Opinião: o que as pesquisas não aferiram
Semana passada, saíram pesquisas com a corrida presidencial e também ao governo de Pernambuco.
Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo mostra o presidente Lula (PT) na liderança com 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, dez pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 31%.
No levantamento anterior, divulgado em 22 de maio, o presidente tinha 40%, e o senador, os mesmos 31%. Ou seja, um quadro de estabilidade.
Após Lula e Flávio, aparecem o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o empresário Renan Santos (Missão), ambos com 3%.
Na simulação de segundo turno, o presidente Lula (PT) tem 47% das intenções de voto no cenário de 2º turno, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL). O cenário é exatamente o mesmo de um mês atrás. Na pesquisa divulgada em 22 de maio, Lula tinha 47%, e Flávio, 43%.
Aliados de Flávio acreditam que o surgimento do nome do líder do Governo no Senado, Jaques Wagner, na relação dos beneficiados de Daniel Vorcaro, do Banco Master, podem respingar no presidente Lula. Para isso de fato ocorrer, as investigações precisam mostrar mais do que já apareceu, como alguma conexão sólida que ligue o escândalo ao próprio presidente. A opinião pública não consegue identificar até o momento essa informação como algo que afete diretamente o presidente. Flávio só caiu nas pesquisas porque foi flagrado com a boca na botija, pedindo dinheiro ao “irmão” Vorcaro. Importante também é ver como Lula vai se comportar se surgirem mais elementos contra o baiano. Mantê-lo na liderança pode ter um impacto pelo “diga-me com quem andas, e te direi quem és”.
Já em Pernambuco, as pesquisas Ipespe e Múltipla divulgadas não aferiram o impacto do vídeo de Lula declarando alinhamento com o socialista João Campos.
Aliados do ex-prefeito do Recife acreditam que em um cenário tão polarizado, uma fala de Lula pode convencer parte dos seus eleitores que consideram votar em Raquel Lyra.
Já quem caminha com a governadora recorre à máxima de que a disputa não é impactada pela nacionalização. Que para o eleitor o que estará em jogo é se Raquel merece ou não ser reeleita. E que a resposta caminha para um sim, dada a avaliação média entre 62% e 65%.
Em ambos os casos, a conferir…



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