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Viaduto que caiu em BH estava sob investigação do MP e do TCE de Minas

Por Nill Júnior

ponteDo Uol

As obras do viaduto Batalha dos Guararapes, que desabou na Pampulha, em Belo Horizonte, deixando dois mortos e outros 23 feridos, estão sob investigação do MP (Ministério Público) de Defesa do Patrimônio de Belo Horizonte e do TCE (Tribunal de Contas do Estado) de Minas Gerais, desde 2012, por erros na execução do projeto, atraso nas obras e superfaturamento.

Segundo o promotor do Patrimônio Eduardo Nepomuceno, além dessas questões, a construtora Delta, acusada de envolvimento em escândalos de corrupção ligados ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, saiu do negócio sem sofrer nenhuma sanção. A construtora Cowan assumiu a construção do viaduto.

“No mínimo, deveria ter havido um esclarecimento da prefeitura, o que não aconteceu. A saída da Delta deste trecho [do viaduto que caiu] nos chamou a atenção porque a prefeitura aceitou e não aplicou as sanções previstas nos contratos. A Cowan ficou sozinha e houve atrasos na execução dos projetos”, afirmou o promotor do Patrimônio Eduardo Nepomuceno neste sábado (5).

“Já estávamos investigando pelo menos duas situações em que houve graves erros de execução nas obras de mobilidade em Belo Horizonte. A queda do viaduto, embora mais grave porque teve vítimas fatais e feridos, é parecida com as outras”, disse Nepomuceno.

Segundo o promotor, as trincas que surgiram no piso de concreto das pistas do BRT (Bus Rapid Transit, na sigla em inglês) da avenida Cristiano Machado, região nordeste da capital, no ano passado, fazendo com que o piso tivesse de ser destruído e reconstruído, e os reparos nas estações de ônibus do mesmo complexo, que tinham degraus até meio palmo acima da porta dos veículos, são outros exemplos de erros na execução dos projetos.

“Temos de saber quem vai pagar por esses erros de execução, que, inevitavelmente, têm de ser corrigidos”, afirmou o promotor. Nepomuceno disse ainda que auditoria técnica do TCE apontou indícios de superfaturamento nas obras do complexo Antônio Carlos/Pedro 1º, com preços de alguns itens até 350% superiores aos de mercado.

“Pedimos ajuda ao Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais) em relação a esses preços. O governo federal tem um valor, o Estado um outro, que é também diferente. Temos de definir um parâmetro”, disse o promotor.

Prefeitura de BH cria comissão para investigar queda de viaduto
Outro lado
Procurada pelo UOL, a Cowan afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que deverá responder às denúncias do MP ainda neste sábado (5).

Em nota, a prefeitura informou que o processo de exame das obras pelo TCE se seguiu a um processo iniciado pela CGU (Controladoria da União). Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o órgão verificou que o município tomou as “medidas de ordem técnica e disciplinar” para corrigir o que foi apontado pelo TCE.

“Temos as manifestações da CGU na direção de que o município atendeu ao que foi solicitado. Os exames do TCE estão em curso e entendemos que eles terão um desfecho semelhante ao que ocorreu no caso da CGU”, diz o comunicado da prefeitura.

Outras Notícias

Amupe solicita apoio da Alepe e do TCE ao movimento “Somos Forró”

O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota participou nesta quinta-feira (17), de encontros com o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Eriberto Medeiros e com o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco  (TCE/PE), Dirceu Rodolfo para solicitar o apoio das entidades no fortalecimento dos artistas pernambucanos, através do […]

O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota participou nesta quinta-feira (17), de encontros com o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Eriberto Medeiros e com o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco  (TCE/PE), Dirceu Rodolfo para solicitar o apoio das entidades no fortalecimento dos artistas pernambucanos, através do movimento Somos Forró.

Participaram das reuniões o representante do Somos Forró, Armandinho Dantas, que é vocalista da banda Fulô de Mandacaru, e o presidente da Associação das Secretarias de Turismo de Pernambuco (Astur), Edgar Santos.

Recebidos pelo presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, os gestores obtiveram o apoio da Assembleia na pauta e participaram da reunião ordinária do dia, onde expuseram a situação da classe artística pernambucana e o explicaram a premissa do movimento Somos Forró aos demais deputados e deputados, que visa o apoio de parceiros para projetos de valorização do ritmo no período junino, através de transmissões ao vivo, além de políticas de fomento cultural.

Com o TCE/PE, a pauta foi a revisão de uma recomendação do órgão que impossibilita a contratação de artistas, por parte do poder público municipal, para a realização de lives. Segundo o representante do movimento, Armandinho Dantas, vários artistas e pessoas ligadas diretamente ao setor artístico passam por dificuldades, que poderiam ser minimizadas com a revisão da medida.

Sensibilizado, o presidente do TCE/PE, Dirceu Rodolfo, marcou para o dia 28/06 uma exposição da situação, por parte do movimento Somos Forró, para o pleno do Tribunal, em reunião administrativa.

O presidente da Amupe, José Patriota, concordou com a afirmação do movimento, “a iniciativa pensa nas diversas manifestações culturais, começando pelos brincantes, trios de forró espalhados em todo o Estado. E atende também aos que têm interesse em apoiar a cultura de raiz pernambucana, com diversas manifestações culturais, o setor mais prejudicado durante toda a pandemia.

A Amupe tem convicção que todos os conselheiros do TCE e MPCO irão atender o pleito dos prefeitos e artistas”, concluiu.

Serviço: Empresas do Sertão têm apoio do SESI para receber pessoas com deficiência

A legislação brasileira obriga empresas que possuem a partir de 100 funcionários a contratar entre 2% a 5% de pessoas com deficiência, porém diversas empresas têm dificuldades em realizar essa inclusão porque seus gestores e demais trabalhadores não sabem como lidar com portadores de deficiência ou o ambiente físico desses empreendimentos não são preparados para […]

A legislação brasileira obriga empresas que possuem a partir de 100 funcionários a contratar entre 2% a 5% de pessoas com deficiência, porém diversas empresas têm dificuldades em realizar essa inclusão porque seus gestores e demais trabalhadores não sabem como lidar com portadores de deficiência ou o ambiente físico desses empreendimentos não são preparados para acolhê-las. Por esse motivo, o Serviço Social da Indústria de Pernambuco (SESI/PE) oferece cursos e palestras de orientação às empresas do Sertão para prepará-las a ficarem em dia com a legislação e cumprirem seu papel social.

Dentre as empresas já atendidas, a rede de supermercados Bonanza, no Agreste do Estado, teve mais de 60 lideranças e funcionários capacitados, no primeiro trimestre deste ano, para receber pessoas com deficiência. Esses colaboradores terão a missão de multiplicar o conhecimento adquirido no curso com os demais cerca de 3 mil trabalhadores da Rede no Nordeste.

Segundo a palestrante e analista de Responsabilidade Corporativa do SESI/PE, Tatiana Lucas, a grande diferença do curso do SESI é a dinâmica de participação dos funcionários. “Além de orientações teóricas, os trabalhadores passam pelas situações enfrentadas corriqueiramente pela pessoa com deficiência, nas mais diversas limitações, como caminhar de olhos vendados, digitar sem ler, se locomover com carreira de rodas etc. Assim dá para sentir fielmente como é difícil enfrentar os obstáculos de um ambiente não adaptado e ainda o preconceito de colegas de trabalho”, explica.

O coordenador de treinamento dos Recursos Humanos da Bonanza, Fred Malta, avaliou a capacitação como excelente, já que após o curso, os líderes da empresa passaram a enxergar as pessoas com deficiência como funcionários com capacidade de aprendizagem, e agora contribuem com o processo de desenvolvimento, estimulando e reconhecendo habilidades. “Todos nós estamos vulneráveis a nos tornar uma PCD e queremos realizar sonhos e sermos úteis e valorizados. O SESI nos permitiu harmonizar essa relação, descobrir talentos, valores, e habilidades para agregar a produção”.

Outras empresas interessadas em se capacitar para inserir pessoas com deficiência no seu quadro de trabalhadores ou aprender a lidar melhor com os funcionários e/ou clientes portadores de deficiência devem entrar em contato com as Unidades do SESI em Araripina e Petrolina pelos telefones (87) 3873-1087 (Araripina) e (87) 3861-1369 (Petrolina), pelo e-mail[email protected] ou pelo WhatsApp (81) 9. 8829.3330.

Morre Mário Antonino, o engenheiro que projetou a Barragem de Brotas

Morreu nesta terça-feira aos 92 anos em Recife o engenheiro Mário Antonino. Em Afogados da Ingazeira e no Pajeú,  era muito lembrado por ser o engenheiro responsável pela construção da Barragem de Brotas. A obra teve início em 1974 e o seu término ocorreu no ano de 1976. O gestor do município era Silvério Queiroz […]

Morreu nesta terça-feira aos 92 anos em Recife o engenheiro Mário Antonino. Em Afogados da Ingazeira e no Pajeú,  era muito lembrado por ser o engenheiro responsável pela construção da Barragem de Brotas.

A obra teve início em 1974 e o seu término ocorreu no ano de 1976. O gestor do município era Silvério Queiroz e o governador, Eraldo Gueiros Leite, com participação de nomes como o então Secretário Francisco Perazzo.

Em 2018, Mário visitou novamente a barragem. Sobre rumores de possíveis vazamentos,  destacou: “É uma barragem seguríssima, com quase dezessete metros de largura. Aparecer um fissuramento não é novidade. A barragem é dividida em juntas, após trechos de concreto, feita em material especializado. Agora, tem que ter manutenção. Fosse numa barragem de terra, poderia alarmar, mas numa de alvenaria não sinto a mesma preocupação”, disse.

Nascido em Serra Branca,  Paraíba,  em 30 de junho de 1933, era Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1958; Bacharel em Matemática pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), em 1957; Cursado em Mecânica dos Solos e Fundações, pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco, em Concreto Protendido, pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias, em 1970 e em Psicologia Aplicada ao Trabalho, pela Escola de Engenharia da UFPE; Bolsista do Instituto de Matemática da UFPE, onde aprofundou seus estudos entre 1957 e 1961

Mário de Oliveira Antonino, 86 anos, foi profissional, empresário e professor reconhecido pela larga experiência, energia e dedicação.

Apaixonado pela profissão e pela família – casado com Celma Costa Dantas Antonino, pai de cinco filhos e avô de 10 netos –, Mário se define como “um executor de obras”.

Construtor de mais de uma centena de obras (igrejas, hospitais, prédios residenciais, comerciais e universitários, hotéis), Mário se confessa “um homem de fé” e chegou a ser diretor internacional do Rotary Clube, outra paixão.

Velório e sepultamento: o velório acontecerá a partir das duas da tarde no Cemitério Morada da Paz, em Paulista. A cremação acontecerá no final da tarde.

A mensagem final do Monsenhor Afonso

O exemplo do Monsenhor Afonso Carvalho vai além de suas ações na construção da matriz do Jesus Ressuscitado e sua história na evangelização de Serra Talhada. Era um incondicional ambientalista. Uma das frentes de atuação defendeu por exemplo os umbuzeiros da região, alvos da retirada da chamada batata de umbu, para fabrico de doces. Com […]

O exemplo do Monsenhor Afonso Carvalho vai além de suas ações na construção da matriz do Jesus Ressuscitado e sua história na evangelização de Serra Talhada. Era um incondicional ambientalista.

Uma das frentes de atuação defendeu por exemplo os umbuzeiros da região, alvos da retirada da chamada batata de umbu, para fabrico de doces. Com a ação com foco econômico selvagem, a consequência era a morte da árvore, já que a batata na verdade é uma prolongação da rais que guardava água e nutrientes para os períodos de seca.

Seu sepultamento teve uma simbologia ecológica belíssima. Ele escolheu a terra onde nasceu, a comunidade de Santa Maria de Mirandiba, uma área isolada no Sertão de Pernambuco, embaixo de uma árvore Pau Ferro, onde ele nasceu, para ser sepultado.

Preparou o próprio túmulo com uma bela mensagem na lápide: “Felizes os que amam o silêncio porque alcançarão a paz. Neste feliz encontro com esta filha mais generosa da mãe terra contemplo esta parcela da caatinga do Sertão, pequeno santuário da natureza. Dai-nos Senhor, vosso amor, vossa alegria, vossa paz”.

Presidente da Câmara de Tabira nega falta de fiscalização das licitações na Prefeitura. Leia nota:

Nota de Esclarecimento O Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Tabira – PE, José Ubirajara Vieira Jucá Filho, Zé de Bira, esclarece que, ao contrário do que está sendo divulgado em alguns blogs e redes sociais, este Poder Legislativo não se negou em fiscalizar, o que é a sua função, as denúncias de supostas […]

ze_de_biraNota de Esclarecimento

O Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Tabira – PE, José Ubirajara Vieira Jucá Filho, Zé de Bira, esclarece que, ao contrário do que está sendo divulgado em alguns blogs e redes sociais, este Poder Legislativo não se negou em fiscalizar, o que é a sua função, as denúncias de supostas irregularidades cometidas pelo Poder Executivo Municipal, especialmente em processos licitatórios e contratações, sendo portanto, as seguintes medidas tomadas por esta Casa Legislativa:

Autorização dos parlamentares através do Requerimento nº 018/2014 – de autoria do Vereador Edmundo Barros, à Assessora Jurídica desta Casa, Drª Laudiceia Rocha, para que possa se habilitar nas referidas ações judiciais para fazer parte do processo, conhecer os fatos e chamar para si a responsabilidade de participar da verdade, na qualidade de legítimos representantes do povo que o elegeu;

Constituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que terá a finalidade de apurar as irregularidades denunciadas.

Emitir parecer conclusivo sobre o caso, o qual será encaminhado aos órgãos competentes, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas da União, Ministério Público, Procuradoria Geral de Justiça, se for comprovado o teor das denúncias.

Esclarece ainda que, a retirada do Requerimento, também de autoria do Vereador Edmundo Barros, que requer uma auditoria especial do Tribunal de Contas do Estado e da Controladoria Geral da União no Município, se deu em comum acordo e por entenderem que essa fiscalização deve ocorrer primeiramente por esta Câmara, uma vez que todos os parlamentares têm compromisso com a verdade e com a população tabirense, comprometendo-se, se necessário for, em ir até as últimas conseqüências permitidas por Lei.

Assim sendo, reitero, em meu nome e de todos que compõem esta Casa Legislativa, os compromissos de lealdade e respeito com toda a população e de ferraz defensor do Município e do erário público, objetivando tão somente o desenvolvimento, o crescimento, o respeito e a dignidade de nossa cidade.

Tabira, 12 de novembro de 2014

José Ubirajara Vieira Jucá Filho – Presidente