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Nordeste representou 34% do saldo de empregos do País em setembro, informa Sudene

Por André Luis

O setor de mais destaque foi da Indústria, especialmente nos estados de Alagoas e Pernambuco

Em setembro, o Nordeste apresentou um saldo positivo de 72.347 novos postos de trabalho, o que representa 34% do saldo de 213.002 novos empregos no País. No acumulado do ano, o Nordeste apresenta um saldo de 334.930 empregos gerados, o que equivale a 19,5% do acumulado no País.

Esse número representa uma média de aproximadamente 37,2 mil empregos líquidos por mês, segundo a Sudene, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com o economista Miguel Vieira, da coordenação-geral de Estudos e Pesquisas da Sudene, chama a atenção o desempenho do setor industrial em Alagoas e em Pernambuco, com saldos de 9.107 e 8.367 novos postos de trabalho, respectivamente.

“O setor foi responsável por quase dois terços do saldo de Alagoas e por mais da metade do saldo de Pernambuco. Ademais, os dois estados juntos responderam por 71,5% do saldo do setor na Região. O resultado consolida o crescimento dos saldos da Indústria no Nordeste, passando de um saldo de 12.430, no mês passado, para 24.436”, destacou.

Além desses dois estados, Ceará (2.060), Sergipe (1.585), Bahia (1.113), Paraíba (1.103), Rio Grande do Norte (412), Piauí (372) e Maranhão (317) também apresentaram saldos positivos no setor industrial. Em termos proporcionais, os novos postos da Indústria representaram quase dois terços do saldo total de Alagoas e mais da metade do saldo de Pernambuco, sendo o setor com a maior participação nesses dois estados.

Em Sergipe, a Indústria também foi o setor com maior participação (26,6%), embora Agropecuária (24,6%) e Serviços (24,0%) tenham apresentado valores próximos. Desagregando-se um pouco mais o setor industrial, é possível observar que a Indústria de Transformação, com saldo de 23.360 novos postos, foi responsável pela quase totalidade dos 24.436 novos postos do setor como um todo.

No setor de Serviços, destacaram-se, em valores absolutos, Bahia, com saldo de 5.235, Ceará, com 3.727, e Paraíba, com 3.366 novos empregos. Em termos proporcionais ao saldo de cada estado, o setor de Serviços foi destaque na maior parte dos estados, sendo responsável pela maior parte do saldo positivo em cinco estados, exceções feitas a Pernambuco, Alagoas e Sergipe, nos quais o setor responsável pelos maiores saldos foi a Indústria, e o Maranhão, no qual o setor de Comércio apresentou a maior proporção, seguido pela Construção.

 Desagregando-se um pouco mais o setor de Serviços, é possível observar que o segmento chamado “Atividades Administrativas e Serviços Complementares” apresentou o maior saldo, com 5.475 novos postos de trabalho, o que corresponde a 28% do saldo do setor de Serviços na região. A Paraíba sozinha, com 2.360, respondeu por 43,1% do saldo do segmento na Região.

 No setor da Construção, destacaram-se Bahia, Pernambuco e Ceará, com 2.540, 2.354 e 2.334 novos postos de trabalho, respectivamente. Em termos proporcionais, o setor representou 27,3% do saldo total do Maranhão, 22,4% do saldo da Bahia e 22,1% do saldo do Ceará, sendo o segundo maior setor nesses três estados.

 No setor de Comércio, destacaram-se Bahia, Ceará, Maranhão e Pernambuco, com saldos de 2.519, 1.458, 1.238 e 1.217 novos postos de trabalho, respectivamente, representando 65,7% do saldo do setor na região. Em termos proporcionais, o setor de Comércio foi responsável por 37,9% do saldo do Maranhão, sendo responsável pelo maior saldo nesse estado.

 Por fim, o setor agropecuário apresentou um saldo de 7.604 novos postos de trabalho, sendo impulsionado pelos 2.814, 1.464 e 1.417 novos postos de Pernambuco, Sergipe e Alagoas, respectivamente, o que representa 74,9% do saldo da Região no setor. Apenas Piauí (-150) e Bahia (-57) apresentaram saldo negativo nesse setor.

 No que se refere aos estados nordestinos, todos obtiveram um saldo positivo. Os destaques foram Pernambuco, Alagoas, Bahia e Ceará, com 15.602, 13.883, 11.350 e 10.561 novos postos de trabalho, respectivamente, o equivalente a 21,6%, 19,2%, 15,7% e 14,6% dos novos postos da região. Na sequência, aparecem Paraíba (6.084), Sergipe (5.962), Maranhão (3.270), Rio Grande do Norte (3.231) e Piauí (2.404).

Outras Notícias

Mães sofrem sem medicação especial para os filhos em Tabira

Cansadas de correr atrás de uma resposta da Secretaria de Saúde do município de Tabira, algumas mães agora estão recorrendo à imprensa para fazer apelos à prefeita Nicinha Melo para garantirem o direito legítimo de receberem a medicação controlada para os seus filhos com necessidades especiais. Essa quarta-feira (14) foi o segundo dia consecutivo que […]

Cansadas de correr atrás de uma resposta da Secretaria de Saúde do município de Tabira, algumas mães agora estão recorrendo à imprensa para fazer apelos à prefeita Nicinha Melo para garantirem o direito legítimo de receberem a medicação controlada para os seus filhos com necessidades especiais.

Essa quarta-feira (14) foi o segundo dia consecutivo que o Programa Radar da Cidade, da Rádio Cidade FM, ouviu essas mulheres cobrando o recebimento de Depakene que é um remédio indicado como monoterapia ou tratamento adjuvante no tratamento de ausência simples e complexa, e como adjuvante em pacientes com tipos de convulsões múltiplas que incluem crises de ausência.

Uma dessas mães relatou que já procurou algumas vezes a secretaria de Saúde e a resposta é sempre a mesma: o remédio não tem e tudo depende da licitação. Em outra oportunidade ela chegou a falar pessoalmente com a secretária Genedy, mas esta disse que quem resolvia essa questão era Élis, a filha de Dinca.

“Eu não tenho mais esperança de receber Depakene esse ano. A não ser que se faça uma pressão muito grande. A gente tem direito, nossas crianças têm direito e eles ficam nos enganando. A gente não gosta de ser enganada, só queremos uma resposta”, reclamou uma mãe.

Em defesa da arborização urbana com árvores nativas 

Por Djnaldo Galindo * O presente artigo não pretende encerrar a discussão, muito pelo contrário, reinicia-lo. Noviço no trabalho de agente do arvoreamento urbano na cidade de Arcoverde, não me surpreendi ao ouvir as dificuldades de outros que bem antes de mim começaram essa luta e que eram e ainda são vistos como loucos ou […]

Por Djnaldo Galindo *

O presente artigo não pretende encerrar a discussão, muito pelo contrário, reinicia-lo. Noviço no trabalho de agente do arvoreamento urbano na cidade de Arcoverde, não me surpreendi ao ouvir as dificuldades de outros que bem antes de mim começaram essa luta e que eram e ainda são vistos como loucos ou uma espécie exótica de selvagens que destroem a harmonia do paisagismo urbano e o impestam com “plantas feias e espinhentas”.

Pois bem, ouvi deles que, diferentemente do que pensa o senso comum, grande parte da perda de árvores diligentemente plantadas em vias públicas em nossa cidade pelo trabalho voluntário, sejam oriundas de ações individuais ou coletivas, são cruelmente assassinadas a semelhança de ervas daninhas, não pela ação de vândalos, mas, pasmem, pelo poder público, logo aquele que as deveria não apenas proteger, mas sobretudo, multiplicar e incentivar a sua disseminação.

Essa ação é feita de várias formas: capinação sem critérios; podas drásticas; arranque indiscriminado, tratoracão e soterramento. As justificativas quase sempre são as de que estão ali sem a anuência do projeto de paisagismo oficial para o local, que são inadequadas a via pública ou até mesmo que são “feias”.

Minha esposa esses dias foi surpreendida ao ouvir de uma amiga que não entendia a razão de plantarem uma planta “horrorosa” na Praça Winston Siqueira. Ela se referia a uma jovem Sumaúma ainda em formação. Como mudou a opinião ao ser confrontada pelas imagens de uma mesma árvore já adulta em plena floração cuja imagem foi baixada via Google imagens por minha esposa ao ouvir tamanho despautério.

Na verdade, a resistência ao uso das nativas no paisagismo urbano é fruto de um conjunto de impressões e sentimentos que vão do resquício de uma mentalidade colonialista, que enxerga o que vem de fora muito melhor e superior, perpassando pela ignorância e preconceito, mas principalmente por que o uso das nativas contrária aos interesses econômicos. Nativas são mais baratas na aquisição e requerem muito menos custo de manutenção e isso é um verdadeiro perigo aos interesses inomináveis.

Defendo as nativas e não irei desistir, pois convivem em harmonia com toda biodiversidade e porque também são lindas e resistentes. Quase sempre os representantes do poder público, além dos motivos mencionados anteriormente, vêm as árvores apenas nos aspectos estéticos imediatos, pois é verdade que algumas as nativas na infância fogem ao padrão convencional da estética e também por adaptações ao stress hídrico, demoram um pouco mais para crescer, florir e sombrear, mas com as vantagens mui superiores de suprir as abelhas, servir de abrigo a passarada, produzir matéria orgânica e sequestrar carbono a um custo quase zero.

Mas, o maior desafio, além daquela de demover o poder público de cessar a sua ação predatória, vem a reboque o de fazê-lo cumprir a sua função de ofício em promover um arvoreamento minimamente aceitável no espaço público. A associação em que faço parte já levou ao solo milhares de espécies arbóreas de dezenas de espécies nativas.

Nesse momento elas embelezam e sombreiam centenas de ruas e dezenas de praças. Vicejam em nascentes e encostas de serras na zona rural. Soube a pouco que milhares de mudas jazem sem finalidade no Viveiro Público Municipal. É hora de agir.

*Djnaldo Galindo é formato em História pela AESA e graduando em Ciências Políticas pela Uninter.

OMS decreta fim de emergência da covid-19

Depois de pouco mais de três anos, trilhões de dólares em perdas e 20 milhões de mortos, a emergência internacional causada pela covid-19 chega ao fim, uma data que entra para a história recente da ciência e do mundo. Nesta sexta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou que seus especialistas chegaram à conclusão de […]

Depois de pouco mais de três anos, trilhões de dólares em perdas e 20 milhões de mortos, a emergência internacional causada pela covid-19 chega ao fim, uma data que entra para a história recente da ciência e do mundo.

Nesta sexta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou que seus especialistas chegaram à conclusão de que o vírus não representa mais uma ameaça sanitária internacional e que, portanto, a crise é oficialmente declarada como encerrada. Central para o fim da fase mais aguda foi a expansão da vacina.

Pelas regras da agência, não existe uma declaração oficial do final da pandemia. Assim como a Aids, portanto, a covid-19 continuará a ter o status de pandemia. O regulamento sanitário criado pelos governos há quase 20 anos apenas permite que os cientistas anunciem o início de uma emergência global ou seu ponto final. Não há uma definição de pandemia e o termo está em negociação para o estabelecimento de um acordo que permitirá modificar a resposta global a novos surtos.

Michael Ryan, diretor-executivo da OMS, confirmou que a emergência acabou. “Mas a ameaça não. A batalha não acabou. Provavelmente não haverá um ponto em que a OMS anunciará o fim da pandemia”, disse. “O vírus continua a contaminar. Levou anos para que a pandemia [da gripe espanhola] de 1918 terminasse”, afirmou.

Didier Houssin, chefe do comitê de Emergência da OMS, indicou que a decisão de encerrar a emergência foi apoiada por 95% dos cientistas do grupo. Segundo ele, três critérios foram estabelecidos para definir se a crise havia sido superada e, agora, a agência irá constituir um grupo que permitirá monitorar a evolução do vírus. As informações são de Jamil Chade/UOL.

Sócio da VTCLog depõe nesta terça-feira na CPI da Pandemia

Presidente da Comissão diz que relatório deve ser votado dia 20 A próxima reunião da CPI da Pandemia está agendada para esta terça-feira (5) para ouvir o sócio da empresa de logística VTCLog, Raimundo Nonato Brasil.  Para esta semana, também está confirmado o depoimento do presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Roberto […]

Presidente da Comissão diz que relatório deve ser votado dia 20

A próxima reunião da CPI da Pandemia está agendada para esta terça-feira (5) para ouvir o sócio da empresa de logística VTCLog, Raimundo Nonato Brasil. 

Para esta semana, também está confirmado o depoimento do presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, na quarta-feira (6). 

A previsão do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), é que o relatório final seja votado no dia 20 de outubro, e que o fim dos trabalhos da comissão seja marcado por uma cerimônia em homenagem às quase 600 mil vítimas de covid-19 no Brasil, ainda sem data confirmada.

O requerimento para a oitiva do sócio da VTCLog partiu dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Humberto Costa (PT-PE). A empresa presta serviços ao Ministério da Saúde desde 2018, durante o governo Michel Temer, quando o ministro era o atual deputado Ricardo Barros (PP-PR). 

Os parlamentares estão investigando se houve alguma irregularidade nos contratos entre a empresa e o governo, inclusive para a distribuição das vacinas contra a covid-19.

A Comissão de Inquérito está apurando denúncias envolvendo o Departamento de Logística da pasta e o seu ex-diretor Roberto Ferreira Dias e tem informações que o conectam com sócios da VTCLog. 

Além disso, o senador Humberto Costa lembra que uma reportagem veiculada no Jornal Nacional, da TV Globo, em julho passado, colocou sob suspeita um aditivo contratual firmado entre a União e a empresa. 

De acordo com a reportagem, Roberto Ferreira Dias,  ignorou parecer da consultoria jurídica, apontando que o aditivo poderia se mostrar desvantajoso para a administração pública, com caracterização de sobrepreço. A análise recomendou ainda que a área técnica avaliasse outras alternativas, inclusive a rescisão contratual e a realização de novo procedimento licitatório. 

“Além disso, uma segunda reportagem veiculada na revista digital Crusoé, explora a hipótese de que o referido contrato seria a base para o pagamento de vantagens indevidas a lideranças políticas do partido Progressistas, o que aumenta a gravidade das denúncias e reivindica a adoção, pela CPI, das medidas necessárias ao aprofundamento da apuração”, justificou. 

Críticas 

Em agosto, a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a CPI aprovou a quebra dos sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático de Raimundo Nonato.

Ao justificar o requerimento, o senador lembrou que a decisão de contratar a VTCLog, a partir de 2018, deu-se depois que o então ministro Ricardo Barros decidiu fechar, no Rio de Janeiro, a Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi), que era diretamente subordinada ao governo e responsável pela logística há mais de duas décadas.

“A antiga Cenadi tinha dependências próprias sem custo, dentro do departamento de suprimento do Exército, na Zona Norte do Rio, em local próximo à Fiocruz, uma das maiores fornecedoras de insumos do Brasil. A contratação da VTCLog sofreu diversas críticas de funcionários do Ministério da Saúde”, explicou. As informações são da Agência Senado.

Primeira mulher no comando: Manuela Marinho assumirá COMPESA

O governador Paulo Câmara indicou, nesta segunda-feira (12/08),  a engenheira civil Manuela Marinho  para assumir a presidência da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Segundo nota, a missão é de ampliar e consolidar o abastecimento de água e esgotamento sanitário no Estado. Pós-graduada em Segurança do Trabalho, Manuela coordenou o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) […]

Foto: Heudes Regis

O governador Paulo Câmara indicou, nesta segunda-feira (12/08),  a engenheira civil Manuela Marinho  para assumir a presidência da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Segundo nota, a missão é de ampliar e consolidar o abastecimento de água e esgotamento sanitário no Estado. Pós-graduada em Segurança do Trabalho, Manuela coordenou o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) e foi secretária de Turismo e Lazer em 2018.

Atualmente, Manuela Marinho comanda a área de Transportes da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos. A engenheira, que será a primeira mulher a presidir a Compesa, em 48 anos de existência da companhia, é também auditora fiscal da Secretaria da Fazenda da Paraíba.

A indicação do governador será submetida ao Conselho de Administração da Compesa, na próxima semana.

O administrador Roberto Tavares, atual presidente da Compesa, será nomeado assessor especial do Secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha. Roberto estava na Compesa desde 2007, quando se tornou diretor de gestão da companhia. Ele ocupava a presidência da entidade desde janeiro de 2011.