Destaque, Notícias

Patrimônio Público e concursos lideram queixas dos pernambucanos no MPPE

Por André Luis

Balanço da Ouvidoria revela mais de 2,4 mil manifestações em janeiro; denúncias sobre atividade policial e violência contra a mulher aparecem no topo da lista.

PRIMEIRA MÃO

A Ouvidoria do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) divulgou o raio-x das demandas sociais no primeiro mês de 2026. Segundo o relatório estatístico assinado pela ouvidora Maria Lizandra Lira de Carvalho, o órgão recebeu 2.416 manifestações em janeiro. O dado reflete uma sociedade vigilante: quase 99% desses contatos foram denúncias formais, as chamadas “notícias de fato”.

O combate à corrupção e a busca por transparência seguem como as maiores preocupações da população. A área de Patrimônio Público foi a mais demandada, concentrando 26,7% de todas as queixas recebidas pelo órgão.

Os temas mais denunciados

No detalhamento por assunto, irregularidades em concursos públicos disparam na liderança, representando 10% do volume total. Confira os principais temas levados ao Ministério Público:

  • Concursos Públicos: 242 queixas.

  • Atividade Policial: 73 denúncias sobre o controle externo da polícia.

  • Enriquecimento Ilícito: 71 relatos de uso indevido de bens públicos.

  • Poluição Sonora: 69 reclamações.

  • Saúde: 55 manifestações sobre dificuldades com consultas e exames.

O relatório também acende um alerta para a questão social: foram registradas 74 denúncias de violência contra a mulher e 53 casos de abandono ou maus-tratos contra idosos em apenas 31 dias.

Perfil do denunciante e canais de acesso

O cidadão pernambucano tem buscado o anonimato ou o sigilo em boa parte dos casos. Apenas 47,6% dos manifestantes optaram pela identificação aberta. O restante dividiu-se entre denúncias anônimas (32,3%) e pedidos de sigilo (19,9%).

A Ouvidoria também manteve um ritmo forte de atendimento direto:

  • Presencial: 323 cidadãos foram atendidos na sede do órgão.

  • Remoto: 332 atendimentos realizados via WhatsApp ou telefone.

  • Informação: O Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) processou 232 demandas e emitiu 82 certidões.

Comparativo histórico

Embora o número de janeiro de 2026 (2.416) seja ligeiramente inferior ao recorde de 2025 (2.668), ele consolida uma tendência de alta na participação popular quando comparado aos anos de 2022 e 2023, reforçando a confiança da população nos canais de fiscalização do Estado.

Outras Notícias

Entidades do setor canavieiro repudiam incitação ao crime de invasão

Feplana e Unida defendem Estado de Direito – pilar das instituições dos países democráticos – e repudiam a ação do governo federal na última sexta (1º), onde irresponsavelmente abrigou pessoas no Palácio do Planalto, residência do chefe de Estado, para incitarem a violência e defenderem o fim dos pilares da sociedade Embora o agronegócio nacional seja […]

Feplana e Unida defendem Estado de Direito – pilar das instituições dos países democráticos – e repudiam a ação do governo federal na última sexta (1º), onde irresponsavelmente abrigou pessoas no Palácio do Planalto, residência do chefe de Estado, para incitarem a violência e defenderem o fim dos pilares da sociedade

Embora o agronegócio nacional seja o único setor produtivo capaz de manter  ainda a balança comercial brasileira favorável, a presidente Dilma Rousseff  dar espaço a organizações sociais rurais no Palácio do Planalto, a exemplo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) na última semana, para incitar a violência e o crime de invasão às  propriedades rurais no país. As entidades do setor canavieiro, encabeçadas pela Federação dos Plantadores e Cana do Brasil (Feplana) e pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) repudiam a declaração da Contag, com guarida na sede do Governo Federal, visando atemorizar a sociedade que clama por justiça, mostrando desrespeito à lei e à ordem.

“A Feplana e a Unida defendem o Estado Democrático de Direitos, e como tal, o governo deve zelar pela Constituição Federal, e não permitir a propagação de práticas que promovem o ataque à nossa Lei maior, ao direito de propriedade e à livre iniciativa, ações que demonstram total descaso pela democracia, ampliando o sentimento de impunidade e insegurança”, pontua Alexandre Andrade Lima, presidente da Feplana e da Unida. O dirigente não consegue conceber e repudia radicalmente como isso pode acontecer dentro do Palácio do Planalto, sobretudo agora diante desse momento histórico onde a presidente mais fala da necessidade da manutenção da ordem democrática no Brasil.

A revolta da Feplana e da Unida é maior, bem como de outras entidades ligadas ao agronegócio e toda à sociedade, diante da aparente postura condescendente do governo federal, com aplausos, diante do fato da Contag ter incitado o crime de invasão, de dentro da sede administrativa da República. “Este foi um anúncio de um ato de terrorismo e selvageria, que atropela as leis vigentes e objetiva coagir a sociedade brasileira com ameaça criminosa. Portanto, não deve contar com o apoio do órgão institucional, com destaque à Presidência da República”, diz Lima.

Processo contra Dilma – Diante da postura antidemocrática  e criminosa da Contag ao incitar o crime de invasão, contrariando as leis vigentes, com aparente postura condescendente do governo federal, a Feplana e a Unida defendem que um processo legal de apuração do crime de responsabilidade seja atribuído à chefe do poder executivo, a presidente Dilma Rousseff. “Confiamos em nossas instituições, a exemplo do Poder Legislativo e do Judiciário, nas leis vigentes e na força das pessoas de bem, que trabalham honestamente, construindo o País, como vem fazendo o setor do agronegócio, garantindo, com bastante esforço, a balança comercial do país favorável, diante da maior crise econômica do Brasil, fala Lima.

TCE julga ilegais contratações da Prefeitura de Ouricuri

Foi aplicada multa individual no valor de R$ 9.183,00 ao prefeito Ricardo Ramos (PSDB) e às secretárias municipais de Assistência Social e Educação. Por Juliana Lima  O Tribunal de Contas de Pernambuco (TC/PE) julgou ilegais cerca de 270 contratações temporárias da Prefeitura de Ouricuri, no Sertão do Araripe. Mediante o Acórdão T.C. Nº 54 /2022, a […]

Foi aplicada multa individual no valor de R$ 9.183,00 ao prefeito Ricardo Ramos (PSDB) e às secretárias municipais de Assistência Social e Educação.

Por Juliana Lima 

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TC/PE) julgou ilegais cerca de 270 contratações temporárias da Prefeitura de Ouricuri, no Sertão do Araripe.

Mediante o Acórdão T.C. Nº 54 /2022, a Segunda Câmara do tribunal considerou à unanimidade que houve violação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),  a ausência de justificativa para a realização de contratações temporárias e a não realização de seleção pública, a realização de contratações indevidas para funções de direção, chefia e assessoramento e a contratação de temporários para funções em que existem aprovados em concurso público esperando nomeação.

Foi aplicada multa individual ao prefeito Francisco Ricardo Soares Ramos; à  Secretária de Assistência Social, Ana Karoline Batista Ramos; e à Secretária de Educação, Francisca Eliane Guedes da Silva, à razão de 10% do teto legal, correspondente a R$ 9.183,00.

A relatora foi a conselheira substituta Alda Magalhães. Estiveram na sessão ordinária realizada na última quinta-feira (27) os conselheiros Teresa Duere, Carlos Porto e Carlos Pimentel.

Vem aí o VI Festival Chama Violeta: um candeeiro cultural no interior pernambucano

Neste momento, no Sertão do Pajeú, o Festival de Artes Integradas Chama Violeta se prepara para realizar sua sexta edição, entre os dias 9 e 12 de janeiro de 2025. O Chama Violeta é um festival de artes integradas para pessoas residentes em comunidades rurais do sertão do Pajeú – PE, e traduz a ideia […]

Neste momento, no Sertão do Pajeú, o Festival de Artes Integradas Chama Violeta se prepara para realizar sua sexta edição, entre os dias 9 e 12 de janeiro de 2025.

O Chama Violeta é um festival de artes integradas para pessoas residentes em comunidades rurais do sertão do Pajeú – PE, e traduz a ideia do entrelaçar linguagens artísticas para valorizar a diversidade cultural, e convida todos os públicos para viver a experiência de 25 horas de programação gratuita, num formato presencial com apresentações artísticas, roda de conversa e duas atividades formativas.

O festival acontece na comunidade rural MINADOURO, município de Ingazeira (com pouco mais de 4mil habitantes), que está distante 390 quilômetros de Recife.

À frente dessa empreitada está Odília Nunes, artista e produtora cultural do projeto permanente nesta comunidade: NO MEU TERREIRO TEM ARTE, atuante desde 2015. Iniciativa independente que acredita no poder transformador da arte e segue compartilhando com seu território.

Em 2025, o festival acontecerá entre os dias 9 e 12 de janeiro, com atividades que serão realizadas em espaços diversos do nosso território.

Todas as apresentações serão ao ar livre, e têm endereços bem peculiares: Terreiro de Edileuza, Terreiro de Sonia, Terreiro da Capela no Sítio Minadouro, além das ações “Furdunço na Feira” na feira livre em Ingazeira, e “Ô de casa, posso entrar” na Oca Sertaneja em Tuparetama.

Programação

Em sua sexta edição, o festival garante uma diversidade de ações. A comunidade irá receber duas ações formativas: “Oficina de Equilíbrio em Monociclo” com a Cirkombi de Triunfo/PE; e “Teatro para Crianças” com a Trupe Errante – Petrolina/PE. Haverá também uma roda de conversa sobre o fazer artístico no interior.

E que as cortinas se abram! Durante a programação, teremos espetáculos de dança, teatro, circo, cinema, música, poesia e cultura popular ocupando os

terreiros das casas, transformando, mais uma vez, a comunidade numa mina de arte e cultura. Além de uma extensa programação artística durante os quatro dias de evento.

Este ano, a programação conta com a participação de grupos e artistas de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, São Paulo e Distrito Federal.

Realização independente e coletiva: no interior tem uma gente que cria!

O CHAMA VIOLETA tem grande importância para o Sertão do Pajeú e para o interior do Estado, tanto pelo caráter descentralizador dos bens culturais, intercâmbios e a circulação dos artistas, como também por mostrar alternativas para promoção cultural longe dos grandes centros e em regiões que não possuem equipamentos culturais públicos. Sua realização serve de inspiração para outros projetos semelhantes que pensem descentralização, diversidade, intercâmbio e sustentabilidade.

Para realização da VI edição, Odilia fez campanha de financiamento coletivo para custear os translado dos artistas até a comunidade. Todos os artistas e equipe técnica estão trabalhando de forma voluntária.

A atriz, sua família e vizinhos vão receber 95 artistas para realização do festejo.

“Acredito no poder social e educativo da arte. Com ela nos comunicamos, interpretamos o mundo, nos unimos, nos conhecemos e podemos ser mais solidários, criativos e equilibrados. A arte não é um fim, mas um caminho cheio de possibilidades e processos que geram liberdade além de nutrir o respeito ao próximo”, afirma Odília Nunes, idealizadora do Chama Violeta. Pra saber da programação completa acesse aqui.

Novo acidente no Carnaval do Rio deixa 16 feridos

O acidente com o carro alegórico da Unidos da Tijuca deixou 16 feridos na Marquês de Sapucaí na madrugada de hoje. Há dois feridos mais graves, um com suspeita de traumatismo craniano e outro com suspeita de traumatismo abdominal. O balanço é da Secretaria Municipal de Saúde. A primeira vítima foi removida para o hospital […]

O acidente com o carro alegórico da Unidos da Tijuca deixou 16 feridos na Marquês de Sapucaí na madrugada de hoje. Há dois feridos mais graves, um com suspeita de traumatismo craniano e outro com suspeita de traumatismo abdominal. O balanço é da Secretaria Municipal de Saúde.

A primeira vítima foi removida para o hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, e a outra foi levada para o hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste. Há ainda um caso de suspeita de trauma da clavícula esquerda.

Dos 16 feridos, seis foram removidos para hospitais e 10 tiveram ferimentos leves ou são casos de crise nervosa. Foram feitos atendimentos em dois postos de saúde na Sapucaí.

Amupe lança 6° Congresso Pernambucano de Municípios em assembleia

Por André Luis A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realizará nesta terça-feira (11) uma assembleia extraordinária de prefeitos e prefeitas em sua sede, localizada na Avenida Recife, número 6205. O encontro terá início às 9h e contará com a presença de gestores municipais de todo o estado. O principal objetivo da assembleia é o lançamento […]

Por André Luis

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realizará nesta terça-feira (11) uma assembleia extraordinária de prefeitos e prefeitas em sua sede, localizada na Avenida Recife, número 6205. O encontro terá início às 9h e contará com a presença de gestores municipais de todo o estado.

O principal objetivo da assembleia é o lançamento oficial da 6ª edição do Congresso Pernambucano de Municípios. O evento é uma iniciativa da Amupe e se consolidou como um importante fórum de debate e troca de experiências entre os gestores públicos de Pernambuco.

Durante o congresso, serão abordados temas relevantes para a gestão municipal, como políticas públicas, desenvolvimento sustentável, saúde, educação, infraestrutura, entre outros. O evento tem como propósito promover a discussão e a busca por soluções para os desafios enfrentados pelos municípios pernambucanos.

Além do lançamento do Congresso Pernambucano de Municípios, os gestores presentes na assembleia também terão a oportunidade de discutir os resultados do Censo 2022. Essa discussão é de extrema importância para o planejamento estratégico das administrações municipais, permitindo uma análise detalhada da realidade demográfica e socioeconômica de cada localidade.

Outro assunto relevante que será abordado é a Reforma Tributária. Os prefeitos e prefeitas poderão trocar ideias e informações sobre os possíveis impactos dessa reforma nas finanças municipais, além de discutir estratégias para garantir a sustentabilidade econômica das cidades diante das mudanças propostas.

A assembleia da Amupe representa um espaço fundamental para a troca de experiências e o fortalecimento do municipalismo em Pernambuco. Ao reunir gestores municipais de diferentes regiões do estado, o encontro busca promover a união e a articulação entre os municípios, visando a busca conjunta por soluções e melhorias para a gestão pública.

Com a oficialização do lançamento do 6° Congresso Pernambucano de Municípios, a Amupe reafirma seu compromisso em promover o diálogo e a capacitação dos gestores municipais, impulsionando o desenvolvimento e o progresso de todas as cidades pernambucanas.