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Serra: dançarinas de Leonardo comentam polêmica de vídeo

Por André Luis
Foto: Farol de Notícias / Alejandro García

Do Farol de Notícias

O assunto do momento em Serra Talhada é a divulgação de vídeos das dançarinas do balé do cantor sertanejo Leonardo, que fará um show no Arraial da Juventude, nesta quarta-feira (28). A repercussão tem gerado muita polêmica após declarações compartilhadas nas redes sociais das dançarinas e que foram apontadas por setores da mídia e pela população como xenofóbicas, de caráter preconceituoso com a Capital do Xaxado.

Os vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram as integrantes comentando sobre a chegada na cidade, a pousada que ficaram instaladas e ainda comendo munguzá na rodoviária local. Em resposta, a população também expressou sua opinião sobre os vídeos, e alguns comentários apresentaram conteúdo machista, homofóbico e de violência sexual. Acompanhadas dos produtores da festa e da banda, duas das dançarinas concederam uma entrevista exclusiva ao FAROL DE NOTÍCIAS, e comentaram o caso.

Monique Souza, de 31 anos, é bailarina de Leonardo há 4 anos. A paulista é formada em Administração de empresas, mas trocou os escritórios para se dedicar a dança profissionalmente há seis anos. Segundo ela, os vídeos foram gravados por volta das 15h do domingo (25), no momento em que saíram da pousada para almoçar.

“Nós chegamos em torno de 14h ou 15h e fomos procurar um restaurante, até então não fomos de ônibus procurando o restaurante a pé mesmo. Geralmente em dia de domingo, não só aqui, mas em outros lugares tem muito lugar que é fechado. A maneira que eu falei não foi para falar mal da cidade, eu quis dizer que não tinha aberto e que a gente teve que andar para procurar. Isso gerou um mal entendido sobre a gente. Chegamos ontem porque estamos de folga, viemos para aproveitar mesmo a cidade e conhecer os lugares também”, relatou Monique.

Paula Mota, 34 anos, também é natural de São Paulo e dança desde os 3 anos, mas profissionalmente já tem 19 anos de carreira. Em conversa com o FAROL, Paula afirmou retornou há um mês para o balé de Leonardo, tinha se afastado para ser mãe. De acordo com ela, os vídeos foram gravados em momentos de descontração entre as dançarinas e não tiveram intenção de reforçar preconceitos contra a cidade ou região.

“A gente sempre brinca, somos alegres e é o nosso jeito de ser. Morei em Porto Seguro por três anos, aprendi muito com eles. A gente brinca sempre, falei que o povo é solidário por provas mesmo, estávamos na rua e uma senhora nos chamou para comer um feijão com um sorriso de orelha a orelha. Sobre o chuveiro, tem água quente sim no banheiro do hotel, mas a Monique não sabia ligar e eu achei engraçado e gravei o vídeo. Se alguém se chateou pelo vídeo, eu peço um milhão de desculpas. Meu marido é nordestino, eu já morei no nordeste e amo”, afirmou.

Ainda de acordo com as dançarinas, os comentários machistas foram de mal gosto. Paula e Monique também enfatizaram que vieram a cidade para trazer alegria e divertir os espectadores junto com o cantor Leonardo. “Ao invés das pessoas darem importância a isso, porque eu sou muito feminista, defendo muito as mulheres, deram importância para momentos de descontração do que a comentários que não deve acontecer. Nós esperamos que todo mundo curta, estamos aqui para trazer alegria e queremos ver isso de vocês”, finalizou Paula.

Outras Notícias

Homem oferece R$ 50 mil em propina ao Secretário da Fazenda e é preso

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (18), um homem que ofereceu vantagem indevida em dinheiro ao secretário da Fazenda de Pernambuco, Wilson de Paula, configurando assim o crime de corrupção ativa. A denúncia que levou a prisão do suspeito partiu do próprio secretário Wilson de Paula, que após receber, na tarde […]

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (18), um homem que ofereceu vantagem indevida em dinheiro ao secretário da Fazenda de Pernambuco, Wilson de Paula, configurando assim o crime de corrupção ativa.

A denúncia que levou a prisão do suspeito partiu do próprio secretário Wilson de Paula, que após receber, na tarde da última quarta-feira (17), em sua residência, uma caixa de cerveja contendo em seu interior um pacote com várias cédulas no valor total de R$ 49.996, comunicou o fato imediatamente ao secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, pedindo apuração rigorosa.

“A Gestão Raquel Lyra condena e não vai tolerar nenhuma tentativa de atos de corrupção contra qualquer integrante do governo”, diz a nota. O homem já está à disposição da Justiça, onde passará por audiência de custódia.

IPEC em PE: Marília, 33%, Raquel, 12%, Anderson, 11%, Miguel, 9%, Danilo, 8%

Pesquisa Ipec divulgada nesta terça-feira (30), encomendada pela Globo, mostra que Marília Arraes (Solidariedade) se manteve na liderança da disputa, com 33% das intenções de voto para o governo de Pernambuco, mesmo percentual apresentado no levantamento anterior do instituto, em 15 de agosto. Em seguida, vêm Raquel Lyra (PSDB), com 12%; Anderson Ferreira (PL), com […]

Pesquisa Ipec divulgada nesta terça-feira (30), encomendada pela Globo, mostra que Marília Arraes (Solidariedade) se manteve na liderança da disputa, com 33% das intenções de voto para o governo de Pernambuco, mesmo percentual apresentado no levantamento anterior do instituto, em 15 de agosto.

Em seguida, vêm Raquel Lyra (PSDB), com 12%; Anderson Ferreira (PL), com 11%; Miguel Coelho (União Brasil), com 9%; e Danilo Cabral (PSB), com 8%. Os quatro candidatos continuam empatados tecnicamente no limite da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Raquel e Anderson tiveram um crescimento de 1%, Miguel se manteve com o mesmo percentual e Danilo aumentou 2% nas intenções de voto, o que indica um cenário estável na disputa pelo governo estadual.

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 27 e 29 de agosto em 51 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR08477/2022. Com informações do G1 Pernambuco.

Em carta aberta, Nelly Sampaio também assume pré-candidatura

Carta ao Povo Tabirense, Cresci ouvindo que política não era profissão, mas deveria ser feita por ofício, sacerdócio e entrega. Sou filha de um contador que exerceu cargos públicos, mas sempre colocou como imposição na formação dos filhos a necessidade de uma profissão. E assim eu fiz, escutei a vocação e fui embora, como tantos […]

Carta ao Povo Tabirense,

Cresci ouvindo que política não era profissão, mas deveria ser feita por ofício, sacerdócio e entrega. Sou filha de um contador que exerceu cargos públicos, mas sempre colocou como imposição na formação dos filhos a necessidade de uma profissão. E assim eu fiz, escutei a vocação e fui embora, como tantos sertanejos e sertanejas construir um sonho. Cursei odontologia na Universidade Estadual de Pernambuco (UPE) e voltei para exercer a profissão na minha terra, nossa Tabira. Foi na saúde pública que percebi que a política era de fato o maior caminho para as transformações que meu coração de estudante sonhava. É a política que nos permite corrigir a história, ampliar espaços, trabalhar por igualdade e construir o bom debate.

Resisti muito a disputar uma eleição. Gostava da comodidade de servir da minha forma, na rotina do consultório e ao povo de minha cidade, que independente de mandato sempre soube meu endereço sempre encontrou as portas de minhas casa abertas, assim como meus ouvidos e meu coração.

Mas antes da odontologia, eu já era militante. Por Tabira. Cresci em meio a muitas lutas, vi de perto as fases e as faces do desenvolvimento de nossa cidade e sentia uma ausência muito grande de mulheres representando a força da nossa gente. Questionava isso inclusive na minha casa. Tabira de tantas mulheres de fibra e força, mas distantes dos espaços de decisão, da formação do poder.

Aos 31 anos, de bandeira em punho e pés no chão, disputei a minha primeira eleição. Nunca tinha sentido tanto na pele o quando o ambiente da política era reservado aos mandos e desmandos da voz masculina. Aquilo foi mostrando que eu precisava ocupar ainda mais aquele espaço, não por ser filha de ninguém, mas por ser mulher, militante, mãe, profissional e entender o que tantas outras mulheres vivem por conta da ausência de políticas públicas, de condições iguais de emprego e renda, de educação.

Me sinto privilegiada. Pois até aqui lutei muito para garantir meu lugar de fala e minha posição. Mas vencer os pleitos eleitorais não significou vencer uma luta histórica, que não é só minha, mas de todas nós. Infelizmente a política é carregada do machismo estrutural e quer ditar até onde a mulher pode ir. É como se daqui a gente não pudesse passar. Os partidos e suas alianças pela manutenção do poder tentam impor a todo custo os limites, as barreiras. E definir até onde a voz de uma mulher pode ir.

Sou vereadora de nossa cidade. Estou presidente do poder legislativo. Até aqui os desafios foram enormes. Conheci de perto as dores das mães tabirenses enfrentando os desafios de uma saúde pública deficiente, as angústias do estudante que quando sai da faculdade não encontra mercado de trabalho, as agruras do comerciante vendo a economia parar e a dor dos artistas que tanto engrandecem nossa terra, mas sofrem com a falta de atenção e prioridade.

Estou no PSC, partido que me abrigou ainda na primeira eleição. Recebo da sua executiva estadual a missão de colocar meu nome em mais uma luta, dispor nossa energia a mais um debate. Não vai ser fácil como não seria para nenhuma outra mulher. Os interesses dos homens buscam continuar representados apenas por aqueles que sem nenhum senso crítico, representam apenas a continuação da velha política, que muda as cores, as caras, os nomes, mas continuam com as velhas práticas. Nomes que servem apenas para sustentar os conchavos e servir de fantoche para democracia.

Recebo o desafio do meu partido ao lado de muita gente, confiando na principal aliança que devemos ter: do povo de nossa Tabira. Sou Maria Nelly, cirurgiã dentista, mãe de Maria e presidente da Câmara Municipal de Tabira. E sei que o local das mulheres não é até aqui. As barreiras precisam ser quebradas por mãos unidas, cabeças pensantes e corações que pulsam por Tabira.

Sem maquiagens, sem pirotecnias, sem continuação dos erros, respeitando o direito reservado a qualquer cidadão, iremos debater Tabira. Mas ao lado do respeito que o debate merece, também passa mãos e corações unidos pela mesma causa: uma Tabira que seja protagonista do Pajeú e não venda gato por lebre, velho por novo e acredite principalmente na força da mulher tabirense.

Nelly Sampaio.
Tabira, 14 de Junho de 2020.

TRE-PE cassa chapa de candidatos a vereador do DEM em São Lourenço da Mata

Decisão foi tomada por fraudes na cota de gênero O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) cassou, nesta segunda-feira (8), a chapa do Democratas, inscrita em 2020 para concorrer à Câmara dos Vereadores de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.  A maioria acompanhou o voto da desembargadora eleitoral Mariana Vargas, que apontou […]

Decisão foi tomada por fraudes na cota de gênero

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) cassou, nesta segunda-feira (8), a chapa do Democratas, inscrita em 2020 para concorrer à Câmara dos Vereadores de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. 

A maioria acompanhou o voto da desembargadora eleitoral Mariana Vargas, que apontou a existência de fraudes na cota de gênero, determinada pela Lei 9.504/1997 (Lei das Eleições). 

Por quatro votos a três, o TRE-PE determinou a cassação do mandato do vereador Alves Rodoviário, eleito pelo DEM, naquele município, e a anulação de todos os votos recebidos pela chapa. Ainda cabe recurso ao TSE.

O tribunal deverá refazer a totalização dos votos de São Lourenço da Mata e indicar as alterações decorrentes dessa decisão. A chapa cassada apresentava o nome de três mulheres, que ao final, tiveram uma quantidade irrisória de votos ou não apresentaram prestação de contas com movimentação financeira. 

Depois de analisadas as provas apresentadas, foi declarada a inelegibilidade da então candidata Marialva Josefa dos Santos, por oito anos, a partir das eleições municipais de 2020.

A Lei das Eleições estabelece que os partidos devem apresentar no mínimo 30% de candidatas do gênero feminino quando registram suas candidaturas. Pela quarta vez, este ano, o TRE-PE identifica e pune candidaturas que são registradas apenas para atender a exigência legal. 

“A fraude é caracterizada por candidaturas que têm apenas aparência de candidatura, mas que não são reais, porque não têm o propósito, mesmo que tímido, de efetiva participação na disputa eleitoral”, definiu em seu voto a desembargadora Mariana Vargas.

No caso de São Lourenço da Mata, a Justiça Eleitoral respondeu sobre uma ação movida pelo MDB, contra o Democratas, apontando que três candidatas tinham sido inscritas apenas para o preenchimento da cota de gênero, mas que, na verdade, não tinham intenção de entrar no legislativo municipal. 

Os indícios apontados foram: votação irrisória, falta de atos de campanha e prestação de contas padronizada ou até sem movimentação financeira.

As candidatas apontadas na denúncia foram Ana Paula Rodolfo da Silva, que teve apenas 2 votos, sendo ambos na sua seção eleitoral; Maria das Graças da Trindade Fernandes, que teve 7 votos, mas não votou em si mesma, uma vez que nenhum dos votos foi registrado na urna em que vota; caso também de Marialva Josefa dos Santos, que também não votou em si mesma, e declarou apoio a outro candidato, recebendo ao final 8 votos. 

Os desembargadores do TRE decidiram que o denunciante apresentou provas suficientes apenas para demonstrar a fraude praticada por Marialva Josefa.

Projeto que cria vale-gás é sancionado e irá beneficiar mais de 21 milhões de famílias

A deputada federal Marília Arraes é coautora da proposta A Presidência da República sancionou, hoje, o projeto de lei que institui o vale-gás para a população de baixa renda. A deputada Marília Arraes (PT/PE) é coautora da matéria, que foi apresentada na Câmara Federal pelo deputado Carlos Zarattini (PT/PE).  O programa “Gás para os Brasileiros” […]

A deputada federal Marília Arraes é coautora da proposta

A Presidência da República sancionou, hoje, o projeto de lei que institui o vale-gás para a população de baixa renda. A deputada Marília Arraes (PT/PE) é coautora da matéria, que foi apresentada na Câmara Federal pelo deputado Carlos Zarattini (PT/PE). 

O programa “Gás para os Brasileiros” vai beneficiar a população que está inscrita nos programas sociais do governo federal. O subsídio – de no mínimo 50% do valor do botijão de gás de 13 quilos – valerá para a compra do produto a cada dois meses.

De acordo com o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio do botijão de gás de cozinha é de R$ 102,52. Porém, em alguns estados o valor do botijão chega a R$ 135. Somente em 2021, o gás de cozinha comprado pelos brasileiros subiu mais de 30%, percentual cinco vezes superior a inflação do período. 

A deputada Marília Arraes destaca a importância da sanção do projeto. “O gás de cozinha é um produto básico, as pessoas precisam dele para cozinhar, alimentar suas família. Com os preços altos que estão sendo praticados isso fica vez mais difícil para milhares de pessoas. Garantir esse benefício é de extrema importância para que possamos garantir a dignidade e a segurança alimentar dessas família”, destacou.

Segundo estimativas, até 21 milhões de famílias serão atendidas com o vale-gás. Pela lei, o programa terá duração de 5 anos, com previsão de pagamento de 30 parcelas. A fonte de recursos para o pagamento do novo benefício virá da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada sobre os combustíveis, com royalties do petróleo e com parte da receita da venda de volumes de petróleo do pré-sal que pertencem à União.

De acordo com a nova lei, terão direito ao benefício famílias inscritas no CadÚnico (Cadastro Único dos programas sociais do governo federal) com renda familiar mensal, per capita, menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 550). Também podem ter acesso ao vale-gás famílias que tenham entre seus membros residentes no mesmo domicílio que receba o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

As famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob monitoramento de medidas protetivas de urgência terão prioridade na obtenção do benefício.