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Afogados inicia inaugurações do plano dos 100 dias

Por André Luis

A Prefeitura de Afogados inicia neste sábado uma maratona de inaugurações e entregas de obras e ações concluídas no plano de 100 dias de gestão anunciado pelo Prefeito Alessandro Palmeira. 

A maratona começa hoje com a inauguração da academia da saúde da comunidade rural da Carapuça. No domingo (11), o Prefeito inaugura as passagens molhadas de Alça de Peia e a recuperação da passagem molhada de Queimada Grande. Todas as inaugurações serão realizadas com público reduzido e seguindo todos os protocolos de segurança sanitária. 

A partir da próxima segunda (12), entram na agenda as inaugurações de academias da saúde na Pintada, Borges e São Cristóvão, 8 passagens molhadas, pavimentação de ruas, arquivo público municipal, projeto de sinalização das estradas da zona rural, implantação do programa conexão rural – de acesso à internet em diversas comunidades, programa facilita – tudo em um só lugar para os nossos empreendedores, núcleo de atendimento pedagógico multidisciplinar, entrega do carro do PAA, dentre outras inúmeras ações. 

“Será uma longa e prazerosa jornada de inaugurações e entregas, atendendo aos anseios da nossa população e cumprindo o que anunciamos. Por conta das medidas mais duras de restrição que adotamos nas últimas semanas preferimos cancelar as inaugurações, pois seria incoerência editarmos decretos de restrições e nós mesmos não darmos o exemplo. Mas agora, com a retomada das atividades de nosso comércio, vamos também retomar a nossa extensa agenda de inaugurações,” destacou o Prefeito Alessandro Palmeira.

Outras Notícias

Anchieta Patriota rebate Sebastião Oliveira

O prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, rebateu o deputado federal Sebastião Oliveira, que afirmou,  Danilo tem pouca intimidade com a área da saúde. “Fiquei pasmo quando Danilo disse que vai construir mais um hospital para desafogar o HR, quando na verdade ele deveria estar pensando em reestruturar o HR. Isso estará no nosso programa de governo, […]

O prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, rebateu o deputado federal Sebastião Oliveira, que afirmou,  Danilo tem pouca intimidade com a área da saúde.

“Fiquei pasmo quando Danilo disse que vai construir mais um hospital para desafogar o HR, quando na verdade ele deveria estar pensando em reestruturar o HR. Isso estará no nosso programa de governo, não só na parte de infraestrutura e tecnologia, mas também na humanização dos pacientes, funcionários, médicos, equipes de saúde. O governo, aliás, já deveria ter dado respostas sobre o teto que caiu, a falta de água, a goteira. Recebo muitas queixas de colegas que trabalham no HR e dizem que está sucateado”.

Rebatendo as críticas, disse Anchieta Patriota em nota: “o cuidado com a manutenção e a reestruturação da rede estadual na saúde é fundamental. Não é por acaso que mesmo com a pandemia e em meio a uma grande crise econômica nacional, o Governo do Estado está investindo R$ 24 milhões no Hospital da Restauração, que vai passar por serviços de revisão e recuperação de toda a infraestrutura, além de renovação do parque tecnológico”.

Para Anchieta,  é preciso enxergar na frente, dar um passo adiante, olhar para o futuro. “É o que Danilo está fazendo quando propôs a construção do Hospital de Trauma. Ele aprendeu com Eduardo, que foi capaz de enxergar a necessidade de construir três novos hospitais no Grande Recife e também foi muito criticado por isso”.

E conclui: “quem tem o mínimo de intimidade com os problemas de saúde sabe que os acidentes que geram traumas, como os que ocorrem com motociclistas, são responsáveis por boa parte do atendimento do HR. O Hospital de Trauma será um grande avanço pra Pernambuco desafogar a maior emergência do Nordeste. Alguém que é médico deveria saber disso”, cutuca.

STF forma maioria para impor derrota a Bolsonaro e evitar blindagem de atos contra ciência na pandemia

Corte avalia que MP do governo não pode servir para livrar agentes de punição por ações contrárias às recomendações médicas O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria, nesta quinta-feira (21), para definir que a medida provisória do governo para proteger agentes públicos de responsabilização durante a pandemia não pode servir para blindar atos administrativos contrários […]

Corte avalia que MP do governo não pode servir para livrar agentes de punição por ações contrárias às recomendações médicas

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria, nesta quinta-feira (21), para definir que a medida provisória do governo para proteger agentes públicos de responsabilização durante a pandemia não pode servir para blindar atos administrativos contrários a recomendações médicas e científicas.

Os ministros votaram para manter a previsão de que gestores públicos só devem responder nas esferas civil e administrativa da Justiça quando “agirem ou se omitirem com dolo ou erro grosseiro”, como prevê a MP.

No entanto, definiram que, na aplicação da norma, devem ser incluídos no conceito de erro grosseiro medidas que não observem normas e critérios técnicos estabelecidos por autoridades sanitárias e organização de saúde do Brasil e do mundo. A informação é de Matheus Teixeira para a Folha de São Paulo.

Convenção em Iguaracy homologará candidaturas de Dr. Pedro e Marquinhos

No próximo dia 3 de agosto, a Quadra Poliesportiva Danilo Rodrigues Eduardo, localizada na PE 292, em Iguaracy, será palco de um evento político. Às 15h45, os partidos PSD, PT, PSDB e MDB realizarão uma convenção partidária para oficializar as candidaturas de Dr. Pedro Alves (PSDB) a prefeito e Marquinhos Melo (PSDB) a vice-prefeito. O […]

No próximo dia 3 de agosto, a Quadra Poliesportiva Danilo Rodrigues Eduardo, localizada na PE 292, em Iguaracy, será palco de um evento político.

Às 15h45, os partidos PSD, PT, PSDB e MDB realizarão uma convenção partidária para oficializar as candidaturas de Dr. Pedro Alves (PSDB) a prefeito e Marquinhos Melo (PSDB) a vice-prefeito.

O evento não só formalizará a chapa majoritária, mas também apresentará os candidatos a vereador que comporão a chapa proporcional. Durante a convenção, Dr. Pedro e Marquinhos irão expor suas propostas e planos para o desenvolvimento de Iguaracy.

Múltipla indica vantagem de Adalberto sobre Odacy em Petrolina

Há menos de 4 meses da eleição municipal, o Blog Waldiney Passos  através da empresa WS Editora e Eventos Ltda, encomendou  uma avaliação junto ao Instituto de Pesquisa Múltipla, para saber como está o cenário neste momento em Petrolina, onde muitos partidos já definiram suas pré-candidaturas. No páreo, nomes como o do PTB (Adalberto Cavalcanti), PT […]

Fotos-pesquisa

Há menos de 4 meses da eleição municipal, o Blog Waldiney Passos  através da empresa WS Editora e Eventos Ltda, encomendou  uma avaliação junto ao Instituto de Pesquisa Múltipla, para saber como está o cenário neste momento em Petrolina, onde muitos partidos já definiram suas pré-candidaturas.

No páreo, nomes como o do PTB (Adalberto Cavalcanti), PT (Odacy Amorim), PSB (Miguel Coelho), PSOL (Perpétua Rodrigues) e PSDB (Guilherme Coelho), estando indefinido apenas o nome do candidato do grupo liderado pelo prefeito Júlio Lòssio (PMDB).

Espontânea: Na avaliação espontânea, modelo em que o entrevistado é forçado a citar o nome do candidato sem o auxílio da lista estimulada, o pré-candidato do PTB, deputado federal Adalberto Cavalcanti, lidera a intenção de voto, seguido pelo pré-candidato do PT, deputado estadual Odacy amorim.

Este cenário apontou o seguinte resultado:Espontânea Multipla

Adalberto Cavalcanti 16,8%

Júlio Lossio 8,2%

Odacy Amorim 7,8%

Miguel Coelho 4,2%

Gonzaga Patriota 1,2%

Neste cenário também foram citados o Coronel Leite, Fernando Filho e Guilherme Coelho com 1% cada

Não soube não opinou 51,8%

Estimulada 01: Na avaliação estimulada, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados, foram consultados dois cenários: um considerando apenas o candidato do prefeito e o outro considerando somente o nome do deputado Guilherme Coelho.

Na primeira amostra, o deputado Adalberto Cavalcanti continua liderando, seguido por Odacy Amorim, embora se configure empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

Este cenário apontou o seguinte resultado:Estimulada Multipla

Adalberto Cavalcanti 32,0%

Odacy Amorim 28,0%

Miguel Coelho 14,4%

Candidato do prefeito Júlio Lossio 13,2%

Perpétua Rodrigues 1,0%

Não soube não opinou 11,4%

Estimulada 02: No segundo cenário da consulta estimulada, considerando apenas o nome de Guilherme Coelho, Adalberto Cavalcanti também lidera e se afasta um pouco mais do segundo colocado Odacy Amorim, não configurando mais empate técnico.

Este cenário apontou o seguinte resultado:Estimulada 2 Multipla

Adalberto Cavalcanti 34,8%

Odacy Amorim 29,4%

Miguel Coelho 14,2%

Guilherme Coelho 8,2%

Perpétua Rodrigues 1,6%

Não soube não opinou 11,8%

A pesquisa, que está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob nº PE-08608/2016, foi a campo nos dias 02, 03,04 e 05 de junho e tem um intervalo de confiança de 95%.

O Blog e a História: quando as chuvas castigaram e mataram em Pernambuco

Em 2 de junho de 2022: Entre a lama e a desesperança, mais de uma centena de vidas foram perdidas em Pernambuco desde a última quarta-feira (25). Vítimas de deslizamentos de barreiras e de enxurradas provocadas pelas chuvas torrenciais, 126 pessoas morreram, segundo as últimas informações oficiais. Essa já é a maior catástrofe natural do século 21 no Estado e a maior de uma […]

Em 2 de junho de 2022: Entre a lama e a desesperança, mais de uma centena de vidas foram perdidas em Pernambuco desde a última quarta-feira (25). Vítimas de deslizamentos de barreiras e de enxurradas provocadas pelas chuvas torrenciais, 126 pessoas morreram, segundo as últimas informações oficiais. Essa já é a maior catástrofe natural do século 21 no Estado e a maior de uma geração inteira.

Em 1966, uma grande cheia tomou conta do Recife. Era 30 de maio daquele ano quando diversas partes da cidade ficaram submersas devido ao transbordamento do rio Capibaribe. Imagens de acervos históricos mostram até mesmo a avenida Caxangá tomada por água.

O caos no Recife ganhou repercussão nacional. À época, a Folha de S.Paulo anunciava: “Calamidade pública no Recife inundado por chuvas”. A água chegou a mais de dois metros de altura em diversos bairros da cidade. Os registros indicam 175 mortos, naquela que é a maior catástrofe natural do Estado em números.

Já em 1975, a cheia ficou marcada pelo boato do rompimento da barragem de Tapacurá e teve até registro de mortes por ataques cardíacos diante do susto causado pela notícia falsa.

Cerca de 80% do território habitado do Recife ficou debaixo d’água. O transbordamento do Capibaribe, em 17 de julho, paralisou a capital pernambucana e diversos municípios por ele banhados. Ao todo, 107 pessoas morreram naquele ano.

A historiadora Gizelly Medeiros recorda que as duas grandes enchentes na capital pernambucana ocorreram durante o período da ditadura militar (1964-1985).

“A cheia de 1966 teve mais mortes, mais pessoas foram atingidas. No entanto, a de 1975 foi mais caótica, causou mais danos, deixou o Recife completamente alagado”, cita. Os dois presidentes militares que estavam ocupando o cargo na época – Castelo Branco e Ernesto Geisel, respectivamente – vieram ao Recife. “Tentaram fazer alguma coisa, mas nada foi feito naquele período”, completa Gizelly.

O problema de cheias no Recife é histórico e remonta aos períodos colonial e da invasão holandesa. “A primeira enchente que se tem notícia no Recife foi no século 17, lá pelos anos 1600. Maurício de Nassau governava o Recife quando aconteceu a segunda grande enchente e ele foi uma das primeiras pessoas que mandou construir nas margens do Capibaribe, na região que seria mais ou menos Afogados [bairro da Zona Oeste do Recife]”, acrescenta a historiadora.

Cortada por dezenas de rios, a cidade não é conhecida como “Veneza Brasileira” à toa. E as chuvas intensas, que, de tempos em tempos, vêm “maiores do que o esperado”, intensificam o drama, especialmente, de quem mora nos morros e barreiras, diante da falta de infraestrutura e de moradia digna.

O professor e pesquisador do programa de pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Osvaldo Girão lembra que as mortes das cheias do século passado e das chuvas deste ano têm características diferentes.

“As cheias de 66 e 75 eram em um momento em que a população recifense era menor. Hoje temos 1,6 milhão de habitantes, mas naqueles anos tínhamos uma população certamente menor que 1 milhão, mas que habitava na área de planície. Por conta disso, os casos de óbitos eram majoritariamente ligados à questão de afogamento. Comparando com o momento atual, tivemos muitos mortos por movimentos de massa que são esses deslizamentos”, explica Girão.

O maior adensamento populacional em direção aos morros e encostas da cidade contribuíram para esta problemática. As soluções passam por planejamentos de médio e longo prazo, defende o professor. “Talvez, de imediato resolver problemas de drenagem nessa área de encosta. A água cai e muitas vezes não há direcionamento dessa água. É preciso fazer com que essa água chegue rapidamente no sopé da encosta”, completa Osvaldo Girão.

O poder público, completa o professor, tem a responsabilidade de fazer com que essas áreas não sejam ocupadas, mas que a população seja realocada. Essa, inclusive, não é uma demanda de apenas uma gestão, mas de duas ou três, segundo o professor.

“A tendência pelo que a gente vê por conta do aquecimento global é que esses eventos se tornem mais frequentes. Essas ondas de leste [fenômeno que causou as chuvas torrenciais deste ano] têm intensidade maior desde a década passada”, frisa.

Também chamado de Distúrbio Ondulatório de Leste, o fenômeno é uma configuração dos ventos que favorece a elevação da umidade de baixos níveis para altos níveis. Quando a umidade encontra certa altura, transforma-se em nuvens e, dependendo da quantidade de umidade, em nuvens de tempestade. Aliada ao sistema, a temperatura do oceano até três graus mais quente do que o normal para esta época do ano intensificou as chuvas.

É preciso também investir em prevenção, acrescenta o professor. Ele defende, por exemplo, mais investimentos em prevenção por parte da Defesa Civil: “A Defesa Civil no Brasil é muito de ação no pós-evento. O que acontece antes do evento? As populações devem interagir e reconhecer os riscos, deve conhecer seu ambiente, os dispositivos de alerta, a possibilidade de evacuação”, fecha Girão.