Afogados da Inagzeira vai ganhar Arquivo Púbico Municipal
Por Nill Júnior
Por Rodrigo Lima
O Sertão do Pajeú foi uma das primeiras regiões a serem povoadas no interior de Pernambuco. Flores é uma das mais antigas povoações, hoje cidade, do Estado. Região célebre pela sua cultura, mas também por sua história. Por aqui caminharam figuras célebres como Lampião, Antônio Silvino, Diógenes de Arruda Câmara, Padre Carlos Cottard, dentre tantos personagens de alta relevância histórica.
Para auxiliar na preservação dessa memória e contribuir com estudos que permitam uma melhor compreensão do nosso passado, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira vai inaugurar, em breve, o Arquivo Público Municipal.
Livro raro encontrado para estudo. Sabia-se da existência de livros de senhores de escravos, mas de registro de gado não”, disse Alessandro Palmeira
Em parceria com o Arquivo Público de Pernambuco e com alunos e professores do curso de História da FAFOPAI, o arquivo municipal funcionará na Rua Coronel Luiz de Góes, no imóvel onde funcionava a casa de passagem.
A Prefeitura de Afogados celebrou convênio de parceria com o Arquivo Público Estadual para capacitação sobre arquivologia, documentação e técnicas de conservação de acervo. Alunos e professores da FAFOPAI já estão trabalhando na preparação do futuro acervo, atuando na separação, higienização e catalogação.
Segundo o Secretário de Cultura Alessandro Palmeira, o trabalho já produziu frutos. “Já fizemos uma descoberta interessante. Encontramos um livro de registro dos criadores de gado da região. Eles levavam a marca que ferrava o gado para registrar na Prefeitura. Um livro raríssimo que pode nos ajudar a compreender como se deu a povoação de nossa região. Sabia-se da existência de livros de senhores de escravos, mas de registro de gado não”, informou Alessandro Palmeira.
Duas vezes por mês, técnicos do Arquivo Público Estadual estão em Afogados, capacitando a equipe da Prefeitura de Afogados da Ingazeira que irá cuidar do arquivo público municipal.
A Prefeitura Municipal de Itapetim anuncia em nota que em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) iniciou as obras de uma unidade no Sítio Lagoa da Jurema. Segundo o prefeito Arquimedes Machado, essa é a quarta escola padrão FNDE com obras iniciadas pela Prefeitura Municipal este ano. “Em breve, também vamos iniciar a […]
A Prefeitura Municipal de Itapetim anuncia em nota que em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) iniciou as obras de uma unidade no Sítio Lagoa da Jurema.
Segundo o prefeito Arquimedes Machado, essa é a quarta escola padrão FNDE com obras iniciadas pela Prefeitura Municipal este ano. “Em breve, também vamos iniciar a construção de uma escola de quatro salas no Sítio Logradouro para atender toda a comunidade escolar da região”, revelou.
A escola do Sítio Lagoa da Jurema também atenderá os alunos dos sítios Riacho Verde, Gunça, Melancias e Marrecos. Além de seis salas, a unidade ainda contará com sala de informática, sala de leitura, diretoria, secretaria, almoxarifado, sala de professores, pátio, cozinha, dispensa e área de serviço.
O deputado estadual Ângelo Ferreira prestigiou no último sábado (17) a tradicional Festa de São Sebastião em Iguaracy, festividade que este ano completa 101 anos. O parlamentar foi recebido pelo vereador Manoel Olímpio, o ex-vereador Janduir, Antônio Torres, Ruy Brasiliano entre outras lideranças. Com uma programação religiosa e profana as comemorações tiveram início no sábado […]
O deputado estadual Ângelo Ferreira prestigiou no último sábado (17) a tradicional Festa de São Sebastião em Iguaracy, festividade que este ano completa 101 anos.
O parlamentar foi recebido pelo vereador Manoel Olímpio, o ex-vereador Janduir, Antônio Torres, Ruy Brasiliano entre outras lideranças.
Com uma programação religiosa e profana as comemorações tiveram início no sábado dia 10 e se encerraram nesta terça-feira (20), quando acontecerá a procissão com a imagem de São Sebastião pelas ruas da cidade.
Arcoverde chegou a 62 casos confirmados de Covid-19. Serra, 64. Duas cidades que se equivalem populacionalmente, que ficam em extremos no Sertão, Arcoverde e Serra Talhada travam uma batalha onde a busca é pela derrota. A de qual cidade tem o maior número de casos de Covid-19. Uma, a Terra do Cardeal, com população estimada […]
Arcoverde chegou a 62 casos confirmados de Covid-19. Serra, 64.
Duas cidades que se equivalem populacionalmente, que ficam em extremos no Sertão, Arcoverde e Serra Talhada travam uma batalha onde a busca é pela derrota.
A de qual cidade tem o maior número de casos de Covid-19. Uma, a Terra do Cardeal, com população estimada de 75 mil pessoas, chegou hoje a 62 casos confirmados, com seis novos anunciados hoje.
Ainda são quatro suspeitos, cem descartados, dez óbitos e vinte e um recuperados.
Serra Talhada, no extremo baixo do Pajeú, chegou a 64 casos, com treze só confirmados ontem e mais seis noticiados hoje .
São 11 casos em investigação, 306 casos descartados, 33 pessoas recuperadas, três óbitos, 25 pacientes em isolamento domiciliar e três pacientes em internamento hospitalar.
A cidade tem uma população um pouco maior, de 86 mil habitantes por estimativa do IBGE.
Na live de hoje, o prefeito Luciano Duque afirmou que há cidades menores com menos casos. “Águas Belas tem mais de cem casos”, destacou.
De fato, proporcionalmente as duas cidades tem um número menor que em outras cidades. Em média, Arcoverde tem 0,0008 caso por habitante . Serra Talhada, média de 0,0007 por habitante. São percentuais baixos. Mas o fato de serem pólos regionais, com maior visibilidade, gera a observação mais acentuada.
Já no critério comunicação com a população, Serra tem sido mais transparente. Além dos boletins, tem divulgado notas e lives sovre todas as medidas tomadas. Arcoverde tem se limitado a uma nota por dia no início da noite e pouca disponibilidade para debater e alertar sobre os números na imprensa.
Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Paulo Câmara (@paulocamara40) O governador Paulo Câmara esteve acompanhando a agenda de Lula e Geraldo Alckmin em São Paulo. “O estabelecimento de uma frente ampla de oposição ao presidente Jair Bolsonaro teve mais um avanço importante na noite deste domingo, em São Paulo”, comemorou. […]
O governador Paulo Câmara esteve acompanhando a agenda de Lula e Geraldo Alckmin em São Paulo. “O estabelecimento de uma frente ampla de oposição ao presidente Jair Bolsonaro teve mais um avanço importante na noite deste domingo, em São Paulo”, comemorou.
Os dois promoveram um jantar de fim de ano do grupo Prerrogativas, formado por advogados e juristas de todo o país, com as principais lideranças do campo progressista do Brasil. Além de Lula e Alckmin, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, a presidente nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, o prefeito do Recife, João Campos, entre outros.
“Tive ainda a satisfação de reencontrar o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Fomos colegas entre 2015 e 2018, sempre mantendo uma relação de diálogo e respeito”.
Por Inácio Feitosa* Vivemos um momento histórico em que a ostentação deixou de ser símbolo de poder e passou a ser evidência de atraso. Durante muito tempo, consumir e exibir foram gestos quase obrigatórios para quem desejava reconhecimento. Era como se a sociedade exigisse um desfile permanente de marcas, objetos, etiquetas e exageros. Só que […]
Vivemos um momento histórico em que a ostentação deixou de ser símbolo de poder e passou a ser evidência de atraso. Durante muito tempo, consumir e exibir foram gestos quase obrigatórios para quem desejava reconhecimento. Era como se a sociedade exigisse um desfile permanente de marcas, objetos, etiquetas e exageros.
Só que o excesso cansou. Cansou porque falta sentido. Cansou porque o mundo amadureceu. Cansou porque não cabe mais num contexto global que exige consciência e sobriedade. Aos poucos, tornou-se evidente que aparência não resolve vazio, que logotipo não compra paz e que objetos não sustentam identidade. Hoje, ostentar não impressiona — constrange. Não comunica grandeza — revela insegurança. Não mostra sucesso — mostra falta de compreensão sobre o próprio tempo.
As redes sociais ajudaram a acelerar esse desgaste. O exagero permanente transformou-se em paródia de si mesmo. Perfis recheados de ostentação perderam credibilidade e passaram a ser vistos como uma tentativa desesperada de compensar algo que falta. Quanto mais gente exagera, menos gente respeita. Quanto mais se exibe, menos se admira. Esse colapso da estética do excesso expôs a fragilidade emocional que existe por trás da obsessão pela aparência. O espetáculo da ostentação ficou ultrapassado, e não perceber isso é perder a mudança cultural do século.
Sociedades mais maduras já não medem sucesso pelo volume de bens, mas pelo impacto social, pela solidez interna, pela capacidade de viver com propósito. Países desenvolvidos migraram da lógica da abundância ostentatória para a lógica da elegância silenciosa. E o Brasil, embora ainda preso a certos resíduos culturais, começa a despertar para essa transição. Hoje, o comportamento realmente admirado não é o que chama atenção, mas o que a dispensa. Não é o que grita, mas o que sabe falar baixo. Não é o que acumula, mas o que escolhe. E, acima de tudo, não é o que tenta parecer, mas o que consegue ser.
Enquanto consumidores mais atentos abraçam o “quiet luxury”, muitos ainda acreditam que exibir é avançar. Porém, exibir é regredir. É não entender a mudança de época. É permanecer preso à ingenuidade estética e simbólica dos anos 2000, quando o mundo ainda se encantava com brilho e barulho. Hoje, brilho e barulho soam infantis. É anacrônico confundir valor com preço, grandeza com visibilidade, qualidade com chamativo. O novo luxo é justamente o oposto dessa lógica: discrição, leveza, paz, autonomia, autenticidade, tempo, silêncio — bens intangíveis que não se compram numa vitrine, mas se constroem com maturidade.
Pessoas que realmente evoluíram não precisam provar nada a ninguém. A sofisticação atual não está na posse, mas no discernimento. Não está no acúmulo, mas na clareza. Não está no excesso, mas na medida. Talvez por isso os sinais mais sofisticados hoje sejam os mais discretos: a roupa sem logotipo, o carro que não chama atenção, o relógio que não precisa ser reconhecido, a garrafa de água comum no lugar da versão importada de valor absurdo. É um gesto simples, mas carregado de inteligência cultural. Esse comportamento não significa pobreza de possibilidades, mas riqueza de consciência. É a afirmação sutil de quem já entendeu que existir vale mais do que parecer.
Ostentar, nesse contexto, não é apenas falta de bom senso: é falta de leitura de mundo. É não perceber que a humanidade mudou de eixo. É insistir num modelo ultrapassado, preso à estética da década passada. É viver segundo o olhar alheio, e não segundo a própria lucidez. Exibir-se para conquistar respeito é como gritar para parecer eloquente: quanto mais alto, menos digno. O excesso virou ruído, e o ruído virou ridículo.
Viver com menos, por escolha, é maturidade emocional. Viver com exagero, por necessidade de reconhecimento, é fragilidade disfarçada de poder. É sinal de desequilíbrio interno. É a demonstração de que a pessoa ainda depende de aplauso externo para sustentar a própria autoestima. A verdadeira força está em não precisar ser visto para existir. Está em não depender de aprovação para permanecer inteiro. Está em ser suficiente para si mesmo.
O mundo mudou, a sensibilidade mudou, a régua da elegância mudou. A nova estética é ética. O novo estilo é consciência. O novo símbolo de status é a serenidade. O que realmente impressiona hoje não é o brilho, mas a profundidade; não é o volume, mas o silêncio; não é a exibição, mas a sobriedade. Um ambiente organizado, uma rotina equilibrada, uma vida coerente — isso sim comunica grandeza. Porque o que encanta, hoje, não é o exagero, mas a clareza; não é o luxo ostensivo, mas a simplicidade consciente.
Quem ainda não percebeu isso continua preso a um tempo que já se foi, lutando para parecer mais enquanto o verdadeiro avanço é simplesmente ser. E a tendência global é clara: quanto mais o mundo se torna complexo, mais as pessoas inteligentes buscam o simples. Quanto mais a sociedade grita, mais o sábio se recolhe. Quanto mais tudo encarece emocionalmente, mais o equilíbrio se torna valioso. A simplicidade não é ausência — é conquista. Não é falta — é escolha. Não é pouco — é tudo o que basta.
E, no fim das contas, quando todas as luzes externas se apagam e sobra apenas o que somos de verdade, resta a constatação mais simples e mais difícil de todas: a maior obstinação do ser humano é ser humano!
*Inácio Feitosa é Advogado e Presidente do ICE — Instituto Confraria da Educação
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