Presidente da Câmara de Ouro Velho-PB devolve mais de R$ 41 mil aos cofres da Prefeitura
Por André Luis
A presidente da Câmara de Ouro Velho, Martevânia, mais conhecida como Marta Bernardo (DEM), devolveu o valor de R$ 41.066,45 aos cofres da Prefeitura Municipal.
Em comum acordo com o prefeito eleito Dr. Augusto Valadares, o valor devolvido servirá para a construção de uma nova sede para a Casa Sebastião Gomes de Queiroz, em um novo espaço público que será cedido pela Prefeitura.
Em entrevista ao Cariri Ligado, Martevânia destacou que esta economia é fruto da transparência e o zelo com os gastos da Câmara ao longo dos últimos 2 anos, sempre em parceria com a gestão da prefeita Natália de Dr. Júnior.
“Quero aqui agradecer a parceria que sempre tivemos com a gestão da prefeita Natália Lira, com o médico Dr. Júnior e com todos os vereadores que compõem a Câmara, na certeza de que o trabalho irá continuar com o prefeito Dr. Augusto Valadares. Desejo a todos um Feliz 2021”, disse Marta.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado Na próxima semana, a CPI da Pandemia fará audiências que voltam as atenções para o tema da chegada de vacinas ao Brasil. A comissão ouvirá a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela autorização para uso de imunizantes no país, e a Pfizer, empresa americana cujas vacinas foram rejeitadas pelo […]
Na próxima semana, a CPI da Pandemia fará audiências que voltam as atenções para o tema da chegada de vacinas ao Brasil. A comissão ouvirá a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela autorização para uso de imunizantes no país, e a Pfizer, empresa americana cujas vacinas foram rejeitadas pelo governo federal em 2020.
Na terça-feira (11), a comissão recebe Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa. A agência deu início às aprovações de vacinas em janeiro, com autorização emergencial para a chinesa CoronaVac, e até agora já liberou o uso de quatro imunizantes: além da CoronaVac, as vacinas da Janssen, da Oxford/Astrazeneca e da Pfizer. Apenas as duas últimas têm registro definitivo, enquanto as outras se baseiam em autorização emergencial.
Recentemente, a Anvisa foi criticada por impedir a distribuição da vacina russa Sputnik V, alegando falhas no processo de produção. A CPI requisitou que a agência apresentasse atas e registros em vídeo das suas reuniões em que se tratou da Sputnik V.
Antônio Barra Torres é oficial de reserva da Marinha, onde alcançou o posto de contra-almirante. Ele é formado em medicina, foi diretor do Centro de Perícias Médicas e do Centro Médico Assistencial da Marinha e instrutor na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (RJ). Atua como diretor-presidente da Anvisa desde o início de 2020, mas já integrava a diretoria da agência desde 2019.
Pfizer
Na quinta-feira (13) a CPI receberá Marta Díez, presidente da subsidiária brasileira da Pfizer. A empresa farmacêutica recentemente entregou cerca de 1 milhão de doses ao Brasil, mas já negociava com o governo brasileiro desde o ano passado. Segundo relatos da companhia, o governo rejeitou as primeiras ofertas. A vacina da Pfizer foi a primeira a obter registro definitivo na Anvisa, no final de fevereiro.
Também sobre as negociações com a Pfizer, a CPI ouvirá na quarta-feira (12) o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República Fábio Wajngarten, que deixou o cargo no início de março. Em entrevista concedida algumas semanas depois, Wajngarten atribuiu ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello a responsabilidade pelo encerramento das negociações com a farmacêutica.
Pazuello será ouvido pela CPI no próximo dia 19. Seu depoimento seria na semana passada, mas foi adiado após ele informar que teve contato com casos confirmados de covid-19.
Requerimentos
A CPI continuará votando requerimentos durante a semana. O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou pedido de convocação de Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde. O documento atribui a ela a defesa de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19. Na última quinta-feira (6), o chefe da pasta, ministro Marcelo Queiroga, afirmou que sua gestão não participou da distribuição desses remédios.
Os senadores também querem convocar titulares de outros ministérios — como Economia, Casa Civil, Ciência e Tecnologia, Justiça, Relações Exteriores e CGU — e governadores estaduais. Por enquanto, a CPI apenas requisitou informações dos órgãos e dos estados, mas não chamou nenhuma dessas autoridades para prestar depoimento.
Por: AE A Polícia Federal indiciou criminalmente o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento/Governo Lula) na Operação Custo Brasil – investigação sobre suposto desvio de R$ 100 milhões de empréstimos consignados no âmbito do Planejamento, entre 2010 e 2015. A PF enquadrou Paulo Bernardo por integrar organização criminosa e corrupção passiva. O inquérito da Custo Brasil foi […]
A Polícia Federal indiciou criminalmente o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento/Governo Lula) na Operação Custo Brasil – investigação sobre suposto desvio de R$ 100 milhões de empréstimos consignados no âmbito do Planejamento, entre 2010 e 2015. A PF enquadrou Paulo Bernardo por integrar organização criminosa e corrupção passiva.
O inquérito da Custo Brasil foi relatado pela PF na sexta-feira e enviado à Justiça Federal. Agora, o Ministério Público Federal vai analisar o inquérito para denunciar ou não o ex-ministro e outros envolvidos na Custo Brasil, entre eles o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira.
Paulo Bernardo foi preso na Operação Custo Brasil no dia 23 de junho, sob suspeita de recebimento de propinas de R$ 7,1 milhões do esquema Consist, empresa de software contratada em sua gestão em 2010 para administrar contratos de consignados com entidades de bancos e previdência – Associação Brasileira de Bancos Comerciais e para o Sindicato das Entidades de Previdência Privada. A Consist teria cobrado uma taxa em valor quatro vezes superior ao de mercado.
A Custo Brasil é um desdobramento da Pixuleco II que, em agosto de 2015, descobriu o esquema dos consignados. Um dos alvos da Pixuleco II, o advogado Alexandre Romano, o Chambinho, fez delação premiada e revelou os bastidores do caso Consist. Valores obtidos ilicitamente teriam abastecido a campanha de Gleisi Hoffmann (PT/PR), mulher de Paulo Bernardo, ao Senado em 2010.
A Custo Brasil prendeu também o advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, que teria realizado repasses do esquema Consist para o ex-ministro e para bancar despesas eleitorais de Gleisi. Gonçalves nega elo com o esquema.
Seis dias depois de sua prisão – decretada pelo juiz Paulo Bueno de Azevedo, da 6.ª Vara Criminal Federal em São Paulo -, o ex-ministro de Lula e também de Dilma (Comunicações) foi solto por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Na semana passada, Paulo Bernardo foi ouvido na PF e negou ter recebido propinas do esquema dos consignados. Ele afirma que não existe contrato da Consist com o Ministério que dirigiu. “O Ministério do Planejamento nunca contratou a Consist”.
Depois de uma semana de um mergulho no cinema no Sertão do Pajeú, festival coroa seus vencedores em noite especial Chegou ao fim a 15ª edição do Festival de Cinema de Triunfo, coroando a força audiovisual pernambucana e brasileiro depois de uma intensa cinema de muitos filmes, diálogos, oficinas e atividades especiais pelo Theatro Cinema Guarany […]
Depois de uma semana de um mergulho no cinema no Sertão do Pajeú, festival coroa seus vencedores em noite especial
Chegou ao fim a 15ª edição do Festival de Cinema de Triunfo, coroando a força audiovisual pernambucana e brasileiro depois de uma intensa cinema de muitos filmes, diálogos, oficinas e atividades especiais pelo Theatro Cinema Guarany e por diversos cantos da cidade, que por mais um ano mostrou que o Sertão do Pajeú é terra de cinema.
A noite deste sábado contou com as últimas mostras especiais e com a aguardada cerimônia de premiação, que consagrou os melhores filmes escolhidos pelos júris oficial, popular e especiais.
E o escolhido como melhor filme pelo júri oficial e popular do festival foi o pernambucano Légua Tirana, dirigido pela dupla Diogo Fontes Ek’derô e Marcos Carvalho Xôlaka, um retrato poética e intimista do rei do baião, Luiz Gonzaga, gravado em sua terra, Exu, seguindo o artista em sua jornada de aprendizados para construir uma revolução na música brasileira. O filme ainda levou os prêmios de melhor roteiro, melhor direção de arte, trilha sonora e melhor ator, dado para Kayro Oliveira do júri oficial.
Já entre os curtas, Samuel Foi Trabalhar, de Janderson Felipe e Lucas Litrento, venceram na categoria nacional. O melhor curta infanto-juvenil ficou com o pernambucano Yadedwa Seetô, do Coletivo Cinema no Interior. Já Carniceiros, de Geisla Fernandes e Wllysys Wolfgang, ficou com prêmio de melhor pernambucano da competição. Mestre Orlando do Couro: Ancestralidade Viva na Pele Talhada, de Bruno Marques, foi o escolhido da categoria dos Sertões. Bufála, dirigido por Tothi Santos, se consagrou como melhor filme experimental.
O júri especial da Federação Pernambucana de Cineclubes escolheu Samuel Foi Trabalhar também como melhor filme, com menção honrosa para Damião, de Hórus. Já o júri da ABD/Apeci concedeu seu prêmio para Yadedwa Seetô.
“Precisamos fazer uma cultura inventiva e afetiva. E tenho certeza que o resultado desse festival reflete isso de forma muita intensa isso que estamos construindo na Secretaria de Cultura. Tenho certeza que entregamos um festival da forma que desejamos lá trás, com afeto e carinho, trazendo e oportunizando outras pessoas a vivenciarem o cinema pernambucano e nacional. Tenho certeza que esse festival vai ficar marcado na história, tanto do festival, como de Triunfo e do audiovisual estadual e nacional”, declarou a secretária executiva de Cultura de Pernambuco, Yasmim Neves, durante a cerimônia de encerramento.
“Foi um festival construindo pensando na importância da ocupação dos espaços pelo interior. Participamos de escutas com os triunfenses, que trouxeram seus desejos. Eu acho que esse diálogo foi o que motivou a gente a estar nesse ano trazendo esse aspecto interior do festival. Quero agradecer a confiança dos triunfenses e do audiovisual no nosso trabalho”, complementou a coordenadora-geral do festival, Maria Samara.
Últimas sessões
Um pouco mais cedo, a programação de exibições foi encerrada com a Mostra Judith Quinto, realizada pelo Sesc Triunfo, que trouxe uma série de produções de curtas realizados na cidade, mostrando a força poética, artística e audiovisual da cidade, dona de uma identidade cultural sólida e forte. Essa tônica continuou em seguida com a mostra “Outros Sertões e o Minuto”, feita por alunos da oficina de mesmo nome realizada durante toda a semana no festival na zona rural do município.
“É a primeira vez que o Festival de Cinema de Triunfo leva uma atividade de formação para a zona rural da cidade e acho que isso é de extrema importância. Eu acredito que um festival não pode ser só mostras e exibições no cinema sem um olhar para a formação de plateia. Vivemos cinco dias de oficina com pessoas que nunca tiveram contato com o fazer cinematógrafo, também discutindo as representações do Sertão no audiovisual nacional”, declarou Mila Nascimento, ministrante da oficina “Outros Sertões e o Minuto”.
No início da tarde, as atividades ficaram com o coletivo CineRuaPE. Pela manhã, promoveram uma visita guiada pelo Theatro Cinema Guarany, com o público presente conhecendo sua história, seus detalhes arquitetônicos e como o monumento tombado se tornou um dos principais focos de efervescência cultural do Sertão. Já pela tarde, o coletivo promoveu um debate sobre os cinemas de rua do Pajeú, passando por questões como seus funcionamentos, seus movimentos de retomada e suas perspectivas para o futuro.
Por Edson Sardinha/Congresso em Foco Nove dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram, nesta quarta-feira (12), pela suspensão de um decreto (9.759/2019) do presidente Jair Bolsonaro que extingue conselhos da administração pública federal a partir do próximo dia 28. Com a maioria formada, a decisão só será revertida se algum dos ministros que […]
Nove dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram, nesta quarta-feira (12), pela suspensão de um decreto (9.759/2019) do presidente Jair Bolsonaro que extingue conselhos da administração pública federal a partir do próximo dia 28.
Com a maioria formada, a decisão só será revertida se algum dos ministros que já votaram mudar de posição. Esta é a primeira vez que o Supremo julga um ato de Bolsonaro. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do presidente do tribunal, Dias Toffoli, que se comprometeu a pautar a ação nesta quinta-feira. Além dele, ainda deve votar o ministro Gilmar Mendes.
Cinco ministros votaram contra a íntegra do decreto, proibindo a extinção de todos os conselhos, mesmo aqueles que não foram criados por lei. Esse foi o entendimento dos ministros Edson Fachin, Luis Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello e Cármen Lúcia, que acolheram integralmente a ação do PT.
Eles divergiram do relator, Marco Aurélio Mello, e dos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski, que opinaram pela suspensão parcial do decreto. No entendimento deles, o instrumento utilizado por Bolsonaro só não pode extinguir colegiados formados anteriormente a partir de lei.
O julgamento, iniciado pela manhã com a leitura do voto do relator, foi retomado no início da tarde e deve ser concluído ainda hoje. Apenas depois da manifestação dos demais ministros será possível saber se a decisão alcançará todos os 2.593 conselhos administrativos ou uma parte deles. A decisão desta quarta-feira tem caráter liminar (provisório). Novo julgamento será marcado para julgar a ação em caráter definitivo.
Advogado do PT na causa, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão argumentou que a extinção dos conselhos que têm participação da sociedade civil viola os princípios republicano, democrático e da participação popular estabelecidos na Constituição. “Quem governa pode muito, mas não pode tudo. Não pode o presidente da República, sem ouvir o Congresso Nacional, sem lei formal, extinguir órgãos da administração”, ressaltou Aragão.
O ex-ministro da Justiça sustentou que o decreto usurpa a iniciativa reservada ao Congresso Nacional. O instrumento, segundo ele, não poderia revogar disposições legais que tratam do funcionamento de colegiados da administração pública, nos quais se incluem conselhos, comitês, comissões, grupos, juntas, equipes, mesas, fóruns e salas.
O vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, também se posicionou a favor da ilegalidade do decreto. “Espero que os conselhos não sejam substituídos no processo decisório por grupos de Whatsapp”, ironizou durante sua fala.
Por Magno Martins O ex-governador biônico Moura Cavalcanti (75-79) comandou Pernambuco com mão de ferro. Era extremamente autoritário, embora tenha passado à história com uma grande virtude: governou com a preocupação no futuro, gerando quadros, como Gustavo Krause, Joaquim Francisco, José Jorge, Luiz Otávio Cavalcanti, dentre outros. Exercia o poder em sua plenitude. Governava sem […]
O ex-governador biônico Moura Cavalcanti (75-79) comandou Pernambuco com mão de ferro. Era extremamente autoritário, embora tenha passado à história com uma grande virtude: governou com a preocupação no futuro, gerando quadros, como Gustavo Krause, Joaquim Francisco, José Jorge, Luiz Otávio Cavalcanti, dentre outros.
Exercia o poder em sua plenitude. Governava sem ser governado. Por isso, foi ministro da Agricultura e governador do Amapá. Para exibir o poder da sua autoridade, seu carro era seguido de batedores, seja num simples deslocamento de sua casa até o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco.
Entre os que começaram pelas suas mãos, o seu preferido era Joaquim Francisco, que exercia a função de oficial gabinete em sua gestão. A Joaquim, Moura ensinou a ser duro, enfrentar de peito aberto os adversários e nunca abrir mão da sua autoridade.
O tempo passou e Moura viu Joaquim ascender na vida pública a prefeito do Recife e governador. O aconselhava a distância, não gostava de ser visto ou passar a ideia de que mandava no sobrinho.
Mas Moura perdeu a paciência com Joaquim quando este, no início da sua gestão, em 1991, deu muito poder ao secretário de Governo, Roberto Viana. Eu, como secretário de Imprensa, sou testemunha disso.
Famoso pavio curto, Moura Cavalcanti não deu um só telefonema a Joaquim para reclamar do seu dissabor por saber que ele não usava a tinta do poder como deveria. Então aprontou uma boa: deu de presente de aniversário ao sobrinho governador uma caixa de caneta Bic.
Joaquim fez que não entendeu o inusitado presente e ligou para o tio e disse: “Obrigado pela lembrança do meu aniversário, mas por que uma caixa de caneta de presente? “
Na ponta da língua, Moura tascou: “Porque está faltando tinta no seu tinteiro para governar sem deixar ninguém governar em seu lugar”.
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