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O que estes 4 Estados fizeram para criar empregos num ano de crise?

Por Nill Júnior

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Uol

O Brasil perdeu 715.816 postos de trabalho formais de janeiro a outubro deste ano. Mas quatro Estados conseguiram, por enquanto, se manter no azul. Em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima, houve mais contratações do que demissões em 2016. Em 2015, nenhuma das 26 unidades da Federação conseguiu escapar de fechar o ano no vermelho.

Duas características ajudam a explicar o fenômeno: predominância do agronegócio e produção com mercado internacional. “No geral, é o agronegócio que tem evitado que o desastre do emprego no Brasil seja ainda maior”, diz Mário Magalhães, coordenador de estatísticas do Ministério do Trabalho.

Agronegócio salva os números

Mas, mesmo nesses Estados, o saldo positivo no emprego não é uniforme. A criação de vagas é concentrada em algumas cidades que têm alguma vantagem competitiva. E, com exceção de Roraima, as capitais, onde se concentram as maiores populações, perderam milhares de empregos.

Em Goiás, dos 36 municípios com mais de 30 mil habitantes, em apenas pouco mais da metade, 20, houve mais contratações do que demissões. O destaque é o município de Cristalina, um dos principais polos do agronegócio no Brasil, a 130 quilômetros de Brasília. Sozinho, Cristalina teve saldo de 4.071 vagas de janeiro a outubro, número que é próximo do saldo do Estado como um todo (4.473).

Nesse mesmo período, Goiânia perdeu 7.480 vagas. “O setor de serviços, onde se concentra a maior parte da população empregada, está indo muito mal”, diz Mário Magalhães. É um setor puxado pelo consumo das famílias e pelos investimentos da empresa, ambos em queda. Isso explica em grande parte o desempenho ruim das capitais, onde se concentram essas vagas.

Capitais ficam para trás

O comportamento se repete no Mato Grosso, onde três municípios com agropecuária forte puxam os números para cima: Sinop (saldo de 1.001 vagas), Campo Verde (902) e Barra do Bugres (717).  A capital Cuiabá e a vizinha Várzea Grande, juntas, porém, perderam 6.996 vagas.

Mato Grosso do Sul foge um pouco do padrão. Das 14 cidades com mais de 30 mil habitantes, 11 têm mais contratações do que demissões em 2016. As perdas estão quase todas concentradas na capital, Campo Grande.

Além disso, a locomotiva do emprego no Estado tem sido a cidade de Três Lagoas (2.639 vagas de saldo), graças em grande parte à produção de celulose para exportação, que não é sujeita às variações sazonais das outras commodities do agronegócio e se beneficia da desvalorização do dólar.

Roraima é o único Estado com mercado de trabalho no azul fora do Centro-Oeste, mas lá a razão também é o agronegócio. “Roraima é uma nova fronteira agrícola, que ainda se encontra em expansão”, diz o secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Estado, Alexandre Henklain.  “De certa forma, nos chegamos atrasados ao boom do agronegócio e estamos colhendo os frutos positivos agora”, diz Henklain.

Outras Notícias

Sport vence Afogados de virada

Guto Ferreira estreou com o pé direito no Sport. Na tarde desta quinta-feira, o Leão venceu o Afogados por 3 a 1, de virada, na Ilha do Retiro, em jogo válido pela sétima rodada do Campeonato Pernambucano. Com o resultado, a equipe chega aos 15 pontos, mesma pontuação do Náutico, líder da competição pelo saldo […]

Anderson Stevens/Sport Club do Recife

Guto Ferreira estreou com o pé direito no Sport. Na tarde desta quinta-feira, o Leão venceu o Afogados por 3 a 1, de virada, na Ilha do Retiro, em jogo válido pela sétima rodada do Campeonato Pernambucano.

Com o resultado, a equipe chega aos 15 pontos, mesma pontuação do Náutico, líder da competição pelo saldo de gols. Já o Afogados chega ao quinto jogo sem vitória na competição, com oito pontos e tem que pontuar conta Flamengo de Arcoverde e Vitória nas últimas duas rodadas. Os gols foram anotados por Rafael Thyere, Ezequiel e Elton. Rodrigo abriu o placar.

Agora, o time comandado por Guto Ferreira volta aos gramados só no dia 13 de março contra o Salgueiro, na Ilha do Retiro, às 21h30 (horário de Brasília).

Em São José do Egito, vice também testa positivo para coronavirus

Em carta à população, o vice-prefeito de São José do Egito, Eclérinston Ramos, disse que seu exame pra detectar o coronavírus deu positivo. “Não me surpreendi. Por ser médico e me dedicar a combater esta epidemia em São José do Egito e região tinha grandes chances de ser infectado”. O Prefeito, Evandro Valadares, já tinha […]

Em carta à população, o vice-prefeito de São José do Egito, Eclérinston Ramos, disse que seu exame pra detectar o coronavírus deu positivo.

“Não me surpreendi. Por ser médico e me dedicar a combater esta epidemia em São José do Egito e região tinha grandes chances de ser infectado”.

O Prefeito, Evandro Valadares, já tinha revelado ter  dado positivo assintomático ontem.

Ele afirmou que  não desenvolveu até o momento nenhum sintoma grave da doença. Teve  apenas uma leve irritação na garganta. “Ninguém está livre de ser contaminado pelo COVID 19. Por isso venho em primeiro lugar agradecer a Deus por não estar em estado grave, agradecer a todos as manifestações de amigos, familiares, correligionários e aqueles que se solidarizaram mesmo com diferenças”.

Neste momento ele encontra-se isolado cuidando pra não contagiar outras pessoas. “Ao povo de São José do Egito deixo meu pedido; se cuidem, fiquem em casa, cuidem da higiene pessoal, só saia de casa se for extremamente necessário e use sempre máscara, mãos limpas e álcool em gel”, conclui.

 

Presidente da Câmara de Tuparetama cobra ao executivo socorro a famílias na Barragem da Ingazeira

Falando ao Câmara em Ação, na Rádio Pajeú, o Presidente da Câmara de Tuparetama, Danilo Augusto, voltou a reforçar a solicitação para que a gestão Sávio Torres socorra famílias de comunidades ilhadas na área da Barragem da Ingazeira. “Reforço o pedido que tenho feito desde o mês passado para que o prefeito de Tuparetama possa […]

Foto de arquivo

Falando ao Câmara em Ação, na Rádio Pajeú, o Presidente da Câmara de Tuparetama, Danilo Augusto, voltou a reforçar a solicitação para que a gestão Sávio Torres socorra famílias de comunidades ilhadas na área da Barragem da Ingazeira.

“Reforço o pedido que tenho feito desde o mês passado para que o prefeito de Tuparetama possa construir o acesso, entradas alternativas para socorrer moradores do entorno da Barragem da Ingazeira. Ele destacou que moradores de comunidades como Santana, Cachoeirinha, parte do Bom Sucesso, Sexto Liberdade, precisam dessa alternativa para ter seu direito de ir e vir garantido”.

E acrescentou: “Se precisam ir ao hospital, banco, supermercado, não tem como chegar. Essa é uma ação urgente e de imediato quem pode fazer isso é o prefeito de nosso município que tema as máquinas, verbas, e não tem como não fazer essa ação acontecer”. Ele disse ter comunicado ao MP a situação.

Solicitou também, que seja dispensada a cobrança de taxas, alvarás e IPTU no município, para socorrer mototaxistas e cidadãos afetados pelo impacto econômico da crise do coronavirus. Ainda afirmou que os kits da merenda escolar que deveriam ter sido entregues não foram distribuídos  às famílias carentes. “É falta de organização e sensibilidade social. Mães e pais de alunos carentes não vão sobreviver apenas com o auxilio emergencial”.

A vereadora Priscila Filó, líder da oposição, reforçou que  as solicitações feitas ao gestor não tem tido resposta. “A gente só pede transparência nas ações. Aqui no Alto Pajeú a maioria dos prefeitos tem divulgado suas ações e em Tuparetama não temos informações de nada. A impressão é de que querem que fiquemos calados e não exerçamos nosso papel”. Ela informou que o MP fez algumas recomendações mas até agora não houve resultado.

Em evento, Dilma alerta para ‘vazamentos oportunistas’

Do Estadão Conteúdo A presidente Dilma Rousseff defendeu seu mandato mais uma vez em evento no Palácio do Planalto, classificou como golpe o processo de impeachment e os vazamentos “premeditados e direcionados com objetivo para criar ambiente propício ao golpe”. A presidente destacou ainda que “poderemos ter nos próximos dias muitos vazamentos oportunistas e seletivos”. […]

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Do Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff defendeu seu mandato mais uma vez em evento no Palácio do Planalto, classificou como golpe o processo de impeachment e os vazamentos “premeditados e direcionados com objetivo para criar ambiente propício ao golpe”.

A presidente destacou ainda que “poderemos ter nos próximos dias muitos vazamentos oportunistas e seletivos”. Ela disse ter determinado ao ministro da Justiça, Eugênio Aragão, uma rigorosa apuração de responsabilidade. “Bem como tomar medidas judiciais cabíveis”, disse.

Segundo a presidente, o que está em questão não é o apoio ao seu governo, mas à democracia e ao Estado de Direito, além do apoio às mulheres. “Aqueles que tentam promover um golpe de Estado devem saber que são imensos os riscos a que submeterão o País”, disse.

Dilma defendeu seu mandato através de um pacto, desde que sejam respeitados o respeito ao voto, o fim das pautas bombas no Congresso Nacional, recuperação econômica e direitos conquistados, além da “necessária reforma política”. A presidente afirmou que essas pautas não contribuem para País. “Esse é o pacto que eu busco, trabalhar para superar a crise e voltar a crescer para entregar ao meu sucessor um Brasil muito melhor em 1º de janeiro de 2019”, disse.

Dilma disse mais uma vez que não cometeu crime de responsabilidade e afirmou que “aqueles que tentam promover um golpe” têm clareza da fragilidade do processo e defendem que eu renuncie ou apresentam outras soluções.

A presidente chamou a atenção do cerimonial do Palácio do Planalto, que pediu calma aos presentes, que gritavam durante discursos dos presentes. “Eu vou pedir para os nossos companheiros do protocolo que eles fiquem muito calmos”, disse.

No evento intitulado “Encontro com mulheres em defesa da democracia”, Dilma recebeu manifestos das mulheres em favor da democracia. Desta vez, o grito dos militantes dizia “não vai ter golpe, vai ter luta” e pedia a saída do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A presidente cumprimentou os militantes após descer a rampa principal do Palácio do Planalto. Estão presentes cerca de 700 mulheres a favor da manutenção do governo da presidente. Compareceram ainda ao evento a senadora Gleisi roffmann (PT-PR), a ministra do meio ambiente, Isabela Teixeira, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a presidente da Caixa, Miriam Belchior, e a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Minicucci.

MPF processa vereador que discriminou trabalhadores escravizados no RS

Ação pede indenização por danos morais coletivos a ser aplicada em iniciativas contra o trabalho escravo e a xenofobia O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça, nesta quinta-feira (2), que obrigue o vereador de Caxias do Sul (RS) Sandro Fantinel a pagar danos morais coletivos pelas ofensas que ele fez a trabalhadores encontrados em […]

Ação pede indenização por danos morais coletivos a ser aplicada em iniciativas contra o trabalho escravo e a xenofobia

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça, nesta quinta-feira (2), que obrigue o vereador de Caxias do Sul (RS) Sandro Fantinel a pagar danos morais coletivos pelas ofensas que ele fez a trabalhadores encontrados em condições semelhantes à escravidão.

Na terça-feira, ao discursar sobre o resgate dos trabalhadores – na sua maioria baianos – ocorrido no último dia 22 em vinícolas da vizinha Bento Gonçalves, Fantinel disse que empresas e produtores rurais deveriam “contratar funcionários limpos” e não “aquela gente lá de cima”.

A ação do MPF é para que o vereador seja condenado a pagar indenização de, no mínimo, R$ 250 mil e que esse valor seja destinado a projetos e campanhas contra o trabalho escravo e a xenofobia ou a iniciativas em Caxias do Sul que promovam a cultura baiana.

Agressões em série – O discurso de Fantinel foi classificado pelo MPF como odioso, preconceituoso e de caráter xenofóbico e discriminatório em relação à origem geográfica, em especial a população que nasceu ou vive no estado da Bahia.

O procurador da República Fabiano de Moraes destaca, na ação civil pública, que o vereador colocou as vítimas como culpadas da situação em que se encontravam.

Além de agredir os escravizados, o réu menosprezou e discriminou o povo e a cultura da Bahia ao dar a entender que os baianos não são trabalhadores nem corretos nem limpos nem organizados, frisa o MPF, relatando outros trechos xenofóbicos do discurso.

Ataques também à União – Para o MPF, o vereador também atacou os órgãos de fiscalização da União ao insinuar que as condições em que os trabalhadores foram encontrados são “normais” na Serra Gaúcha e que eles queriam trabalhar 15 dias e ganhar por 60.

O MPF aponta que essa insinuação induz ao entendimento de que o trabalho de fiscalização foi ilegal e ignora o fato de que todas as informações trazidas a público relatam que as pessoas eram mantidas no local contra a vontade, submetidas a jornadas exaustivas, com alimentação inadequada para consumo e que inclusive há relatos de tortura com armas de choque e spray de pimenta.