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Presidente do TSE ligou para Lula e Bolsonaro antes de proclamar resultado

Por André Luis

Moraes defendeu o combate à desinformação e disse que eventuais contestações contra o resultado seguirão o devido processo legal

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, ligou pessoalmente na noite deste domingo (30) para o presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e para o segundo colocado, o atual chefe do Executivo, Jair Messias Bolsonaro (PL), para cumprimentar pela participação no processo democrático. No telefonema, ele informou que a Justiça Eleitoral estava apta a declarar o resultado oficial das Eleições Gerais 2022. “Cumprimentei ambos por terem participado do mais importante momento da democracia, que são as eleições”, disse.

Alexandre de Moraes negou haver risco real de contestação do resultado do pleito. “O resultado foi proclamado, aceito e aqueles que foram eleitos serão diplomados em dezembro e tomarão posse em 1º de janeiro”, afirmou. Quanto a eventuais fissuras, o ministro afirmou fazer parte do jogo político e democrático. “Agora compete muito mais aos vencedores unir o país, porque aqueles que foram eleitos governarão para todos e não só para os seus eleitores. Se houver contestações dentro das regras eleitorais, elas serão analisadas normalmente. Isso faz parte do Estado de Direito.”

PRF

O presidente do TSE disse que a Justiça Eleitoral irá apurar se as operações realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) neste domingo interferiram no andamento das eleições. Ele descartou, no entanto, ter havido influência sobre o resultado e a participação dos eleitores no pleito. “Na região Nordeste, em que se colocou que a operação teria atrapalhado, diminuiu a abstenção. Em outras regiões onde não houve operação, aumentou a abstenção. Então, não se mostrou nexo de causalidade”, afirmou.

Segundo Alexandre de Moraes, a resposta por escrito do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal será juntada aos autos. “Se ficar comprovado desvio de finalidade ou abuso de poder, ele responderá. Não só ele, como aqueles que executaram as ordens responderão civil e criminalmente”, disse.

Abstenção

O ministro afirmou não ser possível relacionar a queda na abstenção em comparação com o primeiro turno com a determinação dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que estados e municípios oferecessem transporte público gratuito para que os eleitores pudessem votar. No entanto, considerou ser esse um direito da eleitora e do eleitor.

“Nós devemos, nas próximas eleições, consagrar o transporte público gratuito em todos os municípios do Brasil. O eleitor e a eleitora não podem deixar de instrumentalizar o seu direito político a partir do voto por eventualmente não ter condições de pagar o transporte”, afirmou.

Fake News

Alexandre de Moraes afirmou não ter dúvidas sobre a necessidade de alteração da legislação para punir quem dissemina desinformação. “As plataformas continuam sendo consideradas empresas de tecnologia, sendo que são as maiores empresas de mídia do mundo e as que mais arrecadam com isso. A mídia tradicional tem total liberdade de expressão. Ela pode ser responsabilizada. As plataformas ficam num vácuo jurídico exatamente porque são as maiores empresas de tecnologia”, observou.

De acordo com o ministro, o TSE continuará combatendo a disseminação de notícias fraudulentas e discursos de ódio. “Isso permitiu a edição das resoluções e as decisões que tomamos. Eu não tenho nenhuma dúvida de que, agora, passadas as eleições, seja o melhor momento para que possamos levar o mínimo de diálogo com a sociedade, com as empresas de mídia, com as plataformas e com o Congresso Nacional para que nós possamos ter instrumentos mais eficazes contra a proliferação de fake news nas próximas eleições”, destacou o presidente do TSE.

Impugnações

Alexandre de Moraes afirmou que os processos de impugnação contra as campanhas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro ainda estão em fase de instrução e serão tratados normalmente dentro dos trâmites legais. “As provas serão produzidas e, finalmente, o Plenário do TSE irá julgar”, explicou. “A democracia se consubstancia também com o Estado de Direito. Ou seja, as regras democráticas respeitam também as regras do Estado de Direito. Se houve inelegibilidade, serão julgadas. Se não houve, serão indeferidas. Nós iremos julgar e analisar normalmente”, completou o ministro.

Armas e celular

O presidente do TSE ainda afirmou que a restrição do uso de armas no perímetro de 100 metros dos locais de votação veio para ficar e que as medidas para aumentar ainda mais a segurança do eleitorado poderão ser aperfeiçoadas. “A arma do eleitor no dia da eleição é seu voto: a mais importante arma da democracia”, asseverou.

Ele explicou que a proibição do uso de aparelhos de celular nas cabines de votação evitou que trabalhadores fossem assediados eleitoralmente. “É o celular que permite o assédio eleitoral. Isso só existe se alguém conseguir comprovar que votou em A ou em B. E, levando o celular, isso pode ser comprovado”, disse.

Transparência

Alexandre de Moraes citou também as ações do TSE para assegurar ainda mais transparência ao processo eleitoral brasileiro, como o convite à participação de observadores internacionais, que, ao lado do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), puderam acompanhar todo o pleito e demonstrar a confiabilidade das eleições.

 “Fazem parte do jogo democrático eleições com placares mais estendidos e eleições com placares menos estendidos. O que o TSE pode garantir à sociedade brasileira é que as eleições são limpas, seguras e transparentes. E isso é muito importante para qualquer pacificação. Quem venceu sabe que venceu de forma justa e quem não venceu sabe que não venceu porque votos faltaram. E isso faz parte do jogo democrático”, afirmou.

Forças Armadas

Segundo Alexandre de Moraes, as Forças Armadas atuaram como as demais entidades fiscalizadoras das Eleições 2022, dentro da regulamentação prevista pelo TSE. O relatório dos Boletins de Urna feito pela instituição e que a inda não foi apresentado não compromete o processo eleitoral, uma vez que o Tribunal de Contas da União constatou não haver qualquer irregularidade no primeiro turno do pleito. “O TCU concluiu que o que é depositado na urna eletrônica e apurado é a vontade exata da eleitora e do eleitor”, disse.

Outras Notícias

PoderData/AYA: Flávio tem 51% e Lula 49% dos votos válidos; diferença cai pela metade em relação à pesquisa anterior

Pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (22) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de dois pontos percentuais, configurando empate técnico, considerada a margem de erro de 1,6 ponto percentual. Na comparação com o […]

Pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (22) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de dois pontos percentuais, configurando empate técnico, considerada a margem de erro de 1,6 ponto percentual.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado na segunda-feira (19), Flávio oscilou de 52% para 51%, enquanto Lula passou de 48% para 49%. Com isso, a distância entre os dois candidatos caiu de quatro para dois pontos percentuais.

A pesquisa divulgada na sexta-feira (16), penúltima rodada do instituto, havia registrado empate numérico, com 50% dos votos válidos para cada candidato. Na sequência, Flávio passou a 52% e Lula a 48%, antes de os percentuais chegarem aos atuais 51% e 49%.

A comparação das três pesquisas mostra que a diferença entre os candidatos passou de zero ponto percentual, em 16 de outubro, para quatro pontos, no dia 19, e recuou para dois pontos nesta quinta-feira (22).

As variações de um ponto percentual em relação à rodada imediatamente anterior estão dentro das margens de erro dos levantamentos. Por isso, não é possível afirmar que representem uma mudança estatisticamente significativa nas intenções de voto.

No cenário de votos totais, que considera também as respostas de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e daqueles que ainda não decidiram, Flávio registra 49% e Lula, 48%.

Em relação à pesquisa anterior, Flávio manteve os 49%, enquanto Lula passou de 46% para 48%. Os votos brancos e nulos representam 3%, ante 4% na rodada passada. Os entrevistados que não souberam responder somam 1%, contra 2% anteriormente. As diferenças na soma dos percentuais decorrem de arredondamentos.

O levantamento mais recente ouviu 4 mil eleitores por telefone, em todo o país. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do PoderData e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07926/2026.

As duas rodadas anteriores ouviram 3 mil eleitores cada, também por telefone, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Os levantamentos foram realizados de 13 a 15 de outubro e de 16 a 18 de outubro, respectivamente.

Fonte: PoderData/AYA
Foto: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

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Bispo de Nazaré da Mata defende soberania. “Nada de entregar nosso país aos EUA”

O bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, defendeu a soberania brasileira e incentivou a participação dos eleitores no segundo turno das eleições durante uma celebração religiosa realizada no domingo (18), em Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a Romaria Diocesana das Famílias, […]

O bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, defendeu a soberania brasileira e incentivou a participação dos eleitores no segundo turno das eleições durante uma celebração religiosa realizada no domingo (18), em Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a Romaria Diocesana das Famílias, sediada na Paróquia de Sant’Ana.

Em sua homilia, o religioso abordou o cenário político nacional e afirmou: “Nada de entregar o nosso país aos Estados Unidos! O nosso país é soberano!”

A declaração foi acompanhada por manifestações de apoio de fiéis presentes à celebração, conforme o relato divulgado sobre o evento. A missa também foi transmitida pelo canal da paróquia no YouTube.

Segundo as informações da organização, a romaria reuniu mais de 3 mil participantes de 35 municípios e representantes de mais de 50 paróquias da Diocese de Nazaré da Mata, que abrange comunidades do Agreste Setentrional e da Zona da Mata Norte.

Além da defesa da soberania nacional, Dom Francisco incentivou os eleitores a comparecerem às urnas no próximo domingo (25), quando será realizado o segundo turno da eleição presidencial.

O bispo também mencionou a participação dos idosos e a possibilidade de o comparecimento eleitoral ser utilizado como prova de vida para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação é confirmada pelo INSS, que utiliza os registros de comparecimento às urnas no cruzamento de dados para comprovação de vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A ausência na votação, entretanto, não provoca bloqueio automático de benefícios.

Outro ponto abordado na celebração foi a necessidade de melhorar as condições de votação, diante das filas registradas em seções eleitorais durante o primeiro turno. O religioso defendeu maior agilidade no atendimento aos eleitores.

Ao tratar das divergências políticas, Dom Francisco alertou para os conflitos provocados pela polarização e pediu que as diferenças de posicionamento não comprometam as relações familiares.

Na reflexão, o bispo destacou a importância do diálogo e da convivência entre parentes que possuem opiniões políticas distintas, defendendo que disputas eleitorais não sejam motivo para o rompimento de vínculos familiares.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a fala de Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena durante a Romaria Diocesana das Famílias, em Bom Jardim.

 

Imagem: Frame/Reprodução

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Errata: TSE reconhece erro na informação sobre 4,3 mil seções eleitorais; número atualizado é de 343

A Justiça Eleitoral reconheceu que a informação divulgada no sábado (17), segundo a qual 4.352 seções eleitorais teriam mudado de endereço entre o primeiro e o segundo turno das eleições, estava incorreta. Após a revisão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou para 343 o número de seções com alterações de local de votação. […]

A Justiça Eleitoral reconheceu que a informação divulgada no sábado (17), segundo a qual 4.352 seções eleitorais teriam mudado de endereço entre o primeiro e o segundo turno das eleições, estava incorreta. Após a revisão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou para 343 o número de seções com alterações de local de votação.

O esclarecimento foi apresentado na quarta-feira (21) pelo presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o magistrado, a informação equivocada surgiu de uma comparação entre os dados das eleições de 2024 e os de 2026, e não entre os dois turnos deste ano.

“Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado”, explicou.

A assessoria do TSE também informou que houve falhas na alimentação do sistema da Justiça Eleitoral pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o que contribuiu para a divulgação dos números incorretos.

A revisão foi realizada ao longo da semana. Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções com mudanças de endereço. Na quarta-feira (21), após uma nova atualização, o total caiu para 343.

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, explicou que o sistema utilizado pela Justiça Eleitoral apresentava inicialmente dados acumulados desde 2024. Com a atualização das informações pelos tribunais regionais, o número foi ajustado para refletir as alterações ocorridas especificamente entre os dois turnos de 2026.

A Justiça Eleitoral ressalta que novas mudanças ainda podem ocorrer até domingo (25), data do segundo turno, especialmente em situações excepcionais, como problemas estruturais nos prédios utilizados para votação.

Por isso, a recomendação é que os eleitores consultem seus locais de votação antes de sair de casa. A verificação pode ser feita pelo aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”, ou pelos portais oficiais do TSE e dos TREs.

O Tribunal também alerta para a circulação de links não oficiais em aplicativos de mensagens e redes sociais, orientando que as consultas sejam feitas exclusivamente pelos canais da Justiça Eleitoral.

No sábado (17), o Blog também divulgou a informação sobre as 4.352 seções, com base nos dados inicialmente apresentados pela Justiça Eleitoral, agora corrigidos oficialmente.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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CNBB divulga mensagem em defesa da democracia e pede respeito ao resultado das eleições

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nessa quarta-feira (21), uma mensagem em defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. No texto, a entidade afirma que o voto é livre e secreto e classifica como inadmissíveis ameaças, pressões sobre eleitores e a negociação de votos. A manifestação também reforça a […]

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nessa quarta-feira (21), uma mensagem em defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. No texto, a entidade afirma que o voto é livre e secreto e classifica como inadmissíveis ameaças, pressões sobre eleitores e a negociação de votos.

A manifestação também reforça a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito. Segundo a CNBB, o processo eleitoral exige compromisso com as regras democráticas e com a liberdade de escolha dos eleitores.

Na mensagem, a entidade pede ainda que a população avalie a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população.

O posicionamento foi divulgado a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), em meio ao debate público sobre o respeito ao resultado das urnas.

Fonte: GloboNews
Imagem: Reprodução

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Quaest: Lula avança entre eleitores de Augusto Cury, enquanto Flávio cresce entre os de Caiado e Renan Santos

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) mostra mudanças nas intenções de voto dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno da eleição presidencial. Lula (PT) passou de 34% para 48% entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou crescimento entre os que votaram em Ronaldo Caiado (PSD) e Renan […]

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) mostra mudanças nas intenções de voto dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno da eleição presidencial.

Lula (PT) passou de 34% para 48% entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou crescimento entre os que votaram em Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).

Entre os eleitores de Augusto Cury, terceiro colocado no primeiro turno, a intenção de voto em Lula subiu 14 pontos percentuais em relação ao levantamento divulgado em 14 de outubro. Flávio também oscilou positivamente nesse grupo, passando de 30% para 33%.

No mesmo segmento, o percentual de entrevistados que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas caiu de 30% para 16%. Os indecisos passaram de 6% para 3%.

O movimento ocorre apesar de Augusto Cury ter declarado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, que também apoia Flávio, o senador passou de 42% para 57% das intenções de voto. Lula oscilou de 23% para 21%. Já o percentual dos que pretendem votar em branco, anular ou se abster recuou de 33% para 22%.

No grupo que votou em Renan Santos, os dois candidatos registraram crescimento numérico. Flávio passou de 40% para 51%, enquanto Lula avançou de 14% para 25%.

Entre esses eleitores, a parcela que declara intenção de votar em branco, anular ou não comparecer caiu de 43% para 24%. Renan Santos optou pela neutralidade no segundo turno e não declarou apoio a nenhum dos presidenciáveis.

A pesquisa também avaliou o comportamento dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno ou votaram em branco ou nulo. Nesse grupo, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio.

Apesar das variações registradas, os resultados exigem cautela. Como os grupos analisados representam parcelas menores da amostra, suas margens de erro são superiores à margem geral da pesquisa.

Entre os eleitores de Augusto Cury, a margem de erro é de 17 pontos percentuais. No grupo de Ronaldo Caiado, chega a 24 pontos, enquanto entre os eleitores de Renan Santos é de 20 pontos. Todas as variações observadas nesses segmentos estão dentro das respectivas margens de erro, não permitindo afirmar que houve uma mudança estatisticamente significativa.

No cenário geral do segundo turno, a Quaest aponta Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto e Lula com 44%, configurando empate técnico.

O levantamento foi realizado presencialmente com 2.154 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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