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Temer realiza maquiagem administrativa e emprega mais de sete mil aliados em apenas dois meses, diz Humberto

Por Nill Júnior

thumbnail_foto-humbertoLevantamento feito com base em dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos do Governo Federal revela que o governo de Michel Temer (PMDB) nomeou cerca de sete mil cargos comissionados no Executivo Federal em apenas dois meses: junho e julho. Os números contrariam o discurso do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que prometeu cortar mais de quatro mil cargos ainda em junho.

“O que o governo Temer tentou fazer foi uma maquiagem, um discurso bonito de que queria enxugar a máquina pública, uma fala para agradar economista. Mas o que a gente vê é exatamente o oposto. O governo Temer está promovendo uma verdadeira lambança, enchendo a máquina de apaniguados e nomeando até melancia, como disse um senador aliado dele, em meio a negociatas”, ironizou o senador.

A declaração de Humberto relembra a gravação divulgada pela imprensa do senador Hélio José (PMDB-DF), que afirmou que poderia nomear “a melancia que quiser” para cargo de superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Os cargos da direção do SPU foram loteados por Temer e oferecidos ao senador aliado.

Mesmo se comparado no quadro geral de nomeações e exonerações nos meses de junho e julho, o número total de exonerados foi de 5.524 pessoas contra 7.236 cargos comissionados contratados em órgãos do Executivo Federal, o que significa mais de 1.712 novas nomeações.

Outras Notícias

Casa Civil confirma pedido de demissão de Eliseu Padilha

A Casa Civil informou nesta segunda-feira (7) que o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), entregou sua carta de demissão do cargo. Ele deixa o comando da pasta em meio a uma turbulência que vive o governo, com o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff aceito pelo presidente da Câmara dos […]

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A Casa Civil informou nesta segunda-feira (7) que o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), entregou sua carta de demissão do cargo.

Ele deixa o comando da pasta em meio a uma turbulência que vive o governo, com o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Considerado “braço direito” do vice-presidente Michel Temer, Padilha assumiu a secretaria em 1º de janeiro deste ano, quando Dilma tomou posse para o segundo mandato.

O peemedebista fará declaração à imprensa na sede do PMDB, na Câmara dos Deputados, sobre o assunto. Padilha se reuniu nesta tarde com o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner.

Segundo assessores presidenciais, na reunião com Jaques Wagner, Eliseu Padilha disse ao chefe da Casa Civil que, mesmo deixando o governo, manterá relacionamento “respeitoso” com a presidente Dilma Rousseff daqui pra frente. OG1 não conseguiu confirmar o teor da conversa com a assessoria de Padilha.

Na carta de demissão entregue ao governo, Padilha alega ter “razões pessoais” para pedir exoneração. Ele também afirma que a decisão foi tomada “em caráter irrevogável”. No documento, o peemedebista também diz demonstrar “profundo agradecimento” à presidente Dilma Rousseff por ter feito parte de seu governo.

Na semana passada, Padilha já havia comunicado à direção do PMDB sua decisão de sair da Aviação Civil. Interlocutores de Michel Temer têm demonstrado “forte constrangimento” com a “pressão”, pelo Palácio do Planalto, para que Temer faça defesa pública de Dilma – o que ainda não ocorreu.

Mais cedo, após se reunir com juristas contrários ao impeachment, Dilma foi questionada sobre o comportamento do vice e de seu partido, o PMDB. A presidente, então, respondeu e disse que não tem motivos para desconfiar “um milímetro” de Michel Temer.

“Eu prefiro ter a posição que sempre tive com relação ao Temer. Ele sempre foi extremamente correto comigo e tem sido assim. Não tem motivo para desconfiar dele nem um milímetro”, afirmou a presidente na ocasião.

Inicialmente, Temer cumpriria duas agendas em São Paulo nesta segunda, uma na Fecomércio e outra, no prêmio “Líderes do Brasil”. O segundo compromisso, porém, foi cancelado e, segundo a assessoria, o vice-presidente desembarcará em Brasília entre 20h30 e 21h – ainda não há confirmação oficial sobre reunião entre ele e a presidente Dilma. (G1)

Blogueiro aponta falhas na comunicação e articulação política de Raquel Lyra

O governo da governadora Raquel Lyra foi tema de avaliação no Debate das Dez, da Rádio Pajeú, com a participação do blogueiro Júnior Finfa, ao lado do também blogueiro Itamar França. Durante a discussão, Júnior Finfa destacou críticas relacionadas à comunicação institucional do governo estadual. Segundo ele, a avaliação negativa não parte apenas da oposição, […]

O governo da governadora Raquel Lyra foi tema de avaliação no Debate das Dez, da Rádio Pajeú, com a participação do blogueiro Júnior Finfa, ao lado do também blogueiro Itamar França.

Durante a discussão, Júnior Finfa destacou críticas relacionadas à comunicação institucional do governo estadual. Segundo ele, a avaliação negativa não parte apenas da oposição, mas também de aliados da governadora. O blogueiro citou declaração do prefeito de Tuparetama, Diógenes Patriota, aliado político de Raquel Lyra na região do Pajeú, que teria afirmado publicamente que o principal problema da atual gestão é a comunicação.

Ainda de acordo com Finfa, além das dificuldades na área de comunicação, há fragilidades na articulação política do governo. O comentarista afirmou que a governadora teria nomeado pessoas sem experiência no chamado “traquejo político”, o que, segundo ele, compromete o funcionamento da gestão.

Durante sua fala, Júnior Finfa relatou conversa reservada com um assessor do governo estadual, que estaria há poucos dias em atividade em Gravatá. Conforme o relato, o assessor teria reconhecido dificuldades internas e apontado problemas no andamento do que classificou como “eixo principal” da administração, o que estaria impactando o desempenho geral do governo.

O tema gerou debate entre os participantes do programa, que analisaram os reflexos da comunicação e da articulação política na relação do governo estadual com prefeitos, lideranças regionais e a população.

TSE mantém composição de bancadas de 13 estados, inclusive PE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça (1º) que não haverá mudanças na composição das bancadas de 13 estados para as eleições de outubro. A decisão foi tomada horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter criado um impasse, provocado pelo vácuo legislativo, com a falta de uma lei complementar, para definir os critérios […]

ALEPE-foto_rinaldo_marquesO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça (1º) que não haverá mudanças na composição das bancadas de 13 estados para as eleições de outubro. A decisão foi tomada horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter criado um impasse, provocado pelo vácuo legislativo, com a falta de uma lei complementar, para definir os critérios de distribuição das bancadas por estado. Para resolver a questão, o TSE decidiu validar uma resolução aprovada em 2010 e manter o número atual de cadeiras.

A polêmica sobre a mudança no número de deputados por estado começou após decisão do TSE, em abril do ano passado, ao julgar recurso apresentado pela Assembleia Legislativa do Amazonas. A assembleia alegou que a representação do estado na Câmara dos Deputados não condizia com o número de habitantes, pois tinha como referência um censo defasado.

O Legislativo amazonense argumentou que estados com menor população, como Alagoas e Piauí, têm maior representatividade na Câmara – com nove e dez deputados federais, respectivamente, enquanto o Amazonas tem oito.

Conforme a decisão do TSE, perderiam uma cadeira os estados de Alagoas e Pernambuco, do Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ficariam sem duas cadeiras a Paraíba e o Piauí. Ganhariam uma cadeira o Amazonas e Santa Catarina; duas cadeiras, o Ceará e Minas Gerais. O maior beneficiado seria o Pará, com mais quatro deputados.

A nova composição das bancadas foi definida de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os cálculos levaram em conta a população do estado e os números mínimo (oito) e máximo (70) de parlamentares permitidos por lei para uma unidade da Federação, além do quesito de proporcionalidade exigido pela Constituição.

No entanto, em novembro do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou o Decreto Legislativo 1.361/13, que anulou a resolução do tribunal sobre o número de deputados de cada estado para as eleições de outubro. Ao retomar o julgamento da questão, no dia 27 do mês passado, os ministros do TSE decidiram derrubar o decreto e restabelecer a decisão original.

Ministro diz que vai pedir à PF e à Abin investigarem se houve ação humana nas causas do apagão desta terça

Do g1 O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (15) que vai pedir à Polícia Federal e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que investiguem se o apagão de mais cedo pode ter sido causado por ação humana. O apagão, cuja causa ainda não foi explicada pelas autoridades, atingiu pela manhã […]

Do g1

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (15) que vai pedir à Polícia Federal e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que investiguem se o apagão de mais cedo pode ter sido causado por ação humana.

O apagão, cuja causa ainda não foi explicada pelas autoridades, atingiu pela manhã 25 estados e o Distrito Federal. Só Roraima, por não estar ligado ao sistema nacional, não foi afetado.

“Por se tratar de um setor altamente sensível, além de determinar as apurações devidas e internas pelo ONS, Aneel e nossas vinculadas, estou oficiando ao Ministério da Justiça, para que seja encaminhada à Polícia Federal um pedido de instauração de inquérito policial para que apure com detalhes o que poderia ter ocorrido, além de diagnosticar apenas onde ocorreu. Vamos encaminhar tanto à PF quanto para a Abin a instauração de procedimentos para apurar eventuais dolos nesse ocorrido de hoje”, afirmou o ministro.

Silveira disse que o caso desta terça é “extremamente raro” de acontecer.

“O que aconteceu hoje é extremamente raro que aconteça, porque nós temos um sistema redundante. Para acontecer um eventos dessa magnitude, nós temos que ter tido dois eventos concomitantes, em linhas de transmissão de alta capacidade. Ou seja, é extremamente raro que aconteça o que aconteceu no episódio de hoje”, argumentou.

O ministro ainda não explicou o que exatamente causou o apagão. Ele fala em “eventos” ocorridos no sistema.

“Os dados técnicos serão passados no momento adequado. Serão passados nas próximas 48 horas.”

Silveira informou que o apagão foi causado por um “evento” no Ceará e outro em local ainda não detectado pelas autoridades.

“Foi um fato que causou a interrupção na Região Norte e Nordeste e, por uma contigência planejada do ONS, minimizou a carga das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, para que não houvesse a interrupção total dessas regiões”, disse o ministro em entrevista coletiva.

“Um dos eventos já apontados pelo ONS aconteceu no Norte do Nordeste, mais precisamente na região do Ceará. O outro evento possível ainda não está detectado pelo ONS”, completou Silveira.

Ritchie faz show inesquecível em Triunfo

O cantor Ritchie foi a grande atração da noite na 66ª Festa dos Estudantes de Triunfo. Residente no Brasil desde 1972, o autor de sucessos como “Menina Veneno”, “A Vida Tem Dessas Coisas”, “Pelo Interfone”, “Casanova” e “Voo De Coração”, fez um show que na verdade é um mergulho no túnel do tempo e na história […]

O cantor Ritchie foi a grande atração da noite na 66ª Festa dos Estudantes de Triunfo.

Residente no Brasil desde 1972, o autor de sucessos como “Menina Veneno”, “A Vida Tem Dessas Coisas”, “Pelo Interfone”, “Casanova” e “Voo De Coração”, fez um show que na verdade é um mergulho no túnel do tempo e na história da música brasileira,  especialmente o pop rock nacional.

Ritchie intercala sucessos de sempre com histórias que vão desde sua vinda ao Brasil,  após conhecer em seu país Lucinha Turnbull, Rita Lee e Liminha, estes dois últimos, d’Os Mutantes, em 1972, até a decisão de ficar no Brasil definitivamente,  a partir do ano seguinte.

“Desbravamos esse país apresentando o rock. Havia cidades onde as pessoas nunca tinham ouvido uma guitarra elétrica”, disse, lembrando outros nomes que, com ele, abriram caminho para o rock no Brasil. “Depois vieram Legião Urbana,  Paralamas, a turma de Brasília”, lembra.

Generoso,  registrou os principais compositores de seus sucessos,  a partir do maior deles, Bernardo Vilhena, autor de vários de seus sucessos,  como Casanova, Pra Conversar e claro, Menina Veneno, a música mais tocada de 1983 e que fecha o show do artista.

Pra que se tenha uma ideia, àquele ano, LP Vôo de Coração (Epic/CBS), vendeu um milhão e duzentas mil cópias do álbum, que tinha os hits “Menina veneno”, “A vida tem dessas coisas”, “Casanova”, “Pelo interfone” e a faixa-título evaporaram das lojas. “Que bom que vocês não esqueceram minhas músicas tanto tempo depois”, brincou. A turnê dos 40 anos desse disco deveria ter prazo de validade, mas, dado o sucesso, Ritchie não sabe quando vai parar.

Entrevista: nos bastidores,  o cantor Ney Gomes bateu um papo com o artista, que foi ao ar hoje no programa Domingão da Pajeú. Você também acompanha na Manhã Total desta segunda e nas redes sociais da emissora e do blog.

Parabéns a Triunfo, sempre surpreendendo e mostrando que há espaço para a boa música. Que viagem!