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Sebastião Oliveira diz não torcer contra Duque. “Quero que Serra dobre representação”

Por Nill Júnior

Deputado disse que fará observações sobre gestão Márcia no momento certo.

Oliveira também disse ser contra CPI da Covid, voltou a defender Zé Neto para governador e afirmou estar aliviado, mas com cicatrizes da investigação que não encontrou provas de desvios por PF e TCU. “Quero virar essa página”

O Deputado Federal Sebastião Oliveira (AVANTE) falou ao programa Revista da Cultura sobre alguns temas, a partir da conclusão de que não teve nenhum envolvimento em supostos desvios na obra da BR 101, em investigação da PF e TCU. Também comentou sua defesa de Zé Neto para o Governo do Estado, condenou a CPI da Covid e disse não recusar votos dobrados com Luciano em 2022, além de não ver momento para alimentar divisão política na cidade por conta da pandemia. Leia alguns trechos:

Absolvição por PF e TCU

Fui massacrado na época pelos jornais e opinião pública, mas tinha convicção de que não havia sobrepreço, desvio. Foi uma denúncia que partiu do TCE e a gente sabe de quem partiu. Foi um ano revirando minha vida. Eu e os advogados achávamos que as cautelares sobre mim tinham sido absurdas. Aquele estado de criminalização estava intenso, mas eu estava tranquilo. O mal que eu fiz foi tirar a BR 101 da situação em que estava. Quando eu consegui o convenio peguei uma obra orçada em R$ 250 milhões e licitamos por R$ 192 milhões. O TCE deu uma cautelar e eu instalei um comitê de monitoramento e saneamos todas as possíveis dúvidas do TCU que não mostra nenhum sobrepreço, desvio de recurso, problema com qualidade da obra. Eu tinha certeza, tanto que a obra nunca parou. O relatório final não me indiciou. A decisão deixa um alivio, mas as cicatrizes ficaram. Fui muito massacrado pela imprensa. Mas vida que segue, quero virar essa página. Sempre sustentei meu padrão como homem de classe média. Meu Imposto de Renda é compatível com o que eu ganho. E no futuro a investigação vai mostrar que os que ainda estão sendo investigados serão inocentados.

Exposição da imprensa foi provocada por indicação para governo

Fui exposto na imprensa dessa forma por isso, porque os partidos de centro construíram proximidade com o Governo Federal e um primo meu tomou posse num cargo nacional. (Dois dias antes da matéria sobre a investigação, , em 6 de maio de 2020, Sebastião Oliveira foi notícia por ser o “padrinho” da indicação do novo Diretor Geral do Dnocs, Marcondes Leão).

Falta de destaque da absolvição na imprensa nacional

Quero virar essa página. Não tem quem controle a imprensa. É uma luta inglória. Se a questão for invocada de novo pela imprensa, vou estar acobertado pelos relatórios.

Contra a CPI da Covid

O poder judiciário exorbitou (determinando a abertura da CPI). A gente não deve politizar o vírus. A CPI é inoportuna e vai virar área para o debate político, coisa que nesse momento não favorece o brasileiro. O Brasil é o quinto país que mais vacina, sem fazer defesa de Bolsonaro. Só perdemos para os países produtores de vacina. Vamos ficar em quarto. Nem sempre algumas palavras do presidente refletem o que está acontecendo. A gente vê vacina chegando em Serra Talhada toda semana pelo aeroporto. Eu não sou favorável. Se quiser colher minha assinatura não assinarei. E isso seria contra qualquer um, Dilma, Bolsonaro, Temer…

Zé Neto para governador

Eu dei apenas minha opinião. Zé Neto é uma liderança nem suave. Transita bem tanto na esquerda como no centro. Existe um maniqueísmo do bem e do mal. Zé se posiciona no Centro, que pode furar a direita. Cumpriu e cumpre uma função importante. É o melhor secretário da gestão Câmara. Outros passaram e não tiveram o mesmo êxito. Zé neto sabe atender, dar não, dar sim. Cumpre compromisso, cumpre palavra, tem discurso de centro. Sei que Geraldo Júlio tem seus predicados. Não tenho nenhum problema em votar em Geraldo Júlio. No fim a decisão caberá ao PSB quem decide.

Espaços no governo Câmara para o AVANTE

Não tenho nenhum diálogo sobre o tema nem vou puxar mais esse assunto. Me pronunciei em janeiro provocado por Deputados e nomes do partido. Mas não trato mais nem vou romper.

Interpretação da fala sobre relação com Márcia Conrado e Luciano Duque

Eu quis dizer que no momento que a gente tá vivendo nessa crise  não é de estar fazendo rinha política, é de ajudar. Se eu puder ajudar ao meu município estou a  disposição da prefeita (Márcia Conrado) e continuo, assim como da sociedade civil. No momento certo vamos fazer as colocações necessárias como oposição. Sobre 2022, dobro com Rogério Leão e uma parte do grupo com Fabrízio Ferraz. Mas torço que Serra dobre sua representação. Se o prefeito (Luciano Duque) for candidato torço pelo êxito. Se alguém quiser votar nele e votar em mim, não vou recusar nem rechaçar. Isso é praticar  a democracia. Nunca fiz política no lado pessoal sobre Luciano. No momento certo, quando a gente vencer essa pandemia vou assumir o papel de fiscalização.

Outras Notícias

Gonzaga Patriota quer Exército executando obras de engenharia

Ideia é para reduzir esquema de empreiteiras O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) apresentou, nesta terça-feira (05), Projeto de Lei Complementar (PLC nº 453/2017) que pode atribuir ao Exército a execução de obras e serviços de engenharia sem necessidade de licitação pública. A PLC sugerida pelo parlamentar altera o artigo 17 da Lei Complementar nº […]

Ideia é para reduzir esquema de empreiteiras

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) apresentou, nesta terça-feira (05), Projeto de Lei Complementar (PLC nº 453/2017) que pode atribuir ao Exército a execução de obras e serviços de engenharia sem necessidade de licitação pública.

A PLC sugerida pelo parlamentar altera o artigo 17 da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, e especifica quais projetos poderão ser tocados pelos militares sem que haja processo licitatório.

São eles: obras com orçamento acima de R$ 15 milhões paralisadas, abandonadas ou em atraso superior a um ano; obras de infraestrutura rodoviária, ferroviária, metroviária, hidroviária, portos e aeroportos – orçados acima de R$ 15 milhões; obras de geração e transmissão de energia, incluindo  – mas não limitado – a hidroelétricas, termelétricas, termonucleares, usinas eólicas e fotovoltaicas, acima de R$ 15 milhões; e quaisquer obras públicas acima de R$150 milhões.

Na justificativa da PLC, Gonzaga Patriota argumenta que a Operação Lava-Jato demonstrou claramente como o “cartel das grandes empreiteiras” se tornou o principal entrave ao desenvolvimento do Brasil, impedindo a construção de uma infraestrutura nacional básica.

“Aliada à corrupção em larga escala, ao superfaturamento de obras públicas e a tática do atraso para exigir reajustes e aditivos absurdos, esse cartel se locupletou com o dinheiro público às custas da miséria de toda uma Nação. Desvendado o esquema, ao invés de extingui-lo, o Poder Público continua repassando as grandes obras públicas as mesmas empreiteiras, afirmando que não há outra opção. Não se pode fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”, disse o deputado.

Gonzaga diz estar ciente de que a principal missão constitucional do Exército é defender a pátria, e que a cooperação com o desenvolvimento nacional por meio da execução de obras e serviços de engenharia é a apenas uma ação subsidiária. Porém alega que a Força Armada possui grande experiência em construção, ampliação, reforma, adaptação, reestruturação e conservação de obras em todo o território nacional, empregando as mais avançadas tecnologias da área de infraestrutura.

Projeto de Guga doando equipamentos de Autarquia é questionado por grupo de Ângelo

Na sessão plenária desta terça-feira (06) em Sertânia, os vereadores receberam projeto da gestão Guga Lins para doar os equipamentos e acabar o Centro de Excelência em Derivados de Carne e Leite, o CEDOCA. Na mensagem à Câmara, o prefeito alega dificuldades financeiras para manter a Autarquia, sugerindo o seu fim do ponto de vista […]

thumbnail_desktopNa sessão plenária desta terça-feira (06) em Sertânia, os vereadores receberam projeto da gestão Guga Lins para doar os equipamentos e acabar o Centro de Excelência em Derivados de Carne e Leite, o CEDOCA.

Na mensagem à Câmara, o prefeito alega dificuldades financeiras para manter a Autarquia, sugerindo o seu fim do ponto de vista legal.

Mas propõe que toda sua estrutura, que inclui câmaras frias, um caminhão refrigerado, uma Fiorino, o prédio da autarquia, e demais objetos avaliados em mais de R$ 500 mil seja doada a uma cooperativa de trabalho, até agora desconhecida pela grande maioria da população, segundo os neo-governistas..

O que o grupo de Ângelo Ferreira questiona é que a decisão não considera a utilidade da autarquia para os produtores rurais, a partir de projeto do prefeito eleito quando Deputado. “Sequer consultaram as associações rurais e seus produtores que dependem do CEDOCA para comercializar sua produção”, reclama o grupo através do Sertânia News.

Avenida Coronel Zuza Barros já está sendo preparada para receber asfalto

A Secretaria de Obras de Tabira empregou seus servidores nas primeiras horas da manhã dessa segunda-feira (2) para fazer a limpeza da Avenida Coronel Zuza Barros. O objetivo do trabalho é tirar toda a terra para deixar a via pronta para receber o asfalto que será aplicado. A ordem de serviço assinada pelo Prefeito Sebastião […]

A Secretaria de Obras de Tabira empregou seus servidores nas primeiras horas da manhã dessa segunda-feira (2) para fazer a limpeza da Avenida Coronel Zuza Barros.

O objetivo do trabalho é tirar toda a terra para deixar a via pronta para receber o asfalto que será aplicado. A ordem de serviço assinada pelo Prefeito Sebastião Dias foi para asfaltar as Avenidas Coronel Zuza Barros e Antônio Pereira Amorim dos dois lados das vias.

Caso não haja algum imprevisto, a secretaria de Obras iniciará o serviço nessa terça-feira (3) com a usina de asfalto adquirida pelo município. Ao todo, serão pavimentados 11.340m² com a utilização de parte dos recursos do pré-sal.

Silvio Costa Filho critica decisão de Raquel Lyra sobre aeroporto de Caruaru

O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, criticou, nesta terça-feira, a postura da governadora Raquel Lyra em relação às obras do Aeroporto de Caruaru. Segundo o ministro, a decisão do Governo de Pernambuco de recusar recursos federais disponíveis e optar por contrair um empréstimo com juros para tocar o projeto representa uma escolha […]

O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, criticou, nesta terça-feira, a postura da governadora Raquel Lyra em relação às obras do Aeroporto de Caruaru. Segundo o ministro, a decisão do Governo de Pernambuco de recusar recursos federais disponíveis e optar por contrair um empréstimo com juros para tocar o projeto representa uma escolha equivocada e prejudicial aos cofres públicos.

Silvio lembrou que o Governo Federal estava pronto para executar 100% da obra com recursos próprios, sem custo algum para o Estado. No entanto, a pedido da própria governadora — por se tratar de uma obra localizada em sua cidade natal — foi firmada uma parceria em que cada ente destinaria R$ 75 milhões para a execução do aeroporto.

“Infelizmente, o que vemos é uma decisão estreita da governadora Raquel Lyra. Abrir mão de R$ 150 milhões do Governo Federal para pegar empréstimo para bancar obra do aeroporto é um erro na minha avaliação. Esses recursos poderiam ser destinados para muitos municípios de Pernambuco que precisam de um apoio financeiro do estado. É inacreditável a decisão de Raquel Lyra de recusar recursos federais e optar por empréstimos para custear o aeroporto de Caruaru”, disse Silvio Costa Filho.

O ministro também destacou que o projeto do aeroporto ficou mais de um ano engavetado pela gestão estadual sob o argumento de ajustes técnicos, o que atrasou o cronograma e impediu que o empreendimento avançasse com o apoio da União.

Silvio Costa Filho reiterou que o Governo Federal segue aberto ao diálogo e disposto a investir em Pernambuco, mas lamentou a postura da governadora, que, segundo ele, “coloca questões políticas acima do interesse da população”.

“Nosso compromisso é com o desenvolvimento do estado e com o fortalecimento da infraestrutura aérea de Pernambuco. Não podemos admitir que disputas políticas atrasem projetos que trariam empregos, turismo e crescimento para o Agreste e para todo o estado”, concluiu o ministro.

Vale ressaltar que, no lançamento do projeto do novo Aeroporto, a governadora defendeu a parceria, lembrando que o projeto só foi adiante graças a uma decisão política do ministro Silvio e o presidente Lula. No mesmo ato, Raquel disse que a obra não tinha coloração partidária e chegou a defender que seria muito importante para o Estado se o novo aeroporto fosse construído totalmente com recursos federais.

“Vale frisar que a decisão da governadora vai na contramão da parceria que o governo do presidente Lula tem estabelecido com Pernambuco através de investimentos do Ministério de Portos e Aeroportos como recursos para o Porto de Suape e Porto do Recife, requalificação do Aeroporto de Recife, Petrolina e Serra Talhada, além da inclusão dos aeroportos de Garanhuns e Araripina, no Programa de Investimentos nos Aeroportos Regionais (AmpliAR)”, disse Silvio.

Armando: “Governo não tem agenda que prepare Pernambuco para o futuro”

Para o ex-senador Armando Monteiro (PSDB) Pernambuco não conta hoje com uma agenda que prepare o Estado para os desafios do futuro, agravando ainda mais o seu desenvolvimento social e econômico, ao mesmo tempo em que precisa resolver problemas estruturais históricos.   Segundo Armando, as deficiências que atrapalham a melhoria do ambiente de negócios, por exemplo, […]

Para o ex-senador Armando Monteiro (PSDB) Pernambuco não conta hoje com uma agenda que prepare o Estado para os desafios do futuro, agravando ainda mais o seu desenvolvimento social e econômico, ao mesmo tempo em que precisa resolver problemas estruturais históricos.  

Segundo Armando, as deficiências que atrapalham a melhoria do ambiente de negócios, por exemplo, devem ser resolvidas o quanto antes, para que assuntos como mudanças na matriz energética e modernização dos serviços públicos possam estar no centro do debate da definição de políticas públicas nos próximos anos.

“Nós precisamos de uma agenda para o futuro. Ainda estamos, em 2021, discutindo tapar buracos e universalizar a oferta de água. É preciso desenvolver competências novas. Estamos vivendo um mundo de transição energética e da inteligência artificial. Esses são os desafios para o futuro”, salienta.

Com relação às perspectivas para 2022, o ex-senador criticou o governo do Estado, que, só agora, ao apagar das luzes, anunciou um plano de investimentos. Armando defendeu a criação de um observatório permanente no que diz respeito aos problemas que ele identifica como Custo Pernambuco e que prejudicam a atração de empreendimentos.

“Nós temos os ambientes de infraestrutura, de tributação, das questões regulatórias. Por exemplo, quando você entra em Pernambuco, as estradas são as piores, em comparação aos vizinhos, como Ceará e Paraíba. A nossa malha viária se deteriora por falta de investimento. Pernambuco elevou muito também as taxas e custas judiciais. E ainda há a condição de pior lugar do País para se fazer negócios, segundo aponta estudo do Banco Mundial. Tudo isso se reflete no Custo Pernambuco, que ainda é impactado pelo Custo Brasil”, enfatizou.

Armando lembrou ainda que a situação fiscal do Estado não é fruto da qualidade gerencial do governo, e sim de uma série de outros fatores: “Houve transferências federais por conta da pandemia, a arrecadação foi turbinada pela inflação e não podemos esquecer que faz dois anos que suspenderam o reajuste dos salários do funcionalismo”.

Para o ex-senador, o importante é que o governo do Estado entenda a contribuição que o investimento público pode dar nessa hora em que há tantas incertezas da sustentação do nível de atividade econômica. “Nos últimos sete anos, Pernambuco investiu algo em torno 3% da receita corrente líquida. É muito pouco diante das necessidades. Esse nível não permite que você enfrente a depreciação da infraestrutura, e isso se reflete nesse número extraordinário de obras inacabadas”, destacou o ex-senador.