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Zezé di Camargo ataca a pluralidade e tenta impor veto ideológico ao SBT

Por André Luis

Por André Luis, editor executivo do blog

O pedido público feito por Zezé di Camargo para que o SBT retire do ar seu especial de fim de ano não é um gesto de coerência artística nem de “princípio moral”, como ele tenta fazer parecer. Trata-se, na prática, de uma tentativa de constrangimento político e de veto ideológico a uma emissora que ousou exercer algo básico em qualquer democracia: pluralidade.

Embora o cantor não cite nominalmente o presidente Lula nem o ministro Alexandre de Moraes, o contexto de sua fala é inequívoco. O incômodo de Zezé surge após a inauguração do SBT News, evento que contou com autoridades da República e simbolizou uma mudança editorial mínima: a de reconhecer institucionalmente o Estado brasileiro. Para um bolsonarista assumido como ele, isso foi suficiente para acionar o alarme ideológico.

Zezé não critica conteúdo jornalístico, não aponta erros, distorções ou desvios éticos. Seu ataque é mais raso e, ao mesmo tempo, mais perigoso: ele rejeita o simples fato de a emissora dialogar com atores políticos que não pertencem ao seu campo ideológico. Ao afirmar que o SBT “não condiz com o pensamento dele e de grande parte do povo brasileiro”, o cantor se coloca como porta-voz de uma maioria imaginária — expediente clássico do bolsonarismo, que confunde opinião pessoal com vontade nacional.

O discurso degringola ainda mais quando Zezé resolve atacar as filhas de Silvio Santos. Ao dizer que “filho que não honra pai e mãe não existe”, ele abandona qualquer resquício de debate público e parte para o moralismo rasteiro, tentando transformar decisões empresariais e editoriais em traição familiar. É uma fala autoritária, patriarcal e profundamente desrespeitosa, que ignora não só a autonomia das herdeiras como o fato de que Silvio Santos jamais condicionou o SBT a um alinhamento político único.

A palavra escolhida por Zezé para definir a emissora — “prostituindo” — revela o grau de intolerância do posicionamento. Não se trata de crítica, mas de desqualificação. Para ele, abrir espaço institucional a vozes que não reverenciam o bolsonarismo é sinônimo de degradação moral. É a lógica do “ou pensa como eu ou não presta”, tão comum nos últimos anos e tão nociva ao convívio democrático.

Há ainda um componente de arrogância difícil de ignorar. Zezé pede que um especial já gravado, com outros artistas envolvidos e custos assumidos, seja simplesmente descartado, como se sua vontade política estivesse acima do trabalho coletivo, do público e da própria emissora. Em nome de uma cruzada ideológica pessoal, ele se dispõe a jogar no lixo um produto cultural destinado a milhões de brasileiros.

No fundo, o episódio escancara uma contradição: Zezé fala em amor, Natal e povo brasileiro, mas reage com exclusão, ataque e tentativa de silenciamento. O que o incomoda não é o SBT “pensar diferente”, mas o fato de não se submeter à sua visão política. Ao pedir que seu especial não vá ao ar, o cantor revela não um apego a princípios, mas dificuldade em conviver com a democracia real, aquela em que emissoras, artistas e cidadãos não precisam pedir autorização ideológica para existir.

Outras Notícias

Jorge Neto, Neno e Josildo Sá animam São João em Sertânia

Foram finalizadas, na última quinta-feira (22), as apresentações das quadrilhas juninas, no Palhoção Bigode Sanfoneiro, montado na Praça de Eventos Olavo Siqueira, no Centro da cidade de Sertânia, no Sertão do Moxotó. Fizeram parte da programação grupos de diversos bairros, comunidades e até distritos do município. Nesta sexta-feira (23), véspera de São João, e no […]

Foram finalizadas, na última quinta-feira (22), as apresentações das quadrilhas juninas, no Palhoção Bigode Sanfoneiro, montado na Praça de Eventos Olavo Siqueira, no Centro da cidade de Sertânia, no Sertão do Moxotó. Fizeram parte da programação grupos de diversos bairros, comunidades e até distritos do município.

Nesta sexta-feira (23), véspera de São João, e no sábado (24), a festa continua com apresentações de artistas no palco principal, localizado na mesma Praça.

Nesta sexta, se apresentam o sanfoneiro Jorge Neto e o ex-vocalista da Banda Magníficos, Neno. No dia de São João, animam o festejo junino o Vaqueiro Matuto e Banda e o cantor pernambucano, Josildo Sá. Sempre a partir das 22h.

Escritor e poeta de Afogados da Ingazeira lança livro de poesias em São Paulo

Wando Gomes nasceu no município de Carnaíba, região do Vale do Pajeú, sertão de Pernambuco. Para passar o tempo enquanto vigiava os animais no campo e como toda criança pobre, sempre criando seus próprios brinquedos, pregava alguns pregos nas extremidades de uma tábua e esticava alguns arames imitando um violão. Por volta dos seus doze […]

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Wando Gomes nasceu no município de Carnaíba, região do Vale do Pajeú, sertão de Pernambuco. Para passar o tempo enquanto vigiava os animais no campo e como toda criança pobre, sempre criando seus próprios brinquedos, pregava alguns pregos nas extremidades de uma tábua e esticava alguns arames imitando um violão.

Por volta dos seus doze anos, sua avó paterna lhe presenteou com um violão. Agora que tinha um violão, precisava escrever alguma coisa. Iniciou então nesta época sua viagem pelo mundo da arte da palavra, da poesia e da literatura.

CAPA DO LIVRO
“A poesia é a minha estrada, escrever é o meu carma, a palavra é minha arma, a caneta é minha espada”. Trecho do Livro “Palavras ao Vento”.

Após viver alguns anos na cidade de Afogados da Ingazeira, em 1993 mudou-se para São Paulo onde vive do sonho de sua arte até os dias atuais. Seus familiares e amigos residem nas cidades de Afogados de Ingazeira-PE, Povoado do Silvestre-PB, Tavares-PB, São José do Egito e São Paulo-SP.

O livro se encontra inicialmente no site da editora e em breve nos sites das livrarias Cultura e Travessa e no próximo dia 23 de janeiro de 2016 será lançado oficialmente em São Paulo capital.

 

Sem citar Carlos Evandro, Duque diz que herança ainda atrapalha gestão

Com reprodução de Júnior Campos Na avaliação de 2015 para uma emissora de Rádio, o  prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), adotou tom mais brando  que em outra participação, na mesma emissora. Duque, ao ser questionado sobre o pagamento dos servidores, se fecharia o exercício sem folhas a pagar, disse: “Vai ficar uma folha que está […]

Herança-Maldita1-267x380Com reprodução de Júnior Campos

Na avaliação de 2015 para uma emissora de Rádio, o  prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), adotou tom mais brando  que em outra participação, na mesma emissora.

Duque, ao ser questionado sobre o pagamento dos servidores, se fecharia o exercício sem folhas a pagar, disse: “Vai ficar uma folha que está na planilha, da educação”.

Pontilhando a resposta, o chefe do executivo municipal, voltou a falar em precatórios, mas poupou criticas ao seu antecessor; o ex-prefeito Carlos Evandro (PSB);  hoje seu adversário.

“Orçamento são 12 meses e isso é ruim. Foi o cenário que eu recebi Serra Talhada, eu tinha uma receita em 13, quando eu assumi recebi com um ano de débito, de despesas. Tive que fazer um sacrifício enorme e ainda repercute nas contas do município. Toda essa dinheirama que eu tive que gastar lá atrás. O que é comido não é lembrado”.

Ele defendeu o pagamento de débitos anteriores. “Nós não podemos governar, criando problema para sociedade. E você optar em não pagar fornecedor você cria um problema pra o futuro; passei esse período todinho pagando precatórios. Eu me orgulho muito de ter feito isso”.

Luciano não quis assumir os problemas com iluminação e mandou a população buscar a Celpe e o MP. “A Celpe nos entregou um parque de iluminação sucateado, quando ela assumiu o compromisso que entregaria este parque em pleno funcionamento, tem empurrado com a barriga. Nós assumimos um custo em torno de R$ 60 mil por mês. Não tínhamos despesa passamos a ter. É justo que eu pegue o dinheiro do imposto de Serra Talhada para pagar uma responsabilidade, que é da Celpe? A Celpe vem lesando o município, que nem respeita nem a prefeitura nem o consumidor”, cravou.

São José do Egito: Unidade Básica de Saúde Planalto I entregue reformada

O prefeito de São José do Egito Romério Guimarães inaugurou a reforma da Unidade Básica de Saúde Planalto I – Arlindo Leite Lopes, no bairro Planalto. Na solenidade estiveram também presentes o presidente da Câmara de Vereadores, José Vicente, os parlamentares Albérico Tiago, Gerson Souza, José Aldo e Rômulo Júnior, todo o secretariado e servidores do […]

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O prefeito de São José do Egito Romério Guimarães inaugurou a reforma da Unidade Básica de Saúde Planalto I – Arlindo Leite Lopes, no bairro Planalto.

Na solenidade estiveram também presentes o presidente da Câmara de Vereadores, José Vicente, os parlamentares Albérico Tiago, Gerson Souza, José Aldo e Rômulo Júnior, todo o secretariado e servidores do Executivo e a população. Além da equipe de saúde da família Planalto I e outras unidades.

Estão em execução as obras de reforma e ampliação de mais quatro unidades: São Sebastião do Aguiar, Juazeirinho, Mundo Novo e Vila do Espírito Santo, que poderão ser inauguradas ainda este ano, segundo o prefeito Romério.

Jocipe: Afogados da Ingazeira sedia a partir de hoje, torneio de basquete masculino

Começa nesta sexta (05) mais uma etapa regional classificatória dos Jogos Comunitários do Interior de Pernambuco (JOCIPE), na modalidade basquete masculino. Participam as seleções de Afogados da Ingazeira, Itapetim e Jatobá. Os jogos acontecem na quadra coberta da Escola Monsenhor Antônio de Pádua Santos, a partir das 19 horas. No sábado, os jogos iniciam às […]

unnamedComeça nesta sexta (05) mais uma etapa regional classificatória dos Jogos Comunitários do Interior de Pernambuco (JOCIPE), na modalidade basquete masculino. Participam as seleções de Afogados da Ingazeira, Itapetim e Jatobá.

Os jogos acontecem na quadra coberta da Escola Monsenhor Antônio de Pádua Santos, a partir das 19 horas.

No sábado, os jogos iniciam às 16h. A disputa final será realizada no início da manhã, às 8 horas. O JOCIPE é uma realização da Secretaria Estadual de Educação e Esportes, em parceria com a Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira. A entrada é franca.