoas (46,8%) indicou a Unidade Básica de Saúde como o estabelecimento que costumava procurar ao precisar de atendimento de saúde. Consultório particular ou clínica privada foram indicados por 22,9% das pessoas, e as Unidades de Pronto Atendimento Público (UPAs), pronto socorro ou emergência de hospital público, por 14,1%.

A pesquisa detectou que 13,7 milhões de pessoas das pessoas, ou 6,6% da população, ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais nos 12 meses anteriores à data da entrevista. A proporção de internação em hospitais foi maior entre as pessoas idosas, isto é, de 60 anos ou mais de idade (10,6%), e as mulheres (7,6%).

Entre as que ficaram internadas, 8,9 milhões recorreram ao SUS. A proporção de internação em hospitais do SUS foi maior entre os homens (65,4%), as pessoas jovens de 18 a 29 anos de idade (72,0%), bem como entre as pessoas pretas e pardas (75,9% e 73,6%, respectivamente).

“As disparidades são expressivas quando considerado o rendimento domiciliar per capita das pessoas que ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais”, diz o instituto. “Esse indicador revela uma clara dependência das pessoas economicamente vulneráveis em relação ao SUS.”

Entre os brasileiro com rendimento de até um quarto do salário mínimo, 95% dos que se internaram o fizerma no sistema público de saúde. Já entre os com renda per capita superior a cinco salários mínimos, o número cai para 6,8%.