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No Cabo, João Campos promete 10 mil obras em áreas de morro e pavimentação de 10 mil ruas

Por Michael Andrade

Candidato ao Governo de Pernambuco também apresentou propostas para a PE-28, segurança, ensino técnico e conclusão do Compaz no município.

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, neste domingo (20), de uma caminhada pelo Centro do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, onde apresentou propostas de infraestrutura para o estado e compromissos específicos para o município.

João esteve acompanhado dos candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), do prefeito Lula Cabral, do candidato a deputado estadual Batista Cabral e de outras lideranças da Frente Popular.

Durante a agenda, o candidato afirmou que, caso seja eleito, pretende realizar 10 mil intervenções em áreas de morro e pavimentar 10 mil ruas em Pernambuco. Segundo a campanha, as ações nos morros envolveriam obras como contenção de encostas, drenagem, escadarias e melhoria de acessos.

“Quando eu fui prefeito do Recife, fiz seis mil obras em área de morro. Como governador, nós vamos fazer dez mil, além de calçar 10 mil ruas”, declarou. O número referente às intervenções realizadas no Recife foi apresentado pelo próprio candidato durante o ato.

Para o Cabo de Santo Agostinho, João prometeu viabilizar o retorno de um batalhão da Polícia Militar ao município e duplicar a PE-28 no trecho conhecido como Estrada da Matinha.

O candidato também citou a conclusão do Compaz em parceria com a Prefeitura e o governo federal e defendeu a ampliação da oferta de educação técnica no município.

João afirmou ainda que pretende ampliar investimentos na malha rodoviária da Região Metropolitana e construir novas escolas técnicas caso seja eleito.

A caminhada começou na Praça Ministro André Cavalcanti, em frente à Prefeitura, e percorreu ruas do Centro.

Após a passagem pelo Cabo, a programação de João neste domingo incluiu atividade na Praça de Casa Forte, no Recife, antes de uma agenda prevista em Petrolina, no Sertão do São Francisco.

Fotos: Marlon Diego

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Outras Notícias

Definida apresentação visual da 3ª Mostra Pajeú de Cinema

Foi apresentada a arte que guiará a identidade visual da 3ª Mostra Pajeú de Cinema, uma representação em aquarela do histórico e querido Cine São José. Quem assina é a ilustradora pernambucana Simone Mendes, em obra que valoriza esta sala histórica prestes a completar 75 anos. “Estou muito feliz em realizar este trabalho, principalmente porque tem como […]

Foi apresentada a arte que guiará a identidade visual da 3ª Mostra Pajeú de Cinema, uma representação em aquarela do histórico e querido Cine São José. Quem assina é a ilustradora pernambucana Simone Mendes, em obra que valoriza esta sala histórica prestes a completar 75 anos.

“Estou muito feliz em realizar este trabalho, principalmente porque tem como inspiração esta joia que é o Cinema São José”, diz Simone. “Segundo, porque sou de Ouricuri e desde cedo lido com a luz sertaneja. Além disso, esta é minha primeira colaboração para uma mostra de cinema, algo que há tempos desejava”.

Fundado como Cine Pajeú pelo farmacêutico Helvécio Lima em 14 de novembro de 1942, o cinema mudou de nome a partir dos anos 1950, quando foi comprado pela Diocese de Afogados. Em 1994  um grupo de amigos se reuniu para restaurar o cinema, com a participação do governo do estado e da sociedade civil.

Atualmente o Cine São José busca modernização técnica que o permita entrar na era digital. A 3ª MPC será realizada entre 14 e 20 de maio em Afogados da Ingazeira-PE. Em breve a programação completa estará em www.mostrapajeudecinema.com.br e facebook.com/mostrapajeudecinema .

Negócios do vento: nova fronteira de desmatamento do semiárido

Por Heitor Scalambrini Costa O Brasil é o segundo país com a maior cobertura vegetal do mundo (o primeiro é a Rússia), e está entre os cinco países que mais emitem gases de efeito estufa. O desmatamento está reduzindo de forma significativa a cobertura vegetal em todos os biomas do território nacional, o que acentua […]

Por Heitor Scalambrini Costa

O Brasil é o segundo país com a maior cobertura vegetal do mundo (o primeiro é a Rússia), e está entre os cinco países que mais emitem gases de efeito estufa. O desmatamento está reduzindo de forma significativa a cobertura vegetal em todos os biomas do território nacional, o que acentua o risco de eventos climáticos extremos. Estima-se em torno de 20 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa desmatada por ano, em consequência de derrubadas e incêndios, na grande maioria ilegais. O que torna o desmatamento no país a principal causa das emissões de gases de efeito estufa.

O desmatamento ocorre principalmente na agropecuária. Contudo, a construção de estradas, hidrelétricas, mineração, produção de energia, e o processo intensivo de urbanização, têm contribuído significativamente para a redução das matas. Esse processo acarreta vários fatores negativos ao meio ambiente (e as pessoas, certamente), entre eles se destacam: emissão de gás carbônico na atmosfera, alterações climáticas, perda da biodiversidade, empobrecimento do solo, erosão, desertificação, entre outros.

O que tem chamado atenção nos últimos 10 anos, é o aumento da contribuição ao desmatamento, pelos “negócios do vento” (e se inicia também nesta trágica trajetória, as mega usinas solares fotovoltaicas).  Grandes complexos eólicos têm se instalado no Nordeste, em áreas do interior (mas também em áreas litorâneas), onde predomina a vegetação do tipo caatinga, único bioma 100% brasileiro, ocupando cerca de 10% do território nacional e 70% da região Nordeste. 

Conforme cálculos do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), a Caatinga teve sua vegetação reduzida pela metade devido ao desmatamento. São aproximadamente 500 mil hectares devastados por ano, principalmente para produzir energia, criação de animais, entre outras atividades. E agora, os complexos eólicos, com a instalação desenfreada, sem regulamentação, e com a conivência de órgãos públicos que deveriam cuidar deste bioma.

Hoje, através de estudos técnicos-científicos, é possível identificar inúmeros impactos causados pela modalidade de produzir energia elétrica em larga escala, através do conceito de produção “centralizada”, cujos beneficiários são aqueles que literalmente exploram este bem natural, os ventos. Na concepção capitalista prevalece o lucro em primeiro lugar, sem a preocupação com a preservação e proteção da natureza, deixando como herança os malefícios provocados, não só para as populações locais, mas para todo o planeta.

O que chama a atenção é o discurso e ações contraditórias e ambíguas dos governos estaduais nordestinos em relação à emergência climática em curso (a responsabilidade do atual desgoverno federal nem se fala, já que é anti-ambiental, ecocida). Ao mesmo tempo que discursam em prol da descarbonização, promovendo a expansão das fontes renováveis em seus territórios, estes governos se curvam às exigências dos grandes empreendimentos. Flexibilizam a legislação ambiental, omitem na fiscalização, permitindo assim que os complexos eólicos sacrifiquem áreas de preservação, as serras, os brejos de altitude, os fundos e fechos de pasto, territórios onde vivem as populações originárias (índios, quilombolas), e a própria agricultura familiar com a neo-expropriação (http://cersa.org.br/destaque/negocios-do-vento-arrendamento-ou-expropriacao-de-terra/) de terras para a instalação dos equipamentos desta atividade econômica, excludente, concentradora de renda e predatória. 

A contribuição ao desmatamento da Caatinga pelos “negócios do vento”, com um modelo de negócio sem compromisso com a vida das pessoas e com a natureza, deve ser motivo de uma ampla discussão na sociedade. 

O enfrentamento da crise climática exige mais fontes renováveis de energia (sol, vento, água, biomassa) para uma matriz energética sustentável, justa e inclusiva. Mas a opção adotada, levando em conta mega projetos eólicos, é contrário ao que a ciência propaga, sobre a gravíssima situação que se encontra o planeta Terra, devido às escolhas humanas erradas, em relação à produção e consumo.

A insanidade dos tomadores de decisão na área de energia tem que ser combatida e contida, com informação, transparência e participação, com a democratização no processo de escolhas das políticas energéticas. E não pela ação dos lobistas que “capturam” os órgãos públicos para seus fins, sem se importar com a população e a natureza. 

Aconselho o livro “Cárcere dos ventos” https://www.salveasserras.org/o-carcere-dos-ventos-destruicao-das-serras-pelos-complexos-eolicos/ 

Heitor Slambrini é professor associado da Universidade Federal de Pernambuco (aposentado)

Rádio Pajeú realiza primeiro debate com candidatos a vice em Afogados da Ingazeira

A Rádio Pajeú realiza o primeiro debate com candidatos a vice-prefeito da corrida sucessória nesta sexta-feira (25), no Debate das Dez especial.  Convidados, Daniel Valadares, Renon de Ninô e Roberto Guarda confirmaram presença. Assim como ocorreu no primeiro debate com os postulantes a prefeito, a Rádio Pajeú reafirmou “o caráter propositivo do encontro, considerando o […]

A Rádio Pajeú realiza o primeiro debate com candidatos a vice-prefeito da corrida sucessória nesta sexta-feira (25), no Debate das Dez especial. 

Convidados, Daniel Valadares, Renon de Ninô e Roberto Guarda confirmaram presença.

Assim como ocorreu no primeiro debate com os postulantes a prefeito, a Rádio Pajeú reafirmou “o caráter propositivo do encontro, considerando o período de pré-campanha”. Como se sabe, a figura do candidato a vice deixou a muito de ser meramente figurativa.

Seja pela participação na gestão ou assumindo em eventual impedimento do titular, eles nunca foram tão importantes na estrutura administrativa. Sem falar no papel político. Não são poucos os que se alçam à condição de postulantes após um ciclo de gestão.

O programa cumpre os protocolos de segurança contra a Covid-19. Com base no protocolo formatado pelo Estado para esses eventos, está liberada a participação de um assessor ao lado do candidato.

Vice-prefeito assume interinamente Prefeitura de Salgueiro

Por Juliana Lima O vice-prefeito de Salgueiro, Dr Edilton Carvalho (Cidadania), assumiu interinamente o comando do Município na última sexta-feira (07). Ele substituirá o prefeito Marcones Sá pelo período de trinta dias, durante as férias do gestor. Durante o ato de transmissão do cargo, o prefeito Marcones Sá disse confiar que seu vice fará um […]

Por Juliana Lima

O vice-prefeito de Salgueiro, Dr Edilton Carvalho (Cidadania), assumiu interinamente o comando do Município na última sexta-feira (07). Ele substituirá o prefeito Marcones Sá pelo período de trinta dias, durante as férias do gestor.

Durante o ato de transmissão do cargo, o prefeito Marcones Sá disse confiar que seu vice fará um bom trabalho no comando da cidade. “Mais um ano de trabalho duro, um ano diferente, a gente está agora tirando um pouco de tempo para descansar um pouco, e temos a satisfação, o prazer de estarmos aqui nesse período que vamos entrar de férias para transmitir o comando do Município ao companheiro que o povo outorgou o cargo de vice-prefeito, ao amigo Dr Edilton. E a gente vai para esse descanso com a certeza de que ele fará bom proveito durante esse período, no compromisso que  nós assumimos conjuntamente, eu e ele, com a agenda do povo. Espero que todos possam apoiá-lo, possam estar juntos nessa caminhada por Salgueiro”, afirmou.

“Hoje estou assumindo a Prefeitura de Salgueiro com muita felicidade. Um momento esperado por mim, fiquei a noite ansioso. Estou muito feliz. Dr Marcones tira trinta dias de férias merecidamente e dizer que vou passar esses trintas dias trabalhando o máximo que eu puder atender as pessoas. Vou girar a cidade, vou girar o município todo, juntamente com os vereadores, com os secretários, e quero dizer a população de Salgueiro que a prefeitura está de portas abertas para receber todos vocês”, afirmou Dr Edilton, prefeito em exercício.

Dr Edilton Carvalho tem 56 anos. Juntamente com Marcones Sá, ele faz parte da coligação Unidos Por Amor a Salgueiro, formada pelos partidos PDT, CIDADANIA e PSB. Nas Eleições de 2020 a chapa obteve 15.205 votos, o que representa 48,67%.

Lula lidera nova pequisa Datafolha. Bolsonaro cresce

Mais uma pesquisa eleitoral mostra a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2018. Uma nova pesquisa divulgada nesta segunda mostra que Lula (PT) manteve a liderança, com 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC). Bolsonaro registra tendência de alta. Tinha […]

Mais uma pesquisa eleitoral mostra a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2018. Uma nova pesquisa divulgada nesta segunda mostra que Lula (PT) manteve a liderança, com 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC).

Bolsonaro registra tendência de alta. Tinha 8% em dezembro de 2016, passou a 14% em abril e agora aparece com 16%, sempre no cenário em que o candidato do PSDB é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.A rejeição ao nome de Alckmin cresceu para 34%. O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (sem partido) aparece com 11%, em quarto.

Nos cenários testados para eventual segundo turno, Lula ganha de todos os candidatos: Bolsonaro e dos tucanos Alckmin ou João Doria, prefeito de São Paulo, embora o petista empate, dentro da margem de erro, com Marina e com o juiz Sergio Moro, que não é candidato, na margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Quando disputa com Alckmin, o petista fica com 30%, e o tucano, com 8%, em quarto. Embolados em segundo aparecem Bolsonaro, com 16%, e Marina, com 15%. O cenário com Doria é similar: Lula, na dianteira, tem 30%, Marina e Bolsonaro, 15% cada um, e o prefeito, 10%.

Após escândalo da JBS, instituto de pesquisa não se deu nem ao trabalho de incluir Aécio Neves (PSDB-MG) e Michel Temer (PMDB) na lista de presidenciáveis. As informações são de reportagem de José Marques e Thais Bilenky na Folha de S.Paulo.