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Primeira Turma do STF torna réus acusados do caso Marielle Franco

Por André Luis

Para o colegiado, a acusação apresentou elementos suficientes para a abertura de ação penal.

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu abrir ação penal contra os acusados de planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. Na avaliação do colegiado, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada no Inquérito (INQ) 4954, reuniu elementos suficientes para justificar a abertura da ação.

Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), João Francisco (“Chiquinho”) Brazão, deputado federal, Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e o ex-policial Ronald Paulo de Alves se tornam réus por homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. Os irmãos Brazão e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, também se tornaram réus por organização criminosa.

Isso significa que os cinco acusados vão ser julgados pelos crimes pelos quais foram denunciados pelo Ministério Público. A próxima fase é a instrução processual, em que a acusação e a defesa dos réus vão tentar provar se os fatos são verdadeiros ou falsos. Somente depois será julgado o mérito, ou seja, a Primeira Turma decidirá se condena ou absolve os réus a partir do que for comprovado a partir de agora.

Denúncia fundamentada em provas

Em seu voto, o relator, ministro Alexandre de Moraes, apontou que a PGR trouxe diversas provas que comprovam as declarações feitas na colaboração premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, que confessou ter sido o executor do assassinato. Isso é essencial, pois o Supremo definiu que não é possível o recebimento de denúncia somente com base nas declarações do delator.

“A denúncia está fundamentada não apenas na colaboração premiada de Ronnie Lessa. Está fundamentada em diversos elementos indiciários, depoimentos, documentos que corroboram essas imputações iniciais feitas pela Procuradoria-Geral da República”, afirmou.

Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Luiz Fux e a ministra Cármen Lúcia acompanharam o relator integralmente.

Sustentações orais

Antes da votação, o subprocurador da República Luiz Augusto Santos Lima, que falou pela acusação, apontou como motivação para o crime a atuação política de Marielle Franco, que resistia a propostas defendidas pelos irmãos Brazão que beneficiariam a grilagem de terras e grupos milicianos. Segundo ele, a vereadora se tornou a principal opositora e símbolo da resistência aos interesses econômicos dos irmãos. “Matá-la significava eliminar de vez o obstáculo e dissuadir outros políticos do grupo de oposição a imitar-lhe a postura”, afirmou o representante da PGR.

A defesa dos acusados rejeitam as acusações e argumentaram, entre outros pontos, que a denúncia não tinha provas suficientes para a abertura de uma ação penal.

O advogado Marcelo Ferreira de Souza, que defende o delegado Rivaldo Barbosa, acusado de utilizar do cargo de chefe da Polícia Civil para obstaculizar as investigações, afirmou que a ascensão dele ao posto não teve relação com o caso Marielle. “Rivaldo foi nomeado para o cargo pelo governo Michel Temer, durante a intervenção federal, sem nenhuma interferência política local”, alegou.

Já o advogado Cléber Lopes de Oliveira, que representou Chiquinho Brazão, afirmou que o político mantinha relação respeitosa com Marielle, descartando suposta motivação para o crime. “Não havia animosidade alguma entre Marielle Franco e Chiquinho Brazão, isso é, com todo o respeito, uma criação”, disse.

Novo inquérito

Ainda nesta terça-feira (18) o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de novo inquérito para apurar o suposto crime de obstrução de investigação dos irmãos Brazão, do delegado Rivaldo Barbosa e dos policiais civis Giniton Lages e Marco Antônio de Barros Pinto. O relator ainda determinou o desmembramento, com envio dos autos para o Ministério Público do Rio de Janeiro, da apuração sobre os supostos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro em relação a Rivaldo Barbosa. Leia a íntegra do voto do ministro Alexandre de Moraes.

Outras Notícias

Temer dará posse a ministros da Saúde e dos Transportes na próxima segunda

Ambos serão empossados na cerimônia marcada para as 10h30, no Palácio do Planalto. As informações foram divulgadas neste sábado (31) pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República Agência Brasil Como parte da reforma ministerial, o presidente Michel Temer definiu que Gilberto Occhi, atual presidente da Caixa Econômica Federal, vai assumir o comando do Ministério […]

Ambos serão empossados na cerimônia marcada para as 10h30, no Palácio do Planalto. As informações foram divulgadas neste sábado (31) pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República

Agência Brasil

Como parte da reforma ministerial, o presidente Michel Temer definiu que Gilberto Occhi, atual presidente da Caixa Econômica Federal, vai assumir o comando do Ministério da Saúde. A posse ocorrerá na manhã de segunda-feira (2). Valter Casimiro Silveira foi confirmado como novo titular do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, e o atual vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza, passará a comandar o banco.

Ambos serão empossados na cerimônia marcada para as 10h30, no Palácio do Planalto. As informações foram divulgadas neste sábado (31) pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Atualmente, Casimiro é diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Vários ministros do governo Temer anunciaram que vão deixar o comando das pastas na próxima semana para se candidatar nas eleições de outubro. Entre eles o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella.

Eleições

Todos os ministros que quiserem disputar as eleições deste ano têm até o dia 7 de abril para deixarem seus cargos, na chamada desincompatibilização.

Ainda devem deixar o governo o ministro do Turismo, Marx Beltrão, e da Educação, Mendonça Filho. Também exista a expectativa sobre a saída do ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho; da Integração Nacional, Helder Barbalho; e do Esporte, Leonardo Picciani.

Márcia e Raquel assinam início de construção de três creches

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, anunciaram importantes avanços para a cidade, com foco em educação, infraestrutura e saúde. Destaque para a construção de três novas creches, que vão atender mais de 330 crianças nos bairros da Cohab, Quintandinha e no Residencial Vanete Almeida. Com investimento de […]

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, anunciaram importantes avanços para a cidade, com foco em educação, infraestrutura e saúde.

Destaque para a construção de três novas creches, que vão atender mais de 330 crianças nos bairros da Cohab, Quintandinha e no Residencial Vanete Almeida.

Com investimento de R$ 10 milhões, as unidades contarão com 10 salas cada e espaços de convivência, oferecendo educação integral para crianças de 0 a 3 anos e turno parcial para as de 4 e 5 anos.

“Estamos investindo no futuro das nossas crianças, garantindo a elas um começo de vida com mais oportunidades e cuidado. Essas creches são um sonho que se torna realidade graças à parceria com o Governo do Estado”, afirmou a prefeita Márcia Conrado.

Outro marco importante foi a vistoria às obras de pavimentação no Residencial Vanete Almeida, uma demanda antiga da comunidade que vai melhorar a mobilidade e a qualidade de vida dos moradores.

A governadora Raquel Lyra reforçou o compromisso do Estado com o desenvolvimento da região, afirmando que o trabalho conjunto leva mais infraestrutura, saúde e educação para a população.

Por fim, as lideranças inauguraram o moderno Serviço de Hemodinâmica no Hospital Eduardo Campos (HEC), um avanço que coloca Serra Talhada como referência no Sertão do Pajeú para o diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, neurológicas e vasculares, como infarto e AVC.

“Este é um equipamento que vai salvar vidas e transformar a realidade da nossa região, garantindo atendimento de qualidade e agilidade para os nossos pacientes”, destacou a prefeita Márcia Conrado.

Hospital Regional Emília Câmara fecha parceria com a UNIP

O Hospital Regional Emília Câmara – HREC, hoje gerido pela OS, Hospital Tricentenário, fechou parceria nesta quarta-feira (27), com a UNIP – Universidade Paulista, Polo Afogados da Ingazeira. A parceria foi fechada após reunião do representante comercial da UNIP, André Santos com a gestora geral do HREC, Patrícia Queiroz de Farias e o gestor administrativo […]

O Hospital Regional Emília Câmara – HREC, hoje gerido pela OS, Hospital Tricentenário, fechou parceria nesta quarta-feira (27), com a UNIP – Universidade Paulista, Polo Afogados da Ingazeira.

A parceria foi fechada após reunião do representante comercial da UNIP, André Santos com a gestora geral do HREC, Patrícia Queiroz de Farias e o gestor administrativo e financeiro, Sebastião Duque Cajueiro.

O intuito do acordo fechado com a UNIP é gerar oportunidade para aqueles que desejarem ingressar no ensino superior. Os colaboradores do HREC ganharão descontos especiais no valor de 30% nas mensalidades.

A UNIP oferece educação a distância nas mais diversas áreas, como Administração, Artes visuais, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e muito mais. Todas elas com descontos de até 30% nas mensalidades.

Recentemente, a UNIP recebeu autorização do Ministério da Educação – MEC para ofertar mais quatro cursos, sendo eles: enfermagem, farmácia, nutrição, e biomedicina, que em breve estarão sendo disponibilizados no polo de Afogados da Ingazeira.

Para mais informações ligue: UNIP: (87) 383-1763 ou (87) 9.9998-1141 ou (81) 9. 9522-0243 -André Santos – Representante comercial. Site: unip.br/ead

Câmara entrega de 165 motos à Polícia Militar

O governador Paulo Câmara comandou, na manhã desta segunda-feira (30.04), a entrega, no Quartel do Derby,  no Recife, de 165 novas motocicletas à Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Esse é o primeiro lote de um conjunto de 700 motos que serão entregues ao longo dos próximos 90 dias.  O investimento para a aquisição dos novos veículos é de R$ 20,3 milhões, […]

O governador Paulo Câmara comandou, na manhã desta segunda-feira (30.04), a entrega, no Quartel do Derby,  no Recife, de 165 novas motocicletas à Polícia Militar de Pernambuco (PMPE).

Esse é o primeiro lote de um conjunto de 700 motos que serão entregues ao longo dos próximos 90 dias.  O investimento para a aquisição dos novos veículos é de R$ 20,3 milhões, viabilizados por financiamento do BNDES.

Todas as motocicletas são do modelo Honda XRE 300 cilindradas e serão utilizadas pelos batalhões de Olinda (1º BPM), Centro do Recife (16º), Boa Viagem (19º), Espinheiro (13º), Apipucos (11º), Várzea (12º), Prazeres (6º), Jaboatão Centro (25º), Paulista (17º), São Lourenço da Mata (20º) e Cabo de Santo Agostinho (18º).

A entrega desses veículos vem na sequência da formatura de 1.281 novos policiais militares, na semana passada, que foram oficialmente integrados à corporação. Durante o curso de formação, eles receberam treinamento específico com instrutores da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (ROCAM). Esses novos profissionais executarão a Operação Quadrante de Segurança, que tem como objetivo a redução dos índices de CVPs e o combate à prática de delitos nas 10 Áreas Integradas de Segurança (AIS) da RMR. Através da operação, haverá um aumento no policiamento ostensivo em locais estratégicos.

Outras ações que também integram o Plano ainda estão por vir, como a inauguração do 2º Batalhão Integrado Especializado de Policiamento (BIESP) de Petrolina; o 26º Batalhão da Polícia Militar (26º BPM) de Itapissuma; a Companhia Independente da PM (CIPM) de Lajedo; um novo concurso para 500 novos policiais militares, previsto ainda para 2018. O CBMPE também foi fortalecido, com o início do Curso de Formação de um turma de 300 novos homens e mulheres que foram aprovados em concurso realizado em maio de 2017. A previsão é que eles comecem a atuar na corporação já em junho de 2018, após o término das aulas.

Lula sanciona lei que reforça o combate ao crime organizado

Norma publicada no Diário Oficial da União prevê penas de até 12 anos para conspiração e obstrução de ações contra organizações criminosas e amplia as prerrogativas de proteção a agentes públicos envolvidos no enfrentamento Um dia depois de o Governo do Brasil anunciar, no Rio de Janeiro, a criação de um escritório emergencial de combate […]

Norma publicada no Diário Oficial da União prevê penas de até 12 anos para conspiração e obstrução de ações contra organizações criminosas e amplia as prerrogativas de proteção a agentes públicos envolvidos no enfrentamento

Um dia depois de o Governo do Brasil anunciar, no Rio de Janeiro, a criação de um escritório emergencial de combate ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 30 de outubro, a Lei nº 15.245, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem como objetivo reforçar o combate ao crime organizado e ampliar a proteção de agentes públicos envolvidos nesse enfrentamento.

A nova norma aprovada pelo Congresso Nacional define como crimes autônomos condutas como a conspiração e a obstrução de ações contra organizações criminosas. Em outra frente, estende e aprofunda medidas de proteção pessoal a agentes públicos e seus familiares, inclusive quando aposentados, desde que estejam em situação de risco decorrente do exercício da função.

O texto da sanção, também assinado pelo ministro Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) altera trechos do Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940) e de outras duas leis: uma que trata do processo e julgamento de crimes praticados por organizações criminosas e outra que define organização criminosa e trata da investigação criminal. Em relação ao Código Penal, a lei sancionada nesta quinta acrescenta ao art. 288 a possibilidade de punição a quem, de qualquer modo, solicitar ou contratar o cometimento de crime a integrante de associação criminosa, independentemente da aplicação da pena correspondente ao crime solicitado ou contratado.

SEGURANÇA MÁXIMA – A lei passa a determinar que é passível de pena de reclusão de quatro a doze anos, além de multa, quem impede ou, de qualquer forma, atrapalha a investigação de infração penal que envolva organização criminosa. O texto determina que os condenados deverão iniciar o cumprimento da pena em estabelecimento penal federal de segurança máxima, assim como os presos provisórios processados por crimes desta natureza.

PROTEÇÃO PESSOAL – Na face da proteção pessoal, o texto passa a prever que diante de situação de risco decorrente do exercício da função – seja de policiais, de integrantes das Forças Armadas que atuam em regiões de fronteira, de autoridades judiciais ou membros do Ministério Público – a polícia judiciária avaliará a necessidade, as condições institucionais, o alcance e os parâmetros da proteção pessoal. Uma das intenções da medida é reduzir os indicadores de mortalidade policial, que em 2024 apontaram que 186 policiais foram assassinados, sendo 145 policiais militares, 20 policiais penais, 15 policiais civis e peritos, 5 guardas municipais e um policial rodoviário.