Notícias

TSE determina que WhatsApp informe se empresas fizeram disparos em massa na eleição

Por André Luis
Celulares usados em empresa para enviar mensagens de WhatsApp em massa – Reprodução

Reportagem da Folha mostrou, porém, que agências compravam chips de celular e os registravam em nome de terceiros, de forma fraudulenta

Angela Boldrini e Patrícia Campos Mello/Folha de São Paulo

O corregedor-geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Og Fernandes, determinou que o WhatsApp informe se empresas dispararam mensagens em massa durante a campanha eleitoral de 2018.

Os números que constam no despacho da última quinta-feira (7) foram fornecidos por empresas de telefonia como Tim, Vivo, Claro, Algar e Oi e pertencem a pessoas jurídicas e físicas.

Na decisão, o ministro dá três dias para o WhatsApp informar se os telefones informados fizeram disparos em massa. Além disso, requer informações sobre se foram tomadas medidas de bloqueio ou banimento das contas citadas entre os dias 14 de agosto e 28 de outubro de 2018.

Os números citados pertencem às empresas Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMSMarket.

No entanto, reportagem da Folha de dezembro de 2018 mostrou que agências compravam centenas de chips de celular e os registravam em nome de terceiros, de forma fraudulenta, e não em nome próprio ou de seus sócios, como aponta documento de um ex-funcionário da Yacows apresentado por ele à Justiça do Trabalho e obtido pelo jornal.

Portanto, a medida de obter os números registrados em nome das agências e sócios não será eficaz para a investigação sobre disparos em massa na campanha.

Para chegar aos autores dos disparos, as autoridades deveriam requisitar ao WhatsApp os números que foram banidos pela plataforma e, a partir daí, solicitar às operadoras o IP desses números, que indicaria a localização de onde foram usados. Leia a íntegra da reportagem na Folha de São Paulo.

Outras Notícias

Aos leitores

Como informamos na última semana, em virtude da quantidade de acessos e da perspectiva de mais exigência no servidor da empresa contratada, nosso blog passou por um período de interrupção para ajustes. Desde ontem, a empresa realiza o trabalho de upgrade do servidor, o que, aliado à transmissão do banco de dados do blog, causou […]

blogComo informamos na última semana, em virtude da quantidade de acessos e da perspectiva de mais exigência no servidor da empresa contratada, nosso blog passou por um período de interrupção para ajustes.

Desde ontem, a empresa realiza o trabalho de upgrade do servidor, o que, aliado à transmissão do banco de dados do blog, causou um período maior que o estimado de interrupção da nossa página.

Nossa gratidão à Hostgator Brasil e a André Luiz Designer pelo empenho, bem como pela compreensão dos nossos leitores.

Datafolha não sofreu tentativa de censura, mesmo tendo resultado igual ao Múltipla

Não há notícias de nenhuma ação do MDB contra o Datafolha,  que ontem trouxe praticamente o mesmo resultado do Múltipla. No cenário estimulado de primeiro turno, Raquel Lyra (PSD), 48% e João Campos, 43%. Ivan Moraes (PSOL), 2%. Como a margem de erro é de 3%, estão empatados tecnicamente. Brancos e nulos somam 4%, enquanto […]

Não há notícias de nenhuma ação do MDB contra o Datafolha,  que ontem trouxe praticamente o mesmo resultado do Múltipla.

No cenário estimulado de primeiro turno, Raquel Lyra (PSD), 48% e João Campos, 43%. Ivan Moraes (PSOL), 2%. Como a margem de erro é de 3%, estão empatados tecnicamente.

Brancos e nulos somam 4%, enquanto 2% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de maio, com 1.022 entrevistas presenciais em Pernambuco. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-07888/2026 e possui nível de confiança de 95%.

Ontem, o blog mostrou que os números são incrivelmente iguais aos publicados pelo Múltipla na segunda-feira. Mas, ao contrário do instituto pernambucano,  ninguém se atreveu a questionar o Datafolha, reconhecidamente um dos maiores institutos do país.

A estratégia foi óbvia: criar confusão na cabeça do eleitorado, dada a divulgação de outra pesquisa com praticamente o mesmo resultado, do Datafolha, que deu 48% a 43% pró Raquel. Soltar a informação de que uma pesquisa teria sido “suspensa” alimenta a militância e cria desinformação.

Prova disso é que o card distribuído pelos socialistas apenas informa “Justiça suspende pesquisa com Raquel na frente”, sem citar o instituto, para dar a impressão de que seria a pesquisa do instituto Datafolha, que saiu hoje.

Essa manhã,  muitos jornalistas tiveram que ir às redes esclarecer que o Datafolha não havia sido alvo de decisão jurídica,  dada a confusão criada intencionalmente por socialistas.

LIMINAR NÃO JULGA MÉRITO

O que houve foi uma decisão a pedido do MDB estadual, aliado serviçal do PSB, que quer proibir a divulgação da pesquisa 72 horas depois de um resultado já conhecido, alegando questões de ordem técnica e formal. Liminar é uma medida jurídica para garantir o direito em caso de dolo, que se derruba no mérito, principalmente ao se comprovar o que já é de domínio público: a lisura do Instituto, inclusive celebrado por sua credibilidade por muitos socialistas em seus municípios, quando lideram levantamentos.

Nas pesquisas anteriores, com o socialista liderando, não houve manifestação ou questionamento. A virada gerou a ação. Tanto para o blog quanto para o Múltipla, apesar de achar que a civilização avançou, não há novidades nesse sentido. Ambos confiam no trabalho que realizam e que vai continuar.

O Datafolha, aliás, mostrou a mesma tendência, o que, óbvio,  não quer dizer fatura liquidada. A se conferir os próximos levantamentos.

Temer diz que pesquisa sobre popularidade ‘não é verdadeira’

O presidente Michel Temer disse que a última pesquisa Datafolha, na qual aparece com 82% de rejeição, “não é verdadeira”. A pesquisa foi divulgada no dia 10 de junho. Questionado sobre como retomar a pauta de votações em seus últimos meses de gestão mesmo diante da baixa popularidade, Temer respondeu que tem “a melhor relação […]

Foto: Alan Santos/Presidência da República

O presidente Michel Temer disse que a última pesquisa Datafolha, na qual aparece com 82% de rejeição, “não é verdadeira”. A pesquisa foi divulgada no dia 10 de junho.

Questionado sobre como retomar a pauta de votações em seus últimos meses de gestão mesmo diante da baixa popularidade, Temer respondeu que tem “a melhor relação com o Congresso” e que os parlamentares estão “trabalhando como antes”.

Segundo Temer, o projeto de lei que destrava a venda das distribuidoras da Eletrobrás está “ajustado” e deve ser votado ainda esta semana pela Câmara dos Deputados.

“Nós aprovamos, das últimas três semanas para cá, seis ou sete Medidas Provisórias numa única noite, aprovamos a reoneração no Senado, o cadastro positivo na Câmara”, afirmou Temer.

O presidente falou com a imprensa após participar de almoço com líderes do Mercosul, nesta segunda-feira (18), em Assunção, no Paraguai. Depois, retornou para o Brasil.

Estados do Nordeste recorrem ao STF contra disparidades no Bolsa Família

As Procuradorias Gerais de sete Estados do Nordeste, incluindo Pernambuco, ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira (12/3), com uma ação conjunta pedindo que a Justiça determine ao Governo Federal a adoção de medidas que corrijam o represamento e a distorção na concessão de novos benefícios do Programa Bolsa Família às famílias nordestinas. As […]

As Procuradorias Gerais de sete Estados do Nordeste, incluindo Pernambuco, ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira (12/3), com uma ação conjunta pedindo que a Justiça determine ao Governo Federal a adoção de medidas que corrijam o represamento e a distorção na concessão de novos benefícios do Programa Bolsa Família às famílias nordestinas.

As PGEs também querem que a União apresente um cronograma para concessão efetiva dos novos benefícios na região, respeitando a isonomia entre os estados.

A Ação Cível Ordinária (ACO) 3359 foi distribuída para o ministro Marco Aurélio Mello. Na petição, as PGEs ressaltam que esse cronograma deve contemplar de maneira isonômica e equânime os brasileiros que necessitam do programa e que residem no Nordeste.

O procurador-geral do Estado de Pernambuco, Ernani Medicis, afirma que a ação é necessária diante da falta de transparência sobre o declínio de concessões de novos benefícios a famílias nordestinas e da disparidade em relação ao que foi liberado para outras regiões.

Dados do Ministério da Cidadania apontam que o Nordeste recebeu 3% dos novos benefícios, enquanto as regiões Sul e Sudeste responderam por 75% das novas concessões este ano, sem que o governo federal apresentasse justificativas. Comparativamente, o número benefícios concedidos em Santa Catarina foi o dobro do repassado à Região Nordeste.

No texto, os Estados destacam a relevância social e econômica do programa no Nordeste. “O represamento da concessão de novos benefícios àquelas famílias já inscritas – de maneira tão díspar em relação às demais regiões do país – implica em um aumento significativo da demanda social dos estados-autores, sem uma justificativa plausível da União para os dados até então divulgados”, afirmam.

O percentual de famílias inscritas e não contempladas varia de 6% a 7,5% da população dos Estados. Em Pernambuco, são mais de 231 mil famílias inscritas e não contempladas (7,5% da população). Os procuradores-gerais destacam que essas desproteções concentradas comprometem outros serviços e fazem com que aumente o número de pessoas em situação de rua, o número de pedidos de cesta básica para superar a fome, causando desequilíbrio social e financeiro nas já combalidas finanças estaduais e municipais.

A ação foi assinada pelos procuradores-gerais dos Estados de Pernambuco, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí e do Rio Grande do Norte.

Marília aparece disparada para o Senado e Humberto é o segundo

Do Blog do Magno A pré-candidata do PDT ao Senado, Marília Arraes, lidera com folga a disputa para a Casa Alta, com quase o dobro das intenções de voto do segundo colocado. É o que diz pesquisa do Instituto Opinião para o Blog do Magno.  Se as eleições fossem hoje, ela teria 45,5% dos votos, […]

Do Blog do Magno

A pré-candidata do PDT ao Senado, Marília Arraes, lidera com folga a disputa para a Casa Alta, com quase o dobro das intenções de voto do segundo colocado. É o que diz pesquisa do Instituto Opinião para o Blog do Magno. 

Se as eleições fossem hoje, ela teria 45,5% dos votos, enquanto o petista Humberto Costa, candidato à reeleição, aparece com 26,3%. Miguel Coelho, da Federação Progressista, vem logo em seguida, com 22,9%.

Anderson Ferreira, do PL, que disputa como candidato avulso, ou seja, sem ter na sua chapa um candidato a governador, desponta com 15% e Túlio Gadelha (PSD), o primeiro nome praticamente já confirmado na chapa de Raquel, tem apenas 10,6%.

Brancos e nulos somam 27% e indecisos chegam a 52,7%. No cenário no qual o nome de Miguel é trocado pelo do deputado Eduardo da Fonte, presidente da Federação Progressista, Marília sobe para 47,3% e Humberto avança um pouco mais, chegando a 28,3%. Já Eduardo da Fonte vem em seguida com 17,7%, enquanto Anderson pontua 15,1%. Túlio Gadelha é o lanterninha com apenas 11,5%. Neste cenário, brancos e nulos sobem para 28% e indecisos recuam para 51,4%.

Ambos os cenários representam a soma do primeiro com o segundo votos, já que estão em disputa duas vagas para o Senado, a de Humberto, que tenta a reeleição, e de Fernando Dueire, que trocou o MDB pelo PSD, mas não deve ser candidato. Ele assumiu o Senado na condição de primeiro-suplente com a renúncia de Jarbas Vasconcelos motivada por questões de saúde.

O levantamento foi a campo entre os dias 14 a 17 de abril, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 2.2 pontos percentuais para mais ou para menos. A modalidade da pesquisa envolveu a técnica de survey, que consiste na aplicação de questionários de forma presencial. A pesquisa foi registrada na justiça eleitoral com o protocolo de número PE-02951/2026.