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O Blog e a História: o conflito Israel-Palestina

Por Nill Júnior

O conflito Israel-Palestina provocou dezenas de milhares de mortos e deslocou milhões de pessoas desde o seu início, com raízes na colonização britânica da região há mais de um século. A atenção se voltou mais uma vez para ele após o ataque do grupo terrorista Hamas a Israel no dia 7, que surpreendeu o mundo pela facilidade de transpor as fronteiras até então vistas como intransponíveis de Israel.

A nova ofensiva do grupo terrorista deixou mais de 900 israelenses mortos em várias cidades do sul de Israel. Jerusalém respondeu decretando um estado de guerra contra o Hamas e bombardeando a Faixa de Gaza. O enclave foi cercado e mais de 1 1 mil palestinos morreram até esta quarta-feira, 11. Enquanto a brutalidade se alonga, com denúncias da ONU de crimes de guerra de ambos lados, muitos se perguntam quando e como isso chegará ao fim.

Durante décadas, jornais, historiadores, especialistas militares diplomatas e líderes mundiais fizeram a mesma pergunta. Muitos definem o conflito como impossível de se resolver, complexo e travado.

Mas como começou tudo isso?

1917: Declaração Balfour

Em 2 de novembro de 1917, o então ministro das Relações Exteriores do Império Britânico, Arthur Balfour, escreveu uma carta endereçada a Lionel Walter Rothschild, líder da comunidade judaica do Reino Unido, com uma promessa: comprometer o governo britânico a “estabelecer na Palestina um lar nacional para o povo judeu” e a facilitar o plano.

Essa carta, de apenas 67 palavras, ficou conhecida como Declaração Balfour e provocou o efeito político na região que se estende até os dias de hoje. O maior potência da época, o Império Britânico, prometia ao movimento sionista criar um país em um território que era 90% ocupado por árabes palestinos e por uma minoria judaica.

Esse território foi escolhido graças a localidade de Jerusalém, considerada uma cidade sagrada pelo judaísmo, o cristianismo e o islamismo e disputada diversas vezes nos séculos anteriores. Para os judeus, a região era o seu lar ancestral, mas os árabes palestinos também reivindicaram a terra e se opuseram à mudança.

Esse território foi, ao longo do tempo, dominado por diferentes grupos, impérios e nações, incluindo judeus, assírios, babilônios, persas, macedônios, romanos, bizantinos.

Naquele ano o território palestino estava sob o mando do Império Otomano, que lutava contra o Império Britânico na Primeira Guerra. Após a derrota dos otomanos, a região foi repartida entre França e Inglaterra, que ficou com as terras da Palestina.

O mandato britânico foi criado em 1923 e durou até 1948. Nesse período, os britânicos facilitaram a imigração judaica em massa, muitos dos quais fugiam do nazismo que dominava a Europa, e também enfrentaram protestos e greves dos palestinos, alarmados com a mudança regional e com o confisco britânico de suas terras.

1936-1939: A Revolta Árabe

A escalada entre árabes e britânicos acabou causando a Revolta Árabe. Em abril de 1936, o recém-formado Comitê Nacional Árabe convocou os palestinos a lançar uma greve geral, reter pagamentos de impostos e boicotar produtos judaicos para protestar contra o colonialismo britânico e a crescente imigração judaica. A ação foi reprimida pelos britânicos, que começaram a fazer prisões em massa e a demolir as residências de famílias árabes como punição.

No fim de 1937, o movimento de resistência camponesa palestina respondeu à repressão britânica e atacou as forças militares que estavam no país. Nos anos que se seguiram, o Reino Unido concentrou 30 mil soldados no território da Palestina, bombardeou aldeias, impôs toques de recolher, demoliu casas e executou milhares de moradores.

A última fase do conflito contou com a colaboração dos colonos judaicos que chegaram à região. Juntos com o Império Britânico, eles formaram grupos armados e uma chamada “força de contrainsurgência” para contra-atacar os palestinos. Em três anos, estima-se que cinco mil palestinos morreram, 15 a 20 mil foram feridos e 5,6 mil, presos.

1947: O plano de partilha da ONU

Em 1947, a população judaica havia aumentado para 33% da Palestina, mas eles possuíam apenas 6% das terras. A recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU) adotaram, então a Resolução 181, que pedia que o território palestino fosse partilhado em dois Estados, um árabe e outro, judeu. Jerusalém seria uma cidade internacional comandada pela ONU.

Os palestinos rejeitaram o plano porque destinava cerca de 56% da Palestina ao Estado que viria a ser Israel, incluindo a maior parte da região costeira fértil. Na época, os palestinos compreendiam 67% da população do território palestino.

1948: Nakba e a criação do Estado de Israel

Antes do mandato britânico chegar ao fim na Palestina, em 14 de maio de 1948, os grupos paramilitares sionistas, que haviam nascido durante a Revolta Árabe, realizavam operações militares em cidades e vilas para expandir fronteiras do Estado judaico que estava para ser criado.

Em 15 de maio de 1948, o Estado de Israel foi criado sem uma solução pacífica com os árabes. Os palestinos se opuseram à criação por considerarem que a terra havia sido roubada e receberam apoio dos países árabes da região. No dia seguinte, a primeira guerra árabe-israelense começou, durando até janeiro de 1949, quando um armistício entre Israel e Egito, Líbano, Jordânia e Síria foi acordado.

Estima-se que até 1948 mais de 500 vilas e cidades palestinas foram destruídos, no que ficou conhecido entre eles de Nakba, que significa “catástrofe” em árabe. Segundo historiadores, mais de 15 mil palestinos foram mortos.

Em 1948, 78% do território histórico da Palestina havia sido dominado pelos judeus, e os 22% foram divididos entre o que hoje são a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Estima-se que 750 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas. Essa população se espalhou pela Cisjordânia, Líbano, Síria, Jordânia e Egito.

Os territórios palestinos estabelecidos então (Faixa de Gaza e Cisjordânia) foram assumidos por dois Estados árabes: o Egito, que assumiu Gaza, e Jordânia, que começou o domínio administrativo na Cisjordânia. Os palestinos continuaram ocupando essas áreas. Outros 150 mil palestinos permaneceram em áreas de Israel, vivendo sob uma ocupação militar rigidamente controlada por quase 20 anos antes de receberem a cidadania israelense.

Em 1964, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) foi formada e, um ano depois, o partido político Fatah foi estabelecido.

1967: A Guerra dos Seis Dias

Em 5 de junho de 1967, Israel ocupou áreas da Palestina histórica, incluindo a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém Oriental (comandada então pela Jordânia), as Colinas de Golã sírias e a Península do Sinai egípcia contra uma coalizão de exércitos árabes na chamada Guerra dos Seis Dias, que teve início pelas tensões anteriores e por Israel considerar o movimento militares próximos às fronteiras como ameaça.

Os colonos começaram, então, a construção dos assentamentos judeus na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza.

Para alguns palestinos, isso levou a um segundo deslocamento forçado, ou Naksa, que significa “retrocesso” em árabe. Apesar de uma resolução da ONU que garantia o direito dos refugiados palestinos de voltarem para Israel, isso foi continuamente negado com a justificativa de que isso sobrecarregaria o país e colocaria em ameaça o Estado judeu.

Em dezembro de 1967, foi formada a Frente Popular Marxista-Leninista para a Libertação da Palestina. Na década seguinte, uma série de ataques e sequestros de aviões por grupos de esquerda chamaram a atenção do mundo para a situação dos palestinos.

1987-1993: A Primeira Intifada

A chamada Primeira Intifada palestina irrompeu na Faixa de Gaza em dezembro de 1987, depois que quatro palestinos foram mortos após um caminhão israelense colidir com duas vans que transportavam trabalhadores palestinos. Greves organizadas, mobilizações populares e protestos em massa eclodiram a partir daí.

Os protestos se espalharam rapidamente para a Cisjordânia, com jovens palestinos atirando pedras contra tanques e soldados do exército israelense. Também levou ao estabelecimento do movimento Hamas, um ramo da Irmandade Muçulmana que se engajou na resistência armada contra a ocupação israelense.

A resposta do exército israelense foi encapsulada pela política “Quebre seus ossos” defendida pelo então ministro da Defesa, Yitzhak Rabin. Incluiu assassinatos, fechamento de universidades deportações de ativistas e destruição de casas, repetindo estratégias dos britânicos no início do século.

Segundo a organização israelense de direitos humanos B’Tselem, 1.070 palestinos foram mortos pelas forças israelenses durante a Intifada, incluindo 237 crianças. Mais de 175 mil palestinos foram presos.

A Intifada foi realizada principalmente por jovens e dirigida pela Organização de Libertação da Palestina (OLP), uma coalizão de facções políticas palestinas comprometidas em acabar com a ocupação israelense e estabelecer independência palestina. Em 1988, a Liga Árabe reconheceu a OLP como o único representante do povo palestino e a comunidade internacional começou a buscar uma solução para o conflito.

1993: Acordos de Oslo

A Intifada terminou com a assinatura dos Acordos de Oslo em 1993 e a formação da Autoridade Palestina, um órgão de governo interino que recebeu autogoverno limitado em áreas da Cisjordânia ocupada e da Faixa de Gaza.

A OLP reconheceu Israel com base em uma solução de dois Estados e efetivamente assinou acordos que deram a Israel o controle de 60% da Cisjordânia e de grande parte da terra e dos recursos hídricos do território. A Autoridade Palestina deveria abrir caminho para o primeiro governo palestino eleito comandando um Estado independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com capital em Jerusalém Oriental, mas isso nunca aconteceu.

Os críticos da Autoridade Palestina a veem como um órgão corrupto e cooptado por Israel que colabora estreitamente com os militares israelenses na repressão à dissidência e ao ativismo político de outros grupos contra Israel.

Em 1995, Israel construiu uma cerca eletrônica e um muro de concreto ao redor da Faixa de Gaza, interrompendo as interações entre os territórios palestinos divididos.

2000: A Segunda Intifada

A Segunda Intifada começou em 28 de setembro de 2000, quando o líder do partido israelense Likud, Ariel Sharon, fez uma visita a esplanada de mesquitas de Al-Aqsa, lugar sagrado para o islamismo, com milhares de forças de segurança posicionadas dentro e ao redor da Cidade Velha de Jerusalém.

A visita desencadeou confrontos entre manifestantes palestinos e forças israelenses mataram 5 palestinos e feriram 200 em dois dias. Depois disso, houve um levante armado generalizado entre israelenses e árabes.

Durante a Segunda Intifada, Israel causou danos sem precedentes à economia e à infraestrutura palestinas, ocupou áreas governadas pela Autoridade Palestina e iniciou a construção de um muro de separação que, juntamente com a construção desenfreada de assentamentos, destruiu meios de subsistência e comunidades palestinas.

Os assentamentos da área da Cisjordânia são ilegais sob o direito internacional, mas ao longo dos anos centenas de milhares de colonos judeus se mudaram para colônias construídas em terras palestinas. O espaço para os palestinos se encolheu à medida que estradas e infraestrutura exclusivas para colonos cortam a região.

Na época em que os Acordos de Oslo foram assinados, pouco mais de 110 mil colonos judeus viviam na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. Hoje, o número é de mais de 700 mil vivendo em mais de 100 mil hectares de terras expropriadas dos palestinos.

2004-2007: A divisão palestina e o bloqueio em Gaza

O líder da OLP, Yasser Arafat, morreu em 2004 e, um ano depois, a segunda Intifada terminou, os assentamentos israelenses na Faixa de Gaza foram desmantelados e soldados israelenses e 9 mil colonos deixaram o enclave.

Um ano depois, os palestinos votaram em uma eleição geral pela primeira vez. O Hamas conquistou a maioria. Uma guerra civil entre Fatah e Hamas eclodiu e resultou na morte de centenas de palestinos. Após derrotar o Fatah, o Hamas expulsou o partido da Faixa de Gaza, e o Fatah retomou controles de partes da Cisjordânia.

Vista como uma organização terrorista por Israel, a vitória do Hamas na Faixa de Gaza levou o Estado israelense a impor em 2007 um bloqueio aéreo, terrestre e naval na Faixa de Gaza. O Hamas tem como objetivo expresso o fim do Estado de Israel.

2007-Hoje: As guerras na Faixa de Gaza

Após se retirar de Gaza e impor o bloqueio, Israel lançou quatro ataques militares prolongados em Gaza: em 2008, 2012, 2014 e 2021. Milhares de palestinos foram mortos, incluindo muitas crianças, e dezenas de milhares de casas, escolas e edifícios de escritórios foram destruídos. A reconstrução tem sido quase impossível porque o bloqueio impede que materiais de construção, como aço e cimento, cheguem a Gaza.

O Egito também contribui para o bloqueio na Faixa de Gaza, na intenção de isolar o Hamas e pressioná-lo a parar os ataques, particularmente o lançamento indiscriminado de foguetes contra cidades israelenses. Os palestinos em Gaza dizem que as restrições de Israel e seus ataques aéreos em áreas densamente povoadas equivalem a punição coletiva.

A comunidade internacional considera que o bloqueio de 2007 exacerbou significativamente as restrições anteriores, limitando o número e as categorias especificadas de pessoas e bens permitidos para entrar e sair através das travessias controladas por Israel.

Segundo a Unicef, as forças israelenses restringiram em grande parte o acesso a áreas a menos de 300 metros do lado de Gaza da cerca perimetral com Israel; áreas a várias centenas de metros são consideradas não seguras, impedindo ou desencorajando as atividades agrícolas. A situação se degradou progressivamente, com 1,3 milhões de 2,1 milhões de palestinos em Gaza necessitando de ajuda humanitária e com grande parte da água do enclave (78%) sendo imprópria para consumo.

Outras Notícias

De olho na Alepe, Adelmo Moura reforça alianças políticas no Recife

Pré-candidato a deputado estadual, o ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), tem intensificado articulações políticas com foco nas eleições de 2026. Em agendas recentes, o gestor apareceu ao lado de lideranças como o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, o prefeito de Solidão, Mayco da Farmácia (PSB), e o prefeito do Recife e João […]

Pré-candidato a deputado estadual, o ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), tem intensificado articulações políticas com foco nas eleições de 2026. Em agendas recentes, o gestor apareceu ao lado de lideranças como o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, o prefeito de Solidão, Mayco da Farmácia (PSB), e o prefeito do Recife e João Campos (PSB), atual prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco.

O movimento de Adelmo ocorre em um momento estratégico, no qual busca ampliar sua visibilidade fora do Sertão do Pajeú. Ao se aproximar de lideranças da capital e de nomes com trânsito em diferentes regiões do estado, o ex-prefeito sinaliza que pretende disputar uma das vagas à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) com apoio para além de sua base histórica.

Interlocutores avaliam que, para viabilizar sua candidatura, Adelmo precisará ocupar espaços em outras regiões estratégicas do estado. 

Shopping de Serra Talhada deve ser inaugurado no dia 12 de março

Com área construída de 24 mil metros quadrados, o shopping de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, deve ser inaugurado no dia 12 de março. As obras começaram em 2015 e o centro de compras deve atender diversas cidades da região, inclusive de outros estados. O empreendimento fica próximo à BR-232 e do centro da […]

Foto: TV Jornal/Reprodução

Com área construída de 24 mil metros quadrados, o shopping de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, deve ser inaugurado no dia 12 de março. As obras começaram em 2015 e o centro de compras deve atender diversas cidades da região, inclusive de outros estados. O empreendimento fica próximo à BR-232 e do centro da cidade.

Orçada em R$ 30 milhões, a obra foi iniciada após um estudo de viabilidade, que comprovou que 500 mil pessoas da região frequentam Serra Talhada. De acordo com o administrador do shopping, João Graciliano, a ideia é que os visitantes deixem dinheiro na cidade. “São 68 operações, sendo que nós temos algumas âncoras, por exemplo lojas Americanas, Le Biscuit, um cinema com três salas, que deve inaugurar no dia 12 de março, uma praça de alimentação com 13 lojas”, elencou.

Ainda de acordo com ele, o empreendimento vai gerar cerca de 400 empregos diretos e 800 indiretos. O estacionamento contará com espaço para 630 veículos, cinema, boliche, academia de ginástica, entre outros. “Nós temos uma área de influência de aproximadamente meio milhão de habitantes em um raio de 75 quilômetros que são atendidos aqui pelo município de Serra Talhada”.

A empresária da área de vestuário Nanda Gusmão já tem uma loja no centro, mas decidiu inaugurar outra no shopping. “Estamos expandindo nosso negócio pensando no conforto do cliente, porque funciona à noite, final de semana e feriados”, revelou.

Ajustes finais – De acordo com o engenheiro civil Marco Michielon, faltam apenas alguns detalhes para concluir a obra, que tem características sustentáveis. “A gente vai trabalhar com energia solar para diminuir o consumo. Em relação ao sistema de ar-condicionado do shopping, a gente utilizou um sistema de água gelada, mas fechado. Ele é refrigerado e depois acumulado, então a gente não tem consumo de água”, explicou. Na mesa data da inauguração, haverá a abertura de uma feira de livros, que continuará até 12 de abril. As informações são do NE 10 Interior.

Especialistas discutem com Lula a situação da educação no país

Foto: Ricardo Stuckert A Fundação Perseu Abramo realizou um encontro nesta terça-feira (8), para discutir a situação da educação no Brasil, sobretudo após a fase crítica da pandemia.  O evento reuniu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta do PT Gleisi Hoffmann, ex-ministros e outras autoridades nacionais das áreas de educação, ciência e […]

Foto: Ricardo Stuckert

A Fundação Perseu Abramo realizou um encontro nesta terça-feira (8), para discutir a situação da educação no Brasil, sobretudo após a fase crítica da pandemia. 

O evento reuniu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta do PT Gleisi Hoffmann, ex-ministros e outras autoridades nacionais das áreas de educação, ciência e tecnologia e comunicação.

A reunião teve como objetivo realizar um diagnóstico da situação da educação hoje, no governo Bolsonaro, principalmente no período pós-pandemia. A apresentação do diagnóstico foi feita pelo presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloizio Mercadante. Depois, cada um dos convidados manifestou sua opinião, sob diferentes prismas.

Estiveram presentes os ex-ministros Aloizio Mercadante, Fernando Haddad, Sérgio Rezende, Franklin Martins. E ainda: a coordenadora do Setorial de Educação do PT e deputada estadual (PE) Teresa Leitão e a deputada federal Rosa Neide, coordenadora do Núcleo de Educação do Congresso Nacional.

Ainda: Carlos Abicalil, coordenador do NAPP Educação; Elen Gera, secretária de Educação do Piauí; Binho Marques, ex-governador do Acre. Virtualmente também participaram o presidente da CNTE Heleno Araújo; Janaína de Oliveira, da Fundação Perseu Abramo; e Luiz Antonio Elias, do NAPP Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para a coordenadora nacional do Setorial de Educação do PT, “a síntese é caótica”. Teresa Leitão aponta alguns dos problemas detectados pelos participantes. 

“Nós estamos com perda de estudantes, uma imensa evasão escolar tanto no ensino médio quanto nas creches, redução do número de matrículas. Temos cortes brutais na educação básica e no ensino superior, problemas com a relação federativa (municípios, estados e União), perda de cientistas por falta de estímulos. A situação é muito grave”.

Após ouvir os especialistas, o ex-presidente Lula emitiu sua opinião. “É preciso fazer a sociedade entender o que está acontecendo. O que a gente fez não pode voltar à estaca zero. Fies, Sisu, Enem, investimentos, tudo voltou à estaca zero. Íamos chegar ao décimo degrau e eles voltaram para o segundo. É preciso recuperar o que fizemos e avançar”, disse.

SJE: Secretário de Saúde defende debate regionalizado sobre reabertura

O Secretário de Saúde de São José do Egito,  Paulo Jucá,  disse estar preocupado com o cronograma de reabertura gradual do comércio no estado. Foi falando ao Debate do Sábado,  na Gazeta FM.  “Não tenho segurança para um processo de reabertura. Defendo um plano diferenciado por região”. Paulo afirmou que o Pajeú está em subida […]

O Secretário de Saúde de São José do Egito,  Paulo Jucá,  disse estar preocupado com o cronograma de reabertura gradual do comércio no estado. Foi falando ao Debate do Sábado,  na Gazeta FM. 

“Não tenho segurança para um processo de reabertura. Defendo um plano diferenciado por região”. Paulo afirmou que o Pajeú está em subida do número de casos. “Acredito que estamos no quarto estágio antes do pico, que representa a fase cinco”.

A feira livre da cidade,  por exemplo,  ficará fechada por no mínimo mais um fim de semana.  Isso depende de um mapeamento dos casos coordenado pela Secretaria.

O programa também ouviu o médico Hugo Rabelo, que contratou a doença. É estranho ser paciente,e estar do outro lado. Minha maior precupação era não passar pra outras pessoas”.

O médico teve tosse leve e se isolou, fechou agenda, pelo cuidado de não transmitir, passando 14 dias em observação.

“Mesmo os sintomas leves são importantes, não são tão leves, muito parecidos com a dengue. Perdi alguns quilos. Tive perda de paladar e olfato”. Ele agradeceu à solidariedade que vem recebendo. 

Covid-19: Pajeú conta com 3.810 casos confirmados, 3.236 recuperados e 81 óbitos

Serra Talhada registrou três novos óbitos por Covid-19 e chega a trinta. Número de pacientes recuperados na região segue em alta e alcança 85%. Por André Luis De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados nesta quinta-feira (06.08), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, a região totaliza 3.810 casos confirmados de Covid-19. Dez cidades […]

Serra Talhada registrou três novos óbitos por Covid-19 e chega a trinta.

Número de pacientes recuperados na região segue em alta e alcança 85%.

Por André Luis

De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados nesta quinta-feira (06.08), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, a região totaliza 3.810 casos confirmados de Covid-19. Dez cidades registraram oitenta novos casos nas últimas 24 horas.

Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada continua liderando o número de casos na região e conta com 2.216 confirmações. Logo em seguida, com 337 casos confirmados está Tabira,  São José do Egito está com 275 casos confirmados, Afogados da Ingazeira está com 212 e Carnaíba está com 113 casos.

Calumbi está com 104, Triunfo está com 86 casos, Flores está com 83, Quixaba tem 71,  Iguaracy tem 54, Itapetim tem 53, Brejinho está com 52, Tuparetama tem 44, Solidão tem 39, Santa Cruz da Baixa Verde tem 33, Santa Terezinha tem 26,  e Ingazeira tem 12 casos confirmados.

Mortes – Serra Talhada registrou mais 3 óbitos pela doença: paciente feminina, 74 anos, hipertensa, moradora do bairro Mutirão, estava internada no Hospam, onde veio a óbito no dia 2 de agosto, com resultado positivo divulgado nesta quarta-feira, dia 5; paciente masculino, 83 anos, morador do Sítio Cachoeira, apresentava comorbidades e testou positivo no dia 29 de junho, foi transferido para Caruaru, onde faleceu no dia 5 de agosto; e paciente masculino, 66 anos, morador da AABB, apresentava comorbidades, testou positivo para Covid-19 e faleceu em Recife no dia 4 de agosto. 

A Região tem agora no total, 81 óbitos por Covid-19. Até o momento, treze cidades registraram mortes. São elas: Serra Talhada 30, Triunfo 9, Afogados da Ingazeira e Carnaíba tem 7 óbitos cada, Tabira tem 6, Flores tem 5, Quixaba, Iguaracy, Tuparetama e Itapeitm tem 3 cada, São José do Egito e Santa Terezinha tem  2 óbitos cada, Calumbi tem 1 óbito.

Recuperados – Nas últimas 24 horas, a região registrou oitenta e um casos recuperados da Covid-19, totalizando 3.236 recuperados. O que corresponde a 85% dos casos confirmados. 

O levantamento foi fechado às 08h desta sexta-feira (07.08), com os dados fornecidos pelas secretarias de saúde dos municípios.