“Os pobres são lembrados apenas em época de eleição”, diz Lula ao criticar Congresso
Por André Luis
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a composição do Congresso Nacional e a postura da classe política em relação à população mais pobre. Em entrevista ao podcast Papo de Crente, concedida nesta sexta-feira (19) ao lado da primeira-dama Janja, Lula afirmou que muitos direitos sociais previstos na Constituição não são regulamentados porque “a maioria dos deputados não são trabalhadores, não têm compromisso com os trabalhadores, são gente de classe média alta… que pouco tá ligando pro povo”.
Segundo o presidente, essa falta de compromisso resulta em um distanciamento da política em relação aos que mais precisam. “Os pobres são lembrados apenas em época de eleição. Depois, viram invisíveis, porque os políticos esquecem deles e vão jantar com os ricos”, declarou.
Lula disse ainda que sua motivação para retornar à Presidência foi um “compromisso de fé de ajudar esse povo pobre brasileiro” e ressaltou que não utiliza religião como palanque político. “Eu não faço da igreja instrumento de política, não uso religião para ganhar voto. Eu voltei porque senti que precisava cuidar do povo pobre”, afirmou.
O presidente defendeu maior engajamento da população na vida política e incentivou os jovens a se envolverem, mesmo diante da descrença. “A desgraça de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta. O povo pobre precisa ter consciência da sua força para eleger quem de fato defende os seus interesses. Não adianta esperar que um rico faça por eles o que eles têm que fazer”, disse.
Durante a entrevista, Lula também criticou o governo anterior, classificado por ele e por Janja como “negacionista” na condução da pandemia de Covid-19. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi chamado de “louco” por Lula, que o acusou de ter feito promessas vazias.
Por fim, o petista destacou que vê sua missão como mais do que governar: “É cuidar das pessoas, especialmente das que mais precisam do Estado”. Ele concluiu afirmando que um dos principais objetivos de sua gestão é “desmantelar a mentira” que, segundo ele, ainda influencia parte da sociedade brasileira.
A semana das estradas A matéria “Situação das estradas que cortam o Pajeú exigem ação urgente” teve ampla repercussão essa semana, ficando entre as mais lidas. Só foi superada pelas notícias das chuvas no Pajeú. Não faltaram leitores reforçando a cobrança ou indicando novas vias que precisam de ação. Houve repercussão em todo estado. A […]
A matéria “Situação das estradas que cortam o Pajeú exigem ação urgente” teve ampla repercussão essa semana, ficando entre as mais lidas. Só foi superada pelas notícias das chuvas no Pajeú. Não faltaram leitores reforçando a cobrança ou indicando novas vias que precisam de ação. Houve repercussão em todo estado.
A semana ainda foi marcada pela disputa de que Deputado foi o “pai” de um buraco tapado na PE 390, em uma ponte próxima a Nazaré do Pico, se Rodrigo Novaes ou Fabrizio Ferraz, simbolizando o quadro difícil das rodovias.
Muitos questionaram se o governo Paulo Câmara tem conhecimento do problema. Evidente que sim. A dúvida é se não começou a enfrentar a situação porque está em rearrumação depois da mudança de equipe, se está estudando de onde tirar o dinheiro ou se justamente por conta do limite fiscal do estado, está segurando alguma medida. Seja qual for o motivo, tem sido muito cobrado pela opinião pública.
Das atuais rodovias que cortam a região, tem a marca do ciclo Paulo Câmara PE 292, com recapeamento entregue em março de 2017, trecho de 40 quilômetros entre o entroncamento com a PE-275, em Albuquerque Né, distrito de Sertânia, até Afogados da Ingazeira, ao custo de R$ 22,5 milhões, parte da PE 283, entre Quixaba e Lagoa da Cruz e a estrada de Santa Rita, Serra Talhada, com o carimbo de Sebastião Oliveira.
Em 2013, Eduardo Campos entregou a restauração da PE-390, no trecho de 84 quilômetros que vai do entroncamento da BR-232, em Serra Talhada, até o entroncamento da PE-360, em Floresta, com investimento de quase R$ 19 milhões. Em 2014, inaugurou o restauro da PE-320, orçado em R$ 58 milhões. A via não resistiu com qualidade plena a sequer cinco anos, levantando dúvidas sobre a qualidade do serviço.
Hoje, só a PE 292 escapa. Quase todas as PEs que cortam a região, como as 320, 365, 337, 275, 420 e 265 precisam de reparos. A PE 320, inaugurada em 2014 na gestão Eduardo Campos precisa de requalificação em vários trechos. Somem-se a isso entraves como a obra de duplicação dos acessos a Afogados da Ingazeira até o trevo da PE, paralisada. Há queda de braço entre o governo e a empresa vencedora da licitação, que deveria ter terminado o serviço em janeiro do ano passado.
Na PE 265, conhecida como “reta de Sertânia” nem a prefeitura do município aguentou. O Governo Municipal de Sertânia firmou uma parceria com o Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco para realizar uma operação tapa-buraco na localidade.É de comum entendimento que a via, assim como a PE 275 precisa de recapeamento completo. É como pôr remendo novo em calça velha.
A PE-365, que liga Serra Talhada a Triunfo, está intrafegável. A PE 420 está em situação crítica. Batizada de PE José Paulino de Melo, a rodovia entre Tabira e Água Branca tem além dos buracos, agora tem água acumulada com as chuvas. A PE 275 está na lista das piores rodovias do estado.
A PE 337 que liga Flores a Sítio dos Nunes também está em situação complexa, com muitos buracos.
E olha que nem falamos das rodovias projetadas para sair do papel e realizar um sonho de décadas de várias comunidades. Na lista as rodovias entre Iguaracy e Custódia, de Ingazeira a PE 275, de Ibitiranga à divisa com a Paraíba, só para dar três exemplos.
Além de uma grande movimentação da sociedade, que tem que pressionar com manifestações, nas redes sociais e onde houver espaço, os prefeitos aliados também precisam se mexer. Ano que vem é ano eleitoral e certamente eles serão pressionados por tabela, pelo que não conseguiram junto ao governador. O pau vai cantar lá e cá…
Hoje sim, hoje sim, hoje não…
Quem leu a carta do vereador Sinézio Rodrigues parágrafo a parágrafo ia tendo a cada trecho a certeza crescente de que agora o petista iria anunciar pra valer sua candidatura a prefeito, já que o PT corre sério risco de perder a importante prefeitura sertaneja. “O PT deve se preparar para contribuir no debate para derrotar a direita, de ser o partido de Lula e a bandeira que representa a luta da classe trabalhadora”. Botou pra lascar, para em seguida dizer: “retiro meu nome”.
Mais uma, Amém
Não é a primeira vez que o Monsenhor João Carlos Acioly Paz critica o trânsito, o ordenamento urbano e a falta de controle da poluição sonora na cidade. Em 2014, disse que o trânsito da cidade era “uma bagunça, uma baderna”. Em 2018, voltou a falar do problema: “é uma bagunça e um péssimo exemplo”. Agora disse que não há fiscalização e respeito nem aos templos religiosos quando mal conseguiu celebrar uma missa com o barulho dos carros de som.
Cobra, João!
Se não veio em um disco voador, sendo arremessado para a bancada da Fasp, o Deputado João Campos foi mais um a testemunhar a péssima condição das estradas sertanejas. Ele esteve aqui criticando a reforma da previdência proposta por Bolsonaro. E tem obrigação de, assim como os prefeitos da região aliados do governador, levar o reclame da sociedade do Pajeú.
O jogo da política
Na política vale tudo. Em Serra Talhada, a própria Secretaria de Saúde revelou que de cada três casas, uma tem foco da dengue. Márcia Conrado falará de um plano emergencial nesta segunda. É um problema de todos, mas não se assuste se, com eventual aumento de casos, a Secretária for atacada no processo eleitoral recebendo o adesivo de única responsável.
Grave
A Direção do Hospital de Tabira tem que tomar uma posição urgente diante da denúncia que chegou à coluna de que tem médico obrigando paciente a pagar metade dos exames alegando “parceria com a unidade”. Se há conivência, mais absurdo ainda. Pacientes tem sido obrigados a pagar de R$ 160 a R$ 220 para exames como endoscopia.
Frase da semana:
“Desculpem as caneladas. Não nasci para ser presidente, nasci para ser militar”. De Jair Bolsonaro, em fala que tomou as redes.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja participar pessoalmente da indicação de pelo menos três dos ministros que devem compor o governo de Dilma Rousseff (PT) a partir do ano que vem. As informações são do jornal Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, Lula já possui suas indicações para as pastas da Fazenda, Educação e […]
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja participar pessoalmente da indicação de pelo menos três dos ministros que devem compor o governo de Dilma Rousseff (PT) a partir do ano que vem. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo a publicação, Lula já possui suas indicações para as pastas da Fazenda, Educação e Cidades. Em um encontro com Dilma, nesta semana, em Brasília, o ex-presidente teria recebido o aval para acompanhar de perto as iniciativas e os resultados dessas pastas, que ele acredita serem “fundamentais para o futuro governo”.
Mesmo que durante o seu primeiro mandato, Dilma tenha se incomodado com as sugestões e pitacos de seu sucessor – por tentar construir uma imagem de independência – agora ela sabe que ele tem interesse direto no seu governo. Afinal, em 2018, Lula deve voltar a concorrer à Presidência da República.
“Esse governo não pode dar errado. Lula acompanhará bem de perto”, explica um aliado do ex-presidente que também transita com liberdade no círculo de Dilma.
As decisões, no entanto, ainda vão depender da presidente e, se preciso for, haverá um embate. Um dos cargos que causará discussões será o de ministro da Fazenda. Isso porque Dilma quer o ex-secretário-executivo da pasta Nelson Barbosa, mas Lula prefere o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.
O promotor que coordena a 3ª Circunscrição do MP, Lúcio Luiz de Almeida Neto, afirmou hoje que os promotores estão buscando reverter a decisão de prefeitos de afastamento do Cimpajeú, considerando que algumas politicas públicas importantes em área como o meio ambiente estavam sendo pactuadas conjuntamente e sofreram descontinuidade com a decisão. Em abril de […]
Promotor Lúcio Almeida e colegas cobram a voltam de municípios ao Consórcio, sob pena de serem responsabilizados
O promotor que coordena a 3ª Circunscrição do MP, Lúcio Luiz de Almeida Neto, afirmou hoje que os promotores estão buscando reverter a decisão de prefeitos de afastamento do Cimpajeú, considerando que algumas politicas públicas importantes em área como o meio ambiente estavam sendo pactuadas conjuntamente e sofreram descontinuidade com a decisão.
Em abril de 2017 pelo menos quatro prefeitos formalizaram a saída do Consórcio. Evandro Valadares (São José do Egito), Ângelo Ferreira (Sertânia), Tânia Maria (Brejinho), Adelmo Moura (Itapetim) e Sebastião Dias (Tabira).
A saída dos gestores havia se dado em consequência do processo que elegeu Marconi Santana (Flores) no consórcio. Em 27 de janeiro, a votação que escolheu a atual presidência do Consórcio foi marcada por falta de consenso entre os dois grupos a frente da entidade, criando uma dissidência.
“Não é possível uma questão menor determinar a saída de um consórcio. Estamos conseguindo reverter essa situação”, disse o promotor Lúcio Almeida, acrescentando que a irredutibilidade pode acarretar até ações do MP por não haver a manutenção de compromissos consorciados firmados. O promotor Aurinilton Leão já havia defendido posição similar.
Segundo ele, o gestor de Itapetim, Adelmo Moura, já fora convencido de que deve voltar ao consórcio. O caminho deve ser o mesmo de Tânia Maria (Brejinho). Sebastião Dias (Tabira) teria dito que sairia mas não formalizado. “Vamos conversar com Evandro Valadares e buscar convencê-lo de que é o melhor para o município”. Ângelo Ferreira é tido como carta fora do baralho, porque passou ao Consórcio de municípios do Moxotó.
Ao discursar durante o Grande Expediente – espaço nobre, em que os deputados contam com mais tempo para abordar com profundidade temas de interesse da sociedade – na Tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados, na tarde desta segunda-feira (15), Gonzaga Patriota fez uma análise sobre a grave situação do Nordeste em função da seca […]
Ao discursar durante o Grande Expediente – espaço nobre, em que os deputados contam com mais tempo para abordar com profundidade temas de interesse da sociedade – na Tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados, na tarde desta segunda-feira (15), Gonzaga Patriota fez uma análise sobre a grave situação do Nordeste em função da seca e defendeu o seu Projeto de Lei (PL nº 6.569/2013) que propõe a interligação da hidrovia do São Francisco com a Bacia Amazônica.
Patriota iniciou o discurso lamentando os atrasos das grandes obras do Nordeste, principalmente da Transnordestina e da Transposição do Rio São Francisco, e afirmou que quando se trata dessa região “tudo fica para depois”.
“O meu compromisso maior é com a população brasileira e de modo particular, com meu querido Estado de Pernambuco e de um Nordeste que continua sendo tratado como “o patinho feio” do Brasil. Lá, tudo que tem que ser feito hoje pelo governo, fica para depois, ou nunca acontece. Antes de refletir sobre tudo isso, fiz várias visitas ao Sertão pernambucano, onde acompanhei de perto o sofrimento dos meus conterrâneos que estão enfrentando a pior seca das últimas cinco décadas”, disse.
E completou: “Nada justifica o que o Nordeste está sofrendo. É como se a seca fosse um fenômeno desconhecido, ou algo que chegou sem que ninguém tivesse conhecimento desse fenômeno natural que mata os animais e atormenta milhões de homens, mulheres, idosos e crianças.O tratamento que o Governo Federal vem dando à seca nos últimas cinquenta anos depõe contra os princípios morais e os direitos humanos, tamanha as atrocidades enfrentadas por milhões de nordestinos. Faz algumas décadas que saímos do anacronismo dos governos militares e o País passou a ser administrado por nordestinos como José Sarney, Fernando Collor de Melo, Lula e o mineiro Itamar Franco”, avaliou.
O deputado destacou os prejuízos causados pela seca em Pernambuco. De acordo com o parlamentar, um levantamento feito até o mês de março deste ano, “mostra números assustadores, como se o Agreste e o Sertão do Estado tivessem sido devastados por uma tragédia anunciada há muito tempo e que só agora começa a ser avaliada”.
“A violência com que a seca se estende sobre o território nordestino é impressionante em relação aos registros de anos anteriores. Em Pernambuco, por exemplo, 126 dos 184 municípios estão em situação de emergência, muitos em calamidade pública. A escassez de água já chegou a muitas cidades do Agreste e região da mata, delas que nunca sofreram nenhum problema de abastecimento d’água”, comentou.
O socialista acredita que neste momento de escassez das águas, o seu Projeto de Lei de interligação do Rio Tocantins não pode ser desprezado.
“Acredito que dessa vez meu projeto é enfim respeitado e estudado como merece. Tenho certeza que o Rio Tocantins é a melhor saída para salvar o Rio São Francisco e a população do semiárido do nosso país. Agora torna-se vital a aprovação do projeto de minha iniciativa que concretiza a ajuda das águas do Rio Tocantins para o Rio São Francisco. O Governo Federal, enfim, atentou para a viabilidade do projeto e diante disso, engenheiros de Furnas Centrais Elétricas elaboraram um estudo para levar ao semiárido nordestino a água de um dos mais importantes rios do País, beneficiando a população de cinco estados”, defendeu.
Conforme delineia o projeto de Patriota, essa obra de transposição garantirá a navegabilidade e a regularização do nível das águas do São Francisco. “A execução desse projeto é indispensável. Não se pode falar em transposição do São Francisco sem garantir a regularização do nível do rio”, justificou.
Estimada em R$ 1 bilhão, a proposta prevê a construção de um canal com cerca de 200 quilômetros de extensão entre o rio Tocantins, no Centro-Oeste, e o rio Preto, que corta os municípios a Oeste da Bahia. O tráfego hidroviário do rio São Francisco seria feito pelo canal dos rios Preto, Tocantins e Amazonas, facilitando, inclusive, o transporte das cargas da Ferrovia Norte-Sul para o Porto de Suape, no Recife.
Três deputados pediram aparte, durante o discurso de Gonzaga Patriota e apoiaram o projeto do parlamentar. Os deputados Zé Geraldo (PT-BA); Padre Luiz Couto (PT-PB) e Mauro Pereira (PMDB-RS) defenderam maior agilidade na concretização do PL que propõe a interligação da hidrovia do São Francisco com a Bacia Amazônica.
Mais uma morte registrada na PE 320 nessa reta final do ano. Segundo informações que circulam nas redes sociais, Romário Marçal dos Santos, idade não informada, perdeu a vida na via. As informações preliminares indicam que ele morava na Rua João Pereira Lima, bairro Caixa D’Água, Carnaíba. Também não são muitos detalhes sobre as circunstâncias do acidente. […]
Mais uma morte registrada na PE 320 nessa reta final do ano.
Segundo informações que circulam nas redes sociais, Romário Marçal dos Santos, idade não informada, perdeu a vida na via.
As informações preliminares indicam que ele morava na Rua João Pereira Lima, bairro Caixa D’Água, Carnaíba.
Também não são muitos detalhes sobre as circunstâncias do acidente.
Sabe-se que Romário seguia de moto entre Carnaíba e Afogados da Ingazeira. Ele teria se chocado com outra moto, cujo nome do condutor não foi informado.
Encaminhado para o Hospital Regional Emília Câmara, não resistiu e faleceu.
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