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Polícia Militar soma 120 mil no protesto contra Dilma em Boa Viagem

Por Nill Júnior

mco_0914A Polícia Militar estimou em 120 mil pessoas o número de participantes do protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na orla do bairro de Boa Viagem, zona Sul do Recife. A passeata, que iniciou concentração por volta das 9h deste domingo em frente à Padaria Boa Viagem, na avenida de mesmo nome, iniciou o percurso pouco antes das 11h e foi encerrado por volta das 13h30.

A manifestação pacífica não teve registro de tumultos e contou com a participação de políticos locais que fazem oposição ao governo federal como a deputada estadual Priscila Krause (Dem), os deputados federais Betinho Gomes e Daniel Coelho (PSDB) e o vereador do Recife, André Regis (PSDB).

Para o representante do Movimento Vem pra Rua em Pernambuco, Gustavo Gesteira, o número de participantes superou o registrado nos outros três atos organizados pelo grupo no ano passado.”A adesão é muito boa e muito importante. Na avaliação é cada vez mais pessoas estão chegando. Cerca de 185 mil confirmaram presença no evento pelo Facebook”, acrescentou. Nas varandas dos prédios na orla, muitos moradores também fizeram questão de declarar apoio à manifestação.

A estrutura do evento contou com três trios elétricos, um carro de  som, um boneco gigante do juiz Sérgio Moro e diversas bandas de percussão, que acompanharam o percurso. Para animar o cortejo, os participantes cantaram paródias de músicas populares ou marchas de carnaval em tom de protesto.

Os discursos, inflamados são de apoio ao juiz Sérgio Moro e à Operação Lava-Jato e de ataque a Dilma. “É hoje que a gente vai bater o pau na cabeça da jararaca”, disse um dos líderes do ato, aom microfone, enquanto uma cobra de plástico é levado no capô do caminhão de som. Pequenos bonecos infláveis do ex-presidente Lula, batizados de Pixulecos, foram vendidos por R$ 20 para ajudar no custeio do ato.

Com informações do repórter Sávio Gabriel – Pernambuco.com

Outras Notícias

Chuva e ventos fortes atingiram Afogados da Ingazeira

Por Anchieta Santos Para confirmar a previsão da meteorologia choveu ontem em algumas das cidades da região do Pajeú. Houve registro de chuva com fortes ventos em Afogados da Ingazeira, provocando a queda de arvores, destelhamento da escola Francisca Lira no bairro da Ponte e casas, portas de lojas foram arrancadas, ruas alagadas, queda de […]

Por Anchieta Santos

Para confirmar a previsão da meteorologia choveu ontem em algumas das cidades da região do Pajeú.

Houve registro de chuva com fortes ventos em Afogados da Ingazeira, provocando a queda de arvores, destelhamento da escola Francisca Lira no bairro da Ponte e casas, portas de lojas foram arrancadas, ruas alagadas, queda de energia em alguns bairros e inclusive o jogo Afogados e América pelo Certame Pernambucano, ficou paralisado 17 minutos.

Choveu bem também em cidades como Tabira e Carnaíba que somou 47mm, e no Distrito de Jabitacá de Iguaraci. Choveu bem ainda na zona rural dos municípios enchendo barreiros e alegrando os agricultores. Para hoje a previsao é de 75% por mais chuva na região.

Ouvintes do Rádio Vivo informaram ocorrência de chuva na zona rural da região como Carnaubinha, Carnaúba dos vaqueiros, Caiçara, Nazaré, Cachoeira do Cancão, Matinha, Roça de Dentro, Barragem do Rosário, Várzea Cumprida, Riacho Fundo, Dois Riachos, São Joao, Leitão de Carnaíba e Pé de Ladeira de Quixaba.

Carlos Evandro lança o “Márcio Oliveira 2028”

Na solenidade de transmissão de governo que aconteceu nesta sexta-feira na Câmara de Vereadores de Serra Talhada, o ex-prefeito Carlos Evandro fez declarações que levantaram especulações sobre o futuro político de Marcio Oliveira. Ao se dirigir à prefeita Márcia Conrado, que entrou em férias, Evandro destacou a importância do momento para o vice-prefeito Márcio Oliveira. […]

Na solenidade de transmissão de governo que aconteceu nesta sexta-feira na Câmara de Vereadores de Serra Talhada, o ex-prefeito Carlos Evandro fez declarações que levantaram especulações sobre o futuro político de Marcio Oliveira.

Ao se dirigir à prefeita Márcia Conrado, que entrou em férias, Evandro destacou a importância do momento para o vice-prefeito Márcio Oliveira. Ele afirmou que a experiência adquirida nesse período pode ser um “princípio de um treinamento para um futuro prefeito”.

“A vida da gente é uma escola e talvez aqui seja o princípio de um treinamento para um futuro prefeito, efetivamente, se depender de mim”, disse Evandro. Ele também expressou seu desejo de um bom descanso para Márcia e ressaltou a confiança que ela deposita em Márcio. “Você como aliado conhece os trâmites da prefeitura, porque Márcia é uma parceira e confia plenamente em você”, completou.

As declarações de Evandro geraram discussões sobre a possibilidade de Márcio Oliveira ser o candidato a prefeito nas eleições de 2028.

Quanto a Carlos,  também gerou especulação uma fala sobre seu vice, quando prefeito, o hoje Deputado Estadual Luciano Duque. Carlos chegou a dizer que “se vice deu conta do recado”. Apesar do racha entre ele e Luciano,  a relação entre os dois sempre foi respeitosa.

Lula: “Não trabalhamos com ideia de vencer no 1º turno, trabalhamos com a ideia de ganhar”

do Diário de Pernambuco O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (04) durante caminhada em São Bernardo do Campo que o PT não trabalha com a hipótese de que a presidente Dilma Rousseff (PT) seja reeleita no primeiro turno. “A gente não trabalha com essa ideia, a gente trabalha com a ideia […]

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do Diário de Pernambuco

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (04) durante caminhada em São Bernardo do Campo que o PT não trabalha com a hipótese de que a presidente Dilma Rousseff (PT) seja reeleita no primeiro turno. “A gente não trabalha com essa ideia, a gente trabalha com a ideia de ganhar. Se der no primeiro turno deu, se não der vai pra o segundo”, afirmou.

Lula disse ainda que não tem preferência por adversário, seja Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (PSB), mas ponderou que acredita que uma disputa no segundo turno é melhor para a democracia e para o debate. “A gente não escolhe adversário, é o povo que decide, é o povo que decide quem é que vai disputar as eleições”, afirmou. “Eu acho que o debate a dois é melhor para a sociedade decidir, permite que a sociedade analise melhor cada candidato”, completou.

O ex-presidente reforçou que Dilma é a mais preparada para continuar no comando do País. “Acho que a Dilma está muito preparada para continuar na presidência, quem quer que seja o adversário.”

Lula participou de uma caminhada no centro de São Bernardo, ao lado do candidato ao governo de São Paulo Alexandre Padilha e do candidato à reeleição para o Senado Eduardo Suplicy. Pela lei eleitoral, hoje não é permitido que haja discursos durante atos de campanha. O local escolhido é o berço político de Lula. Durante o percurso, que foi feito a maior parte do tempo em um carro aberto, Lula foi presenteado com a miniatura de um cavalo.

Depois, Lula desceu do carro e caminhou, abraçando pessoas e fazendo “selfies”. Nesta última semana, Lula se empenhou e fez uma extensa agenda ao lado de seu “terceiro” afilhado político. Depois de conseguir eleger a presidente Dilma Rousseff, em 2010, e o prefeito Fernando Haddad, em 2012, Padilha era a grande aposta do ex-presidente para que o PT conseguisse chegar pela primeira vez ao comando do Palácio dos Bandeirantes.

O petista, no entanto, está na terceira colocação nas pesquisas, com apenas 11% das intenções de voto. O atual governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) lidera a corrida eleitoral com 45% doas intenções e o peemedebista Paulo Skaf tem 19%.

Morre paciente do HR que gerou debate sobre liberação. “Morreu com dignidade”, diz filha

Morreu no fim da noite deste sábado no Hospital Regional Emília Câmara o senhor Osni Fernandes de Melo, 62 anos. A informação foi confirmada pela filha,  Carlla Barros Melo. Em fase terminal com um câncer de garganta e metástase, o quadro de Osni gerou um debate entre Conselho do Idoso e corpo clínico da unidade. […]

Morreu no fim da noite deste sábado no Hospital Regional Emília Câmara o senhor Osni Fernandes de Melo, 62 anos.

A informação foi confirmada pela filha,  Carlla Barros Melo.

Em fase terminal com um câncer de garganta e metástase, o quadro de Osni gerou um debate entre Conselho do Idoso e corpo clínico da unidade.

A família disse que não teria condição de recebê-lo em casa, mas a assistente social da unidade estava informando que ele seria liberado, mesmo precisando de suporte ventilatório com baixa saturação, variação da pressão arterial e se alimentando por sonda.

À noite, a Direção Clínica da unidade informou que reviu o caso e manteria o senhor assistido na unidade. O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto também afirmou que não havia condições de enviá-lo para a casa. “O Ministério Público não concorda com essa saída do Hospital Regional para colocar esse idoso, no seu atual estado, em casa, sem que a família tenha as mínimas condições de lhe prestar os cuidados adequados”.

O promotor afirmou ainda que já tem levantado esse questionamento da Promotoria em casos de outros pacientes aqui da Comarca. Segundo ele, essa discussão leva ao aprofundamento do debate para termos estrutura de home care pelo SUS, no município, com os equipamentos e os profissionais para prestar cuidados técnicos em casa.

“Não sendo isso possível, entendo que a rede pública não pode simplesmente dar alta e jogar os pacientes para morrer à míngua no meio da família. Isso fere o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana que todos devemos defender. É uma questão de saúde e também uma questão social, em face da qual todos devemos somar esforços para encontrar soluções”, acrescentou.

Confirmando a condição complexa do paciente,  mesmo assistido, ele não resistiu e faleceu entre o final da noite do sábado e primeiros minutos desse domingo. “Quero agradecer a todos que se doaram um pouco para que meu pai morresse com dignidade”, disse a filha.

Vem aí a Lei Eduardo Cunha

Por Bernardo Mello Franco/O Globo Não bastam as imunidades, as mordomias e os penduricalhos. Suas excelências agora querem um tipo penal sob medida para protegê-las. A Câmara aprovou projeto que cria o crime de discriminação contra pessoas politicamente expostas. A ideia foi apresentada por Dani Cunha, filha do deputado cassado Eduardo Cunha. No texto, ela […]

Por Bernardo Mello Franco/O Globo

Não bastam as imunidades, as mordomias e os penduricalhos. Suas excelências agora querem um tipo penal sob medida para protegê-las. A Câmara aprovou projeto que cria o crime de discriminação contra pessoas politicamente expostas. A ideia foi apresentada por Dani Cunha, filha do deputado cassado Eduardo Cunha.

No texto, ela descreve os políticos como vítimas de “atos de cunho discriminatório”. A pretexto de reparar injustiças, a deputada propõe novos privilégios para a casta que integra.

De acordo com a proposta, o gerente que negar crédito a um político pode ser punido com até quatro anos de prisão. A regalia é estendida a parentes e “estreitos colaboradores”, o que beneficiaria todo tipo de aspone e laranja.

Dani alega que as regras de combate à lavagem de dinheiro impediriam parlamentares de fazer saques e abrir contas bancárias. Curiosamente, o pai dela não encontrou dificuldades para virar correntista na Suíça.

A deputada também propôs aumentar a pena imposta a quem atentar contra a honra de políticos, inclusive os já condenados por corrupção. Num surto de lucidez, o relator Cláudio Cajado sumiu com o artigo na versão final do projeto.

Discípulo de Cunha, o deputado Arthur Lira patrocinou um arranjo para votar o texto a toque de caixa. A aliança para aprová-lo uniu o PT de Lula ao PL de Bolsonaro. Só não entraram na corrente siglas pequenas como Novo e PSOL.

O debate em plenário ofereceu momentos de puro nonsense. O deputado Julio Lopes, personagem da corte de Sérgio Cabral, solidarizou-se com um aliado que teria sido impedido de trocar dólares ao chegar de viagem.

O deputado Elmar Nascimento, fiel escudeiro de Lira, bradou contra a “discriminação leviana” que causaria sofrimento a “homens de bem”. Ele fez questão de esclarecer que também se inclui na categoria.

Num esforço para dissuadir os colegas, o deputado Chico Alencar citou palavras de Frei Vicente do Salvador, franciscano que tentou explicar o Brasil no início do século XVII: “Nenhum homem nesta terra é repúblico, nem zela ou trata do bem comum, senão cada um do bem particular”.

“Este projeto tem o nome e o sobrenome desse tipo de visão nefasta”, emendou Chico. Se o Senado não barrar o texto, em breve teremos a Lei Eduardo Cunha.