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Paulo Jucá: “ficou claro que o Alto Pajeú não foi prioridade para o PSB”

Por Nill Júnior

O candidato a Deputado Estadual Paulo Jucá (PSB) foi o convidado do Debate do Sábado, na Gazeta FM.

Ele fez uma avaliação positiva dos 27.214 votos obtidos no estado e 9.914 em São José do Egito.

“Agradeço esses mais de 27 mil pernambucanos que votaram num projeto que teve apoio de muitos amigos . Foi a maior votação proporcional de Pernambuco para um estadual em um município. Foram quase 18 mil votos no Pajeú. Estou muito feliz. uma campanha modesta, levando ideias”.

Sobre a votação que teve em relação à que projetou, disse ter mirado uma campanha de 30 a 32 mil votos. “Teve algumas considerações em relação ao partido. Gleide Ângelo teve uma quarto dos votos que esperava. O quociente subiu. Com 42.700 votos Diogo Morais ficou de fora. Nunca pensei em uma campanha de 40 mil votos. Nem tinha perna politica nem econômica”.

Dentre os desafios que tive, a sua personalidade mais introspectiva, desconhecimento, desafio politico.

Paulo disse não guardar mágoas, mas fez alguns desabafos. “Não fomos escolhidos do partido. Se vê isso pelos apoios dos prefeitos. Nenhum apoio foi imposto por partido ou governador. Só São José do Egito e Brejinho tiveram prefeitos me apoiando. Os prefeitos que ventilaram, o Palácio colocou outro candidato.  Ainda assim tive mais votos que Aloísio Lessa, Tony Gel, dois eleitos com votação menor”.

Em outro momento disse que o Alto Pajeú não é prioridade. “Na conversa que tive com Priscila, Daniel Coelho, João Lyra Neto, que foi o último secretário a vir até São José do Egito. Só quero um compromisso: a gente precisa que enxergue o Pajeú depois de Afogados da Ingazeira. São 100 mil habitantes, 80 mil eleitores. Esse Alto Pajeú, existe, é de verdade e está qui sem ser enxergado”, disse, acrescentando não ter interesse em nenhum cargo.

Paulo defendeu Raquel Lyra, se contrapondo ao PSB. “Marília Arraes até pouco tempo dizia que o PSB não prestava. Hoje o PSB anuncia apoio a Marília Arraes. Aí é um entendimento que coloca o poder acima de tudo. O PSB deveria se neutralizar e não apoiar nenhuma delas. E vamos apoiar Lula porque há muita coisa em jogo e acima de tudo a democracia. Tanto que vários históricos do PSB estão declarando apoio a Marília. O partido tem que se renovar para o próximo ciclo. Se tirarem o sobrenome da outra candidata, não fica muita coisa”. Ele deve ser designado coordenador de sua campanha no Alto Pajeú.

Outras Notícias

Coluna do Domingão

O Rouxinol voou, voou… A morte da cantora Maria Dapaz na noite dessa sexta-feira, no auge dos seus 59 anos, calou a voz de uma das mais completas intérpretes e compositoras que conheci. Não incluo apenas o verbo conhecer no plano de quem viu de perto. Conhecemos muitas vozes sem nunca ter contato com o […]

O Rouxinol voou, voou…

A morte da cantora Maria Dapaz na noite dessa sexta-feira, no auge dos seus 59 anos, calou a voz de uma das mais completas intérpretes e compositoras que conheci. Não incluo apenas o verbo conhecer no plano de quem viu de perto. Conhecemos muitas vozes sem nunca ter contato com o artista. Assim, já fui apresentado a Mercedes Sosa, Mariza Monte, Elba Ramalho, Adriana Calcanhoto, Marinês, Emy Winehouse e tantas outras

Com Paizinha,tive o privilégio de conhecer a voz e sua autêntica proprietária, dona de talento pessoal e intransferível. Era inigualável na forma como vagava por diversos estilos. Tenho vivas no inconsciente e na alma interpretações de “Bandeira Branca”, uma marchinha de carnaval que atravessa gerações, “Brincar de Ser  Feliz”, seu maior sucesso, pra mim muito mais linda na sua voz que na de Chitãozinho e Xororó, “Vida de Viajante”, de Luiz Gonzaga e mais recentemente nos fados de Amália Rodrigues. Impecável!

Mas minhas lembranças da voz de Maria da Paz são muito mais profundas. Remontam aos anos 80 e início dos 90. É daquela época, ainda garoto, que guardo minhas primeiras lembranças como ouvinte da Rádio Pajeú. Em um radinho de pilha do meu pai, algum tempo depois de chegar de Brasília para encontrar minha identidade, parava para ouvir aquela voz cantar “Rouxinol”, do disco Clareia (1988), que Paizinha e sua eterna parceira Jocelyne Aymon desfilaram por aqui e na Europa. Como tocava…

Assim, ouvir a música e aquela interpretação de Maria Dapaz sempre acordavam em mim aquele menino, que nem sonhava chegar onde chegou, nem imaginava que um dia estaria “dentro daquele radinho” que o emocionou tantas vezes com a história do Rouxinol que voou, tal qual amor que foi embora, como Paizinha, que sem avisar, bateu asas e sumiu… A ponto de todas as vezes em que a tinha comigo no estúdio da Rádio Pajeú, contava a mesma história, pedia a mesma música… Ela ria como sempre e cantava como nunca.

É pena que não haja mais rouxinóis voando em letra e música para os jovens de hoje. O mundo, tenho certeza disso, seria muito mais humano, pacífico, feliz, se todas as novas gerações tivessem tido a sorte que tive, as referências que tive.

Certamente um pedaço muito maior desse país tão grande estivesse chorando, sentindo a sua ausência como tantos já estão fazendo. Certamente um pedaço muito maior desse país teria um legado cultural mais rico, uma alma mais leve, tal qual o rouxinol que ganhou minha alma, meu sentimento.

Paizinha levou por onde andou o Sertão do Pajeú e sua Afogados da Ingazeira. Contou a história do nome da cidade que amava para Jô Soares, Rolando Boldrin, Ronnie Von e tantos outros apresentadores tevês e rádios Brasil afora.   “Nasci no dia 25 de março de 1959 em Jaboatão dos Guararapes, mas cresci em Afogados da Ingazeira, no sertão de Pernambuco. Me considero afogadense. Aprendi muito sobre música ouvindo a Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira que tocava todo tipo de música, por isso até hoje sou eclética, gosto de música boa, com letra consistente”, costumava dizer.

Que as futuras gerações não esqueçam de seu talento, da importância de sua música e preservem essa história. Quanto a mim, fica a saudade de  quem não disse um Adeus e a gratidão pelo bem que aquele Rouxinol me fez. Com Deus, Paizinha!

Valeu o chororô

Semana passada, a coluna indicava que Bruno Araújo poderia engolir um sapo ao ter que manter-se no PE Quer Mudar, por ter sido rifado na vaga de candidato ao Senador. Eis que, ao contrário, valeu a queixa, a carta interna divulgada e as articulações pós rumor de afastamento. Armando é que, se tinha alguma coisa contra a candidatura de Bruno, guardou pra posteridade.  Se um dos símbolos do impeachment vai atrapalhar sua caminhada em território onde o lulismo é muito forte, só outubro irá dizer.

Testada de verdade

Falando até agora sem o cronômetro na regressiva, réplica ou tréplica, Marília Arraes tem ido bem. A aguardar como será seu desempenho nos debates, para o quê já deve estar sendo treinada. Um dos cacoetes da petista é que ela odeia qualquer burburinho de estúdio quando desenvolve seu raciocínio, a ponto de fazer cara feia. Com Armando e Câmara nos debates do primeiro turno, vai ter real prova dos nove.

Jogou a toalha

Pela primeira vez, o Senador Humberto Costa deu a clara impressão de que não acredita mais  em possibilidade de aliança com o PSB em Pernambuco, a ponto de já admitir remar com a candidatura própria de Marília Arraes. Os dois terão uma dura missão de desconstruir a imagem que ficou do Senador internamente na base, zerar o processo, e seguir de mãos dadas após a troca de farpas.

Tirando gordura

Jornalista que não é filiado ao control C control V tá tendo um trabalho enorme com os textos de assessoria de Armando Monteiro e Paulo Câmara. Transcrever os fatos sem a gordura bajulatória é um desafio. “Pernambuco está pronto para dar um salto de desenvolvimento ainda maior com as realizações feitas durante a sua gestão”, diz a assessoria do governador. “O sentimento de mudança não para de crescer em Pernambuco”, abre em texto a assessoria de Armando.

Prudência a 110%

Dadas as possibilidades, o anúncio do prefeito José Patriota (Afogados) de que tem um tumor em estágio inicial no fígado, tratável, além do fato de que está bem acompanhado , foi a melhor das notícias. Registre-se, médicos manifestaram ao blog o sentimento  de que, ainda assim, consideram quase certa uma licença do prefeito de suas atividades, para a atenção que o quadro exige, e plena recuperação.

50 anos

Essa semana será marcada pelas comemorações de 50 anos de vida sacerdotal do Monsenhor Assis Rocha, em Bela Cruz, Ceará. Combativo e um dos mais marcantes discípulos de Dom Francisco, Padre Assis nunca abriu da parada na defesa dos pobres e no combate às velhas oligarquias do poder no Sertão. Certamente por isso, muitos são os sertanejos que vão enfrentar a distância que os separa da cidadezinha cearense para seu Jubileu de Ouro, dia 4.

O que as guardas guardam

Enquanto a Prefeitura de Tabira anuncia que o edital do concurso público da Guarda Municipal sai dia 16 de agosto, em Afogados da Ingazeira, está judicializada a briga pela sua reativação, já que foi extinta em 2006. A queixa é a de que, tem status de incoerência a extinção se o governo continua necessitando do serviço e apelando para contratação, em setor tão importante, de segurança.

Carlão na pista

Se o ex-prefeito de Serra Talhada, Carlos Evandro, já se dizia a bola da vez para 2020, a última bolacha do pacote da política de Serra Talhada, a bala que matou o Kennedy, o tampa de crush, maior comedor de bode guizado convidado por metro quadrado, imagine agora que saiu da lista dos fichas sujas do TCE, depois de árdua e cara luta jurídica. Ainda tem uma nodazinha que é seu nome na lista do TCU, mas Carlão tá nem aí, com um “Tô voltando” carimbado na testa…

Prefeito acusado de “sem palavra”

De Daniel Coelho sobre Romilson Mariano, prefeito de Belmonte, falando ao jornalista Silva Lima: “Ele apertou minha mão, fez reunião com lideranças e declarou apoio à nossa candidatura. Depois soube que apoiaria Kaio Maniçoba, depois Adalberto Cavalcanti e por último na vinda do governador mudou essa posição. Eu tenho palavra, ele não. Desligou o telefone e escondeu-se de mim”.  Romonilson vai apoiar João Campos (PSB).

Lá vem o “chopa”!

Depois do voo da Azul, previsto para operar até o final de outubro, aumentam as expectativas para a inauguração do Shopping Serra Talhada, programada para o primeiro trimestre de 2019. O investimento promete atrair público regional, ávido por compras e serviços. A área dos cinemas, por exemplo, está com obras adiantadas.

Frase da semana:

“Vou cuidar primeiro da minha saúde, mas não vou me furtar de dizer ao povo quem serão meus candidatos e pedir votos pra eles.”José Patriota, quando anunciou problema no fígado, sem dizer quando irá fazê-lo.

FPM: valor a ser recebido na próxima semana é 11% maior que o repasse anterior, diz site

No próximo dia 10, a União deve repassar aos 5.570 municípios brasileiros o montante de R$4.105.723.849,37 relativo aos primeiros dez dias de outubro do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Segundo o site PB Vale, o valor é 11% maior se comparado ao primeiro decêndio de setembro deste ano. Mas quando comparamos com os […]

No próximo dia 10, a União deve repassar aos 5.570 municípios brasileiros o montante de R$4.105.723.849,37 relativo aos primeiros dez dias de outubro do Fundo de Participação dos Municípios, o FPM. Segundo o site PB Vale, o valor é 11% maior se comparado ao primeiro decêndio de setembro deste ano.

Mas quando comparamos com os números do mesmo período de 2022, o repasse do FPM segue a tendência de queda. Nesta transferência a redução foi de 13%. No ano passado, o valor pago nesta mesma época foi de R$ 4.734.554.97.

Para o assessor de orçamento César Lima, apesar da queda em relação ao ano passado  esse repasse mostra uma retomada do crescimento.

“A boa impressão que passa é que nós estamos numa curva ascendente, que vem se retomando o crescimento da arrecadação — e isso se refletindo no FPM. O que é muito bom para os municípios que vêm passando por grandes dificuldades fiscais nesse início de segundo semestre.“

Comparativo: 

1º Decêndio de set/2023: R$ 3.660.262.229

1º Decêndio de out/2023: R$ 4.105.723.849

1º Decêndio de out/2022: R$ 4.734.554.97

No município de Santo Antônio de Posse (SP), de 23 mil habitantes, na região metropolitana de Campinas, o FPM representa um terço da arrecadação. A receita maior, segundo o prefeito João Leandro Lolli, vem do ICMS. O gestor conta que vem pisando no freio dos gastos e precisou fazer cortes por conta da queda nos repasses dos últimos meses.

“Não só o PFM, mas o ICMS também caiu bastante. Estamos fazendo contenção de gastos, dispensando pessoal, cortamos primeiro os comissionados, vamos fechar a folha e pagar o 13º com muita dificuldade.”

Segundo o prefeito, a primeira consequência para a cidade é a interrupção dos investimentos. “Obras e outras melhorias são as primeiras a pararem quando se passa por uma situação como a que estamos vivendo”, lamenta o gestor.

De acordo com o Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi), até o dia 4 de outubro, 6 municípios estavam impedidos de receber recursos federais, inclusive o FPM. Esses bloqueios podem acontecer por diversas razões, entre elas a ausência de pagamento da contribuição ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), dívidas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e com a inscrição da dívida ativa, falta de prestação de contas no Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops), entre outras. As informações são do PB Vale.

Nill Júnior Podcast: as vedações da Justiça Eleitoral a partir de amanhã

A partir deste sábado, 6 de julho, ficam faltando apenas três meses para o 1º turno das Eleições Municipais 2024. Por isso, no calendário eleitoral, começa a valer uma série de proibições às candidatas e aos candidatos, sobretudo àquelas e àqueles que ocupam cargo público. A maioria das restrições estão previstas na Lei nº 9.504/1997, […]

A partir deste sábado, 6 de julho, ficam faltando apenas três meses para o 1º turno das Eleições Municipais 2024.

Por isso, no calendário eleitoral, começa a valer uma série de proibições às candidatas e aos candidatos, sobretudo àquelas e àqueles que ocupam cargo público.

A maioria das restrições estão previstas na Lei nº 9.504/1997, que estabelece as normas para as eleições.

Contratação de shows artísticos na inauguração de obras, presença em inaugurações para gestores pré-candidatos, Nomeação ou exoneração de servidor público e publicidade institucional estão vedados a partir deste sábado.

Ouça as impressões desse jornalista sobre o tema no Nill Júnior Podcast , analisando os fatos da política pernambucana, regional e do cotidiano. o episódio foi ao ar no Sertão Notícias,  da Cultura FM.

Siga, ouça, compartilhe! É só seguir o Nill Júnior Podcast no Spotify e demais plataformas de áudio, como Google Podcast e Amazon Music.  Ouça o episódio:

https://open.spotify.com/episode/1RmNvcfFPRmXr5fyQScp5A?si=7VgEpdihQGiEIS4ToE_9hQ

Reunião virtual instala Comissão de Mulheres da OCB PE

Aconteceu, na manhã de hoje (13/12), de forma virtual, a instalação da Comissão de Mulheres do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Pernambuco (OCB/PE). O órgão conta com 14 representantes de cooperativas que contemplam as cinco mesorregiões de Pernambuco. A iniciativa busca promover o fortalecimento da atuação feminina no âmbito do cooperativismo […]

Aconteceu, na manhã de hoje (13/12), de forma virtual, a instalação da Comissão de Mulheres do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Pernambuco (OCB/PE).

O órgão conta com 14 representantes de cooperativas que contemplam as cinco mesorregiões de Pernambuco.

A iniciativa busca promover o fortalecimento da atuação feminina no âmbito do cooperativismo e ampliar o alcance do movimento entre as mulheres que atuam em cooperativas.

O evento de instalação contou com palestra sobre o empoderamento feminino, ministrada por Divani Souza, analista de Desenvolvimento e Gestão do Sescoop.

Na oportunidade, a coordenadora do Comitê de Mulheres da OCB nacional, Jamile Guimarães, dividiu sua experiência no órgão com as participantes. A abertura do evento foi realizada pelo presidente da OCB/PE, Malaquias Ancelmo de Oliveira, que destacou importância do momento.

As próximas etapas incluem a elaboração do regimento da Comissão e a definição de uma agenda de reuniões para 2023.

Congresso e Itamaraty gastam R$ 684 mil por ano com aluguel de salas VIP

Órgãos têm TV, web e funcionários nos espaços alugados no aeroporto JK. Sala usada pelo Supremo não tem custo; STJ não informou o quanto gasta. Do G1 A Câmara dos Deputados, o Senado e o Itamaraty gastam juntos R$ 57,8 mil por mês com o aluguel de salas VIPs no aeroporto de Brasília. Os espaços são […]

Prédio do Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Prédio do Congresso Nacional, em Brasília (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Órgãos têm TV, web e funcionários nos espaços alugados no aeroporto JK.
Sala usada pelo Supremo não tem custo; STJ não informou o quanto gasta.

Do G1

A Câmara dos Deputados, o Senado e o Itamaraty gastam juntos R$ 57,8 mil por mês com o aluguel de salas VIPs no aeroporto de Brasília. Os espaços são usados para atender  parlamentares, servidores e autoridades estrangeiras em visita ao Brasil. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também mantêm salas privativas no aeroporto – o STF diz não ter gasto com o espaço, e o STJ não informou o custo com a sala que utiliza.

Algumas salas funcionam 24 horas por dia e têm TV por assinatura, computador, internet, telefone, geladeira, micro-ondas, água, cafezinho e servidores prontos para servir as autoridades. O Senado, por exemplo, disponibiliza sete funcionários para atender parlamentares e convidados da Casa. Um dos servidores tem salário bruto mensal de R$ 31,8 mil (R$ 21,7 mil líquido).

A sala exclusiva para senadores e convidados tem 46 m². O Senado gasta R$ 19,8 mil por mês para alugar o espaço e paga pela energia, limpeza e pelas linhas telefônicas. O espaço funciona de segunda a sexta, das 8h às 20h. O contrato com a Inframerica, consórcio que administra o aeroporto, foi firmado em dezembro de 2013 e vale até 2018.

Passageiros na praça de alimentação da área de embarque do Aeroporto JK (Foto: Lucas Nanini/G1)
Passageiros na praça de alimentação da área de embarque do Aeroporto JK (Foto: Lucas Nanini/G1)

O chamado “ponto de apoio” da Câmara no aeroporto existe desde abril de 2014. Com 42 m², ele fica ao lado do portão 14 do terminal. A sala é compartilhada com ministros do Tribunal de Contas da União (TCU). Lá, deputados e convidados têm direito a café, água, sofá, televisão e computador.

Em um ano, o custo para ocupar o local é de R$ 222.845,88. Além disso, há gastos com energia, limpeza e com as três linhas telefônicas à disposição dos parlamentares e servidores do TCU. O espaço funciona das 7h às 22h. Ao todo, cinco funcionários trabalham no local. A Câmara não divulgou o salário deles.

O contrato com a Inframerica vence em maio deste ano. A presidência da Câmara informou que o aluguel  não será renovado porque os valores cobrados pelo consórcio que administra o aeroporto teriam aumentado além da inflação. A Inframerica não divulgou informações sobre os termos de cada acordo “devido à existência de cláusulas de confidencialidade entre as partes”.

A sala do Itamaraty é a maior entre as locadas pelos órgão públicos – tem 117,7 m² e fica no primeiro piso, ao lado do portão de embarque doméstico. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, ela é destinada a receber “autoridades estrangeiras e nacionais em missões oficiais internacionais”.

O prédio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)
O prédio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)

O gasto mensal para ocupar o espaço é de R$ 21.212,82. Desde 2012, quando foi assinado contrato com a Inframerica, o Itamaraty gastou pelo menos R$ 758,2 mil com a locação da sala. Ao todo, são realizados cerca de 150 atendimentos por mês no local. A previsão é de que o contrato do Itamaraty se encerre em 2017.

Uma empresa terceirizada é contratada para gerir o espaço. Os oito funcionários no espaço ganham cerca de R$ 5 mil por mês. A sala conta com serviços 24 horas, sete dias por semana. O Itamaraty diz necessitar manter um serviço contínuo porque a chegada de comissões estrangeiras de madrugada ocorre com frequência.

De acordo com o órgão, a sala é necessária para garantir a autoridades estrangeiras o mesmo atendimento que diplomatas brasileiros recebem em outros países. O espaço existe no aeroporto desde que a capital do Brasil foi transferida do Rio de Janeiro, em 1960, informou o Itamaraty.

Cessão de espaço
O STF informou que a sala que tem no aeroporto é cedida sem custo ao Judiciário. A Corte não detalhou o tamanho do espaço privativo. “A sala conta apenas com uma televisão e um ramal telefônico, ambos do patrimônio do STF”, informou o Supremo. O objetivo do local é “dar apoio ao embarque e desembarque dos ministros”, de acordo com o STF.

Fachada do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes (Foto: TV Globo/Reprodução)
Fachada do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes (Foto: TV Globo/Reprodução)

O STJ não respondeu à reportagem o quanto gasta por mês com a sala privativa, nem informou se existem funcionários. Também não deu detalhes do funcionamento do espaço. O órgão informou que a sala exclusiva para os ministros da Corte existe há mais de 15 anos e que conta com uma “estrutura mínima indispensável ao apoio e à segurança de Suas Excelências”.

Confira a íntegra da nota do STJ
“Em resposta aos seus questionamentos, informamos que o STJ dispõe, há mais de quinze anos, de uma ‘sala de embarque’ no Aeroporto de Brasília, para atendimento exclusivo dos ministros da Corte, com a estrutura mínima indispensável ao apoio e à segurança de Suas Excelências, a exemplo de salas contíguas de outros órgãos públicos como STF, Câmara dos Deputados e Itamaraty.”

Reação
O senador José Agripino (DEM-RN) disse desconhecer a existência da sala privada para parlamentares. “Nunca usei nem ouvi falar. Quando uso o aeroporto, embarco direito. Esse espaço é dispensável.”

Ao G1, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) afirmou nunca ter visitado o local reservado. “Tenho conhecimento, mas nunca utilizei. Não faz meu perfil. Para mim, é dispensável.”