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“Só existem dois lados nesta eleição. Ou a pessoa está com Lula ou está com Bolsonaro”, diz Marília

Por Nill Júnior

“Eu estou com Lula. Ficar em cima do muro significa oportunismo político”

A última semana da campanha de Marília Arraes ao Governo de Pernambuco começou com um ato político no comitê central da candidata, no bairro do Derby, área central do Recife, na manhã deste domingo (23).

O evento contou com a presença do senador Humberto Costa (PT), de 18 vereadores da capital, vários deputados estaduais e de representantes de partidos como o PT, PSOL, PCB e REDE Sustentabilidade. Centenas de militantes também estiveram presentes e animaram o ato da coligação Pernambuco na Veia.

Marília iniciou o seu discurso destacando a importância histórica do momento político vivido pelo Brasil e por Pernambuco. “Só existem dois lados nesta eleição. Ou a pessoa está com Lula ou com Bolsonaro. Não tem isso de ficar em cima do muro não. Não ter lado oportunismo político”, dispara.

A candidata de Lula também fez questão de agradecer o apoio dos vereadores do Recife que estiveram hoje na atividade. “Fico muito feliz em ter a confiança de tantos vereadores. Atuei na Casa José Mariano por muitos anos e sei da importância de cada um estar com a gente hoje. Nós vamos ganhar essa eleição.”

Para o senador Humberto Costa, o momento é de força e união para garantir uma grande vitória no domingo para Lula e Marília. “Lula já disse que precisa de Marília. A vitória de Lula vai acontecer e a de Marília também. Pernambuco será um com Lula e Marília e outro se o monstro e a direita do Estado ganharem. Marília representa as forças populares e democráticas que sempre caminharam com Lula, Miguel Arraes e com o povo. Do outro lado está a velha oligarquia. Se ela ganhar, quem vai mandar em Pernambuco serão os Krause, os Coelho de Petrolina e Daniel Coelho, pessoas que afundaram o nosso estado no atraso e na pobreza”, ressalta Humberto.

Quem também esteve na atividade foi o ex-deputado federal Silvio Costa, primeiro suplente da senadora Teresa Leitão. “Lulista que admite votar na nossa adversária está cometendo um erro de avaliação. Raquel Lyra está tirando onda de Diana do Pastoril, mas na verdade está subestimando a inteligência das pessoas. Pelo Brasil e pela Democracia, que é o que o nosso palanque defende, vamos eleger Lula e Marília.”

Representando os vereadores do Recife, discursaram no ato Samuel Salazar, líder do Governo na Câmara, e Hélio Guabiraba, Presidente em Exercício da Câmara Municipal do Recife “Vamos massificar o número 77. Marília está do lado certo da história”, afirma Samuel. “Eu acredito na história de Marília. Pernambuco vai crescer com Lula na Presidência e Marília governadora”, complementa Hélio.

A vereadora Dani Portela, eleita deputada estadual, também reforçou a importância de eleger Lula e Marília. “Essa é a eleição das nossas vidas. A escolha está posta. É escolher entre a democracia e a barbárie. É sobre termos direito ao futuro. Vamos trabalhar dia e noite para eleger Marília governadora e Lula presidente.”

Os vereadores do Recife que estiveram presentes são: Rinaldo Júnior; Joselito Ferreira; Hélio Guabiraba; Samuel Salazar; Marco Aurélio Filho; Osmar Ricardo; Alcides Teixeira Neto; Dilson Batista; Natália de Menudo; Zé Neto; Luis Eustáquio; Chico Kiko; Aderaldo Pinto; Almir Fernando; Jairo Britto; Cida Pedrosa; Dani Portela; Fabiano Ferraz e Carlos Muniz. O vereador de Olinda, Vinicius Castello, também esteve na atividade.

Também marcaram presença os deputados estaduais: Rodrigo Farias (eleito no último dia 2); Isaltino Nascimento; Paulo Dutra; Kátia Cunha (JUNTAS) e Wanderson Florêncio.

Representantes da REDE: Sylvia Siqueira, Roberto Leandro e Alice Gabino. Representando o PSOL: Tiago Paraíba, presidente estadual do partido, Robeyoncé Lima, co-deputada estadual suplente na Câmara dos Deputados e Eugênia Lima. Representando o PT, Sérgio Goiana, secretário-geral do partido no Estado, e Cirilo Mota, presidente municipal do PT. Representando o PCB, Roberto Arrais.

Outras Notícias

João Campos critica atuação de Raquel na Saúde e defende regionalização

No Sertão de Itaparica, onde cumpriu agenda, o candidato João Campos criticou a governadora Raquel Lyra, afirmando que ela abriu mão de adquirir junto ao Governo Lula equipamentos chamados de aceleradores lineares. O acelerador linear (ou LINAC) é uma máquina de alta tecnologia usada principalmente na Sociedade Brasileira de Radioterapia para gerar feixes de raios-X […]

No Sertão de Itaparica, onde cumpriu agenda, o candidato João Campos criticou a governadora Raquel Lyra, afirmando que ela abriu mão de adquirir junto ao Governo Lula equipamentos chamados de aceleradores lineares.

O acelerador linear (ou LINAC) é uma máquina de alta tecnologia usada principalmente na Sociedade Brasileira de Radioterapia para gerar feixes de raios-X ou elétrons de alta energia. Ele destrói células de tumores com precisão milimétrica, protegendo os tecidos sadios ao redor.

“O presidente Lula comprou 60 aceleradores lineares. Um equipamento desse deve custar cerca de U$ 5 milhões, ou R$ 30 milhões, falando em reais. É caro. Aí ele pegou e disse aos Estados, ‘quem precisar eu dou’. Aí o Estado de Pernambuco não fez nada”, criticou.

Campos voltou a defender um Hospital Regional e investimentos no Sertão de Itaparica. Também que os serviços de alta complexidade fiquem em Serra Talhada, como quimio e Radioterapia, evitando deslocamentos para o Recife, descentralizando os serviços.

Progresso inicia rota Itapetim-Petrolina

A Auto Viação Progresso iniciou no último domingo sua nova linha, Itapetim-Petrolina, com saída diária de cada ponta. Segundo o Superintendente Aurino Caetano, a rota atende Brejinho, São José do Egito, Tabira, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Calumbi, Serra Talhada, Bom Nome, Salgueiro, Cabrobó, Orocó, Santa Maria da Boa Visa, Lagoa Grande e Petrolina. A […]

A Auto Viação Progresso iniciou no último domingo sua nova linha, Itapetim-Petrolina, com saída diária de cada ponta.

Segundo o Superintendente Aurino Caetano, a rota atende Brejinho, São José do Egito, Tabira, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Calumbi, Serra Talhada, Bom Nome, Salgueiro, Cabrobó, Orocó, Santa Maria da Boa Visa, Lagoa Grande e Petrolina.

A saída de Itapetim acontece sempre ás seis da manhã, com excessão dos sábados. Já o sentido inverso, saindo de Petrolina, tem saídas às sete da manhã diariamente, com exceção dos sábados.

As duas cidades sertanejas estão separadas por 518 quilômetros.

História

A Auto Viação Progresso é uma empresa brasileira de transporte rodoviário com uma longa história que começou em 1932 em Garanhuns, Pernambuco, sob o nome de João Tude de Melo.Inicialmente, a empresa atuava com caminhões e, posteriormente, expandiu-se para o transporte de passageiros, criando a primeira linha regular de ônibus no Nordeste, ligando Garanhuns ao Recife. 

Ao longo dos anos, a Progresso cresceu, tornando-se uma referência no transporte rodoviário e participando ativamente na evolução do setor, inclusive com a criação do primeiro ônibus construído no Brasil com motor interno e frente reta. Atualmente, a empresa atua em diversos estados do Nordeste e continua investindo em conforto e segurança para seus passageiros. 

Em junho, anunciou a renovação de sua frota com a aquisição de 30 ônibus Marcopolo Paradiso G8 1800 Double Decker. A aquisição foi realizada por meio da Polobus, representante Marcopolo em Pernambuco.

“Estamos investindo continuamente na modernização da nossa frota para garantir uma experiência de viagem superior. O Paradiso G8 1800 DD se destaca pela tecnologia embarcada, eficiência operacional e suporte pós-venda de excelência”, afirma Eduardo Tude, diretor-executivo da Auto Viação Progresso.

Prefeitura de Tabira diz que profissional de saúde atendeu 80 em único plantão. Há controvérsias

Em Tabira, a polêmica da vez vem de um post sobre o atendimento de um ortopedista no plantão desse sábado no Hospital Dr. Luiz José da Silva Neto. Segundo nota, foram 80 pacientes atendidos neste sábado. Adversários e observadores de plantão fizeram as contas: um plantão de 24 horas possui exatos 1440 minutos. Divididos por […]

Em Tabira, a polêmica da vez vem de um post sobre o atendimento de um ortopedista no plantão desse sábado no Hospital Dr. Luiz José da Silva Neto.

Segundo nota, foram 80 pacientes atendidos neste sábado.

Adversários e observadores de plantão fizeram as contas: um plantão de 24 horas possui exatos 1440 minutos. Divididos por 80 pacientes, veremos que cada paciente teve 18 minutos de atendimento. Como estamos falando de ambulatório, a conta indica que, com certeza, cada atendimento durou metade ou menos que a metade disso.

Isso levando em consideração que profissional não parou para ir ao banheiro, tomar café da manhã, almoçar, jantar ou tirar sequer um cochilo.

Como a nota foi publicada no próprio sábado, presume-se que o plantão foi de 12 horas. Aí seriam no máximo 9 minutos por paciente, que podem ter sido 5, se ele almoça, toma café, vai ao banheiro…

Em resumo: ou tem conta errada, ou vale um “tá cá mulesta”…

Serra 166 anos: prefeitura entrega UBS

Dando sequência às festividades de Emancipação Política do município, a Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Saúde, vai inaugurar nesta terça-feira (02), a partir das 16h30, a Unidade de Saúde da Família (USF) do Alto da Conceição, que homenageia o médico Dr. Paulo César Elihimas de Carvalho. Foram investidos na obra R$499.024,18, […]

Dando sequência às festividades de Emancipação Política do município, a Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Saúde, vai inaugurar nesta terça-feira (02), a partir das 16h30, a Unidade de Saúde da Família (USF) do Alto da Conceição, que homenageia o médico Dr. Paulo César Elihimas de Carvalho.

Foram investidos na obra R$499.024,18, sendo R$ 91.024,18 de contrapartida da Prefeitura.

A unidade é padrão do Ministério da Saúde e conta com consultório médico, odontológico e de enfermagem, sala de vacina, sala de pesagem e nebulização, sala de procedimentos (coleta), sala de curativos, sala de digitação, sala para ACS’s, sala de espera e recepção, copa e banheiros.

A nova unidade vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 07h às 17h, na Rua Manoel Tomé de Souza.

Governo cumpre só 13,5% da meta do Minha Casa para os mais pobres

Do Estado de São Paulo O presidente Michel Temer descumpriu em 2017 a primeira meta do seu governo para o Minha Casa Minha Vida, programa de habitação popular que foi usado como uma das principais vitrines das gestões petistas. No ano passado, o governo se comprometeu a bancar a construção de apenas 23 mil moradias […]

Do Estado de São Paulo

O presidente Michel Temer descumpriu em 2017 a primeira meta do seu governo para o Minha Casa Minha Vida, programa de habitação popular que foi usado como uma das principais vitrines das gestões petistas. No ano passado, o governo se comprometeu a bancar a construção de apenas 23 mil moradias destinadas a famílias que ganham até R$ 1,8 mil. Isso representa apenas 13,5% da meta de 170 mil, segundo dados obtidos com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

O governo também descumpriu a meta geral do Minha Casa para todas as faixas de renda. Somando as quatro faixas do programa, a gestão Temer firmou contratos para financiar com juros mais baixos – e subsidiar, no caso, dos mais pobres – 442,2 mil unidades habitacionais no ano passado: 72,5% da meta de 610 mil.

Em 2013, auge do programa, criado em 2009 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo se comprometeu em financiar 913 mil unidades. Nessa primeira fase, a União assina o contrato com a construtora responsável pela obra. Mas até as casas ficarem prontas e serem entregues aos beneficiados leva em torno de um ano e meio.

O Ministério das Cidades, responsável por gerir o programa, admite que não cumpriu a meta. No caso da faixa 1, voltada para os mais pobres, a pasta afirmou que “o baixo atendimento da meta” foi provocado por mudanças na forma como são selecionados os empreendimentos e pelos sucessivos contingenciamentos no Orçamento da União anunciados pelo governo no ano passado. Nessa faixa, é o Tesouro que banca os custos da construção e assume o risco de calote.

“O não cumprimento da meta é um fato. Mas pretendemos criar um modelo de seleção de projetos que vise deixar dinâmico e célere o processo de contratação do faixa 1”, diz o ministro das Cidades, o deputado licenciado Alexandre Baldy (GO), que está no cargo desde novembro do ano passado.

Portaria

No início do ano, o ministro revogou portaria de seu antecessor, Bruno Araújo (PSDB-PE), que autorizava o subsídio para mais 54 mil unidades da faixa 1 no ano passado. Com isso, ficaram apenas as 23 mil casas.

Guilherme Boulos, membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), classifica como um “descalabro” o desempenho do governo Temer no programa e prometeu “inúmeras mobilizações” neste ano para reverter a paralisia do programa. “Visivelmente houve uma decisão do governo de desvalorizar a faixa 1, o que significa liquidar o Minha Casa como programa social.”

Segundo ele, as moradias destinadas às famílias das chamadas faixas 2 e 3 (que ganham até R$ 9 mil) não podem ser classificadas como programa social, mas como financiamento imobiliário. “A faixa 1 – liquidada pelo presidente Temer – atende a famílias que ganham menos que três salários mínimos, correspondente a quase 80% do déficit habitacional brasileiro.”

Para o vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury, a saída para o programa é investir mais na faixa batizada de 1,5 (destinada a famílias que ganham até R$ 2,6 mil). Nessa modalidade, as famílias têm um desconto de até R$ 45 mil na aquisição de um imóvel, de acordo com a localidade e a renda. Os juros do financiamento também são subsidiados, mas 90% do subsídio é dado pelo FGTS; só 10% são da União.

“O dinheiro público para a construção de uma casa da faixa 1 constrói até quatro casas na faixa 1,5”, diz. No ano passado, o governo contratou 33.888 moradias da faixa 1,5, menos do que as 40 mil prometidas. Na faixa 1, o governo arca com 90% do valor da casa em subsídios.

“Se o Minha Casa dependesse só de dinheiro do Orçamento, o programa estava morto”, sentencia José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Construção (Cbic). Ele afirma que as despesas de custeio, como o pagamento de salários e da aposentadoria, consomem cada vez mais o Orçamento, o que prejudica a destinação de recursos para investimentos, rubrica onde está o Minha Casa Minha Vida.