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Temer faz movimento para herdar liderança do Centrão

Por Nill Júnior

size_810_16_9_presidente-do-brasil-michel-temerDo Blog do Camarotti

Com a cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no início da semana, o presidente Michel Temer iniciou um momento para herdar a liderança do chamado “Centrão”, bloco informal que reúne algumas legendas de centro-direita na Câmara.

O sinal mais claro desse movimento foi o almoço promovido por Temer na última quinta-feira no Palácio do Planalto, quando os partidos do Centrão entregaram uma carta em que manifestam apoio às medidas de ajuste fiscal do governo federal, entre elas a proposta que estabelece um teto para os gastos da União, estados e municípios.

O Palácio do Planalto avalia que esse apoio terá um custo. O Centrão quer o apoio de Temer para um candidato do grupo para a sucessão do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando da Câmara. Esse movimento precoce incomoda auxiliares de Temer. Isso porque a demanda pode acabar criando um novo ambiente de instabilidade da Câmara, atrapalhando as medidas do ajuste fiscal.

Mas, segundo auxiliares, esse é um risco calculado. De forma discreta, Temer voltou a incluir o PMDB dentro da órbita do Centrão para poder aumentar sua influência no grupo. Durante a liderança de Leonardo Picciani no PMDB, houve um rompimento entre a bancada e o Centrão, que era comandado por Eduardo Cunha. Na reunião do Planalto, o novo líder do PMDB, Baleia Rossi, participou do almoço com os demais líderes do bloco.

Criado por Cunha para fazer um enfrentamento com o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o Centrão começou um processo de fragmentação logo depois que o peemedebista renunciou ao cargo de presidente da Câmara. Dividido, o bloco lançou vários candidatos ao comando da Casa, o que levou à derrota do líder do PSD, Rogério Rosso (DF), o nome preferido de Cunha.

O maior sinal da implosão do bloco aconteceu na sessão de cassação de Cunha, quando ele foi abandonado até mesmo pelos integrantes do Centrão. Foi a partir desse diagnóstico, que Michel Temer decidiu atuar para liderar o bloco que ficou acéfalo sem o comando de Eduardo Cunha.

Outras Notícias

Sisu abre inscrições nesta terça-feira (22)

As inscrições do Sistema de Seleção Unificada, o Sisu, poderão ser feitas a partir desta terça-feira (22). De acordo com o edital divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), os alunos terão até esta sexta (25) para se candidatarem a uma vaga. Por meio do Sisu, os alunos usam a nota do Enem para ingressar em […]

As inscrições do Sistema de Seleção Unificada, o Sisu, poderão ser feitas a partir desta terça-feira (22). De acordo com o edital divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), os alunos terão até esta sexta (25) para se candidatarem a uma vaga.

Por meio do Sisu, os alunos usam a nota do Enem para ingressar em instituições públicas. Somente nesta edição, a plataforma digital disponibiliza mais de 235 mil e 400 vagas em 129 universidades públicas de todo o país. Logo no ato da inscrição, o estudante já pode escolher até duas opções de cursos. Quem quiser acessar à lista de vagas, deve entrar no site sisu.mec.gov.br.

Para concorrer às vagas do Sisu, os alunos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2018 e terem tirado nota acima de zero na prova de redação.

Uma das novidades deste ano é que os estudantes que forem selecionados em qualquer uma das duas opções não vão poder fazer parte da lista de espera. Isso porque, até o ano passado, quem tinha sido selecionado na segunda opção podia participar da lista e ter a chance de ser escolhido na primeira opção.

O resultado do Sisu vai ser divulgado no dia 28 e a matrícula dos selecionados deverá ser feita de 30 de janeiro a 4 de fevereiro. Quem não for selecionado na chamada regular, em nenhuma das opções, vai poder manifestar o interesse em participar da lista de espera. Esses alunos serão convocados pelas próprias instituições de ensino a partir de 7 de fevereiro.

Polícia Civil tem abastecimento de viaturas suspenso

Do Diário de Pernambuco A Polícia Civil de Pernambuco teve o abastecimento das viaturas suspenso nesta quarta-feira (1). Através de um e-mail, a diretoria de transportes da corporação informou os delegados sobre a suspensão da concessão para a frota. No documento, os gestores são orientados a negociar com os postos de combustíveis sobre os abastecimentos […]

Do Diário de Pernambuco

A Polícia Civil de Pernambuco teve o abastecimento das viaturas suspenso nesta quarta-feira (1). Através de um e-mail, a diretoria de transportes da corporação informou os delegados sobre a suspensão da concessão para a frota. No documento, os gestores são orientados a negociar com os postos de combustíveis sobre os abastecimentos que não tiveram como ser quitados e a não abastecer mais até a situação ser resolvida.

Para o delegado Francisco Rodrigues, futuro presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil de Pernambuco (posse no próximo dia 21), o sucateamento da corporação vai além. “Uma medida como essa afeta a segurança pública no estado inteiro. Mas temos muitas outras queixas. Falta material de limpeza, papel higiênico e até água mineral. Muitos de nossos homens estão trabalhando, inclusive, com coletes vencidos”, denunciou.

A categoria também reclama do efetivo reduzido para conter os crescentes índices de violência. “A gestão está atrapalhada. Muitos agentes e escrivães têm deixado os cargos. Não fazem novos concursos para reforçar as equipes. Os baixos salários não atraem ninguém. É preciso mais atenção”, continuou Francisco Rodrigues.

Ainda segundo o delegado, os problemas em relação às viaturas vão além da gasolina. “Nossos veículos são locados porque achavam que seria mais viável do que comprar. Acontece que os contratos deveriam ser renovados periodicamente e a maioria está com o prazo vencido. Esperamos que a suspensão seja temporária porque é um serviço essencial. Mas é preciso rever tudo”, concluiu.

Gonzaga Patriota recebe Medalha do Pacificador

Nesta sexta-feira (24), o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) foi agraciado com a Medalha do Pacificador, maior honraria concedida pelo Exército Brasileiro. A solenidade de outorga aconteceu no Quartel General do Comando Militar do Nordeste, em Recife, em cerimônia militar comemorativa ao Dia do Soldado. A Medalha do Pacificador foi criada em 1953, como parte […]

Nesta sexta-feira (24), o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) foi agraciado com a Medalha do Pacificador, maior honraria concedida pelo Exército Brasileiro. A solenidade de outorga aconteceu no Quartel General do Comando Militar do Nordeste, em Recife, em cerimônia militar comemorativa ao Dia do Soldado.

A Medalha do Pacificador foi criada em 1953, como parte das homenagens do Exército a Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, no aniversário dos 150 anos de seu nascimento. A honraria é conferida a militares e civis, brasileiros e estrangeiros que tenham contribuído para elevar o prestígio do Exército ou promovido relações de amizade entre a instituição e outras nações.

“Sinto-me extremamente honrado por receber essa medalha, principalmente com este grau de importância. Era a última que faltava eu receber das Forças Armadas, isso demonstra o reconhecimento do nosso trabalho. Quero reforçar a minha disposição em continuar colaborando e defendendo o Exército Brasileiro”, disse Patriota.

Ponto 4000 – Na noite anterior (23), Gonzaga Patriota inaugurou em Recife, o Ponto 4000, seu comitê de campanha, cercado de apoiadores, correligionários e amigos que já se reúnem há 20 anos nesse mesmo local para apoiar o socialista. “É uma alegria muito grande ver vocês aqui, porque são todos amigos que acreditam e confiam no nosso trabalho”, disse Patriota.

Ao lado do irmão Alvinho Patriota, candidato a deputado estadual; Gonzaga Patriota discursou e reforçou a importância do local para a campanha. “Com a ajuda de vocês, vamos para mais um mandato defendendo os interesses de Pernambuco e do Brasil. Esse grande Ponto 4000 tem sido de suma importância, pois através da união desses amigos, minha votação tem aumentado na região metropolitana nos últimos anos”, comentou.

Reforma na previdência de Estados e municípios é debatida por Comissão Especial

A reforma dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de Estados e municípios foi discutida na Assembleia na manhã desta quarta (19). Representantes do Governo Estadual, prefeitos e vereadores ouvidos pela Comissão Especial dedicada ao tema concordaram com a necessidade de mudanças no atual sistema, mas rejeitaram proposta apresentada na Câmara dos Deputados para que […]

Foto: Nando Chiappetta

A reforma dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de Estados e municípios foi discutida na Assembleia na manhã desta quarta (19). Representantes do Governo Estadual, prefeitos e vereadores ouvidos pela Comissão Especial dedicada ao tema concordaram com a necessidade de mudanças no atual sistema, mas rejeitaram proposta apresentada na Câmara dos Deputados para que cada ente federativo defina regras próprias.

Tatiana Nóbrega, presidente da Fundação de Aposentadoria e Pensões dos Servidores de Pernambuco, registrou que o Estado tem déficit financeiro anual de R$ 2,6 bilhões com o sistema previdenciário. “Os números mostram que é necessário fazer alterações na idade e no tempo de contribuição para as aposentadorias, já que as pessoas estão vivendo mais”, declarou.

Outro fator que desequilibra a previdência estadual, segundo os dados apresentados pela Funape, é a proporção entre os servidores ativos e os aposentados e pensionistas. Atualmente, Pernambuco tem 102.228 servidores ativos para 93.719 inativos. “Temos uma proporção quase de um para um, quando sistemas de repartição, como o atual, precisam de uma proporção de quatro ativos para um inativo a fim de se manterem equilibrados”, explicou o diretor de Previdência Social (DPS) da Funape, Maurício Benedito.

Além da questão da proporcionalidade, o alto percentual de segurados com direito a aposentadoria especial (48%) também impacta nas contas estaduais. Segundo relatório apresentado pelo deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP), na última quinta (13), em reunião da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, as modificações no sistema de aposentadorias de professores do Ensino Básico, policiais civis, agentes penitenciários e socioeducativos só afetarão aqueles vinculados à União ou ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Profissionais desses setores vinculados a Estados e municípios, no entanto, ficariam de fora da mudança.

Para o representante da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Moreno (RMR), Vavá Rufino, a reforma dos sistemas de previdência é urgente. “Temos casos de prefeituras que transferem um terço da receita corrente líquida para pagar o déficit de seus sistemas de previdência. A reforma é uma questão de sobrevivência para muitos municípios, e compromete a capacidade deles de investir em políticas públicas essenciais”, considerou. Número apresentados por ele indicam que apenas seis municípios em Pernambuco possuem superávit financeiro.

Presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) e da Câmara de Vereadores de Timbaúba (Mata Norte), Josivaldo Barbosa, deu um exemplo prático da localidade que representa: “Todo mês, a prefeitura precisa repassar R$ 500 mil para o sistema de previdência”. “Do jeito que está, não pode continuar, porque se não for feita a reforma incluindo os municípios, as prefeituras é que irão pagar o pato”, observou.

Segundo o deputado Isaltino Nascimento (PSB), a criação de regimes próprios para os municípios foi um erro estratégico. “Na época, as prefeituras escolheram criar sistemas de previdência porque isso significava um desembolso menor para elas no curto prazo, mas nós alertamos que isso ia gerar problemas. Agora, estão sofrendo as consequências, e a perspectiva é de que os regimes próprios municipais não sobrevivam”, avaliou o parlamentar.

O presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência Social, deputado Doriel Barros (PT), afirmou que “as mudanças apresentadas no Congresso Nacional até agora não atendem ao País como um todo, nem aos Estados e municípios”. Ele sugeriu que o sistema geral de União, Estados e municípios tenham “uma previdência geral única, com um único fundo que possa garantir o equilíbrio fiscal e financeiro do sistema”. “Mantê-los separados não vai resolver os déficits que observamos”, concluiu.

Prefeituras recebem R$ 2,7 bi do FPM

Especialista orienta que prefeitos façam reserva técnica As prefeituras de todo o país vão receber R$ 2,7 bilhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) nesta terça-feira (30), 11,5% a mais do que no mesmo decêndio do ano passado. O montante já leva em conta o desconto de 20% do Fundo de Desenvolvimento da Educação […]

Especialista orienta que prefeitos façam reserva técnica

As prefeituras de todo o país vão receber R$ 2,7 bilhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) nesta terça-feira (30), 11,5% a mais do que no mesmo decêndio do ano passado.

O montante já leva em conta o desconto de 20% do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Com a inflação de cerca de 10% nos últimos 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento real do repasse foi de pouco mais de 1%. O especialista em Orçamento Público Cesar Lima recomenda que os gestores públicos montem uma reserva técnica para que os cofres municipais, sobretudo das cidades de pequeno porte, não sofram se o FPM mantiver a tendência de estagnação.

“Se tirarmos o IPCA oficial, porque o real deve ter sido bem maior, o aumento do FPM em relação ao mesmo decêndio do ano passado foi praticamente zero. Nós temos uma perspectiva de diminuição, uma vez que o governo reeditou um decreto que isenta cerca de quatro mil produtos do IPI e isso vai refletir no FPM dos próximos meses. Então, é bom que os prefeitos tenham uma reserva técnica para possíveis variações negativas em relação ao recebimento dessas transferências constitucionais”, orienta.

Vale lembrar que, na transferência que as prefeituras partilharam no último decêndio de agosto, o repasse do fundo não cresceu em termos reais, ou seja, considerando a inflação, houve queda.

Entre 11 e 20 de agosto, período de arrecadação que serviu como base para o repasse desta sexta, a União arrecadou em torno de R$ 15,4 bilhões com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).