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Recusa em apoiar Estado de Sítio levou à demissão do ministro da Defesa, diz colunista

Por André Luis

Por Ricardo Kotscho – Colunista/UOL

A falta de apoio das Forças Armadas na sua tentativa de decretar o Estado de Sítio foi a principal razão para Bolsonaro demitir sumariamente o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, segundo fontes militares ouvidas pela coluna.

Bolsonaro queria que os militares pressionassem o Congresso a aprovar o estado de exceção, que suspende garantias individuais e dá plenos poderes ao presidente. Há várias semanas o capitão já vinha preparando o terreno para adotar essa medida extrema, ao fracassar no combate à pandemia e anunciar que “o caos vem aí”.

Azevedo e Silva ainda tentou argumentar que as Forças Armadas são instituições de Estado e não de governo, mas o presidente estava decidido a tocar em frente seu plano para dar um autogolpe.

Foi o mesmo motivo da demissão do advogado Geral da União, José Levi do Amaral Junior, que se recusou a assinar a ação de Bolsonaro contra os governadores no STF. A ação, recusada pelo Supremo, foi entregue na semana passada só com a assinatura do presidente da República. Para o lugar dele na AGU, o presidente quer levar de volta André Mendonça, que tinha ido para o Ministério da Justiça.

Para o Ministério da Justiça foi o delegado da Polícia Federal Anderson Torres, que era Secretário Nacional da Segurança Pública e deve coordenar as Polícias Militares (ver final da coluna).

De forma secundária, outra recusa contribuiu também para a saída de Azevedo e Silva, que se negou a assinar a promoção do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello para general de quatro estrelas.

Bolsonaro simplesmente não admite ser contrariado e, quando isso acontece, age por impulso, o que já vinha preocupando a alta cúpula militar. O objetivo do presidente, nesta louca dança das cadeiras que desencadeou hoje, é se cercar apenas de fiéis aliados terrivelmente submissos como eram Pazuello e Araújo.

O que os militares não conseguem entender é com qual apoio o capitão pretende contar agora para levar adiante seu plano golpista, depois dos atritos com o Congresso, o STF e o mercado, sendo demonizado pela maior parte da grande mídia e com a perda de poder dos seus fanáticos seguidores nas redes sociais.

Cada vez mais só e isolado, o capitão tornou-se incontrolável.

Desde a decisão do STF de cancelar as condenações de Lula pelo ex-juiz Sergio Moro na Lava Jato, Bolsonaro entrou em parafuso, começou a atirar para todo lado e acabou promovendo o desmanche do seu próprio governo, que derrete a olho nu.

Acabou o governo Bolsonaro que tomou posse no dia 1º de janeiro de 2019. Se e quando virá outro, ninguém sabe como será.

O que se sabe é que o presidente vem há tempos trabalhando para garantir o apoio das Polícias Militares estaduais, que, somadas, têm o dobro do contingente das Forças Armadas, tirando-as do comando dos governadores contra os quais já apontou sua artilharia.

É nesse contexto que se insere o movimento do que sobrou das forças bolsonaristas no Congresso e nas redes sociais para atiçar um motim da Polícia Militar contra o governador da Bahia, Rui Costa, após um conflito na corporação neste fim de semana.

Os próximos dias, enquanto o presidente não for contido em sua escalada autoritária, prometem fortes emoções.

E tudo isso está acontecendo na antevéspera de mais um 31 de Março, aniversário do Golpe Militar de 1964 sempre defendido por Bolsonaro. Preparem-se.

Vida que segue

Outras Notícias

Choque entre motos deixa radialista ferido na PE-320

A GT ordinária foi acionada pela Central do 23º BPM para averiguar um acidente de trânsito na rodovia que liga Afogados da Ingazeira/Tabira. O policiamento chegando ao local tomou conhecimento através de populares de que o envolvido A L S, 39 anos, casado, radialista, trafegava na motocicleta Honda CG 150 ESD, vermelha, 2013, placa PGH-3243 […]

A GT ordinária foi acionada pela Central do 23º BPM para averiguar um acidente de trânsito na rodovia que liga Afogados da Ingazeira/Tabira.

O policiamento chegando ao local tomou conhecimento através de populares de que o envolvido A L S, 39 anos, casado, radialista, trafegava na motocicleta Honda CG 150 ESD, vermelha, 2013, placa PGH-3243 e colidiu na traseira de um reboque que estava engatado na motocicleta Honda CG 125, vermelha, 1993, placa KLH-0969, que vinha sendo conduzido pelo envolvido J V X V, 29 anos, agricultor.

Ainda segundo os populares, os envolvidos na ocorrência, já haviam sido socorridos pelo Corpo de Bombeiros para o hospital local. A guarnição se deslocou até o Hospital Regional e em contato com o médico, recebeu informações de que o envolvido-1, sofreu escoriações leves e que o envolvido-2 André Sundek, sofreu escoriações pelo corpo e que havia suspeita de um trauma abaixo do joelho.

Sundek, levado para o Hospital Regional Emília Câmara, recebeu com surpresa a notícia de que o Raio X não estava funcionando. Na verdade a produção do programa Rádio Vivo foi informada de que o aparelho de Raio X está sendo trocado. Por enquanto o Regional está enviando os casos que necessitam de Raio X para a UPAE.

Outra questão que a nova gestão precisa resolver é a água para a equipe do Hospital. Nada contra beber água da Compesa, mas tudo contra a água de uma caixa que não recebe limpeza desde muitos anos atrás.

Os veículos sofreram alguns danos e foram rebocados à DP local. O envolvido J V X V, afirmou não possuir CNH.

Doleiro Alberto Youssef diz que subsidiária de estatal pagou 3 milhões de reais para Fernando Collor

A “Folha de S. Paulo” publicou uma reportagem, “Subsidiária de estatal pagou R$ 3 mi a Collor, diz doleiro”, assinada por Estelita Hass Carazzai e Flávio Ferreira, na terça-feira, 24. O jornal afirma que não conseguiu ouvir o senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB). Porém, quando da primeira denúncia, de que Alberto Youssef […]

FERNANDO-COLLOR-DE-MELLO-2-2014.jpeg-size-598

A “Folha de S. Paulo” publicou uma reportagem, “Subsidiária de estatal pagou R$ 3 mi a Collor, diz doleiro”, assinada por Estelita Hass Carazzai e Flávio Ferreira, na terça-feira, 24. O jornal afirma que não conseguiu ouvir o senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB). Porém, quando da primeira denúncia, de que Alberto Youssef teria mandado entregar-lhe R$ 50 mil, Collor contestou-a. O depoimento de um dos chefes do esquema corrupto que assolou a Petrobrás foi concedido à Procuradoria-Geral da República.

Segundo a “Folha”, a propina de R$ 3 milhões resulta “de negócio da BR-Distribuidora, subsidiária” da Petrobrás. “Segundo o doleiro, a operação com a BR Distribuidora foi intermediada por um emissário de Collor e do PTB, o empresário e consultor do setor de energia Pedro Paulo Leoni Ramos. Nessa ocasião, segundo Youssef, Ramos trabalhou como um operador do esquema, intermediando suborno”.

Youssef, beneficiário de delação premiada, sustenta, de acordo a “Folha”, que “a propina resultou de um contrato no valor de R$ 300 milhões assinado em 2012 entre uma rede de postos de combustíveis de São Paulo e a BR Distribuidora. O negócio era para que a rede deixasse uma marca de combustíveis e passasse a integrar o grupo de revendedores da BR Distribuidora. (…) Em 2012, foi nesse tipo de operação que teria negociada a propina no valor de 1% do total do contrato, o que corresponde a R$ 3 milhões. O valor, segundo Youssef, foi arrecadado nos postos em dinheiro vivo, em três parcelas de R$ 1 milhão, e depois repassado a Leoni. O dinheiro era destinado a Collor, afirma o doleiro”.

O doleiro garante que “todos sabiam que Leoni era um emissário do senador”. “O empresário Pedro Paulo Leoni Ramos afirmou que desconhece o depoimento de Youssef e ‘nega qualquer envolvimento em esquema na BR Distribuidora’”, relata a “Folha”.

Sem avaliar o mérito da denúncia — por que o doleiro mentiria? —, há um problema na reportagem. A “Folha” diz que contatou a assessoria de Fernando Collor na segunda-feira, 23, e foi informada que “o ex-presidente ‘estava em deslocamento para Brasília”, por isso, “impossibilitado de atender a ligações telefônicas’”. É provável que tenha sido assim. Mas o jornal não teria o número de celular do senador ou não deveria ter insistido mais vezes, até o fechamento da edição?

Fernando Collor costuma apresentar-se como “vítima de uma campanha difamatória” da imprensa. Por certo não há uma campanha difamatória. Há, porém, uma certa má vontade da imprensa e do senador.

Brejinho: vereadores de oposição declaram apoio a Marília

Em Brejinho, liderados pelo empresário Gilson Bento , os Vereadores Nenen da Foveira, Flavinho de Damião e Rossinei, todos da oposição, declararam apoio à pré-candidatura de Marília Arraes, do PT. Eles estiveram com a vereadora recifense em um almoço em São José do Egito, no Restaurante Luar do Sertão, onde anunciaram que seguirão o projeto […]

Em Brejinho, liderados pelo empresário Gilson Bento , os Vereadores Nenen da Foveira, Flavinho de Damião e Rossinei, todos da oposição, declararam apoio à pré-candidatura de Marília Arraes, do PT.

Eles estiveram com a vereadora recifense em um almoço em São José do Egito, no Restaurante Luar do Sertão, onde anunciaram que seguirão o projeto petista.

Os suplentes de vereador  Marcos de Bernardo, Junior de Zé Peba, Ivoneide de Anchieta, Reginaldo Paca, Sandro Freitas, Adriano da Ladeira Dantas e Nininha do IPA, também declararam apoio a Marília. Já o ex-prefeito Chico Dudu deverá apoiar Armando Monteiro.

Itapetim realizou evento para comemorar conquista do Selo Unicef

Na manhã desta sexta-feira (11), o Governo Municipal de Itapetim realizou um evento, no auditório da Secretaria de Educação, para comemorar a conquista do prêmio internacional Selo Unicef que o município conquistou. Também foi apresentado os resultados finais e ações implementadas. Este foi um grande reconhecimento das políticas públicas desenvolvidas por Itapetim. “É uma alegria […]

Na manhã desta sexta-feira (11), o Governo Municipal de Itapetim realizou um evento, no auditório da Secretaria de Educação, para comemorar a conquista do prêmio internacional Selo Unicef que o município conquistou. Também foi apresentado os resultados finais e ações implementadas.

Este foi um grande reconhecimento das políticas públicas desenvolvidas por Itapetim. “É uma alegria imensa para todos nós itapetinenses saber que merecemos esta grande premiação”, disse o prefeito Adelmo Moura.

Adelmo também parabenizou o articulador do Selo Unicef do município, Diego Nunes, pelo empenho e trabalho realizado, além de todos os secretários e servidores que trabalharam para alcançarem o prêmio.

No evento, esteve o vice-prefeito Junio Moreira, Padre Jorge, representantes municipais e secretários municipais.

João Paulo e o desafio de enfrentar a ficha suja dele e do PT

Conforme antecipou o novo presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, o partido vai mesmo apostar na candidatura do ex-prefeito João Paulo, superintendente da Sudene. O petista aparece situado em segundo lugar em todos os levantamentos, mas tem duas barreiras pela frente: livrar-se de processos de inelegibilidade e carregar na campanha um partido apodrecido pelos escândalos […]

Gustavo-Bezerra-PT-Camara-Joao-Paulo-LimaConforme antecipou o novo presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, o partido vai mesmo apostar na candidatura do ex-prefeito João Paulo, superintendente da Sudene.

O petista aparece situado em segundo lugar em todos os levantamentos, mas tem duas barreiras pela frente: livrar-se de processos de inelegibilidade e carregar na campanha um partido apodrecido pelos escândalos nacionais.