Notícias

O Blog e a História: a tragédia com o poeta Zé de Mariano e família

Por Nill Júnior

Com impacto, Siena foi arremessado para tubulação da Adutora do Pajeú. Vítimas morreram com impacto.Ultrapassagem em local proibido causou colisão. Foto cedida ao blog por

Em 2 de janeiro de 2014: um choque entre um caminhão que transportava telhas, placas  OKA- 8436, de Parelhas RN e vinha no sentido Carnaíba-Flores, uma moto guiada por um morador de Flores e um Siena, placas KKG 4121, de Tabira, causou uma tragédia na PE 320 esta manhã.

Informações passadas por Cícero Robson, guarda municipal que reside em Afogados da Ingazeira e estava em uma moto  a poucos metros e testemunhou o acidente, falando à Rádio Pajeú, dão conta de que o Siena, que vinha no sentido Serra-Afogados, tentou ultrapassar a moto placa PFX- 2560, de  Ibupi, guiada por Edinailson Santos 34 anos, de Santana de Almas, município de Flores, cuja identidade foi informada pelo  blogueiro Cauê Rodrigues, também à Rádio Pajeú.

Foto0959

“Deu pra ver o caminhão com placa do Rio Grande do Norte virando. O Siena de Tabira tentou passar na moto numa lombada, bateu na moto e a moto bateu em frente do caminhão. O caminhão dilacerou motorista e a moto. O carro também bateu no caminhão e foi arremessado para o acostamento e chegou a se chocar com tubulação da Adutora do Pajeú”, disse Cícero.  “Quase fui atingido pelas telhas”, afirmou ainda em estado de choque. Com o choque com o caminhão, os ocupantes do Siena  também morreram na hora.

O motorista do caminhão foi levado para Serra Talhada bastante ferido. “No choque com o caminhão a lataria do carro de Tabira se dilacerou”, disse.

Veículo ficou totalmente destruído. Foto : Evandro Lira

Ouça o relato de Cícero Robson, de Afogados da Ingazeira, primeira testemunha do acidente, falando a este blogueiro no Programa Manhã Total (Rádio Pajeú), clicando abaixo :

 

 

As informações de Anchieta Santos na Cidade FM, confirmam as mortes dos quatro integrantes do Siena, que era guiado pelo poeta Zé de Mariano. A Polícia Militar confirmou a identidade de todos que estavam no carro. Morreram :

O poeta Zé de Mariano, a filha Mônica Madureira e a esposa, Lourdes Pereira. Tragédia acaba com família. Foto : Reprodução/Facebook

José Anchieta Pereira Lima, o  Zé de Mariano, 60 anos. Foi homenageado na última Missa do Poeta em Tabira.

Maria de Lourdes Pereira Madureira, 53 anos  : esposa de Zé de Mariano, era professora.

Poeta Zé de Mariano, conhecido por escrever sobre a natureza. Ele guiava o carro. Mulher, filha e cunhado também morreram.

Mônica Pereira Madureira, 23 anos : filha do casal, havia concluído Faculdade em Serra Talhada no fim do ano passado na UFRPE/Uast.

Emanoel Messias Madureira, 64 anos. Irmão de Lourdes e cunhado de Zé de Mariano,  foi jogador do antigo Nacional de Tabira e Atlético de Salgueiro.

Policiais Militares, Corpo de Bombeiros e muitos curiosos estão no local segundo o blogueiro Cauê Rodrigues falando à Rádio Pajeú.

As fotos, cedidas por Cícero Robson ao blog, só foram publicadas quando não representaram constrangimento ainda maior ou choque aos leitores, em respeito também às famílias das vítimas. “Queria alertar para o fato de que dois segundos representam a diferença entre a vida e a morte”, diz Cícero. O Blog recebeu iagens fortíssimas, mas decidiu não publicá-las, respeitando sua linha editorial.

O Secretário do Povo, Evandro Lira, esteve a pouco no local. Ouça os flashes para o programa Comando Geral, da Rádio Pajeú :

Caminhão, com placa do RN, transportava telhas. Motorista nao identificado foi levado para Serra Talhada. Estado seria grave, segundo informações.

A moto guiada por José Enailson Santos 34 anos, de Santana de Almas, município de Flores, cuja identidade foi informada pelo blogueiro Cauê Rodrigues, também à Rádio Pajeú.

IMG_1484

Outras Notícias

Juiz federal diz que são ‘gravíssimos’ indícios contra policiais legislativos

Polícia Federal fez operação no Senado e prendeu 4 policiais legislativos. Eles teriam atuado para obstruir investigação que envolvem senadores. Do G1 O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, afirmou, em decisão na qual mandou prender quatro policiais do Senado, que os fatos apontados contra eles são “gravíssimos” e que […]

policia-senadoPolícia Federal fez operação no Senado e prendeu 4 policiais legislativos.
Eles teriam atuado para obstruir investigação que envolvem senadores.

Do G1

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, afirmou, em decisão na qual mandou prender quatro policiais do Senado, que os fatos apontados contra eles são “gravíssimos” e que as prisões são necessárias para paralisar condutas criminosas.

A suspeita é que esses policiais faziam varreduras nas casas dos políticos para, por exemplo, identificar e eliminar escutas instaladas com autorização judicial. O juiz aponta como “principal responsável” o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho.

As prisões foram determinadas na Operação Métis, deflagrada nesta sexta-feira (21), pela Polícia Federal. Os policiais legislativos são suspeitos de prestar serviço de contra inteligência para ajudar senadores investigados na Lava Jato e em outras operações.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu a atuação da Polícia do Senado e afirmou que as varreduras são feitas no Senado para detectar a presença de “grampos ilegais”.

“Os fatos são gravíssimos e há indícios de funcionamento da associação liderada pelo primeiro investigado, havendo fundadas razões de autoria e participação nos supracitados delitos. São necessárias tais medidas constritivas a fim de que se possa colher elementos maiores da investigação, sustar outras condutas reiteradas delituosas da mesma natureza, bem como assegurar que longe do local de trabalho e sem a influência de tais investigados se possa ter a segurança dos trabalhos de maior apuração dos fatos pela Polícia Federal, para colheita da mais elementos, como objetos e documentos, de interesse da Investigação”, escreveu o magistrado.

O “primeiro investigado” a que Vallisney se refere é o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho. Para o juiz, apesar de não ter praticado pessoalmente os atos, Carvalho “é o principal responsável pelas condutas e autor das ordens aos demais membros”, tem  “domínio pleno dos fatos, [e] exerce a liderança da associação criminosa”.

As prisões são temporárias e valem por cinco dias, período necessário, segundo o juiz Vallisney Oliveira, para que todos os quatro policiais sejam interrogados. As suspeitas são de associação criminosa, corrupção passiva e embaraço às investigações de organização criminosa.

A decisão narra que, como diretor da Polícia Legislativa, Carvalho realizou atos de verificação de escuta telefônicas e ambientais justamente em período em que a imprensa noticiou que os senadores estavam sendo investigados.

As diligências ordenadas por ele, diz o juiz, começaram em 2014 e duraram até este ano. Vallisney também sustenta ter havido “infração de dever funcional”, há que o diretor teria “cedido a pedido ou influência de outrem, inclusive de quem não mais exercia mandato de senador”, em possível referência ao ex-presidente José Sarney.

Mega da Virada 2025 tem sorteio adiado para 10h desta quinta

A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 será realizado nesta quinta-feira (1°), às 10h. O sorteio estava previsto para às 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição em redes sociais. Antes, em transmissão veiculada em seu perfil no YouTube, a Caixa já […]

A Caixa informou, após uma hora de atraso, que o sorteio da Mega da Virada 2025 será realizado nesta quinta-feira (1°), às 10h.

O sorteio estava previsto para às 22h da última quarta-feira (31), com transmissão ao vivo pelas páginas da instituição em redes sociais. Antes, em transmissão veiculada em seu perfil no YouTube, a Caixa já havia relatado problemas operacionais para outros sorteios que estavam programados.

O prêmio recorde, agora confirmado no valor de R$ 1,09 bilhão, gerou um movimento inédito nos canais de aposta, que chegou a 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas.

Lula participa de Congresso da Contag

O ex-presidente Lula, que vai visitar a transposição do São Francisco em Monteiro (PB) no próximo domingo (19) esteve em Brasília ao lado do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) em evento da CONTAG. Lula afirmou que é preciso intensificar a luta contra as reformas trabalhista e da Previdência Social propostas pelo governo do presidente […]

O ex-presidente Lula, que vai visitar a transposição do São Francisco em Monteiro (PB) no próximo domingo (19) esteve em Brasília ao lado do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) em evento da CONTAG.

Lula afirmou que é preciso intensificar a luta contra as reformas trabalhista e da Previdência Social propostas pelo governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB).

Movimentos sociais e entidades sindicais apostam nesta quarta-feira (15), dia nacional de paralisação, para barrar a retirada dos direitos dos trabalhadores e aposentados brasileiros. Estão previstas manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Lula cobrou mais pressão do povo nas ruas na abertura do 12º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), que vai ocorrer na capital federal até a próxima sexta-feira e contou, ontem, com a participação de Humberto e de outros parlamentares do PT.

Segundo o ex-presidente, que foi deputado constituinte, a Constituição Federal garantiu o direito de aposentadoria a mais de 6 milhões de trabalhadores rurais em 1988 e isso não pode ser retirado agora, “principalmente por um governo ilegítimo”.

“Lula disse que está disposto a andar pelo país alertando o povo brasileiro do que está sendo colocado em jogo por esse governo ilegítimo. O povo já pagou demais, durante muito tempo, e queremos apenas aquilo que é direito do cidadão: viver dignamente”, comentou Humberto.

O ex-presidente ressaltou que “quem aprendeu a comer carne de primeira não quer voltar a comer carne de segunda, assim como quem aprendeu a entrar no shopping para comprar presente para o filho não quer voltar a ficar olhando vitrine e lambendo com a testa”.

Ele também ressaltou que vai à Paraíba no domingo para ver a conclusão do canal leste da transposição do Velho Chico, obra iniciada durante o seu governo. “Não tá resolvido não. Quanto vai custar essa água? Como vai chegar até a casa das pessoas? Tenho fé em Deus que haverá de dar tudo certo”, disse.

Ele acredita que foi o único presidente a iniciar o projeto porque, de todos que chefiaram o Poder Executivo brasileiro, foi ele que carregou um balde na cabeça. “Só eu, com sete anos, tinha experiência do que é ir ao açude para pegar água e separar caramujo e fezes de cabrito para poder bebê-la”, contou.

O congresso da Contag vai até a próxima sexta-feira, quando deve ocorrer a eleição do pernambucano Aristides Veras para a presidência da Confederação no período de 2017 a 2021.

Afogados FC empata com time alternativo do Náutico nos Aflitos

Por Anchieta Santos Enfrentando um Náutico recheado de garotos da base, o Afogados FC não encontrou o seu melhor futebol ontem a noite nos Aflitos e ficou apenas no empate em 1 a 1. Foi o terceiro empate seguido do representante do Sertão do Pajeú. Os gols da partida aconteceram na segunda etapa, através de […]

Foto: Reprodução/Facebook

Por Anchieta Santos

Enfrentando um Náutico recheado de garotos da base, o Afogados FC não encontrou o seu melhor futebol ontem a noite nos Aflitos e ficou apenas no empate em 1 a 1. Foi o terceiro empate seguido do representante do Sertão do Pajeú.

Os gols da partida aconteceram na segunda etapa, através de Junior Carpina aos 4 e Candinho de falta aos 10 minutos empatou para a Coruja do Sertão. Gilberto Castro com boa atuação dirigiu o jogo.

Público nos Aflitos foi de 2.351 pagantes para uma arrecadação de R$ 18.790,00. Após o jogo válido pela quinta rodada do Certame Estadual, o Náutico manteve a liderança com 11 pontos ganhos e o Afogados segue em 3º lugar com 09 pontos.

Na 5ª feira o representante do Sertão estreia na Copa do Brasil enfrentando o Atlético do Acre no estádio Vianão.

Depois de um ano, acidente em que morreu Eduardo Campos não foi esclarecido

Agência Brasil – Há um ano, por volta das 10h, a aeronave Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, caía no meio de uma área residencial do bairro Boqueirão, em Santos, no litoral paulista. A bordo estavam o então candidato do PSB à Presidência da República nas eleições de outubro 2014, Eduardo Campos, de 49 anos, e […]

9

Agência Brasil – Há um ano, por volta das 10h, a aeronave Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, caía no meio de uma área residencial do bairro Boqueirão, em Santos, no litoral paulista. A bordo estavam o então candidato do PSB à Presidência da República nas eleições de outubro 2014, Eduardo Campos, de 49 anos, e mais seis pessoas: o assessor Pedro Almeida Valadares Neto, o assessor de imprensa Carlos Augusto Ramos Leal Filho (Percol), Alexandre Severo Gomes e Silva (fotógrafo), Marcelo de Oliveira Lyra (assessor da campanha) e os pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha. Todos morreram. O acidente, até hoje não esclarecido, mudou os rumos do pleito presidencial e os cenários políticos pernambucano e brasileiro.

“Foi um fato extremamente traumático que mudou inteiramente as condições da disputa eleitoral tanto interna, em Pernambuco, quanto em nível nacional”, analisa o cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Michel Zaidan Filho. Herdeiro político do avô, Miguel Arraes, Eduardo Campos, que era o terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto à época, deixou a viúva, Renata Campos, e cinco filhos.

A morte abrupta do político provocou comoção em Pernambuco. Milhares de pessoas, de diversas regiões do estado, foram até Recife acompanhar as cerimônias fúnebres, que duraram quatro dias. Personalidades do mundo político, como a presidenta Dilma Rousseff, que concorria à reeleição, o candidato tucano Aécio Neves e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram do velório, no Palácio das Princesas, sede do governo pernambucano. No dia 17, o corpo de Eduardo Campos foi enterrado no Cemitério de Santo Amaro, no mesmo túmulo do avô, que morreu no dia 13 de agosto de 2005.

Com a morte de Campos, considerado um político habilidoso por aliados e adversários, o PSB, depois de dias de indefinição, decidiu que a então vice da chapa, a ex-ministra Marina Silva, seguiria na disputa ao Palácio do Planalto. Em meio à comoção pela morte do companheiro de coligação, Marina Silva chegou a ultrapassar o tucano Aécio Neves.

“Foi um fato político muito relevante para a política brasileira. Não acredito que a Marina e o PSB sonharam que poderiam alçar uma posição tão vantajosa como a que tiveram com a morte de Eduardo, parecendo que ultrapassariam mesmo Aécio Neves. Houve um momento em que o tucano chegou a atacar Marina, pensando que ela iria ultrapassá-lo efetivamente”, lembrou Michel Zaidan.

Na esfera estadual, o cientista político observa que a tragédia “reforçou a oligarquia familiar”. A viúva Renata Campos ganhou grande importância no PSB e chegou a ser cogitada como substituta do marido na corrida presidencial, o que acabou não se confirmando. Ele comparou o impacto da morte de Campos às consequências políticas do suicídio de Getúlio Vargas, em 1954.

“A morte de Eduardo foi explorada politicamente e reverteu inteiramente a situação. Como a morte de Getúlio [Vargas], mudou totalmente o encaminhamento da política brasileira até Jango, pelo menos”, comparou Michel Zaidan. O então candidato do PSB ao governo de Pernambuco Paulo Câmara, que tinha 3% das intenções de voto antes da morte de Campos, conseguiu virar a disputar e se elegeu no primeiro turno.

O doutor em ciência política pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e especialista em política, popularidade política e relações internacionais das Américas da Universidade de Brasília (UnB) Benício Viero Schmidt também disse que a morte inesperada de Eduardo Campos teve um impacto muito grande no cenário político do país.

“Vamos pensar no seguinte quadro: o Eduardo, fosse ou não presidente, seria um elemento importante porque ele tinha a confiança tanto do pessoal do PT quanto da oposição. Ele seria um ponto de referência inevitável nessa situação. Um cara que senta à mesa, conversa, busca soluções e conciliações”, acrescentou Schmidt.