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O Blog e a História: o conflito Israel-Palestina

Por Nill Júnior

O conflito Israel-Palestina provocou dezenas de milhares de mortos e deslocou milhões de pessoas desde o seu início, com raízes na colonização britânica da região há mais de um século. A atenção se voltou mais uma vez para ele após o ataque do grupo terrorista Hamas a Israel no dia 7, que surpreendeu o mundo pela facilidade de transpor as fronteiras até então vistas como intransponíveis de Israel.

A nova ofensiva do grupo terrorista deixou mais de 900 israelenses mortos em várias cidades do sul de Israel. Jerusalém respondeu decretando um estado de guerra contra o Hamas e bombardeando a Faixa de Gaza. O enclave foi cercado e mais de 1 1 mil palestinos morreram até esta quarta-feira, 11. Enquanto a brutalidade se alonga, com denúncias da ONU de crimes de guerra de ambos lados, muitos se perguntam quando e como isso chegará ao fim.

Durante décadas, jornais, historiadores, especialistas militares diplomatas e líderes mundiais fizeram a mesma pergunta. Muitos definem o conflito como impossível de se resolver, complexo e travado.

Mas como começou tudo isso?

1917: Declaração Balfour

Em 2 de novembro de 1917, o então ministro das Relações Exteriores do Império Britânico, Arthur Balfour, escreveu uma carta endereçada a Lionel Walter Rothschild, líder da comunidade judaica do Reino Unido, com uma promessa: comprometer o governo britânico a “estabelecer na Palestina um lar nacional para o povo judeu” e a facilitar o plano.

Essa carta, de apenas 67 palavras, ficou conhecida como Declaração Balfour e provocou o efeito político na região que se estende até os dias de hoje. O maior potência da época, o Império Britânico, prometia ao movimento sionista criar um país em um território que era 90% ocupado por árabes palestinos e por uma minoria judaica.

Esse território foi escolhido graças a localidade de Jerusalém, considerada uma cidade sagrada pelo judaísmo, o cristianismo e o islamismo e disputada diversas vezes nos séculos anteriores. Para os judeus, a região era o seu lar ancestral, mas os árabes palestinos também reivindicaram a terra e se opuseram à mudança.

Esse território foi, ao longo do tempo, dominado por diferentes grupos, impérios e nações, incluindo judeus, assírios, babilônios, persas, macedônios, romanos, bizantinos.

Naquele ano o território palestino estava sob o mando do Império Otomano, que lutava contra o Império Britânico na Primeira Guerra. Após a derrota dos otomanos, a região foi repartida entre França e Inglaterra, que ficou com as terras da Palestina.

O mandato britânico foi criado em 1923 e durou até 1948. Nesse período, os britânicos facilitaram a imigração judaica em massa, muitos dos quais fugiam do nazismo que dominava a Europa, e também enfrentaram protestos e greves dos palestinos, alarmados com a mudança regional e com o confisco britânico de suas terras.

1936-1939: A Revolta Árabe

A escalada entre árabes e britânicos acabou causando a Revolta Árabe. Em abril de 1936, o recém-formado Comitê Nacional Árabe convocou os palestinos a lançar uma greve geral, reter pagamentos de impostos e boicotar produtos judaicos para protestar contra o colonialismo britânico e a crescente imigração judaica. A ação foi reprimida pelos britânicos, que começaram a fazer prisões em massa e a demolir as residências de famílias árabes como punição.

No fim de 1937, o movimento de resistência camponesa palestina respondeu à repressão britânica e atacou as forças militares que estavam no país. Nos anos que se seguiram, o Reino Unido concentrou 30 mil soldados no território da Palestina, bombardeou aldeias, impôs toques de recolher, demoliu casas e executou milhares de moradores.

A última fase do conflito contou com a colaboração dos colonos judaicos que chegaram à região. Juntos com o Império Britânico, eles formaram grupos armados e uma chamada “força de contrainsurgência” para contra-atacar os palestinos. Em três anos, estima-se que cinco mil palestinos morreram, 15 a 20 mil foram feridos e 5,6 mil, presos.

1947: O plano de partilha da ONU

Em 1947, a população judaica havia aumentado para 33% da Palestina, mas eles possuíam apenas 6% das terras. A recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU) adotaram, então a Resolução 181, que pedia que o território palestino fosse partilhado em dois Estados, um árabe e outro, judeu. Jerusalém seria uma cidade internacional comandada pela ONU.

Os palestinos rejeitaram o plano porque destinava cerca de 56% da Palestina ao Estado que viria a ser Israel, incluindo a maior parte da região costeira fértil. Na época, os palestinos compreendiam 67% da população do território palestino.

1948: Nakba e a criação do Estado de Israel

Antes do mandato britânico chegar ao fim na Palestina, em 14 de maio de 1948, os grupos paramilitares sionistas, que haviam nascido durante a Revolta Árabe, realizavam operações militares em cidades e vilas para expandir fronteiras do Estado judaico que estava para ser criado.

Em 15 de maio de 1948, o Estado de Israel foi criado sem uma solução pacífica com os árabes. Os palestinos se opuseram à criação por considerarem que a terra havia sido roubada e receberam apoio dos países árabes da região. No dia seguinte, a primeira guerra árabe-israelense começou, durando até janeiro de 1949, quando um armistício entre Israel e Egito, Líbano, Jordânia e Síria foi acordado.

Estima-se que até 1948 mais de 500 vilas e cidades palestinas foram destruídos, no que ficou conhecido entre eles de Nakba, que significa “catástrofe” em árabe. Segundo historiadores, mais de 15 mil palestinos foram mortos.

Em 1948, 78% do território histórico da Palestina havia sido dominado pelos judeus, e os 22% foram divididos entre o que hoje são a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Estima-se que 750 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas. Essa população se espalhou pela Cisjordânia, Líbano, Síria, Jordânia e Egito.

Os territórios palestinos estabelecidos então (Faixa de Gaza e Cisjordânia) foram assumidos por dois Estados árabes: o Egito, que assumiu Gaza, e Jordânia, que começou o domínio administrativo na Cisjordânia. Os palestinos continuaram ocupando essas áreas. Outros 150 mil palestinos permaneceram em áreas de Israel, vivendo sob uma ocupação militar rigidamente controlada por quase 20 anos antes de receberem a cidadania israelense.

Em 1964, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) foi formada e, um ano depois, o partido político Fatah foi estabelecido.

1967: A Guerra dos Seis Dias

Em 5 de junho de 1967, Israel ocupou áreas da Palestina histórica, incluindo a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém Oriental (comandada então pela Jordânia), as Colinas de Golã sírias e a Península do Sinai egípcia contra uma coalizão de exércitos árabes na chamada Guerra dos Seis Dias, que teve início pelas tensões anteriores e por Israel considerar o movimento militares próximos às fronteiras como ameaça.

Os colonos começaram, então, a construção dos assentamentos judeus na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza.

Para alguns palestinos, isso levou a um segundo deslocamento forçado, ou Naksa, que significa “retrocesso” em árabe. Apesar de uma resolução da ONU que garantia o direito dos refugiados palestinos de voltarem para Israel, isso foi continuamente negado com a justificativa de que isso sobrecarregaria o país e colocaria em ameaça o Estado judeu.

Em dezembro de 1967, foi formada a Frente Popular Marxista-Leninista para a Libertação da Palestina. Na década seguinte, uma série de ataques e sequestros de aviões por grupos de esquerda chamaram a atenção do mundo para a situação dos palestinos.

1987-1993: A Primeira Intifada

A chamada Primeira Intifada palestina irrompeu na Faixa de Gaza em dezembro de 1987, depois que quatro palestinos foram mortos após um caminhão israelense colidir com duas vans que transportavam trabalhadores palestinos. Greves organizadas, mobilizações populares e protestos em massa eclodiram a partir daí.

Os protestos se espalharam rapidamente para a Cisjordânia, com jovens palestinos atirando pedras contra tanques e soldados do exército israelense. Também levou ao estabelecimento do movimento Hamas, um ramo da Irmandade Muçulmana que se engajou na resistência armada contra a ocupação israelense.

A resposta do exército israelense foi encapsulada pela política “Quebre seus ossos” defendida pelo então ministro da Defesa, Yitzhak Rabin. Incluiu assassinatos, fechamento de universidades deportações de ativistas e destruição de casas, repetindo estratégias dos britânicos no início do século.

Segundo a organização israelense de direitos humanos B’Tselem, 1.070 palestinos foram mortos pelas forças israelenses durante a Intifada, incluindo 237 crianças. Mais de 175 mil palestinos foram presos.

A Intifada foi realizada principalmente por jovens e dirigida pela Organização de Libertação da Palestina (OLP), uma coalizão de facções políticas palestinas comprometidas em acabar com a ocupação israelense e estabelecer independência palestina. Em 1988, a Liga Árabe reconheceu a OLP como o único representante do povo palestino e a comunidade internacional começou a buscar uma solução para o conflito.

1993: Acordos de Oslo

A Intifada terminou com a assinatura dos Acordos de Oslo em 1993 e a formação da Autoridade Palestina, um órgão de governo interino que recebeu autogoverno limitado em áreas da Cisjordânia ocupada e da Faixa de Gaza.

A OLP reconheceu Israel com base em uma solução de dois Estados e efetivamente assinou acordos que deram a Israel o controle de 60% da Cisjordânia e de grande parte da terra e dos recursos hídricos do território. A Autoridade Palestina deveria abrir caminho para o primeiro governo palestino eleito comandando um Estado independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com capital em Jerusalém Oriental, mas isso nunca aconteceu.

Os críticos da Autoridade Palestina a veem como um órgão corrupto e cooptado por Israel que colabora estreitamente com os militares israelenses na repressão à dissidência e ao ativismo político de outros grupos contra Israel.

Em 1995, Israel construiu uma cerca eletrônica e um muro de concreto ao redor da Faixa de Gaza, interrompendo as interações entre os territórios palestinos divididos.

2000: A Segunda Intifada

A Segunda Intifada começou em 28 de setembro de 2000, quando o líder do partido israelense Likud, Ariel Sharon, fez uma visita a esplanada de mesquitas de Al-Aqsa, lugar sagrado para o islamismo, com milhares de forças de segurança posicionadas dentro e ao redor da Cidade Velha de Jerusalém.

A visita desencadeou confrontos entre manifestantes palestinos e forças israelenses mataram 5 palestinos e feriram 200 em dois dias. Depois disso, houve um levante armado generalizado entre israelenses e árabes.

Durante a Segunda Intifada, Israel causou danos sem precedentes à economia e à infraestrutura palestinas, ocupou áreas governadas pela Autoridade Palestina e iniciou a construção de um muro de separação que, juntamente com a construção desenfreada de assentamentos, destruiu meios de subsistência e comunidades palestinas.

Os assentamentos da área da Cisjordânia são ilegais sob o direito internacional, mas ao longo dos anos centenas de milhares de colonos judeus se mudaram para colônias construídas em terras palestinas. O espaço para os palestinos se encolheu à medida que estradas e infraestrutura exclusivas para colonos cortam a região.

Na época em que os Acordos de Oslo foram assinados, pouco mais de 110 mil colonos judeus viviam na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. Hoje, o número é de mais de 700 mil vivendo em mais de 100 mil hectares de terras expropriadas dos palestinos.

2004-2007: A divisão palestina e o bloqueio em Gaza

O líder da OLP, Yasser Arafat, morreu em 2004 e, um ano depois, a segunda Intifada terminou, os assentamentos israelenses na Faixa de Gaza foram desmantelados e soldados israelenses e 9 mil colonos deixaram o enclave.

Um ano depois, os palestinos votaram em uma eleição geral pela primeira vez. O Hamas conquistou a maioria. Uma guerra civil entre Fatah e Hamas eclodiu e resultou na morte de centenas de palestinos. Após derrotar o Fatah, o Hamas expulsou o partido da Faixa de Gaza, e o Fatah retomou controles de partes da Cisjordânia.

Vista como uma organização terrorista por Israel, a vitória do Hamas na Faixa de Gaza levou o Estado israelense a impor em 2007 um bloqueio aéreo, terrestre e naval na Faixa de Gaza. O Hamas tem como objetivo expresso o fim do Estado de Israel.

2007-Hoje: As guerras na Faixa de Gaza

Após se retirar de Gaza e impor o bloqueio, Israel lançou quatro ataques militares prolongados em Gaza: em 2008, 2012, 2014 e 2021. Milhares de palestinos foram mortos, incluindo muitas crianças, e dezenas de milhares de casas, escolas e edifícios de escritórios foram destruídos. A reconstrução tem sido quase impossível porque o bloqueio impede que materiais de construção, como aço e cimento, cheguem a Gaza.

O Egito também contribui para o bloqueio na Faixa de Gaza, na intenção de isolar o Hamas e pressioná-lo a parar os ataques, particularmente o lançamento indiscriminado de foguetes contra cidades israelenses. Os palestinos em Gaza dizem que as restrições de Israel e seus ataques aéreos em áreas densamente povoadas equivalem a punição coletiva.

A comunidade internacional considera que o bloqueio de 2007 exacerbou significativamente as restrições anteriores, limitando o número e as categorias especificadas de pessoas e bens permitidos para entrar e sair através das travessias controladas por Israel.

Segundo a Unicef, as forças israelenses restringiram em grande parte o acesso a áreas a menos de 300 metros do lado de Gaza da cerca perimetral com Israel; áreas a várias centenas de metros são consideradas não seguras, impedindo ou desencorajando as atividades agrícolas. A situação se degradou progressivamente, com 1,3 milhões de 2,1 milhões de palestinos em Gaza necessitando de ajuda humanitária e com grande parte da água do enclave (78%) sendo imprópria para consumo.

Outras Notícias

Vereador do Recife propõe tirar nome de Dona Lindu de parque e homenagear mãe de Bolsonaro

O vereador do Recife e deputado federal eleito Thiago Medina (PL) anunciou uma proposta para retirar o nome de Dona Lindu do parque localizado em Boa Viagem e substituir pela denominação em homenagem à mãe do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Câmara Municipal informou, porém, que o projeto ainda não havia sido protocolado oficialmente. O Parque […]

O vereador do Recife e deputado federal eleito Thiago Medina (PL) anunciou uma proposta para retirar o nome de Dona Lindu do parque localizado em Boa Viagem e substituir pela denominação em homenagem à mãe do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Câmara Municipal informou, porém, que o projeto ainda não havia sido protocolado oficialmente.

O Parque Dona Lindu leva o nome de Eurídice Ferreira de Melo, mãe do presidente Lula (PT). Ao anunciar a iniciativa nesta terça-feira (20), Medina afirmou que a denominação de espaços públicos representa uma escolha sobre as personalidades que uma cidade decide homenagear.

Em nota, o vereador relacionou a proposta às investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS e mencionou suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. As apurações citadas pelo parlamentar não representam condenação do filho do presidente.

“Acredito que o nome daquela família não deve ser homenagem pública no Recife. É isso que o projeto propõe”, declarou Medina.

 

O parlamentar também relacionou a iniciativa ao ato de campanha de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) previsto para quinta-feira (22), na Zona Sul do Recife. A programação contará com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira e deve terminar nas proximidades do Parque Dona Lindu.

Apesar de Medina ter anunciado a apresentação da proposta, a Câmara Municipal do Recife informou ao Diario de Pernambuco que, até a consulta realizada pelo veículo, nenhum projeto com esse conteúdo havia sido protocolado no Departamento Legislativo.

A matéria também não constava no sistema oficial de proposições da Casa. Caso seja formalizada, a mudança do nome do parque ainda precisará passar pela tramitação legislativa e votação dos vereadores.

Thiago Medina cumpre seu primeiro mandato na Câmara do Recife e foi eleito deputado federal nas eleições deste ano. Ele deverá assumir o novo cargo em fevereiro de 2027.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Francisco Silva/Acervo DP

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André Mendonça será relator de pedido de Lula para abertura de sigilos dele e de Flávio

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado nesta terça-feira (20) como relator da ação apresentada por Lula (PT) para autorizar a abertura de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Flávio Bolsonaro (PL) adote a mesma medida. A petição formaliza o desafio feito por Lula durante o debate da […]

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado nesta terça-feira (20) como relator da ação apresentada por Lula (PT) para autorizar a abertura de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Flávio Bolsonaro (PL) adote a mesma medida.

A petição formaliza o desafio feito por Lula durante o debate da Band, realizado no domingo (18). A campanha pede que as informações sejam divulgadas antes desta quarta-feira (21), na reta final do segundo turno.

A autorização apresentada por Lula abrange dados dos últimos oito anos e inclui também a primeira-dama Janja da Silva e os filhos do presidente. O pedido busca estender a mesma medida a Flávio, familiares do candidato e empresas relacionadas aos dois presidenciáveis.

Entre os familiares de Flávio mencionados estão a esposa, Fernanda Bolsonaro, os pais, Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.

A petição também alcança pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores e contas nas quais figurem como responsáveis financeiros ou “usuários master”.

No caso de Flávio, a campanha de Lula cita a Alcazar Holdings. O candidato do PL é mencionado como “usuário master” de uma conta relacionada à empresa em material de investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Flávio e o advogado negam irregularidades.

Ao apresentar a ação, Lula afirmou que está disposto a disponibilizar as próprias informações e voltou a cobrar reciprocidade do adversário.

O sorteio de André Mendonça como relator não significa que a quebra dos sigilos tenha sido autorizada. Caberá ao ministro analisar o requerimento apresentado pela campanha e decidir sobre seu prosseguimento.

Até a publicação das informações, Flávio não havia anunciado adesão ao desafio apresentado por Lula.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Alejandro Zambrana/STF

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Votação do Prêmio Referência 2026 termina nesta quarta-feira (21)

Moradores de 31 municípios da Paraíba e de Pernambuco têm até esta quarta-feira (21) para participar da votação do Prêmio Referência 2026. A pesquisa, realizada pela internet, permite indicar profissionais, empresas, comerciantes e prestadores de serviços em diferentes áreas. A votação começou no dia 6 de outubro e é promovida pelo portal Cariri em Ação. […]

Moradores de 31 municípios da Paraíba e de Pernambuco têm até esta quarta-feira (21) para participar da votação do Prêmio Referência 2026. A pesquisa, realizada pela internet, permite indicar profissionais, empresas, comerciantes e prestadores de serviços em diferentes áreas.

A votação começou no dia 6 de outubro e é promovida pelo portal Cariri em Ação. Segundo a organização, a edição deste ano contempla 24 municípios paraibanos e sete pernambucanos, incluindo cidades das regiões do Pajeú e Moxotó.

Os participantes podem registrar seus votos por meio da plataforma disponibilizada pela organização, escolhendo os nomes e estabelecimentos que consideram referência em suas respectivas cidades.

De acordo com Marivaldo Alcântara, responsável pela iniciativa, o objetivo é reconhecer profissionais, empresas e prestadores de serviços que atuam nos municípios participantes.

“Estamos chegando à reta final de mais uma edição do Prêmio Referência. Nosso objetivo é valorizar quem faz a diferença no dia a dia das cidades, reconhecendo o trabalho e a dedicação de profissionais, empresas e prestadores de serviços”, afirmou.

A votação ficará disponível até esta quarta-feira (21), no endereço premioreferencia.caririemacao.com.

Após o encerramento, a organização informou que fará a conferência e a apuração dos resultados, que serão divulgados posteriormente pelos canais do Cariri em Ação.

Foto: Divulgação

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Tempo: o principal ativo de Flávio; o principal desafio de Lula

No meu comentário das 12h desta terça-feira (20/10), analiso a reta final das eleições presidenciais, destacando o tempo como o fator determinante para a disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula. A cinco dias da votação, as últimas pesquisas apontam uma relativa estabilidade, com uma leve tendência de vantagem para Flávio na maioria dos […]

No meu comentário das 12h desta terça-feira (20/10), analiso a reta final das eleições presidenciais, destacando o tempo como o fator determinante para a disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula.

A cinco dias da votação, as últimas pesquisas apontam uma relativa estabilidade, com uma leve tendência de vantagem para Flávio na maioria dos levantamentos, quase sempre dentro do limite da margem de erro (empate técnico):

Alfa Inteligência: Flávio 51,5% vs Lula 48,5%.
Real Time Big Data: Flávio 52% vs Lula 48%.
Atlas-Bloomberg: Flávio 51,1% vs Lula 48,9%.

Explico que, na média dos levantamentos recentes, de 80% a 90% das pesquisas aferem essa ligeira vantagem de Flávio, enquanto 10% a 20% apontam empate matemático ou vantagem para Lula (como o instituto Vox Brasil).

O próximo grande fato relevante será o debate da TV Globo na sexta-feira (23), apontado como o confronto final do convencimento. Além disso, anuncio que na próxima sexta-feira apresentarei os três cenários e probabilidades mais reais da eleição.

Clique no link abaixo e confira o meu comentário completo.

 

Campanhas já gastaram R$ 288,7 milhões com a Meta em 2026, mais que o dobro de 2022

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022. O levantamento foi feito a partir […]

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022.

O levantamento foi feito a partir das prestações de contas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considera pagamentos realizados diretamente à Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.

O crescimento dos gastos acompanha a expansão do impulsionamento de conteúdo nas campanhas. Em 2018, a Meta recebeu R$ 22,7 milhões diretamente dos candidatos. Na eleição nacional seguinte, em 2022, o montante chegou a R$ 129 milhões e, neste ano, já alcança R$ 288,7 milhões.

A participação da empresa no total das despesas eleitorais também aumentou. Os pagamentos diretos à Meta representavam 0,7% dos recursos gastos pelas campanhas em 2018. Em 2026, já correspondem a 6% do total declarado até agora.

Entre os partidos, o PL lidera as despesas diretas com a plataforma, com R$ 63,7 milhões. O PT aparece em seguida, com R$ 37,9 milhões, seguido pelo PSD, com R$ 30,3 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 23,3 milhões.

Na comparação entre candidaturas individuais, Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 7,45 milhões em contratações diretas com a Meta. Lula (PT) informou R$ 2,59 milhões. O valor declarado pela campanha de Flávio é quase três vezes o informado pela campanha do petista.

O levantamento aponta ainda que 24 candidaturas já declararam despesas superiores a R$ 1 milhão diretamente com a empresa. Juntas, elas somam R$ 41 milhões. Em 2022, apenas quatro candidatos haviam ultrapassado essa marca.

Os números de 2026 ainda podem aumentar. O prazo para a prestação final de contas termina em 3 de novembro para as candidaturas que participaram apenas do primeiro turno e em 14 de novembro para aquelas que avançaram ao segundo.

O levantamento considera apenas pagamentos cujo fornecedor direto é a Meta. Por isso, ficam de fora despesas realizadas por diretórios partidários, pagamentos por intermédio de agências de publicidade e outros gastos que apareçam vinculados ao CNPJ de terceiros.

Fonte: g1
Foto: Reprodução

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