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Senador diz ter assinaturas para reapresentar pedido da CPI do Judiciário

Por André Luis
Alessandro Vieira (PPS-SE) quer CPI para investigar procedimentos dos tribunais superiores. Foto: Roque de Sá / Agência Senado

Do Congresso em Foco

O senador Alessandro Vieira (PPS-SE), autor do pedido de criação de uma CPI para investigar procedimentos dos tribunais superiores do país, disse ao Congresso em Foco que já recorreu à Mesa Diretora do Senado para garantir a criação da comissão parlamentar de inquérito. O requerimento dele foi arquivado na última segunda-feira (11) após a retirada da assinatura dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Kátia Abreu (PDT-TO). Nos bastidores, a CPI tem sido chamada de “Lava Toga”.

Alessandro recorreu do arquivamento com base no artigo 244 do Regimento Interno do Senado, que determina que “se, com a retirada de assinatura, esse limite [no caso, 27 senadores] não for alcançado, o presidente a devolverá ao primeiro signatário”. Se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), acatar o recurso, o senador sergipano poderá reapresentar o pedido para criar a comissão.

Para que uma CPI seja criada, é necessário o apoio de no mínimo um terço dos senadores. Alessandro garante já ter senadores comprometidos em número suficiente. “Se houver necessidade, já temos a reposição para 27 [senadores] sim, e se houver necessidade de fazer uma nova coleta de assinaturas, já está bem delineada a estratégia e a velocidade para fazer isso”, afirma o senador, que não quis revelar os nomes dos novos parlamentares que apoiam a CPI. “Estrategicamente seria muito ruim. Já começa a pressão novamente”, explica.

O objetivo central da CPI é “investigar o exercício exacerbado de suas atribuições por parte de membros dos tribunais superiores do país”, o que inclui a intenção de convidar, para prestar esclarecimentos, ministros de cortes como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Os parlamentares querem investigar alguns procedimentos jurídicos, tais como o tempo que os tribunais levam para resolver processos e um suposto “uso abusivo” de pedidos de vista, que atrasam as decisões, além o exercício, por parte dos magistrados, de atividades não remuneradas paralelas às funções deles.

Tasso Jereissati e Kátia Abreu justificaram a retirada de suas assinaturas pelo fato de não haver, na visão deles um “fato determinado” a ser investigado na CPI, como determina a Constituição (o artigo 58, §3). Kátia Abreu explicou, ainda, que inicialmente acreditava que a CPI “investigaria sentenças diferentes para casos semelhantes em todo o país, em todas as instâncias”, mas que não concorda com um foco específico no STF, o que criaria o risco de se abrir “uma crise de poderes neste momento”.

A decisão sobre o recurso de Alessandro Vieira, que pede o desarquivamento do pedido, cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pode ser tomada já na próxima semana.

Outras Notícias

Graça Foster: ‘Venina nunca fez nenhuma denúncia de conluio, cartel ou corrupção’

do O Globo Em entrevista nesta segunda-feira(22) na sede da Petrobras, a presidente da empresa, Maria das Graças Foster, disse que nunca foi avisada pela ex-gerente executiva, Venina Velosa da Fonseca, sobre irregularidades que estariam acontecendo dentro da empresa. Segundo Graça Foster, Venina só a informou em 2009, através de um email, sobre problemas na […]

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do O Globo

Em entrevista nesta segunda-feira(22) na sede da Petrobras, a presidente da empresa, Maria das Graças Foster, disse que nunca foi avisada pela ex-gerente executiva, Venina Velosa da Fonseca, sobre irregularidades que estariam acontecendo dentro da empresa. Segundo Graça Foster, Venina só a informou em 2009, através de um email, sobre problemas na área de comunicação da diretoria de Abastecimento, à época sob o comando de Paulo Roberto Costa.

Graça, que naquele ano era diretora de Gás e Energia da estatal, disse ter passado as informações a Costa, fornecendo ao então diretor uma série de documentos entregues a ela pela própria Venina.

— Eu definitivamente nunca fui omissa. Inclusive, pagamos (a diretoria atual) duro pela dureza que temos empreendido — afirmou a presidente da Petrobras.

Ao contrário do que disse a ex-gerente executiva em entrevista ao “Fantástico” neste domingo(21), Graça garantiu que nunca foi próxima de Venina. Ela desmentiu ainda o depoimento dado pela ex-gerente de que foi obrigada a se mudar para Cingapura. Graça disse ter sido informada por José Carlos Cosenza, que assumiu a diretoria de Abastecimento da estatal em abril de 2012, no lugar de Paulo Roberto Costa, que Venina pediu para ir morar em Cingapura.

A presidente da Petrobras disse ainda serem bem-vindos os documentos apresentados por Venina ao Ministério Público Federal:

— O que a gente mais quer é virar essa página. Se a Venina vai ajudar a Petrobras a virar essa página, ótimo.

A senhora sabia?

Eu sabia o quê? A Venina nunca fez nenhuma denúncia usando as palavras conluio, cartel, corrupção, fraude, lavagem de dinheiro. A Venina nunca fez nenhuma denúncia na diretoria sobre essas questões, nunca falou desta forma para a diretoria e não falou para a Graça. (Eram) e-mails cifrados, truncados, muito misturados. Isso foi em outubro de 2011, quando eu já sabia que seria presidente da Petrobras. Sabíamos disso e isso estava sendo trabalhado dentro da companhia. Uns dias depois que eu estava já presidente, ela pediu para falar comigo e conversamos de novo. Sobre os desafios que tínhamos, foi uma conversa da necessidade que a gente tinha de ajustar a forma.

Do email de outubro de 2011, ela falava que tinha muitas sugestões para o Abastecimento, de como os técnicos gostariam de monitorar os projetos, trabalhar os custos. A gente conversou muito sobre isso. E logo na sequência vieram muitas mudanças. Os diretores saíram, saiu o Paulo Roberto logo depois, saiu o (Renato) Duque (ex-diretor de Serviços), depois o (Jorge) Zelada (ex-diretor internacional), e a gente mudou muita coisa na Engenharia. O centro da questão era custos e prazos.

Nesse email de 2011 ela voltou a falar de outras irregularidades? Ela não denunciou que havia superfaturamento?

A gente focou naquilo que eu estaria fazendo. Ela não fez denúncias. Ela não colou essa palavra. Ela entendia que muitas melhorias deviam ser feitas, e muitas dessas melhorias eu concordo, mas a Venina já estava afastada das atividades, porque 2007 ela apresentou o plano de aceleração da refinaria, que foi uma grande marca nas atividades da Rnest (Refinaria Abreu e Lima).

Objetivamente, você sabia ou não sabia antes que tinha cartel, superfaturamento?

Se cartel era discutido, era fora daqui. Irregularidades, era fora daqui, conluio, era fora daqui. Não consigo imaginar como a Venina poderia saber. Ela não me disse que havia e não me disse como ela sabia. O que ela tem dito, não para mim, é que tem informações que vem organizando há anos e que eu só entendo que será positivo para a Petrobras. Ela é uma pessoa muito organizada de fato, eu a vejo assim. Ao organizar documentos e mostrar que não tem nenhuma responsabilidade nas não conformidades, ela vai estar fazendo um bem para a Petrobras. Esse é o entendimento da Comissão Interna de Apuração.

Quando ela mostrar tudo isso, estará fazendo um bem enorme à Petrobras. E ela escolheu o caminho que ela quis. Porque ela teve todo o tempo para depor nas comissões (internas). Então, quando ela tomou conhecimento de que era uma das onze pessoas que estavam no relatório da comissão, ela ficou bastante aborrecida com o Abílio (Paulo Pinheiro Ramos, gerente executivo da área de Abastecimento) e disse que ia tomar um caminho que é o que ela achou correto. Torço para que ela tenha de fato toda a documentação que ela diz que tem, para que a gente tenha tudo isso resolvido e que ela seja inocentada. Que ela confirme tudo aquilo que diz.

Lei eleitoral gera mudanças em duas Secretarias de Sertânia

A Prefeitura de Sertânia anunciou nesta quarta-feira (3) a troca de dois secretários municipais por conta do afastamento de pré-candidatos às eleições deste ano. O Secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania, Paulo Henrique Torres Ferreira dos Santos deixa o cargo, a pedido, e será substituído por Antônio Cajueiro de Albuquerque Neto, que vai responder pela […]

A Prefeitura de Sertânia anunciou nesta quarta-feira (3) a troca de dois secretários municipais por conta do afastamento de pré-candidatos às eleições deste ano.

O Secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania, Paulo Henrique Torres Ferreira dos Santos deixa o cargo, a pedido, e será substituído por Antônio Cajueiro de Albuquerque Neto, que vai responder pela direção da Secretaria, cumulativamente, com o cargo de Secretário do Gabinete do Prefeito.

Neste caso, o designado não receberá remuneração pelo desempenho desse novo cargo.

Na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, Antônio Monteiro de Almeida deixa o posto, também a pedido, sendo substituído, interinamente, por Jozenilda Batista Gomes, que atualmente é a Gerente Geral de Desenvolvimento Rural.

O prefeito Ângelo Ferreira afirmou que o trabalho não terá qualquer prejuízo, pois, os que ora assumem, já fazem parte da equipe do governo e será dado continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido por todas as secretarias.

Vice-prefeito de Serra Talhada confirma apoio a Raquel Lyra

O vice-prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira, confirmou na tarde desta segunda-feira (10) que apoiará a candidata Raquel Lyra no segundo turno das eleições em Pernambuco. Nas redes sociais, Márcio afirmou que o time do qual ele faz parte vai apoiar a candidata tucana. “Vamos de Raquel Lira e Lula para um Pernambuco e um Brasil […]

O vice-prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira, confirmou na tarde desta segunda-feira (10) que apoiará a candidata Raquel Lyra no segundo turno das eleições em Pernambuco.

Nas redes sociais, Márcio afirmou que o time do qual ele faz parte vai apoiar a candidata tucana. “Vamos de Raquel Lira e Lula para um Pernambuco e um Brasil melhor. Vamos caminhar na busca de um Pernambuco sempre melhor. Nosso time vai com Raquel 45”, escreveu.

A expectativa agora é pelo pronunciamento da prefeita Márcia Conrado, que deverá se manifestar em breve para confirmar a decisão de rumar com Raquel Lyra. Ela contraria o Partido dos Trabalhadores, que orientou o voto dos seus filiados na candidata Marília Arraes, apoiada por Lula no segundo turno.

Serra Talhada: Marcus Godoy defende escolha de nome “realmente preparado” no bloco governista

Presidente da CDL, que tem nome cotado diz estar a disposição. “Não faço politicagem não tenho preocupação em empregar parentes”. Na entrevista que concedeu ao radialista Anderson Tennens para a Rádio Pajeú e o blog, o presidente da CDL Serra Talhada, Marcus Gody foi perguntado se vai deixar a entidade para disputar as eleições de […]

Presidente da CDL, que tem nome cotado diz estar a disposição. “Não faço politicagem não tenho preocupação em empregar parentes”.

Na entrevista que concedeu ao radialista Anderson Tennens para a Rádio Pajeú e o blog, o presidente da CDL Serra Talhada, Marcus Gody foi perguntado se vai deixar a entidade para disputar as eleições de 2020. Ele é cotado como possível nome do bloco governista.

“O momento que nós empresários e a população de Serra Talhada vivemos é um momento de empreender, um momento de trazer oportunidades para as pessoas, de trazer investimentos para a nossa região. Questão de política nós vamos ver na frente, eu não estou preocupado com isso”.

Marcos disse que não tem vocação para impor nome ou bater na mesa para forçar uma candidatura. Mas fez considerações sobre os critérios que devem nortear a escolha.

“O meu nome está a disposição de Serra Talhada. Se a população entender que quer um candidato que não faz politicagem, que vai trabalhar pelo município, investir, então meu nome está a disposição”.

Mas disse que não tem nenhuma imposição. “Tô aberto a conversa. Acho que esse debate tem que ser mais a frente, tem que cobrar, discutir, essa proposta tem que ser bem detalhada porque quem for assumir a Prefeitura de Serra Talhada no momento de crescimento, de investimento, ele tem que estar preparado”.

Disse mais: “esse debate tem que ser mais provocado, ver se a pessoa está preparada, se tem vocação e está focada no desenvolvimento e manter o crescimento implantado pelo prefeito Luciano Duque”.

“Você está preparado?” – perguntou Tennens. “Eu digo que estou sempre aprendendo. Eu achava que sabia muito e estava preparado pra tudo. Assumi a CDL de Serra Talhada e vi que aprendi e estou aprendendo muito. Sobre a prefeitura digo que estou disposto a aprender. Vim de baixo, sou simples e disposto a adquirir conhecimento, procurar as pessoas corretas para estar nos locais corretos, descentralizar os serviços e as obrigações”.

E acabou falando em perfil de gestão. “Temos que formar uma equipe com um gestor com foco na cidade sem interesses pessoais. Não tenho como não tenho nenhuma preocupação em empregar familiares, ou algo nesse sentido. O meu foco é colocar a pessoa certa independente de classe social, raça, no lugar certo. Que tenha vocação e capacidade de desempenhar as funções que o município precisa”.

Carnaíba: MP ingressa com ação contra Zé Mário

O Ministério Público de Pernambuco, através do Promotor de Justiça de Carnaíba, Ariano Tércio Silva de Aguiar, ingressou com nova  ação civil pública. Esta por improbidade administrativa, dano ao erário e violação dos princípios administrativos, em desfavor do ex-prefeito de Carnaíba, José Mário Cassiano. Após consulta pública, verificou-se que a ação tramita na Comarca de […]

O Ministério Público de Pernambuco, através do Promotor de Justiça de Carnaíba, Ariano Tércio Silva de Aguiar, ingressou com nova  ação civil pública.

Esta por improbidade administrativa, dano ao erário e violação dos princípios administrativos, em desfavor do ex-prefeito de Carnaíba, José Mário Cassiano.

Após consulta pública, verificou-se que a ação tramita na Comarca de Carnaíba nos autos do PJE n° 0000381-25.2018.8.17.2460.

Isso porque, no ano de 2013, o então prefeito de Carnaíba, realizou várias contratações sem realizar concurso público. O Tribunal de Contas julgou irregular às contratações tendo em vista a ausência de fundamentação para as contratações temporárias,
caracterizando burla ao concurso público, a ausência de seleção simplificada.

As contratações ocorreram quando o município se encontrava acima do limite prudencial da despesa com pessoal, descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Na época também, existiam candidatos aprovados no concurso público vigente.