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Queda na vacinação traz de volta rubéola, caxumba, catapora e sarampo

Por André Luis

As consequências da queda da cobertura de diversas vacinas no Brasil, verificada desde 2017, começam a ser percebidas mais claramente com o arrefecimento da pandemia de Covid-19. A reportagem é de Maria Eduarda Cadim e Isabel Dourado/Correio Braziliense.

O retorno de doenças já erradicadas no país, como o sarampo, é um desses danos. Este ano, até 26 de fevereiro, nove casos da doença foram confirmados. 

Segundo dados de um estudo técnico produzido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), nenhuma das regiões do Brasil conseguiu atingir patamares mínimos entre os imunizantes disponíveis contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora.

Jonas Brant, professor da Universidade de Brasília (UnB) e epidemiologista, explica que, no caso do sarampo, devido à intensa transmissibilidade, é necessário que haja uma alta taxa de cobertura vacinal para impedi-lo de se propagar. 

A meta de imunização pela vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — prevista pelo Ministério da Saúde é de 95%. Só que, conforme dados coletados pelo DataSUS e organizados pela CNM, essa cobertura caiu nos últimos anos. 

Em 2019, a segunda dose da tríplice viral alcançou 81,55% do público alvo, mas, no ano passado, apenas 49,62% desta população foi atingida. 

Para Brant, o movimento antivacina no Brasil ainda é recente para ser apontado como um fator de peso na queda das coberturas. Outro problema é o desconhecimento de diversas doenças, inclusive por profissionais de saúde, que foram extintas graças às campanhas de vacinação no Brasil e no mundo. 

O epidemiologista salienta, ainda, que em um contexto de desnutrição, o sarampo favorece o aumento da taxa de mortalidade infantil. Este ano, até o momento nenhuma morte por sarampo foi notificada. Mas, em 2021, foram registrados dois óbitos causados pela doença, no Amapá, de bebês menores de um ano de idade.

Outras Notícias

MPPE debate sobre o ativismo pelo fim da violência de gênero

Para estimular a atuação integrada dos órgãos públicos e da sociedade em prol da prevenção e enfrentamento à violência de gênero, os Ministérios Públicos de Pernambuco (MPPE) e de São Paulo (MPSP) se uniram para realizar o seminário “Os 16 dias de ativismo no Ministério Público: Mobilização pelo direito de viver sem violência de gênero”.  […]

Para estimular a atuação integrada dos órgãos públicos e da sociedade em prol da prevenção e enfrentamento à violência de gênero, os Ministérios Públicos de Pernambuco (MPPE) e de São Paulo (MPSP) se uniram para realizar o seminário “Os 16 dias de ativismo no Ministério Público: Mobilização pelo direito de viver sem violência de gênero”. 

O evento foi organizado pelo Núcleo de Apoio à Mulher do MPPE (NAM) e pela Ouvidoria da Mulher do MPPE, com apoio institucional do MPSP, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Pernambuco (OAB/PE) e da Secretaria da Mulher do Recife.

“Nós pensamos nos 16 dias de ativismo a partir de uma proposta de transformação da realidade. Cabe aos integrantes do Ministério Público, no exercício de sua função de defensores da democracia, refletir sobre seu papel no combate a violência de gênero”, destacou, na abertura do evento, a promotora de Justiça Fabíola Sucasas, que é coordenadora do Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional às Promotorias Criminais do MPSP.

O procurador-geral de Justiça do MPPE, Marcos Carvalho, relembrou uma fala da ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que cita como a violência de gênero afeta o cotidiano de todas as mulheres, independente de sua posição social.

“Em um trabalho sobre a violência de gênero com as membras do MP brasileiro, elas fizeram um resgate de como, mesmo dentro de suas carreiras na Instituição, essas mulheres são vítimas da violência de gênero. Não podemos mais aceitar a desproporcionalidade nos espaços de poder; Pernambuco está a dias de ser governado, pela primeira vez, por uma mulher. Então, já passou da hora de termos mulheres comandando o MP, o Tribunal de Justiça e a Assembleia Legislativa”, defendeu.

Já a coordenadora do NAM, promotora de Justiça Bianca Stella Barroso, ressaltou que os 16 dias de Ativismo são uma mobilização mundial, com foco no fim da violência contra a mulher.

“A igualdade de gênero é o que vai proporcionar a quebra de ciclo de violência, dessa construção cultural na sociedade brasileira, de uma suposta superioridade do homem em relação à mulher. Então a gente pretende trabalhar na promoção da igualdade dentro do Sistema de Justiça e na sociedade”, detalhou Bianca Stella.

A primeira palestra do dia foi ministrada pela advogada eleitoralista Edilene Lobo, com o tema “Violência contra a mulher negra na política e os reflexos na democracia”. Em sua fala, Edilene Lobo apresentou a importância de serem implementadas de fato as mudanças legislativas que trouxeram as cotas de candidaturas femininas e de pessoas negras, com a devida repressão aos casos de fraudes.

“Essas fraudes com relação à aplicação da cota de gênero, ao financiamento adequado das candidatas mulheres e negras, precisa entrar na pauta do Ministério Público e das demais instituições. A exclusão das mulheres negras da vida pública serve a um propósito, que é retirar a diversidade dos espaços de poder. É um assunto que extrapola a competência eleitoral, pois afronta o Estado democrático de Direito”, alertou a palestrante.

O apelo foi corroborado pelas debatedoras, a deputada estadual Gleide Ângelo e a vereadora do Recife e deputada estadual eleita Danielle Portela. Elas descreveram as dificuldades impostas às mulheres para ascenderem como lideranças políticas em um ambiente partidário dominado pelos homens e cobraram a apuração das fraudes às cotas de gênero e raça nas chapas eleitorais. O painel contou com a mediação de Bianca Stella Barroso.

Em seguida, Beatriz Lins, coordenadora de antropóloga e coordenadora de Projetos, Pesquisa e Impacto do Instituto Avon falou sobre o “Ativismo na iniciativa privada”. Segundo ela, o enfrentamento à violência contra mulheres e meninas importa a toda a sociedade, pois a existência de casos de violência de gênero impacta a todos no ambiente de trabalho.

“Uma mulher que é vítima de violência doméstica não é saudável ou produtiva; essa situação impacta diretamente nela e nos seus colegas de trabalho e as empresas precisam estar atentas como isso pode representar em custos, mas também na sua reputação”, apontou. A palestra contou com mediação da promotora de Justiça Dalva Cabral.

A terceira palestra do dia foi ministrada pela promotora do MPSP Fabíola Sucasas, que explanou sobre o tema “A atuação sob perspectiva de gênero pelo Ministério Público”.

De acordo com a promotora, a noção de promoção da igualdade de gênero é simbiótica com a atuação ministerial. “O conceito de violência de gênero entrou na pauta do MP a partir da criação da Lei Maria da Penha, mas ele precisa ser apropriado pelas instituições de forma integral, já que as respostas institucionais são impactadas pelo machismo, racismo e demais preconceitos estruturais. A adoção de uma perspectiva de gênero no Sistema de Justiça é necessária”, concluiu.

A palestra foi mediada por Rubian Corrêa Coutinho, promotora de Justiça do MP de Goiás e coordenadora da Comissão Nacional Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid).

Paulo Câmara se reúne com presidente da Alepe Eriberto Medeiros

Passada a eleição municipal, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Eriberto Medeiros (PP), almoçou com o governador Paulo Câmara (PSB) nesta terça-feira (1º).  No encontro, conversaram sobre o encerramento dos trabalhos em 2020 e sobre o fechamento deste primeiro biênio.  Analisando o cenário político estadual, Eriberto fez um balanço das ações tanto na […]

Passada a eleição municipal, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Eriberto Medeiros (PP), almoçou com o governador Paulo Câmara (PSB) nesta terça-feira (1º). 

No encontro, conversaram sobre o encerramento dos trabalhos em 2020 e sobre o fechamento deste primeiro biênio. 

Analisando o cenário político estadual, Eriberto fez um balanço das ações tanto na presidência da Alepe quanto da sua atuação junto aos municípios parceiros, planejando o futuro.

Em nota Secretaria de Agricultura de São José do Egito rebate notícia sobre aumento de impostos no Mercado Público

A Secretaria de Agricultura de São José do Egito emitiu nota na manhã desta sexta-feira (20), rebatendo notícia veiculada durante o Programa Rádio Vivo da Rádio Pajeú, pelo comunicador Anchieta Santos e reproduzida em sites e blogs da região, de que houve aumento na carga tributária, atingindo os comerciantes que atuam no Mercado Público do […]

A Secretaria de Agricultura de São José do Egito emitiu nota na manhã desta sexta-feira (20), rebatendo notícia veiculada durante o Programa Rádio Vivo da Rádio Pajeú, pelo comunicador Anchieta Santos e reproduzida em sites e blogs da região, de que houve aumento na carga tributária, atingindo os comerciantes que atuam no Mercado Público do município, fazendo com que muitos estivessem se afastando do local.

Em suma, a Secretaria informa que em momento nenhum houve distribuição de guia de recolhimento ou carnê de cobrança com aumento de taxas dos respectivos box internos do mercado e que o que está sendo feito é um levantamento de acordo com a legislação, para determinar valores de reajuste de cada estabelecimento.

Ainda segundo a nota, não está havendo saída de comerciantes e sim substituições solicitadas de titularidade e que dos 92 comerciantes apenas dois solicitaram esta transferência. Leia abaixo nota na íntegra:

Nota de Esclarecimento

A secretaria de agricultura informa que em nenhum momento comerciantes da área interna do mercado público receberam guia de recolhimento ou carnê de cobrança com aumento de taxas de seus respectivos Box.

O secretário de agricultura Marcos Brito informa que levantamentos estão sendo feitos de acordo a legislação para determinar os valores de reajuste de cada estabelecimento, e que matérias veiculadas em respectivos blogs da região são inverídicas, pois não há saída de comerciantes e sim substituição solicitadas de titularidade e que dos 92 comerciantes existentes apenas dois solicitaram esta transferência.

Arcoverde: denúncia diz que diretor da AESA recebe salário do Estado sem trabalhar

O blog recebeu uma denúncia questionando os vencimentos recebidos pelo presidente da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA), Alexandre Ferreira Paes de Lira.  Ele aparece no portal da transparência com uma remuneração de R$13.523,20 como diretor da AESA. A denuncia também questiona o salário recebido por Alexandre como professor do estado de Pernambuco “sem […]

O blog recebeu uma denúncia questionando os vencimentos recebidos pelo presidente da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA), Alexandre Ferreira Paes de Lira. 

Ele aparece no portal da transparência com uma remuneração de R$13.523,20 como diretor da AESA. A denuncia também questiona o salário recebido por Alexandre como professor do estado de Pernambuco “sem dar sequer um dia de aula, em dezembro de 2022, embolsou R$6.413,12”, diz a denúncia.

Segundo as informações, Alexandre é amigo pessoal do prefeito Wellington Maciel e estaria “degustando um gordo salário que, em alguns casos, aproxima-se de R$ 30 mil”.

Aina segundo a denúncia, Alexandre teria recebido, como professor, R$ 15.198,80. Desses, R$ 7.900 foram de horas aula, onde foram essas aulas ninguém sabe”, destaca. Somados a mais R$ 8.000,00  como diretor e mais R$ 4.893,00 como professor do estado, totalizando R$28.136,80. Salário esse maior que o do Prefeito.

“O Presidente da Autarquia vem tentando implantar aumento nas mensalidades dos estudantes, talvez tomando como base seu próprio salário e as vantagens de ser amigo pessoal do prefeito. É de conhecimento de todos que o mesmo foi escolhido para esse cargo sem ser levado em conta sua experiência mas, a proximidade dele e de sua esposa da casa do casal LW”, afirma o denunciante, que pediu reserva do nome.

Ainda segundo a denúncia, Alexandre era o encarregado da agenda de Wellington durante a campanha de 2020.

“É visto como uma pessoa da cozinha do Prefeito. Aqui, chamamos a atenção do Ministério Público para que seja verificado um total de 24 meses em que Alexandre esta recebendo salários da Secretaria de Educação e Esportes do estado de Pernambuco como professor, sem dar um dia de aula”, pontua.

Veja abaixo prints dos comprovantes feitos no Portal da Transparência do Governo do Estado (clique para ampliar):

Arcoverde: Ministério Público valida proposta da Prefeitura em manter os contratados

Em maio deste ano, em virtude da interrupção temporária de diversas atividades no município, pela pandemia do Covid-19, a Prefeitura de Arcoverde havia anunciado a suspensão de contratos de colaboradores da rede municipal de ensino. Posteriormente, a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, resolveu que os contratos seriam mantidos, adequando a remuneração dos professores a uma […]

Em maio deste ano, em virtude da interrupção temporária de diversas atividades no município, pela pandemia do Covid-19, a Prefeitura de Arcoverde havia anunciado a suspensão de contratos de colaboradores da rede municipal de ensino.

Posteriormente, a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, resolveu que os contratos seriam mantidos, adequando a remuneração dos professores a uma carga horária reduzida, através de aulas em plataforma. 

A partir de então, foi construída uma proposta de trabalho e atividades da Secretaria Municipal de Educação e Esportes, contemplando uma carga horária mensal reduzida para os professores e demais profissionais contratados, e ajustando a remuneração de acordo com as horas trabalhadas.

O ajuste resultou numa redução dos salários dos professores para o patamar de R$ 1.200, sendo discutido com o sindicato do município e posteriormente, o Ministério Público de Pernambuco – MPPE, para ser firmado termo de ajustamento de conduta entre as partes.

Após aprovado pela Câmara de Vereadores e sancionado pela gestora do município, o termo foi enviado ao Ministério Público e nesta quinta-feira, 18 de junho, houve a conclusão do termo de ajustamento. “O pagamento salarial dos contratados será realizado nesta sexta-feira (19), em cima da redução e proposta realizada”, informa a prefeita Madalena Britto.