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Sileno Guedes reage ao projeto de ingresso dos Coelho no PMDB

Por André Luis
Presidente estadual do PSB desistiu de botar panos mornos após Jucá revelar planos de FBC para 2018 (Foto: Divulgação)

Por: Aline Moura e Rosália Rangel/Da Editoria de Política do DIARIO

Entre os quadros do PSB, prevaleceu um silêncio desconfortante, nesta sexta (01), um dia depois de o presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, confirmar que o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), aceitaram o convite para se filiar ao PMDB. Em meio ao receio quase geral dos socialistas de se pronunciar publicamente e dificultar uma reaproximação no futuro, uma declaração surpreendeu: a do presidente estadual da legenda, Sileno Guedes, que vinha se esforçando para não entrar em confronto com a família Coelho, cujo poder cresceu no Sertão do São Francisco e se espalhou no estado. “Quem estiver dentro e fora do PSB e deseja estar na nossa aliança, já sabe que o nosso candidato majoritário é Paulo Câmara. E quem, de fato, tem esse projeto (de ser candidato a governador) não pode ficar no PSB”, disse Sileno

A reação do presidente estadual veio à noite, quando Fernando Bezerra e o filho passaram o dia sem se pronunciar. FBC, como é chamado, só não teria feito o anúncio público sobre a filiação ao PMDB porque espera as condições necessárias para lançar um nome do seu grupo político como candidato ao Palácio das Princesas. Eles também não podem assinar a ficha do novo partido sob o risco de ficarem sem mandato, por isso esperam uma janela partidária na reforma política. “O PSB sabe que Fernando está incomodado com a questão nacional e sabe que, em relação a Pernambuco, já há uma decisão posição tomada. A vaga majoritária é de Paulo Câmara”, declarou Sileno, acrescentando que não tinha sido procurado por ninguém ligado ao grupo do senador, cuja eventual mudança partidária provocará uma reviravolta no quadro político local.

A declaração de Jucá deixou o PSB sem esperanças de manter Fernando Bezerra Coelho nas hostes partidárias e gerou um conflito interno no PMDB antes mesmo de ele entrar, porque o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse ser “zero” a chance de romper com Paulo Câmara, e o mesmo vale para o atual vice-governador, Raul Henry (PMDB), que trabalha para ser candidato a deputado federal em 2018.

O jogo mais duro dos próximos dias, portanto, acontecerá dentro do PMDB. A partir da próxima terça-feira, Romero Jucá deve iniciar uma nova rodada de conversas com Temer, com Jarbas, Fernando Bezerra e o ministro Fernando Filho, não necessariamente com todos ao mesmo tempo. Jucá também ofereceu uma vaga de senador a Jarbas para ele disputar na chapa encabeçada pelo grupo de Fernando Bezerra, mas a proposta não será aceita por questões de lealdade a Paulo Câmara. O quadro, portanto, não parece tão simples para a família Coelho. Se Fernando Filho ou FBC for candidato a governador pelo PMDB, Jarbas não pode ser mais o senador na chapa ao lado de Paulo Câmara, como ele planejava. No máximo, poderá lhe dar apoio numa aliança branca.

A saída do grupo de Fernando Bezerra Coelho do PSB vinha tomando corpo há meses, mas não haverá uma transição fácil. Paulo Câmara não deve contar com o apoio do DEM, do PSDB e do PTB e só terá apenas uma parte do PMDB, que não pode lhe oferecer tempo de guia eleitoral se assim decidir o diretório nacional. Mas Bezerra Coelho e o Filho ainda precisam conquistar o grupo da oposição oficialmente. Armando Monteiro Neto (PTB) ainda tem o sonho de ser candidato ao governo, mesmo tendo pesquisas eleitorais que lhe são desfavoráveis.

No PT, a movimentação de Fernando Bezerra foi minimizada pelo senador Humberto Costa, líder da minoria no Senado. Ele disse que não vê possibilidade de aliança com o grupo ligado ao governo Temer e não vê chance, neste momento, de aliança com o governador Paulo Câmara (PSB), mesmo que Jarbas tenha feito um aceno positivo para uma aliança. “Muita água vai rolar debaixo da ponte”, falou Humberto, ressaltando apenas haver indicativos de que o PT terá candidato ou candidata ao governo, mas sem revelar preferência por qualquer nome.

Outras Notícias

PSB protocola ação no STF contra a MP do Saneamento

O PSB protocolou com uma ação direta de inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal, contra a MP do Saneamento (nº 844/18). Editada pelo presidente Michel Temer no início de julho, a medida provisória pretende atualizar o marco legal do saneamento no Brasil. Cópia da petição foi entregue pelo deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) aos trabalhadores do […]

O PSB protocolou com uma ação direta de inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal, contra a MP do Saneamento (nº 844/18). Editada pelo presidente Michel Temer no início de julho, a medida provisória pretende atualizar o marco legal do saneamento no Brasil. Cópia da petição foi entregue pelo deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) aos trabalhadores do setor durante o lançamento das Frentes Parlamentares em Defesa do Saneamento Público da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (22), no Recife.

A ação é fruto de uma provocação de Danilo Cabral, que havia ajuizado uma ação popular para barrar os efeitos da MP na justiça federal. “O processo foi distribuído para a 2ª Vara no Recife, mas o juiz entendeu que não cabia uma ação popular para suspender atos legislativos de competência do chefe do Poder Executivo. Por isso, procuramos o partido para questionarmos a MP através de uma ADI”, explicou o deputado.

Danilo Cabral afirma que a MP alterou as atribuições no setor de saneamento básico, com esvaziamento da autonomia e competências constitucionais dos municípios. O texto atribuiu à Agência Nacional das Águas (ANA) a competência para elaborar normas de referência nacionais para regulação da prestação dos serviços públicos de saneamento básico. “Assim, a ANA, que até então atuava como agência reguladora na gestão de recursos hídricos vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, passa a ser uma entidade central em matéria de saneamento básico”, comenta.

Além disso, a MP estabeleceu a ingerência direta nos instrumentos de gestão municipais, estabelecendo ainda a necessidade de observância das regras de referência nacionais para regulação dos serviços como requisito para obtenção dos recursos federais, violando as competências constitucionais dos municípios e a autonomia dos entes subnacionais, em flagrante ofensa à Constituição.

Como consequência da ampliação do rol de atribuições da ANA, a MP previu ainda medidas de aumento dos gastos públicos no setor de saneamento básico tanto em forma de despesas com pessoal, além de despesas orçamentárias decorrentes de transferências obrigatórias e dotações orçamentárias específicas.

Para Danilo Cabral, a MP permite que a condução política do setor de saneamento seja feita pela iniciativa privada. “Não podemos abrir de que o Estado seja o condutor dessa política, assim como deve ser em relação ao setor energético. A MP é inconstitucional e lesiva ao patrimônio público, só servirá para aumentar a tarifa e tornar o serviço pior”, criticou Danilo, que completou: “o saneamento é um direito de todos os cidadãos e não um negócio. É o lucro social que deve ditar as políticas de estado”.

Rearrumação política deve afastar Márcia e Faeca em Serra

Das certezas para 2026 em Serra Talhada,  uma delas é a do afastamento desenhado entre a prefeita de Serra Talhada,  Márcia Conrado,  do PT, e do vice-prefeito,  Faeca Melo,  do AVANTE. A questão é óbvia.  Márcia tem feito uma movimentação que indica um alinhamento político com o prefeito do Recife,  João Campos,  do PSB. A […]

Das certezas para 2026 em Serra Talhada,  uma delas é a do afastamento desenhado entre a prefeita de Serra Talhada,  Márcia Conrado,  do PT, e do vice-prefeito,  Faeca Melo,  do AVANTE.

A questão é óbvia.  Márcia tem feito uma movimentação que indica um alinhamento político com o prefeito do Recife,  João Campos,  do PSB. A aposta de Márcia tem um pé na estratégia política.  Márcia aposta na eleição do socialista para ter o protagonismo que entende como necessário para fortalecer sua gestão e emplacar um nome competitivo à prefeitura em 2028.

A arrumação passa por 2026, quando a gestora deverá lançar o marido, Breno Araújo, do PSB, como candidato a Estadual, para “marcar” e evitar uma derrota ampla para o Estadual e candidato a reeleição Luciano Duque,  que gere impressão de perda de força no xadrez político da principal cidade da região.

A decisão também tem outro efeito colateral: o afastamento de Sebastião Oliveira,  que a apoiou em 2024 e indicou o vice, Faeca Melo. Como Sebastião optou pelo palanque de Raquel Lyra,  Márcia ganhou um álibi para não apoiá-lo em 2026. Nomes como Waldemar Oliveira invocam o cumprimento de um acordo que teria sido feito entre Conrado e Sebastião. Márcia sinaliza,  entretanto que a definição já está tomada.

A decisão a afasta cada vez mais do vice, tido como “soldado” de Sebastião Oliveira.  Faeca esteve em atos recentes das duas lideranças,  quando inaugurou sistema de abastecimento com Sebastião Oliveira,  sem a presença de Márcia,  e a inauguração da Avenida Waldemar Oliveira,  sem Sebá presente. Os sinais recentes,  entretanto,  indicam cada vez mais distanciamento da gestora,  pelo princípio da fidelidade.

No momento,  os dois têm demonstrado bom convívio e relação política. Mas essa relação,  por questões óbvias,  tem prazo de validade…

Artur Amorim diz que não quer entrar na política

Eventualmente cotado nos bastidores para entrar na política, Artur Amorim, Secretário de Saúde, disse que não passa por sua cabeça ser candidato a prefeito em 2028. Ele respondeu pergunta desse jornalista no Debate das Dez do Programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Não são poucos os que dizem que o município de Afogados da Ingazeira […]

Eventualmente cotado nos bastidores para entrar na política, Artur Amorim, Secretário de Saúde, disse que não passa por sua cabeça ser candidato a prefeito em 2028.

Ele respondeu pergunta desse jornalista no Debate das Dez do Programa Manhã Total, da Rádio Pajeú.

Não são poucos os que dizem que o município de Afogados da Ingazeira pode viver uma nova ordem ou ganhar um novo nome no pleito municipal de 2028. Agora, a Frente Popular já tem candidato a reeleição: o prefeito Sandrinho Palmeira.

Na oposição, nomes como Danilo Simões são cotados. Arthur disse que sua vida e vocação existem para que que seja técnico na área da saúde, como sanitarista, enfermeiro e especialista em regulação. “Minha vida pública é na área da saúde”.

Balança a Banca promete mais uma vez animar o carnaval em SJE

Em São José do Egito, o bloco Balança a Banca, idealizado pelo empresário Paulo de Tarso e pelo advogado Augusto Valadares vai fazer diferente mais uma vez. Nos dias 2 e 4 de fevereiro, sexta e domingo de carnaval respectivamente, o bloco vai às ruas de São José com os abadás sendo trocados por 3kg […]

Em São José do Egito, o bloco Balança a Banca, idealizado pelo empresário Paulo de Tarso e pelo advogado Augusto Valadares vai fazer diferente mais uma vez.

Nos dias 2 e 4 de fevereiro, sexta e domingo de carnaval respectivamente, o bloco vai às ruas de São José com os abadás sendo trocados por 3kg de alimentos que serão doados a famílias carentes do município. Isso é possível por conta do apoio de várias empresas na confecção dos abadás.

No ano passado, ao todo, quatro toneladas de alimentos foram arrecadas e cerca de 600 famílias foram beneficiadas. A banda Saia Rodada, foi a atração da noite, ainda teve a participação do Dj Todynho.

O sucesso foi tanto que este ano, o Balança a Banca, ampliou para dois dias de festa, como havia prometido um dos idealizadores do bloco, Augusto Valadares. “Este ano teremos Nairê na sexta, dia 2 e Samyra Show e Banda 100% no dia 4, além da Camioneta do Galeguinho que estará distribuindo bebidas grátis”, disse Augusto.

Eduardo da Fonte é citado na Lava Jato

Do Blog da Folha Depois de o ex-governador Eduardo Campos e o ex-senador Sérgio Guerra terem sido citados nos depoimentos das operações Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na Petrobras, outro pernambucano aparece como envolvido no episódio. Em depoimento, o doleiro Alberto Youssef revelou que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) recebeu propina […]

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Do Blog da Folha

Depois de o ex-governador Eduardo Campos e o ex-senador Sérgio Guerra terem sido citados nos depoimentos das operações Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na Petrobras, outro pernambucano aparece como envolvido no episódio. Em depoimento, o doleiro Alberto Youssef revelou que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) recebeu propina em contratos da Refinaria Abreu e Lima. As informações são da Folha de S. Paulo.

Segundo depoimento de Youssef, Da Fonte e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) receberam propina paga pela construtora Queiroz Galvão no período de 2010 a 2011. O suborno foi negociado antes da assinatura do contrato para implantação de tubovias na refinaria, no valor de R$ 2,7 bilhões, de acordo com o delator. O valor da propina, no entanto, não foi revelado.

Já o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em agosto passado, foi citado nos depoimentos do doleiro, que indicou que o socialista teria sido beneficiado com R$ 10 milhões para não criar dificuldades nas obras e o valor destinado a ele teria sido entregue a um emissário do ex-governador.

Ainda segundo a reportagem, o suborno, em dinheiro, foi coordenado por Fernando Soares, conhecido como Baiano. Na negociação, do total da propina, R$ 10 milhões seriam destinados a impedir a criação de uma CPI sobre a estatal, sendo o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra um dos beneficiários, segundo Youssef.