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Representantes dos três Poderes assinam pacto de combate ao feminicídio

Por André Luis

Representantes dos três Poderes da República assinaram nesta quarta-feira (4), em solenidade no Palácio do Planalto, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Essa é uma iniciativa conjunta do Legislativo, Executivo e Judiciário para dar um basta à escalada da violência contra as mulheres no país, que já contabiliza quatro vítimas de feminicídio (homicídio de mulher) a cada 24 horas.

O Pacto terá uma ação coordenada e conjunta com a sociedade civil, com ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos. Entre os objetivos, está o fortalecimento das redes de enfrentamento à violência contra a mulher, a promoção de informações sobre os direitos e as estruturas de proteção e de prevenção da violência baseada em gênero. A intenção é garantir a adoção da igualdade de tratamento entre homens e mulheres na cultura institucional.

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, afirmou que o feminicídio é uma chaga aberta na sociedade brasileira e como tal deve ser tratado como um problema de Estado, e não de governo. Ele enfatizou que esse ato é “a possibilidade de enfrentarmos um tema tão complexo e que atinge a todos”, ao mesmo tempo em que se dá um sinal claro de que todas as instituições estão unidas.

— O feminicídio não é uma estatística. É o lado mais cruel de uma violência que atravessa, todos os dias, a vida de milhares de mulheres brasileiras. O Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio é, antes de tudo, um compromisso entre as instituições, uma declaração de responsabilidade do Estado brasileiro. Neste ato, a República Federativa do Brasil reafirma um dos seus deveres fundamentais: combater o feminicídio com o máximo rigor, com prioridade absoluta e com ação permanente — disse o presidente do Congresso.

Davi reforçou ainda que o pacto aponta direção, mas que a pavimentação do caminho “são políticas públicas eficazes, bem planejadas e executadas com prioridade”. Disse ainda que o Legislativo trabalha para interromper o ciclo de violência contra as mulheres, ao destacar que, em 2025, o Senado e a Câmara aprovaram 19 leis voltadas à causa.

— Leis que aumentam penas, fortalecem medidas protetivas de urgência, ampliam mecanismos de acolhimento, garantem reparação às vítimas e promovem a presença feminina nos espaços de decisão. Nesse sentido, destaco as Leis 15.160 e 15.125, de 2025. Elas aumentam a pena dos crimes de violência sexual contra mulheres, reduzem os espaços de impunidade e reforçam a efetividade das medidas protetivas de urgência — destacou o senador Davi.

Presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Hugo Motta também ratificou que os parlamentares estão prontos para agir juntamente com o Poder Judiciário nas respostas que não podem esperar: “só com uma ação de Estado, é que conseguiremos ser diligentes neste momento tão difícil”.

Para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o feminicídio afronta as estruturas de prevenção e combate à violência e vem crescendo de forma espantosa no país. Por isso, disse o presidente, “lutar contra o feminicídio deve ser responsabilidade de toda a sociedade, mas principalmente dos homens”.

— Estamos falando da possibilidade de nós criamos uma nova civilização. Uma civilização de iguais, em que não é o sexo que faz a diferença, mas o comportamento, o respeito — afirmou Lula.

Já o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, descreveu a ação como uma das mais relevantes e urgentes já levadas a efeito pelas instituições. Ele declarou ser preciso trabalhar pela erradicação do feminicídio no Brasil.

— É preciso agir em várias frentes, prevenir, responsabilizar e proteger. A mudança na lei é importante, mas não é suficiente. Essa mudança começa quando começamos a agir — expôs Fachin.

O ministro lembrou que o Judiciário tem em execução ações como o protocolo para julgamento com perspectiva de gênero. No campo da responsabilização dos agressores, o Conselho nacional de Justiça (CNJ) tem apoiado mutirões para a júris de feminicídio, segundo Fachin.

O pacto também foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pelo defensor público-geral federal em exercício, Marcos Paderes. Também estiveram presentes na solenidade as senadoras Daniella Ribeiro (PP-PB), Teresa Leitão (PT-PE), Eliziane Gama (PSD-MA), Leila Barros (PDT-DF), Soraya Thronicke (Podemos-MS) e os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Humberto Costa (PT-PE).

Comitê Interinstitucional de Gestão

Na solenidade, o presidente Lula também assinou decreto que institui o Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República, que  será constituído por quatro representantes de cada Poder, além do Ministério Público e da Defensoria Pública. Representante da Bancada Feminina no Senado, a senadora Daniella Ribeiro e a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, serão as representantes da Casa no comitê.

Davi destacou que o Senado participa “de uma das mais importantes políticas estruturantes de prevenção à violência contra mulher hoje em curso no país: o Programa Antes que Aconteça”, iniciativa da senadora Daniella. Ele lembrou que sob a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO), a senadora destinou R$ 130 milhões para ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

Projetos 

No Senado atualmente tramita uma série de projetos para combater e punir de forma mais rigorosa o feminicídio. Alguns deles endurecem as penas pelo crime, como o PL 1.548/2023, da senadora Soraya Thronicke, que prevê prisão de 12 a 30 anos para o crime. Outro é o PL 2.945/2025, do senador Wilder Morais (PL-GO), que aumenta de 40 anos para 50 anos a pena máxima para condenados por múltiplos crimes de homicídio, feminicídio ou estupro.

Ainda há projetos que endurecem penas de outros crimes relacionados à violência contra a mulher. O PL 994/2024, do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), suspende o pagamento de salários de agentes públicos (entre eles políticos eleitos) enquanto estiverem afastados do exercício do cargo por motivo de violência contra a mulher. Já o PL 4.924/2023, da Câmara, cria o crime de violação virtual de domicílio, punível com reclusão de três a seis anos.

Há ainda projetos que dão maior segurança às vítimas de violência. Por exemplo, o PL 435/2023, do senador Jader Barbalho (MDB-PA), que assegura gratuidade automática e prioridade nas ações cíveis relativas a mulheres vítimas de violência, além de estender esses benefícios a familiares da vítima em caso de morte. O texto busca eliminar barreiras burocráticas que dificultam o acesso à Justiça. O projeto já foi aprovado pelos senadores em 2025 e agora aguarda votação na Câmara.

Outra proposta já aprovada no Senado e que aguarda votação dos deputados é o PL 2.083/2022, denominado Lei Bárbara Penna, que proíbe condenados por violência doméstica de se aproximarem da residência ou do local de trabalho da vítima e de seus familiares. O texto, da senadora Soraya Thronicke, também classifica ameaças e agressões no contexto domiciliar como crime de tortura.

Alguns projetos conscientizam sobre o tema e preveem o monitoramento de dados de violência. É o caso do PL 4.842/2023, que obriga clubes de futebol a exibirem campanhas de conscientização sobre violência contra a mulher durante eventos esportivos com mais de 10 mil pessoas. A medida se aplica a clubes que recebem verbas públicas de loterias federais e exige que as campanhas sejam veiculadas nos telões, sonorização e sistemas de mídia dos estádios. O projeto é da senadora Augusta Brito (PT-CE) e aguarda votação na Câmara. É a mesma situação do PL 5.881/2023, que determina a publicação, a cada dois anos, de um relatório com dados do Registro Unificado de Violência contra as Mulheres. O projeto é de autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e busca aprimorar a produção de dados para subsidiar políticas públicas.

Ações institucionais 

O Senado vem adotando um conjunto de ações institucionais com o objetivo de combater a violência de gênero e o feminicídio. Entre as ações, destaca-se a criação de um protocolo de atendimento a mulheres da Casa em situação de violência e a contratação facilitada de mulheres vítimas de violência doméstica por meio de empresas terceirizadas.

O protocolo de atendimento é resultado do trabalho realizado pelo Comitê Permanente Pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado, em parceria com o Serviço de Saúde Ocupacional e Qualidade de Vida no Trabalho, a Polícia Legislativa do Senado Federal, a Procuradoria Especial da Mulher e o Observatório da Mulher contra a Violência, como uma das ações do Plano de Equidade de Gênero e Raça.

No protocolo, há orientações de onde fazer o relato de denúncia ou suspeita da violência, como deve ser realizado o atendimento e acolhimento da vítima, as avaliações de risco, as orientações e os possíveis encaminhamentos para outros serviços. Entre as orientações, está a de informar a vítima sobre como registrar a ocorrência na Polícia do Senado ou na Polícia Civil (delegacia da mulher).

Além do acompanhamento do processo formal, o Serviço de Qualidade de Vida pode atuar junto à chefia de trabalho da mulher em situação de violência, com concordância da vítima, a fim de sensibilizar sobre a necessidade de um olhar diferenciado para a situação dessa colaboradora.

Entre as iniciativas da Casa, previstas pelo protocolo, está a realização de cursos, divulgação de informações às mulheres do Senado sobre as possibilidades de atendimento interno nos casos de violência, e conscientização das chefias tanto de empresas terceirizadas contratadas pela Casa como de servidores gestores.

Reserva de vagas 

O Senado adota, desde 2016, uma política de contratação de mulheres vítimas de violência doméstica por meio de empresas terceirizadas, exigindo reserva de vagas (historicamente de 2%), com o objetivo de promover a independência financeira e a ruptura do ciclo de abuso. A prática inspirou a Nova Lei de Licitações e regulamentações federais que preveem cotas (5% a 8%) para essa população em contratos públicos.

Projetos recentes, como o PL 6.453/2025, propõem ampliar a reserva de vagas para até 8% em contratações públicas, conforme dados de janeiro de 2026. O Senado tem defendido que essa prática seja estendida também ao setor privado, visando maior impacto na proteção das mulheres. A proposta é da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).

Outras ações

O Senado também atua na prevenção à violência contra a mulher, como a realização de palestras para as colaboradoras e a oferta de cursos presenciais e on-line pelo Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), escola de governo da Casa. Entre eles, há o curso Dialogando sobre a Lei Maria da Penha, de 60 horas, exigido como requisito obrigatório a todos os estagiários da instituição.

O Comitê de Gênero e Raça do Senado, órgão consultivo e deliberativo criado para formular, monitorar e executar ações que garantam a equidade racial e de gênero, também lançou o Guia Gênero e Feminismo em 2024, abordando assuntos como direito da mulher e igualdade de gênero.

Há ainda, a possibilidade de baixar gratuitamente obras sobre a Lei Maria da Penha na Livraria do Senado, por exemplo.

Lei do Feminicídio

Feminicídio é a palavra usada para definir o homicídio de mulheres cometido em razão do gênero, ou seja, quando a vítima é morta por ser mulher, e está diretamente relacionada à violência doméstica e familiar. Em março de 2015, foi sancionada a chamada Lei do Feminicídio, que determina no Código Penal que o feminicídio é um qualificador para o crime de homicídio, gerando pena de 12 a 30 anos de reclusão. Foi a introdução do termo “feminicídio” na legislação brasileira.

A lei teve origem no PLS 292/2013, de iniciativa da CPMI da Violência Contra a Mulher, que funcionou no Congresso Nacional em 2012. Ela não introduziu um crime novo no Código Penal. A rigor, o feminicídio era um agravante do crime de homicídio, uma circunstância específica que transformava o ato em homicídio qualificado. As informações são da Agência Senado.

Outras Notícias

Morre ex-prefeito de Patos, Dinaldo Wanderley, vítima do coronavírus

Faleceu na madrugada deste domingo (24), em João Pessoa, o ex-prefeito de Patos e ex-deputado estadual Dinaldo Medeiros Wanderley, aos 69 anos, vítima do coronavírus. Segundo informações da Assembleia Legislativa da Paraíba, Dinaldo estava internado em um hospital de João Pessoa desde o último dia 14 de maio, apresentou uma leve melhora nos últimos dias, […]

Faleceu na madrugada deste domingo (24), em João Pessoa, o ex-prefeito de Patos e ex-deputado estadual Dinaldo Medeiros Wanderley, aos 69 anos, vítima do coronavírus.

Segundo informações da Assembleia Legislativa da Paraíba, Dinaldo estava internado em um hospital de João Pessoa desde o último dia 14 de maio, apresentou uma leve melhora nos últimos dias, mas voltou a ser intubado neste fim de semana e acabou falecendo.

A Prefeitura Municipal de Patos emitiu uma nota de pesar e decretou luto oficial de três dias no município.

“Em nome da população patoense, abraçamos fraternalmente a todos os familiares e elevamos nossas homenagens ao homem que dedicou parte de sua vida à sua terra. Diante do ocorrido, só nos resta pedir a Deus que conforte o coração de seus familiares, amigos e admiradores pela dor da perda, dando-lhes forças para superarem este momento difícil e para conviverem com tamanha saudade”, diz nota da Prefeitura de Patos.

Além da atuação na política, Dinaldo era advogado, economista, empresário e ex-futebolista. Filho do tabelião Dinamérico Wanderley de Sousa e da professora Haydée Medeiros Wanderley, foi prefeito de Patos por dois mandatos consecutivos, de 1997 a 2004, e deputado estadual. Ele deixa a esposa, Edina Guedes Wanderley, os filhos Ana, Bruno, Gustavo e Dinaldo Filho, e netos.

Por meio das redes sociais, Dinaldo Filho, também ex-prefeito de Patos, agradeceu o apoio neste momento e informou que o corpo de Dinaldo Wanderley será cremado em João Pessoa, em cerimônia restrita, devido ao diagnóstico de Covid-19.

“Guardaremos suas cinzas para em um momento oportuno fazermos o que era o desejo dele, ser enterrado em Patos, no cemitério São Miguel, junto com seu pai Dinamérico, sua mãe Haydée e seu irmão Verlane e para que todos seus grandes amigos possam se despedir desse grande homem”, publicou Dinaldinho.

Coluna do Domingão

Afogados aproveitou a chance que tantos perderam Afogados da Ingazeira ocupou essa semana um espaço que certamente caberia em outros pólos. Isso porque só o futebol e as espetaculares circunstâncias do que aconteceu no jogo com o Atlético Mineiro tem o poder de tamanha exposição para uma cidade como Afogados. Afora isso, só uma grande […]

Afogados aproveitou a chance que tantos perderam

Afogados da Ingazeira ocupou essa semana um espaço que certamente caberia em outros pólos. Isso porque só o futebol e as espetaculares circunstâncias do que aconteceu no jogo com o Atlético Mineiro tem o poder de tamanha exposição para uma cidade como Afogados. Afora isso, só uma grande tragédia ou uma grande história poderiam causar efeito parecido, jamais igual.

Nossa Yane Marques com sua bravura sertaneja também foi longe e levou Afogados além fronteira, com grande destaque nacional por sua história. Mas o que aconteceu da noite daquela quarta, nossos olhos certamente não verão mais. A hastag #Afogados ficou em segundo lugar nos Trending Topics, os assuntos mais comentados do Twitter.

O jornalista Flávio Gomes, do Fox Sports, chegou a classificar a conquista como “o maior feito mundial do esporte até agora em 2020”. Essa partida para atleticanos vai ser lembrada nos próximos 10, 20, 100 anos. E fica nos anais dos jogos mais incríveis da história. Também porque nem mesmo um renomado roteirista com a liberdade da caneta e papel escreveria uma história tão espetacular do 2×2 aos pênaltes.

No mais, o registro de que o município soube aproveitar um vão criado pela falta de cuidado com o esporte em outras cidades. Vamos a algumas que poderiam, mas não trataram por motivos diversos do futebol como deveriam:  em Arcoverde, o Flamengo já esteve na elite estadual. No final dos anos 80, enfrentou o Sport de igual para igual no Souto Maior, hoje Áureo Bradley, lotado. Marquinhos, o atacante, chegou a ser contratado pela equipe rubro negra da Ilha.

Os anos se seguiram, estádio e projeto esportivo foram abandonados. A gestão Madalena Brito nunca se preocupou com a praça esportiva. Os dirigentes também ajudaram a jogar tudo pra baixo e o clube hoje, capenga.

Em Petrolina, a cartolagem desmantelada, como no caso do time dirigido por um quarentão que se escalava pra jogar e a falta de apoio ao esporte também evitam que a cidade se destaque no futebol. O Petrolina, único na Série A, cambaleia. O estádio Paulo Coelho é terrível.

E o que não falar de Serra Talhada? O Serrano chegou a disputar título de turno do Pernambucano no início dos anos 2000. O Manta, hoje sucesso no Afogados já treinou a equipe. Um racha no comando criou a dissidência que gerou o Serra Talhada.  Zé Raimundo até tentou mas o sucesso nunca mais foi o mesmo. A gestão Duque e o secretário Gin Oliveira, mais o vereador André Maio, que cuidou desastrosamente do Serrano, também são alvos criticados pela situação do Pereirão.

Até o Salgueiro, que chegou a receber um Flamengo e Internacional no Cornélio de Barros – sem passar por uma grande camisa como o Afogados – parece que abandonou a velha boa fase. Brincam na cidade que a saída de Clebel Cordeiro da Presidência do clube para ser prefeito derrubou numa tacada os dois, time e cidade.

Assim, aos que se engajaram desde a fundação do Afogados, a partir de Ênio Amorim, presidente fundador, João Nogueira, atual, Diretoria, o prefeito José Patriota, os vários patrocinadores que ganharam muito com a exposição do clube, imprensa esportiva e torcedores, a certeza de que já valeu a pena, aconteça o que acontecer daqui pra frente. O futebol levou Afogados ao topo do mundo!

PT busca apoio de CV em Afogados

A Executiva do PT de Afogados da Ingazeira se reuniu com o Deputado Federal Carlos Veras na casa da Presidente Mônica Souto. Veras prometeu apoiar o partido no rumo do seu fortalecimento. O PT aparentemente perdeu terreno no desejo de compor uma chapa majoritária na Frente Popular e não tem forças para candidatura própria.

País da criança 

A classificação do Afogados FC na Copa do Brasil deflagrou revolta de desportistas de Serra Talhada. Eles não entendem como uma cidade como a Capital do Xaxado não conseguiu liderar um projeto parecido. De quem é a culpa?

Projeto amofinou...

De heróis da resistência e projetos sólidos para candidaturas “em defesa das famílias, da moral, dos bons costumes e contra o atual modelo político”, os conservadores do PSL podem virar reféns de projetos que condenavam. Em Serra Talhada, Eliane Oliveira já iniciou conversas com Sebastião Oliveira, abrindo mão da candidatura. Em Afogados, Toninho Valadares apoia o pai, Totonho. Nas outras cidades, não tem carne política pra encher um pastel. É um vereador aqui, outro ali, e olhe lá…

O que quer Paulo em Tabira

O governador Paulo Câmara até aceita um petista cabeça de chapa em Tabira, mas quer que o vice seja socialista. O preferido é Zé de Bira, que se não tivesse corrido pra debaixo da asa da Casa Civil e continuasse o discurso seria nome natural para cabeça. Mano, que ainda se posiciona como se tivesse o peso de 30 anos atrás, quer a filha, Nelly, na chapa. E Flávio Marques, tal qual discurso de Tiririca, “como tá não fica”: avalia ir pro PT.

Trator

Humberto Costa, dizem aliados, estaria maquinando por trás do pano para levar o PT ao grupo de Carlos Evandro. Como está no PSB, poderia montar uma chapa com o PT na vice. O nome seria o de Sinézio Rodrigues, quer até agora não engoliu o drible de Luciano para emplacar Márcia Conrado na legenda. Se fato, é uma operação complexa e difícil de engolir. Como abrir mão da cabeça com chances e compor com a vice? Nem “Trator” explicaria…

Tão no direito

O Prefeito José Patriota foi incrivelmente moderado ao avaliar os blocos carnapolíticos desse ano. Disse que o ex-prefeito Totonho está no papel dele ao turbinar o Tô na Folia e que ele tem direito de pleitear a disputa. Na mesma linha, elogiou Sandrinho com o seu Bora Pra Frente, também dizendo que o jovem vice pode encabeçar o projeto. Guardou mistério sobre quando deflagra a discussão para escolha. Depois que previu a classificação do Afogados sobre o Atlético, ficou a certeza: de cozinhar galo, ele entende…

Está em Isaías, 10, 5.100

Em Garanhuns, o prefeito Isaías Régis (PTB) criou dez cargos de “Assessores especiais”, com a Lei Municipal n° 4.547/2019. O salário,  R$ 5.100,00 pra cada um. A única função descrita na lei: “articulação política”, sem, todavia, estarem definidas legalmente as atribuições do cargo. Em suma, o MP no município quer saber quais são as funções reais que cada um tem, expediente, local de trabalho, ou explicação que faça jus a R$ 61 mil por ano por cabeça. Na resposta, não vale escrever “pra babar o prefeito”.

Frase da semana: “Para o Atlético-MG era mais um jogo, para nós é um prato de comida”. De Eduardo Erê, para justificar a vontade no jogo histórico da Copa do Brasil. O Afogados venceu nos pênaltes, 7×6, depois de empate em 2×2.

Flores: em nota, ex-prefeita diz ter deixado contas quitadas e mais de R$ 2 milhões em caixa

Em nota ao blog, a Assessoria da ex-prefeita de Flores,  Soraya Morioka, garante que ela está entregando a prefeitura com todas as contas quitadas e mais de R$ 2 milhões em caixa.  “Além de débitos pagos, nos últimos 4 anos, no valor de R$ 4.796.572,25, conseguiu pagar todas as folhas de pagamento de pessoal e […]

sorayaEm nota ao blog, a Assessoria da ex-prefeita de Flores,  Soraya Morioka, garante que ela está entregando a prefeitura com todas as contas quitadas e mais de R$ 2 milhões em caixa.  “Além de débitos pagos, nos últimos 4 anos, no valor de R$ 4.796.572,25, conseguiu pagar todas as folhas de pagamento de pessoal e quitou todos os débitos com os fornecedores”, diz.

A ex-prefeita garante ter deixado R$ 2.293.048,91 nos cofres da Prefeitura. “Com muito esforço e controle financeiro a gestão conseguiu pagar todas as folhas de pagamento de pessoal, aposentados e pensionistas e quitou todos os débitos com os fornecedores”.

A nota conclui destacando que o TCE classificou a gestão da republicana em 9º lugar no Estado e como “a gestão mais transparente do Sertão do Pajeú”.  Acrescentam que ainda quitaram débitos deixados por gestões anteriores que chegaram a R$ 4.796.572,25.

A nota anexou cópias dos extratos financeiros, assinados por Contador, Tesoureiro, Secretário de Finanças para comprovação. Diz tê-los encaminhado aos órgãos de Controle como o TCE/PE e ao MP/PE.

Serra: Márcio Oliveira anuncia que não disputará mandato em 2024

Sem poder mais ser candidato a vice, Márcio Oliveira anunciou em sua rede social que, após quase 16 anos de vida publica não disputará cargo eletivo nas próximas eleições. Ele só poderia ser candidato a prefeito ou a vereador. Foram quatro disputas eleitorais: duas de vereador e duas de vice-prefeito. “Venho comunicar a minha não […]

Sem poder mais ser candidato a vice, Márcio Oliveira anunciou em sua rede social que, após quase 16 anos de vida publica não disputará cargo eletivo nas próximas eleições.

Ele só poderia ser candidato a prefeito ou a vereador. Foram quatro disputas eleitorais: duas de vereador e duas de vice-prefeito.

“Venho comunicar a minha não disputa nas próximas eleições. Já havia conversado com a prefeita Márcia Conrado há alguns meses e estava esperando o momento mais oportuno para a comunicação. Minha decisão deve-se a não ter mais interesse em disputar uma eleição proporcional e, também, meu compromisso em apoiar a reeleição da prefeita Márcia Conrado”, disse.

“Agradeço a Prefeita Márcia Conrado e ao ex-Prefeito e Deputado Estadual Luciano Duque pelas possibilidades que me permitiram. E, também, ao ex-Deputado Sebastiao Oliveira pela contribuição nas duas eleições a vereador”.

Ele se comprometeu a continuar lutando por Serra. “Fiz isso antes de ser um detentor de mandato e, acredito, possa continuar fazendo mesmo sem mandato. Não disputarei as eleições de 2024, seja para qual cargo for. Continuarei me preparando, como sempre fiz, para, em um futuro, ter a possibilidade de voltar a ocupar um cargo político na nossa cidade”.

Arcoverde vai inaugurar nova sede do PNI Municipal e da Farmácia

A Prefeitura de Arcoverde, por meio da Secretaria de Saúde, vai inaugurar nesta segunda-feira, 02 de maio, a partir das 10h, a nova sede do PNI Municipal e da Farmácia do município.  As unidades passaram a funcionar em um local único, na sede da repartição, que fica no Centro Administrativo Antônio Olímpio dos Santos (Av. […]

A Prefeitura de Arcoverde, por meio da Secretaria de Saúde, vai inaugurar nesta segunda-feira, 02 de maio, a partir das 10h, a nova sede do PNI Municipal e da Farmácia do município. 

As unidades passaram a funcionar em um local único, na sede da repartição, que fica no Centro Administrativo Antônio Olímpio dos Santos (Av. Cel. Antônio Japiassú, 777 – área central da cidade).

“Além de ficarem devidamente integradas com a Secretaria Municipal de Saúde, as equipes do PNI e da Farmácia contarão com uma estrutura moderna e devidamente equipada para as suas demandas, possibilitando um melhor engajamento sobre as necessidades diárias que eventualmente surgem para as providências da repartição”, informou a secretária da pasta, Dra. Socorro Vidal.

A solenidade de inauguração será aberta ao público e na oportunidade, também serão anunciadas novidades envolvendo serviços da rede municipal de Saúde.