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OAB-PE e Asserpe fecham parceria para o projeto Voto Consciente

Por Nill Júnior

Do site da OAB

A OAB Pernambuco firmou uma parceria com a Associação das Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco (Asserpe) em apoio à campanha Voto Consciente, que será lançada pela seccional pernambucana durante o período eleitoral.

A parceria foi oficializada em reunião da diretoria da Asserpe que contou com a participação do presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-PE, Marcus Lins, coordenador do projeto da Ordem pernambucana.

O objetivo da campanha Voto Consciente é levar alertar o eleitor e a eleitora sobre a importância da decisão do voto baseada em informações adequadas sobre os candidatos, candidatas e o processo eleitoral.

Além de reforçar bandeiras de eleições passadas, como a defesa dos candidatos ficha-limpa e do combate ao abuso de poder econômico e político, para as eleições deste ano, a campanha Voto Consciente da OAB-PE terá um foco especial dedicado ao combate à desinformação e às notícias falsas.

Na reunião com a diretoria da Asserpe, comandada pelo presidente da entidade, Nill Júnior, ficou definida a inserção de spots de rádio da campanha institucional da OAB-PE em veículos filiados à entidade – a Asserpe congrega mais de 80 veículos de comunicação em todo o Estado. Os materiais devem ser disponibilizados na segunda quinzena de outubro.

“É uma parceria importante para a campanha Voto Consciente e para fortalecer a nossa democracia. O nosso objetivo é levar aos eleitores e eleitoras informações para avaliarem melhor e escolherem seus candidatos. A OAB cumpre, assim, um papel institucional importante”, afirmou Marcus Lins.

Outras Notícias

Carnaíba: obras do Banco do Brasil estão sendo finalizadas

Por André Luis As obras de reconstrução do Banco do Brasil de Carnaíba, que sofreu uma investida de assaltantes na madrugada do dia 2 de fevereiro de 2018, onde elementos fortemente armados, arrombaram e explodiram os caixas eletrônicos da agência, estão perto de serem finalizadas. A informação foi passada no perfil do Instagram da Prefeitura […]

Por André Luis

As obras de reconstrução do Banco do Brasil de Carnaíba, que sofreu uma investida de assaltantes na madrugada do dia 2 de fevereiro de 2018, onde elementos fortemente armados, arrombaram e explodiram os caixas eletrônicos da agência, estão perto de serem finalizadas.

A informação foi passada no perfil do Instagram da Prefeitura na manhã desta segunda-feira (29), que comemorou. “É com alegria que o Governo Municipal vê a obra do Banco do Brasil sendo finalizada e em breve estará funcionando e atendendo a população carnaibana. Esta que foi uma reinvindicação e luta da gestão municipal junto com alguns setores do comércio e forças políticas que trabalham para o avanço de nossa cidade”, publicou.

Relembre o caso – Por volta das 02h da madrugada, da sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018, elementos fortemente armados, arrombaram e explodiram os caixas eletrônicos da agência do Banco Brasil da cidade de Carnaíba, Pernambuco, no Sertão do Pajeú.

A ação durou cerca de 30 minutos e teve o mesmo modelo adotado nas investidas a agências no estado. Com as explosões, a agência pegou fogo.

Segundo o Capitão André Guimarães, do 23º BPM, em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, há época, os bandidos chegaram em três veículos, uma Frontier preta, uma S10 branca e um Jeep Renegade. “O BEPI está em diligências. A agência foi isolada pelo policiamento. A equipe especializada da polícia na investigação de crimes contra bancos também está no local”.

Muitos tiros foram disparados para o alto. A agência era uma das poucas da região que ainda não havia sido alvo desse tipo de ação pela dificuldade logística de fuga. Aparentemente o crime foi bastante estudado pelos criminosos. Eles sabiam por exemplo o lado em que ficava o cofre e foram cirúrgicos.

Os criminosos fugiram pela PE 320. Não há pistas deles e  a polícia está no local. Homens do GATI também foram acionados. Relatos indicam que o grupo usava armamento pesado e deixou a cidade atirando e gritando, como forma de evitar qualquer tipo de reação. Avisavam às pessoas para não chamar a polícia.

Eles bloquearam o acesso à cidade queimando a caminhonete S-10 do comerciante Zé Paulo, que havia sido roubada a cerca de 30 dias em Carnaíba, para dificultar a ação de policiais, exatamente sobre a Ponte do Riacho do Olho D’água, na PE-320. Por conta disso o carro do Corpo de Bombeiros teve dificuldade de chegar ao local para conter as chamas. Só às 4h18, praticamente duas horas após a ação é que conseguiram chegar ao local das chamas. Eles afirmaram a Celso Brandão, da Rádio Pajeú, que há risco de desabamento do prédio, cuja estrutura foi condenada.

A violência da ação lembrou a de fevereiro do ano passado quando a agência de Porto de Galinhas foi explodida e também pegou fogo.

A gerente está no local e disse a populares que havia dinheiro em caixa. O início de mês é escolhido justamente pelo período de pagamento de aposentados, pensionistas e servidores. “Se não levaram tudo, o fogo consumiu”, disse a pessoas que estavam no local.

Paulo Câmara abre licitação de R$ 92 mil para artigos de cama, mesa e banho no próprio gabinete

JC Online O Gabinete do governador Paulo Câmara (PSB) abriu, nesta quinta-feira (20), licitação com valor superior a R$ 92 mil para fornecimento de artigos de cama, mesa e banho. O aviso da compra foi publicado no Diário Oficial. Como consta na publicação, o Processo Licitatório nº 0003/2022.CPL/GAB.GOV visa o fornecimento de artigos de cama, […]

JC Online

O Gabinete do governador Paulo Câmara (PSB) abriu, nesta quinta-feira (20), licitação com valor superior a R$ 92 mil para fornecimento de artigos de cama, mesa e banho. O aviso da compra foi publicado no Diário Oficial.

Como consta na publicação, o Processo Licitatório nº 0003/2022.CPL/GAB.GOV visa o fornecimento de artigos de cama, mesa e banho e tem valor total é de R$ 92.005,36. Confira o detalhamento dos objetos da compra:

Lote 1 – TECIDO TIPO CETIM R$ 9.179,67 (nove mil, cento e setenta e nove reais e sessenta e sete centavos);

Lote 2 – TECIDO TIPO LINHO R$ 33.952,73 (trinta e três mil, novecentos e cinquenta e dois reais e setenta e três centavos);

Lote 3 – TECIDO TIPO VOIL R$ 15.385,00 (quinze mil, trezentos e oitenta e cinco reais);

Lote 4 – TECIDO TIPO JACQUARD R$ 26.211,32 (vinte e seis mil, duzentos e onze reais e trinta e dois centavos);

Lote 5 – ENXOVAL BANHO R$ 2.679,97 (dois mil, seiscentos e setenta e nove reais e

noventa e sete centavos);

Lote 6 – ENXOVAL CAMA R$ 4.596,67 (quatro mil, quinhentos e noventa e seis reais e sessenta e sete centavos).

O processo licitatório é exclusivo para pequenas empresas, empresas de pequeno porte e microempreendedor individual. O recebimento das propostas está aberto até às 8h do dia três de fevereiro.

“A justificativa para formalização desta contratação tem por base a necessidade de suprir a governança do Palácio do Campo das Princesas, sede oficial do Governo de Pernambuco e local onde são exercidas atividades de representação social próprias do Chefe do Executivo Estadual. Importa salientar que, como representante máximo do Estado de Pernambuco, o governador recepciona diariamente expressiva quantidade de pessoas, para reuniões de trabalho, bem como desempenha diversas atribuições protocolares e de cerimonial”, diz trecho do edital.

Indicação política para Tribunais de Contas começa a mostrar resultado: cinco cobravam propinas no TCE-RJ

G1 Cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado(TCE) foram presos na Operação Quinto do Ouro, deflagrada nesta quarta-feira (29). A investigação tem como base a delação de um sexto membro do tribunal, Jonas Lopes, que já foi presidente do TCE-RJ e está de licença – tirou dois meses de férias e depois […]

G1

Cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado(TCE) foram presos na Operação Quinto do Ouro, deflagrada nesta quarta-feira (29). A investigação tem como base a delação de um sexto membro do tribunal, Jonas Lopes, que já foi presidente do TCE-RJ e está de licença – tirou dois meses de férias e depois entrou em licença especial por mais três meses, desde seis de março.

De acordo com as investigações,  existia uma “caixinha” de propinas dentro do TCE durante o governo de Sérgio Cabral (PMDB).

Além da cobrança de propinas, os conselheiros são investigados também por receberem valores indevidos por contratos do estado com a Fetranspor e por permitirem que o governo estadual usasse um fundo do próprio TCE para pagar empresas de alimentação.

Apesar de investigado, Lopes não é alvo de mandado de prisão. Também não foi pedida a prisão da corregedora Marianna Montebello Willeman. O ex-conselheiro Aluísio Gama de Souza foi o sexto preso na operação.

Aloysio Neves é o atual presidente do Tribunal, advogado e jornalista e tem 70 anos. Foi vice-presidente do TCE nos dois últimos anos e, em janeiro, assumiu a função com o afastamento de Jonas Lopes.

Aloysio trabalhou mais de 20 anos nos gabinetes de três governadores e foi secretário geral do Conselho Estadual de Turismo.

Em 1990, foi requisitado pela Alerj como assessor técnico do ex-governador Sérgio Cabral, na época deputado estadual e também ocupou o cargo de chefe de gabinete da presidência da Alerj nas gestões do ex-governador, entre 1995 e 2003, e do deputado Jorge Picciani, entre 2003 e 2010, quando então foi eleito conselheiro do Tribunal.

O vice-presidente do TCE, Domingos Brazão, foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas pelo governador Luiz Fernando Pezão em abril de 2015. Exerceu mandato de vereador por dois anos, entre 1997 e 1999, quando ganhou a eleição de deputado estadual.

Na assembleia, presidiu várias comissões permanentes, como a de constituição e justiça, de obras públicas e saneamento ambiental. Em 2015, foi nomeado para o TCE.

O conselheiro José Gomes Graciosa é outro que teve prisão preventiva decretada. Ele foi presidente do TCE entre 2001 e 2006. Começou a vida pública em 1976, quando foi eleito vereador em Valença, no Sul do Estado. Ficou na Câmara do Município até 1982, ano em que foi eleito prefeito da cidade, que governou até 1988. Dois anos depois foi eleito deputado estadual, reeleito em 1994. E, em 1997, assumiu o cargo de conselheiro do Tribunal.

O conselheiro Marco Antônio Barbosa de Alencar, filho do ex-governador Marcello Alencar, foi eleito para o Tribunal de Contas em outubro de 1997. Assumiu a vice-presidência do Tribunal entre 2001 e 2006. Marco Antônio Alencar ocupou diversos cargos públicos municipais e estaduais, entre eles o de secretário-chefe do gabinete civil quando o pai era governador do estado.Marco Antônio Alencar foi o deputado estadual mais votado em 1990 e foi reeleito em 1994.

O quinto conselheiro que teve a prisão preventiva decretada é José Maurício de Lima Nolasco, eleito para o TCE em 1998. Ele presidiu o Tribunal por dois mandados, de 2007 a 2010. Entre 1995 e 1998, presidiu a Cedae.

No ano passado, José Maurício Nolasco foi citado na Operação Descontrole, um braço da operação Lava Jato no Rio. Executivos da construtora Andrade Gutierrez relataram que o ex-secretário de governo de Sérgio Cabral, Wilson Carlos, exigiu o pagamento de 1% do valor da obra do Maracanã. A propina seria para que o Tribunal de Contas do Estado não criasse problemas. O dinheiro seria para o então presidente do TCE, identificado como Nolasco.

Jonas Lopes fez o acordo de colaboração premiada após ser citado nas delações de executivos das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht, que o apontaram como cobrador de propinas equivalentes a 1% do valor dos contratos de obras e concessões públicas no estado, em troca de não incomodar as empresas.

Ainda segundo os executivos, existia uma “caixinha” de propinas dentro do TCE durante o governo de Sérgio Cabral (PMDB).

Além da cobrança de propinas, os conselheiros são investigados também por receberem valores indevidos por contratos do estado com a Fetranspor e por permitirem que o governo estadual usasse um fundo do próprio TCE para pagar empresas de alimentação.

O que diz o Sinpol

Os dirigentes do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco) reuniram-se na noite desta segunda-feira (5/10) com o secretário executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto, para apresentar o resultado da assembleia da categoria que rejeitou, no último dia 29 de setembro, a proposta financeira do Governo do Estado aos policiais civis. Para entregar o documento, […]

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Os dirigentes do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco) reuniram-se na noite desta segunda-feira (5/10) com o secretário executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto, para apresentar o resultado da assembleia da categoria que rejeitou, no último dia 29 de setembro, a proposta financeira do Governo do Estado aos policiais civis. Para entregar o documento, cerca de 600 policiais seguiram em passeata da sede do Sinpol até o Palácio do Campo das Princesas, passando pelas principais avenidas do centro do Recife.

“O secretário Marcelo Canuto prometeu levar nosso pleito ao governador Paulo Câmara e ao secretário de Administração Milton Coelho”, explicou Áureo Cisneiros à categoria, logo após a reunião. Áureo também afirmou que o governo vai dar retorno aos policiais em 15 dias e que, até lá, as mobilizações dos policiais civis permanecerão. Os policiais civis rejeitaram em assembleia a proposta financeira do Governo de R$ 300 a título de Auxílio Transporte para os policiais da ativa, excluindo os policiais aposentados.

PASSEATA – Os cerca de 600 policiais seguiram com faixas e carro de som pela Avenida Cruz Cabugá, Rua do Hospício, Avenida Conde da Boa Vista, Rua da Aurora, Ponte Princesa Isabel e pararam em frente ao Palácio do Campo das Princesas. Antes da passeata, foi realizada uma assembleia no auditório do Sinpol para repudiar a estratégia do governo de desmobilizar a categoria, criando operações no intuito de esvaziar o movimento. Depois da decisão de manter a passeata, populares e servidores de outras categorias deram apoio aos policiais civis.

Quem paga, não manda: o rádio não é palanque de governo

Foto: ilustrativa/Freepik Por André Luis – Jornalista do blog A notícia da Coluna do Domingão do blog deste domingo (3) é preocupante e merece toda a atenção de quem defende a liberdade de imprensa. Em pleno 2025, episódios de intimidação e assédio a rádios e jornalistas continuam se multiplicando em Pernambuco, especialmente no interior, onde […]

Foto: ilustrativa/Freepik

Por André Luis – Jornalista do blog

A notícia da Coluna do Domingão do blog deste domingo (3) é preocupante e merece toda a atenção de quem defende a liberdade de imprensa. Em pleno 2025, episódios de intimidação e assédio a rádios e jornalistas continuam se multiplicando em Pernambuco, especialmente no interior, onde o rádio ainda exerce papel central como elo entre o poder público e a sociedade.

Segundo a coluna, há gestores exigindo, de forma explícita ou velada, uma linha editorial “alinhada” com os interesses de seus governos, como se a publicidade institucional fosse autorização para interferência no conteúdo jornalístico. Trata-se de um grave equívoco — ou, pior, de uma prática autoritária que fere diretamente o princípio da liberdade de expressão. Publicidade pública não é moeda de troca. Não autoriza silenciar críticas ou transformar veículos em extensão da assessoria de governo.

O caso mais simbólico relatado foi o do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, que, por discordar da linha editorial da Cidade FM, decidiu excluir a emissora do espaço reservado à cobertura da imprensa. Um gesto claro de retaliação, prontamente repudiado pela ASSERPE. É o tipo de atitude que revela o desprezo de certos gestores pela democracia e pela independência da imprensa — valores que deveriam ser inegociáveis.

Diante da recorrência desses casos, a ASSERPE pretende lançar uma plataforma para registrar oficialmente denúncias de assédio, censura e violações à liberdade editorial no Estado. A iniciativa, inspirada no relatório da ABERT, é fundamental para mapear e dar visibilidade a esse tipo de ataque que, muitas vezes, acontece longe dos grandes centros e do escrutínio público.

Não se trata de defender uma imprensa imune a críticas — muito pelo contrário. O debate público exige responsabilidade, equilíbrio e pluralidade. O que não se pode aceitar é que veículos sejam punidos por cumprir sua função jornalística, especialmente quando isso se dá por meio de perseguição institucional.

O rádio não pertence a governos, nem deve ser usado como palanque de quem está no poder. Ele pertence ao povo. E cabe à sociedade, às entidades representativas e aos próprios profissionais da comunicação defender esse espaço de autonomia, que é condição básica para a democracia florescer. É hora de dar um basta à lógica do “quem paga, manda”. Informação livre é direito, não concessão.