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O discurso de Magno Martins como Cidadão de Olinda

Por André Luis

“Minhas senhoras, meus senhores

Quem nunca cantou e decantou Olinda? Quem nunca subiu e desceu suas ladeiras de braços dados com um amor, brotado nos seus carnavais tão afamados? Não quero, hoje, ao trocar meu gibão e chapéu de couro, da pia batismal nas plagas do meu Pajeú, como novo e bom guerrilheiro da Batalha dos Mascates, falar apenas da história de Olinda.

A República é filha de Olinda, refrão do hino de Pernambuco, todos sabem disso. Todos sabem, também, que Olinda, fundada em 1535, é a mais antiga entre as cidades brasileiras declaradas Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, segundo centro histórico do País a receber tal honraria, em 1982, após Ouro Preto.

A Olinda que quero cantar, decantar e prosear, hoje, como novo cidadão, é a Olinda dos seus poetas, dos seus artistas, de gente que faz a cidade ser cobiçada no mundo inteiro. É a Olinda que exporta sua boêmia ao som dos clarins de momo. É a Olinda do Elefante exaltando as suas tradições e o seu esplendor.

É a Olinda que oferecemos o nosso amor, apaixonados pelo seu nome, cuja lenda diz ter sido dada pelo fidalgo português Duarte Coelho, seu primeiro donatário, deslumbrado com a sua beleza.

É a Olinda dos seus coqueirais, do seu sol, do seu mar, que faz vibrar nossos corações. O hino do Elefante se encerra conclamando a salvar o seu carnaval. Que salve também os seus artistas, boêmios, cantores, escritores, poetas, estudiosos, seus artesões.

Salve Alceu Valença. Olinda/Tens a paz dos mosteiros da Índia.

Tu és linda pra mim/ És ainda/ Minha mulher calada. O silêncio rompe a madrugada/ Já não somos aflitos/ Nem nada/ Minha mulher”.

Se Olinda é o berço da inspiração de Alceu, seu filho tão ilustre, que se veste no tom da sua colorida cidade, que guarda em suas ladeiras, igrejas e casario colonial quase cinco séculos de história, é também a namoradinha de tantos outros ilustres pernambucanos.

Carlos Pena Filho, que pendurou no bar Savoy seu mais ilustre poema declarando-se à boemia – São trinta copos de chope, são trinta homens sentados, trezentos desejos presos, trinta mil sonhos frustrados” – também teve seu coração roubado por Olinda. E seu rendeu à musa:

“Olinda é só para os olhos, não se apalpa, é só desejo”.

Do imortal Luiz Bandeira só lembramos seu beijo histórico no Recife com a sua “Voltei, Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço”. Mas Luiz Bandeira também se rendeu à Marim dos Caetés, declamando: “Olinda, cidade/ heroica/ Monumento secular/ Da velha geração… Olinda! Serás eterna e eternamente viveras/ No meu coração”.

Parceiro de Alceu Valença, o caruaruense Carlos Fernando foi se inspirar nas noites de Olinda e cantou: “Quero dançar com você/ Nas noites olindenses/ Ai Lili/ Ai Lili/Ai lo/ Quero te ver como a lua/ Bonita e transparente/ Fluindo vertentes de amor/ Nesse verão tu es a luz que ilumina/ Meu coração/ De carnaval e purpurina/ Todas as rimas de Olinda menina/ Estrela matutina de toda canção”.

Também parceiro de Alceu Valença, Jota Michilles faz o povo explodir nas ruas com o frevo Bom demais, exaltando a praça do Jacaré, em Olinda: Se o frevo madruga/ Lá em São José/ Depois em Olinda/ Na Praça do Jacaré/ Bom demais, bom demais/ Bom demais, bom demais/ Menina vem depressa/ Que esse frevo é bom demais”.

Como falar da arte de Olinda sem destacar Bajado, patrimônio do Brasil e da minha turma de Jornalismo. Ninguém como ele retratou tão bem Olinda em pintura de painéis, murais, em centros comerciais e na decoração do Carnaval.

Bajado retratou os grandes clubes carnavalescos da velha cidade Patrimônio; Pitombeira dos Quatro Cantos, Elefante, O Homem da Meia-Noite, Vassourinhas, assim como o frevo rasgado na Ribeira, Largo do Amparo, Varadouro e na Praça do Carmo. É dele o Movimento de Arte da Ribeira, onde passou a expor seus trabalhos.

Nossa “Lisboa pequena”, dada a opulência só comparável à da Corte portuguesa, foi sede do Brasil colonial entre 1624 e 1625 por ocasião da primeira das invasões holandesas: Matias de Albuquerque foi nomeado Governador-Geral, administrando a colônia a partir de Olinda.

A vila manteve-se próspera até a invasão holandesa à Capitania de Pernambuco, quando os holandeses, após retirar os materiais nobres das edificações para construir suas casas na capital da Nova Holanda (Recife), incendiaram Olinda.

Com o término da Insurreição Pernambucana, Olinda voltou a ser a sede da capitania, porém sem a influência de outrora, o que ocasionou conflitos como a Guerra dos Mascates. Seus velhos sobrados tinham dobradiças de bronze, enquanto as igrejas, principalmente a Sé, ostentavam, em suas portas principais, dobradiças de prata e chaves fundidas em ouro.

Foi no Senado da Câmara de Olinda que, a 10 de novembro de 1710, o sargento-mor Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independência nacional.

Nasceu aqui os primeiros cursos jurídicos do Brasil, criados pelo Decreto Imperial de 11 de agosto de 1827, inaugurados solenemente no Mosteiro de São Bento, a 15 de maio de 1828. Antes de sua transferência para Recife, os cursos jurídicos funcionaram no prédio em que atualmente se encontra a Prefeitura.

Por falar em cursos e educação, dei, recentemente, uma contribuição modesta para Olinda ganhar sua primeira faculdade de Medicina, a FMO – Faculdade de Medicina de Olinda, levantando a sua bandeira e defendendo seu reconhecimento no Ministério da Educação, numa batalha vitoriosa do seu presidente Inácio Neto. Ganhou Olinda, ganhou Pernambuco, ganhou o Brasil.

A FMO estende aos que visitam o sítio histórico de Olinda a face urbanística moderna da cidade. A colorida Olinda guarda em suas ladeiras, igrejas e casario colonial quase cinco séculos de história. Do alto da sua colina, uma visão privilegiada do mar, de seu casario e igrejas, de seus coqueirais e da cidade de Recife. Não é por acaso que foi eleita a primeira Capital Brasileira da Cultura.

Quão grande honra para um pobre retirante, lá das veredas euclidianas, da terra sanguinolenta pelo domínio latifundiário, do pão e do cangaço, virar, hoje, cidadão olindense por iniciativa do vereador Vlademir Labanca e aprovação unanime desta Casa, a quem agradeço de coração.

Virar cidadão olindense é sonho de qualquer brasileiro apaixonado pela sua Pátria. Estou extremamente feliz, meu coração lateja tanto que penso que vai ficar por aqui mesmo, arrancado pela emoção. Olhando para trás, com o retrovisor em Afogados da Ingazeira, minha terra, reproduzo Guimarães Rosa: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

Aqui me tens, Olinda, inteiro, de corpo e alma, para te servir, sem ser servido. És linda e formosa, teu mar verde esmeralda sopra as ondas que se quebram no mar.

Quando eu te olhar, agora, Olinda, flertar a Catedral da Sé, o Mosteiro de São Bento, o Convento do Carmo, o Mercado da Ribeira, o Mosteiro Beniditino do Brasil, o Convento da Nossa Senhora da Conceição, o Convento das Freiras, o Largo do Amparo e a Praça do Jacaré não será mais com o olho de um intruso, mas, orgulhosamente, de Cidadão do Patrimônio Mundial da Humanidade.

Muito obrigado”.

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Presidentes da Câmara e do Senado reconhecem reeleição de Lula após virada histórica nas urnas

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reconheceram neste domingo (25) a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. O resultado confirmou uma virada inédita desde a redemocratização, com a vitória do […]

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reconheceram neste domingo (25) a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. O resultado confirmou uma virada inédita desde a redemocratização, com a vitória do candidato que havia terminado o primeiro turno em segundo lugar.

O reconhecimento dos chefes do Congresso ocorre em um momento de definição do cenário político para o quarto mandato de Lula, que começará em janeiro de 2027. Tanto Motta quanto Alcolumbre mantêm interlocução com o Palácio do Planalto e pretendem disputar a recondução aos comandos de suas respectivas Casas legislativas.

Com 99,77% das urnas apuradas, Lula somava 64.078.503 votos, equivalentes a 51,76% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro registrava 59.728.246 votos, ou 48,24%. A diferença era de 4.350.257 votos, conforme atualização das 21h15, quando a vitória já estava matematicamente definida.

Mais cedo, os presidentes da Câmara e do Senado participaram de uma agenda institucional no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, onde foram recebidos pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.

Na ocasião, Alcolumbre defendeu o reconhecimento do resultado das urnas e a pacificação política do país, independentemente de quem vencesse a disputa presidencial.

“O Brasil espera de todos nós responsabilidade, reconhecimento dos resultados e paz. Temos um Brasil para cuidar”, afirmou o presidente do Senado.

Hugo Motta também destacou a importância da Justiça Eleitoral e defendeu o fortalecimento das instituições democráticas. O parlamentar ressaltou os 30 anos da urna eletrônica e o papel do voto popular na escolha dos governantes.

A posição dos presidentes das duas Casas ganha importância diante da composição do Congresso Nacional a partir de 2027. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, elegeu as maiores bancadas da Câmara e do Senado, ampliando a presença da oposição ao governo federal.

Na Câmara, o partido terá 121 deputados federais. No Senado, contará com 28 parlamentares. O cenário exigirá negociações entre o Executivo e diferentes forças políticas para a aprovação de projetos e medidas de interesse do governo.

Motta e Alcolumbre também enfrentam articulações da direita para a disputa das presidências das duas Casas, prevista para fevereiro de 2027.

O presidente Lula já sinalizou apoio à permanência dos dois parlamentares nos respectivos cargos. A definição, entretanto, dependerá das negociações partidárias e da votação entre deputados e senadores.

Durante a campanha presidencial, Hugo Motta declarou apoio à reeleição de Lula, enquanto Alcolumbre manteve aproximação política com o governo federal, apesar de divergências anteriores.

A reeleição de Lula garante a continuidade do atual governo por mais quatro anos, mas o resultado das eleições legislativas indica que a relação com o Congresso será um dos principais desafios políticos do próximo mandato.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Luiz Inácio Lula da Silva é reeleito presidente da República e assume quarto mandato a partir de janeiro de 2027

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Aos 80 anos, o petista conquistou seu quarto mandato presidencial em uma virada inédita na história das eleições brasileiras desde a redemocratização: pela primeira vez, o candidato […]

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Aos 80 anos, o petista conquistou seu quarto mandato presidencial em uma virada inédita na história das eleições brasileiras desde a redemocratização: pela primeira vez, o candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu vencer a disputa decisiva.

Com 99,77% das urnas apuradas, Lula recebeu 64.078.503 votos, equivalentes a 51,76% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro alcançou 59.728.246 votos, correspondentes a 48,24%. A diferença chegou a 4.350.257 votos, segundo a atualização da apuração eleitoral das 21h15, quando o resultado já estava matematicamente definido.

A vitória representa mais um marco na trajetória política do presidente, que se torna o primeiro brasileiro a vencer quatro eleições presidenciais pelo voto direto. Lula já havia sido eleito em 2002, reeleito em 2006 e retornado ao Palácio do Planalto após derrotar Jair Bolsonaro em 2022.

O resultado deste domingo também marca a segunda eleição presidencial consecutiva em que Lula derrota um integrante da família Bolsonaro. Em 2022, o petista venceu Jair Bolsonaro com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% do então presidente.

A virada de 2026 ocorreu depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente do presidente. Na votação de 4 de outubro, o senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos em favor do candidato do PL.

Com a disputa levada ao segundo turno, as duas campanhas reorganizaram suas estratégias para conquistar eleitores que haviam escolhido outros candidatos, além daqueles que não compareceram às urnas na primeira votação.

Lula intensificou as agendas de rua, ampliou a mobilização digital e reforçou a defesa dos programas sociais de seu governo. A campanha também passou a enfatizar as diferenças políticas em relação ao adversário e ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio, por sua vez, concentrou parte de sua campanha nas críticas à administração federal, na defesa de mudanças na condução do país e na mobilização de eleitores identificados com o bolsonarismo. O senador recebeu o apoio de governadores, parlamentares e lideranças de partidos de direita.

A reta final foi marcada por manifestações políticas em diferentes regiões do Brasil. No sábado (24), véspera da votação, Lula participou de atos em Copacabana, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, em São Paulo. Flávio Bolsonaro realizou compromissos de campanha em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Os candidatos também se enfrentaram em debates realizados pela Band e pela TV Globo. Os encontros tiveram discussões sobre economia, segurança pública, programas sociais e infraestrutura, além de acusações pessoais e divergências sobre o funcionamento das instituições.

As últimas pesquisas eleitorais indicavam empate técnico. Os levantamentos Datafolha e Quaest divulgados no sábado (24) apontavam Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%, diferença dentro das respectivas margens de erro.

A apuração deste domingo começou com uma disputa equilibrada. Durante a totalização dos votos, os candidatos chegaram a alternar posições, até que Lula assumiu a liderança e passou a ampliar sua vantagem.

Às 20h38, com 62,03% das urnas apuradas, o presidente aparecia com 50,57% dos votos válidos, contra 49,43% de Flávio Bolsonaro. A diferença era de 879.152 votos.

Onze minutos depois, com 75,24% das urnas totalizadas, Lula já somava 47.483.965 votos, contra 45.458.525 do adversário, ampliando a vantagem para mais de dois milhões de votos.

A confirmação matemática da vitória veio antes da conclusão da apuração, encerrando uma eleição marcada pela polarização e pela proximidade entre os candidatos.

O domingo eleitoral também foi marcado por controvérsias envolvendo o transporte público em diferentes municípios. As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram pedidos de prorrogação do horário de votação à Justiça Eleitoral, alegando dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às seções.

Em decisão excepcional, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a ampliação do horário de votação, posteriormente limitada às seções que ainda permaneciam abertas às 17h.

Trajetória política

Nascido em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, Lula iniciou sua trajetória política no movimento sindical do ABC paulista, durante a ditadura militar. Metalúrgico, tornou-se uma das principais lideranças sindicais do país e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1980.

Disputou a Presidência pela primeira vez em 1989, quando foi derrotado por Fernando Collor. Voltou a concorrer em 1994 e 1998, perdendo as duas eleições para Fernando Henrique Cardoso.

Sua primeira vitória ocorreu em 2002, quando derrotou José Serra. Quatro anos depois, foi reeleito ao vencer Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB e hoje seu vice-presidente.

Depois de deixar o governo em 2010, Lula enfrentou investigações e processos relacionados à Operação Lava Jato. Foi preso em 2018 e permaneceu 580 dias na prisão, até ser libertado em novembro de 2019. Suas condenações foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.

Em 2022, retornou à Presidência após derrotar Jair Bolsonaro. Agora, em 2026, conquista o quarto mandato e amplia sua presença na história política brasileira.

A posse para o novo período está marcada para 5 de janeiro de 2027, conforme a mudança constitucional que alterou a data de início dos mandatos presidenciais. Geraldo Alckmin (PSB) também foi reeleito vice-presidente.

Lula iniciará o próximo mandato diante de desafios econômicos, pressões sobre as contas públicas, negociações com o Congresso Nacional e da necessidade de administrar um país que encerra mais uma eleição presidencial com expressiva divisão política.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Flávio e apoiadores em clima de apreensão durante apuração que confirmou vitória de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) acompanhou, ao lado de apoiadores e aliados, a apuração do segundo turno presidencial neste domingo (25), que terminou com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O registro reúne momentos de expectativa durante a divulgação dos resultados. Com semblantes sérios e expressões de apreensão, o candidato e […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL) acompanhou, ao lado de apoiadores e aliados, a apuração do segundo turno presidencial neste domingo (25), que terminou com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O registro reúne momentos de expectativa durante a divulgação dos resultados. Com semblantes sérios e expressões de apreensão, o candidato e seus apoiadores acompanharam a evolução dos números de uma disputa que começou equilibrada.

Nas primeiras parciais, Flávio chegou a aparecer numericamente à frente. A situação mudou conforme novos boletins de urna foram totalizados, com Lula assumindo a liderança e ampliando progressivamente sua vantagem.

Às 21h15, com 99,77% das urnas apuradas, Lula já estava matematicamente reeleito, com 51,76% dos votos válidos, o equivalente a 64.078.503 votos.

Flávio Bolsonaro registrava 48,24%, somando 59.728.246 votos. A diferença entre os candidatos chegava a 4.350.257 votos.

O resultado encerrou uma disputa presidencial marcada pela polarização política e por uma virada inédita desde a redemocratização. Lula conseguiu vencer o segundo turno depois de terminar a primeira votação atrás do adversário.

Fotos: Reprodução

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Lula celebra reeleição à Presidência da República ao lado de apoiadores; veja vídeo

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra a comemoração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus apoiadores após a confirmação da vitória no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25). O registro foi compartilhado pelo presidente nacional do PSB, João Campos, e mostra a celebração da reeleição de Lula, que venceu […]

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra a comemoração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus apoiadores após a confirmação da vitória no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25).

O registro foi compartilhado pelo presidente nacional do PSB, João Campos, e mostra a celebração da reeleição de Lula, que venceu Flávio Bolsonaro (PL) e conquistou seu quarto mandato como presidente da República.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo da comemoração do presidente Lula ao lado de seus apoiadores.

Vídeo: Reprodução

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Datafolha projeta reeleição de Lula para quarto mandato presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é apontado como reeleito para um quarto mandato à frente da Presidência da República, segundo informação sobre uma projeção do Datafolha divulgada na noite deste domingo (25). O petista disputa o segundo turno das eleições de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A projeção representa uma […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é apontado como reeleito para um quarto mandato à frente da Presidência da República, segundo informação sobre uma projeção do Datafolha divulgada na noite deste domingo (25). O petista disputa o segundo turno das eleições de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A projeção representa uma estimativa do resultado eleitoral antes da conclusão da totalização oficial dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A confirmação da vitória depende dos números consolidados pela Justiça Eleitoral.

Lula busca conquistar seu quarto mandato presidencial, após ter sido eleito em 2002, reeleito em 2006 e retornado ao Palácio do Planalto nas eleições de 2022. Caso a vitória seja confirmada, o novo mandato terá início em 1º de janeiro de 2027 e seguirá até dezembro de 2030.

A disputa presidencial chegou ao segundo turno em um cenário de equilíbrio nas pesquisas eleitorais. Na última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado (24), Flávio Bolsonaro aparecia com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A votação deste domingo também foi marcada por decisões judiciais relacionadas ao transporte público. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h, após denúncias de dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às seções eleitorais.

A medida provocou alterações na divulgação dos resultados parciais pelo TSE, que havia iniciado a apresentação dos números pouco depois das 17h.

Com o avanço da totalização, caberá à Justiça Eleitoral confirmar oficialmente o resultado da eleição presidencial.

Foto: Reprodução

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