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Oposição vai ao MPF e PF contra “Escândalo da Gorjeta” na aquisição de combustível em Tabira

Por André Luis

O advogado Flávio Marques (PT) afirmou, durante pronunciamento nas redes sociais nesta segunda-feira (25), que os partidos de oposição se organizaram para pedir a abertura de inquérito na Procuradoria da República em Serra Talhada e na Polícia Federal em Caruaru para apurar a denúncia de superfaturamento na compra de combustíveis pelo Fundo Municipal de Saúde, com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A denúncia de superfaturamento, chamada de “Escândalo da Gorjeta” pela oposição, consiste no acréscimo em nota de 10% (dez por cento) na gasolina e 11,65% (onze vírgula sessenta e cinco por cento) no diesel, realizado pelos veículos no posto. Além disso, vários carros de servidores que ocupam cargos e funções na secretaria estariam abastecendo na conta do Fundo Municipal de Saúde.

“A prefeita fez escola com seu esposo. Tabira lembra que o Tribunal de Contas apontou nas prestações de contas do ex-prefeito, notas fiscais com pagamento de frango enviado para sua casa e os seus “vales” de bebidas alcoólicas na churrascaria”, lembrou Flávio.

Na representação, aparece um dos 127 (cento e vinte e sete) cupons fiscais, juntados pela oposição, mencionando que no dia 28 de maio de 2021, às 12h22min, a assistente de saúde, Elis Carvalho, filha do ex-prefeito e enteada da atual prefeita, efetuou o abastecimento do veículo Gol, placa OYT 4959, como sendo da frota da Saúde, o que não é verdade após consulta no DETRAN-PE, no valor de R$ 135,88 com acréscimos de 10%, o valor pago pelo Fundo Municipal de Saúde foi de 150,00.

De acordo com Flávio, a Prefeitura de Tabira já empenhou de janeiro a setembro de 2021, para a compra de combustíveis, o valor de R$ 1.065.810,00 (um milhão sessenta e cinco mil oitocentos e dez reais), dos quais já foram pagos R$ 1.063.631,08 (um milhão sessenta e três mil seiscentos e trinta e um reais e oito centavos).

“É triste saber que falta dinheiro para o transporte dos estudantes universitários e para o aluguel social, promessas de campanha da prefeita Nicinha Melo, mas que sobram recursos para os 10% e 11,65% da “gorjeta” da bomba do posto. Isso tem que ser investigado e precisamos saber quem tá recebendo esse dinheiro”, afirmou Marques.

Outras Notícias

Raquel Lyra diz sim para a disputa pelo Governo de PE, diz presidente do PSDB

Bruno Araújo frisou, contudo, que o nome da tucana só será lançado após tratativas do partido com as demais siglas do grupo de oposição pernambucano Com informações do JC Online O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, afirmou nesta sexta-feira (13) que, após perguntar à prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), se o partido poderia contar […]

Bruno Araújo frisou, contudo, que o nome da tucana só será lançado após tratativas do partido com as demais siglas do grupo de oposição pernambucano

Com informações do JC Online

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, afirmou nesta sexta-feira (13) que, após perguntar à prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), se o partido poderia contar com ela para a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2022, a gestora se colocou à disposição da legenda.

A declaração do ex-deputado federal foi dada após visita do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ao Porto Digital, no Bairro do Recife. Leite é pré-candidato à Presidência da República.

“A Raquel coube a mim fazer uma pergunta objetiva: eu posso contar com o seu nome posto como alternativa a ser candidata a governadora de Pernambuco? E ela me disse que sim. Dentro dessa perspectiva é que a gente articula e trabalha com todas as demais lideranças”, afirmou Bruno

“Isso vai se confirmar? A Raquel não vai ser candidata dela própria ou só nossa, vai se confirmar se houver uma construção política que caminhe para isso, mas nós vamos ofertar esse nome para o conjunto dessas lideranças de oposição, Raquel como uma mulher pronta, madura e que pode ajudar a trazer inovação na política”, completou Bruno Araújo.

Em seu Instagram, Raquel postou um vídeo ao lado de Eduardo Leite, na casa do Mestre Vitalino, no Alto do Moura, em Caruaru.

“Gente, estou recebendo aqui, no Alto do Moura, o governador Eduardo Leite. Ele que vem fazendo um trabalho diferenciado como gestor público, no Rio Grande do Sul e veio conhecer Caruaru, a capital do agreste pernambucano”, escreveu Raquel na legenda.

Recife: em três dias choveu o equivalente a 94% do esperado para setembro

As chuvas que atingem a Região Metropolitana do Recife (RMR) desde a última sexta-feira (5) já registram 94% do esperado para o mês de setembro. Os dados são da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), que informou que, em três dias, choveu o equivalente a 111 mm, número próximo à média histórica do mês […]

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As chuvas que atingem a Região Metropolitana do Recife (RMR) desde a última sexta-feira (5) já registram 94% do esperado para o mês de setembro. Os dados são da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), que informou que, em três dias, choveu o equivalente a 111 mm, número próximo à média histórica do mês de setembro, de 118 mm. As chuvas são resultado de um fenômeno chamado sistema cavado de baixa pressão, que acontece nos altos níveis atmosféricos. O sistema também é responsável pelos ventos intensos, que já derrubaram árvores e muros na RMR.

A curiosidade é que o sistema cavado normalmente acontece no verão, associado à pré-estação chuvosa. Em algumas áreas, o cavado é conhecido por ocasionar as chuvas de verão. Segundo a Apac, a antecipação do sistema é resultado de um canal de umidade vindo de uma frente fria que se formou no oceano atlântico. “A gente observa que tem uma faixa do cavado que está tomando o litoral leste do Nordeste, o que normalmente ocorre no mês de dezembro”, analisa Francis Lacerda, da Apac.

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A previsão é que, nos próximos dias, a chuva perca a intensidade. Nesta segunda-feira (8) a chuva continua com força moderada. Na terça-feira, o dia será nublado e com chuvas fracas.

As chuvas deixaram diversos transtornos na cidade. Em Jaboatão dos Guararapes, um muro de arrimo desabou na noite do domingo, na Rua Nossa Senhora dos Prazeres, no bairro de Cavaleiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve feridos. No bairro de Jardim Atlântico, em Olinda, uma árvore caiu sobre duas casas e deixou uma mulher ferida no domingo.

A chuva também colaborou para o esvaziamento de público no tradicional desfile de 7 de setembro no Recife, no domingo. O desfile cívico-militar foi realizado na Avenida Mascarenhas de Morais, bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife.

Do JC On Line

Armando agora rumo à oposição no Estado

do JC Online Aliado da Frente Popular até o ano passado e colocando sua candidatura ao governo contra o PSB, Armando Monteiro (PTB), derrotado ontem nas urnas por mais de 1,6 milhão de votos de diferença, coloca-se de vez na oposição. Foi o recado que ele deixou ontem ao reconhecer o revés, ao indicar que […]

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do JC Online

Aliado da Frente Popular até o ano passado e colocando sua candidatura ao governo contra o PSB, Armando Monteiro (PTB), derrotado ontem nas urnas por mais de 1,6 milhão de votos de diferença, coloca-se de vez na oposição. Foi o recado que ele deixou ontem ao reconhecer o revés, ao indicar que estará observando de perto as ações de Paulo Câmara (PSB). “Eu espero que o governador eleito esteja à altura das responsabilidades e dos desafios que ele terá que assumir nos próximos anos”, disse. No entanto, ele não se credenciou como líder desse novo bloco. O insucesso arrastou também João Paulo (PT) na corrida ao Senado.

“As urnas sempre definem as coisas. Quem perde tem sempre esse papel (de oposição). Nós vamos exercê-lo com responsabilidade e com o sentido maior, que é o compromisso com Pernambuco”, completou o petebista.

Armando não quis avaliar a derrota. “Ao reconhecer o resultado da eleição, estamos reconhecendo o pronunciamento do povo de Pernambuco. Com que dimensão, se por mais ou menos, não me parece agora questão própria. Ficamos com a responsabilidade de representar um terço dos eleitores de Pernambuco, que é algo muito expressivo”, declarou.

O candidato disse, ainda, que a comoção com a morte do ex-governador Eduardo Campos é assunto passado. “Não gostaria de me deter mais nisso, eu acho que agora isso passou. Houve um resultado, nós perdemos. Nesse momento, nosso compromisso é olhar para frente”, acrescentou.

Para Paulo Rubem (PDT), vice na chapa, a derrota nas urnas se deu pela falta de um comando único das campanhas presidenciais, estaduais e ao Senado. “Eles (a Frente Popular) tinham isso e fica mais fácil de guiar. Eles também tinham muito tempo de TV e as máquinas da prefeitura e do governo a favor”, analisou. A falta de uma conduta uniforme entre PTB e PT era evidente na campanha. Tanto que João Paulo teve um comitê separado de Armando e, muitas vezes, fez agendas diferentes do restante da coligação.

ALIADOS – João Paulo (PT) e Paulo Rubem não afirmaram ontem que estão no barco da oposição no Estado. “Não falo em nome do PT. O PT tem suas instâncias democráticas para discutir. Vai fazer uma avaliação do resultado nacional e estadual e montar estratégia futura”, declarou João Paulo.

Posição semelhante assumiu Paulo Rubem. “O resultado eleitoral de Pernambuco e dos demais Estados serão analisados pela direção nacional. Mas a posição do partido é permanecer integrado a essas forças e discutir a sua reestruturação no Estado com orientação da direção nacional”, afirmou.

Em entrevista à Rádio Jornal, Paulo Câmara fala sobre investimentos no combate à seca

Com informações da Rádio Jornal Em visita ao município de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, o governador Paulo Câmara falou ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal, nesta sexta-feira (13), que a questão da seca no interior do Estado é uma grande prioridade da gestão. O debate teve a participação do comunicador Anchieta Santos, da Rádio […]

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Com informações da Rádio Jornal

Em visita ao município de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, o governador Paulo Câmara falou ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal, nesta sexta-feira (13), que a questão da seca no interior do Estado é uma grande prioridade da gestão. O debate teve a participação do comunicador Anchieta Santos, da Rádio Pajeú.

Segundo ele, a arrecadação esperada com a venda da administração da folha de pessoal pelos bancos, cuja licitação vence em fevereiro de 2016, será destinada principalmente para obras hídricas no interior.

Paulo citou os municípios sertanejos de Itapetim, Brejinho, Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde como os de situação mais alarmante em relação a estiagem. “Eles precisam de uma atenção especial, pois estão em colapso total. Até os centros urbanos estão sendo abastecidos com carros-pipa”.

De acordo com Paulo, a Adutora do Agreste é a solução que promoverá uma sustentabilidade hídrica para a população, mas depende muito da conclusão da Transposição do Rio São Francisco.

“A Adutora do Agreste receberá água do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco, que está com 80% de sua obra concluída. Isso quer dizer que devemos esperar, ainda, cerca de dois anos para a entrega do projeto. É muito tempo de espera e a previsão é de 2016 seja um ano ainda mais seco que este ano. Por isso, estamos pensando em ações provisórias de convivência com a estiagem nesse período”, afirmou.

Questões sobre o Sertão do Pajeú : Paulo Câmara ainda respondeu várias perguntas de Anchieta Santos sobre o sertão. Dentre os questionamentos, se pode acontecer com as Upas de Serra Talhada e Afogados da Ingazeira.

Também sobre as PEs 292, esperando conclusão do recapeamento, além das rodovias 275 e 265, em mal estado. Também sobre o apoio para o Curral o Gado de Tabira e aumento do efetivo do 23º BPM. Sobre água, perguntou o que o governo está fazendo para agilizar junto a Celpe e Dnocs a segunda etapa da Adutora do Pajeú.

A Rádio Pajeú retransmite na íntegra o Debate às dez horas desta segunda (16), no programa Manhã Total.

Justiça ou injustiça? Decisão de absolver policiais no caso João Pedro desafia lógica e humanidade

Por André Luis Publicado no g1 nesta quarta-feira (10), a decisão judicial que absolveu os policiais envolvidos na morte de João Pedro Matos Pinto, um adolescente negro de 14 anos, é profundamente perturbadora e levanta sérios questionamentos sobre a aplicação da justiça no Brasil. De acordo com a matéria, a juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine, […]

Por André Luis

Publicado no g1 nesta quarta-feira (10), a decisão judicial que absolveu os policiais envolvidos na morte de João Pedro Matos Pinto, um adolescente negro de 14 anos, é profundamente perturbadora e levanta sérios questionamentos sobre a aplicação da justiça no Brasil. De acordo com a matéria, a juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine, entendeu que os policiais agiram em legítima defesa, apesar de João Pedro estar brincando dentro de sua própria casa e não representar ameaça alguma aos agentes. 

A situação é ainda mais alarmante quando se considera o contexto em que ocorreu o trágico incidente. João Pedro estava desarmado, em um ambiente onde deveria se sentir seguro. Como pode ser legítima defesa quando a vítima não apresenta perigo? O pai de João Pedro, em sua dor e indignação, pergunta: “Como pode ser normal?”. Essa pergunta ecoa em nossas mentes, trazendo à tona a cruel realidade enfrentada por corpos negros no Brasil.

A decisão judicial não só agride a memória de João Pedro, mas também ignora a dor e o sofrimento de sua família e da comunidade negra. Em 2023, dados alarmantes mostram que a violência policial no Brasil resultou na morte de centenas de pessoas negras e pardas. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 78% das vítimas de intervenções policiais no país são negras. Este número não pode ser ignorado, pois reflete um padrão sistêmico de violência e discriminação racial.

A morte de João Pedro é mais um capítulo doloroso na longa história de brutalidade policial contra a população negra no Brasil. Infelizmente, casos como o dele não são exceções, mas sim parte de uma trágica norma onde a cor da pele determina a probabilidade de ser vítima de violência estatal.

A absolvição dos policiais envolvidos envia uma mensagem perigosa de impunidade e desrespeito à vida de pessoas negras e pobres. É imperativo questionar e desafiar as estruturas que permitem tais injustiças. Não podemos aceitar que a vida de jovens negros seja constantemente colocada em risco e desvalorizada. Precisamos de uma reforma profunda nas instituições de segurança pública e no sistema judiciário, para que a justiça seja realmente justa e imparcial.

A morte de João Pedro e a subsequente decisão judicial são um chamado urgente para ação. Devemos continuar a lutar contra a violência racial e exigir responsabilidade das autoridades. A vida de João Pedro e de tantos outros jovens negros importa, e é nosso dever garantir que suas histórias sejam ouvidas e que suas vidas não sejam perdidas em vão.

Relembre o caso

João Pedro, que na época tinha 14 anos, foi baleado e morto durante uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Segundo as investigações, o tiro de fuzil que atingiu uma pilastra de concreto e um fragmento acabou atingindo as costas de João Pedro, que estava deitado no chão da casa junto com dois amigos, partiu da arma de um policial. E a casa do tio dele, onde ele brincava com outras crianças, ficou com mais de 70 marcas de tiros.