Nem ao mar nem nem à terra: Márcia mantém vereadores, mas tem prejuízo com perda de partido
Por Nill Júnior
A política é em muitas vezes a guerra das versões: da semana passada pra cá em Serra Talhada, governistas e oposicionistas tem se dividido entre os que comemoram um ou outro aspecto da ida do PP para a base de Luciano Duque.
Como esperado, semana passada foi notícia que o Partido Progressistas (PP), vai cair no colo da oposição. Antes, em Serra Talhada, a legenda era comandada pelo vereador Antonio Rodrigues, mas quem assume à presidência do diretório municipal é o advogado Renato Godoy, assessor do deputado Luciano Duque. A notícia foi comemorada por oposicionistas nas redes.
Ontem, em uma demonstração de força, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), se reuniu com os vereadores do Partido Progressista (PP). Os oito vereadores garantiram permanência na base da prefeita e reafirmaram apoio à atual gestão, apesar do PP já não fazer mais parte dela.
Os vereadores vão deixar a legenda quando a legislação eleitoral abrir prazo para troca de partidos, de 6 de março a 6 de abril. Eles acusaram de manobra a ida do PP para as mãos da oposição.
Mas é o jogo da política. Com oportunidade, o grupo de Márcia não exitará em trazer mais legendas para o seu bloco, mesmo que tenham feito parte da oposição. Quando ocorrer, os mesmos vereadores que falam em manobra hoje, vão taxá-la de grande articuladora, habilidosa politicamente, sagaz pára arregimentar legenda que era da oposição.
Por outro lado, a ida do partido, mesmo que sem os parlamentares, como quem leva uma caixa, mas não consegue carregar o que tem dentro dela, tem um impacto. O Progressistas tem, por exemplo, um tempo importante de rádio e TV. Isso vai pesar no guia eleitoral e nas inserções que vão ser distribuídas na programação das rádios, que tem grande inserção popular. Assim, nem ao mar nem à terra: não se perde tudo, mas também não se perde nada…
Lançamento acontece em Tabira com seminário neste sábado (1°) em Tabira, somado à comemoração pelos 48 anos da Diaconia Entidades sociais que trabalham em oito municípios do Sertão do Pajeú estarão reunidas no próximo sábado (1º), na Secretaria Municipal de Educação de Tabira, para a criação do 1º Fórum Regional DCA do Estado de Pernambuco. […]
Lançamento acontece em Tabira com seminário neste sábado (1°) em Tabira, somado à comemoração pelos 48 anos da Diaconia
Entidades sociais que trabalham em oito municípios do Sertão do Pajeú estarão reunidas no próximo sábado (1º), na Secretaria Municipal de Educação de Tabira, para a criação do 1º Fórum Regional DCA do Estado de Pernambuco. O encontro, organizado pela ONG Diaconia, pretende sensibilizar Igrejas, Pastorais, associações, sindicatos e organizações parceiras sobre a realidade vivenciada pelas crianças e adolescentes da região, e é parte de programação do Seminário sobre os Direitos da Infância e Adolescência.
O evento começa esta mahã, e também conta com uma programação especial para meninos e meninas, que participarão de oficinas educativas (abordando o trabalho infantil) e lúdicas (xilogravura, grafite, biojoias e cordel), na Escola Municipal José Odano Góes Pires. As atividades se encerram às 15h, com apresentações culturais e os resultados das oficinas, além da comemoração pelos 48 anos da Diaconia.
O seminário está sintonizado com o aniversário de 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), comemorado em julho. Segundo o Disque 100, mais de 42 mil crianças e adolescentes já sofreram, este ano, algum tipo de violação contra os seus direitos. O número corresponde a mais da metade de todas as ligações registradas, entre janeiro e julho, pelo serviço de utilidade pública da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Os casos de negligência lideram o ranking, seguidos de violência psicológica, física e sexual, praticados, principalmente, contra meninas na faixa etária de 08 a 11 anos.
“A importância da criação de um Fórum DCA no Pajeú tem o objetivo de trazer melhorias à intervenção territorial, e fortalecer as nossas organizações para continuarmos avançando na busca de direitos de criança e adolescentes”, avalia o coordenador local Adilson Alves Viana.
Capitaneados pelo vereador Luciano Pacheco, articulado com o prefeito Wellington Maciel, os vereadores representaram em caráter de urgência o projeto dos super salários. O anterior, foi duramente criticado pelos novos e altos vencimentos propostos a prefeito, vice secretários e vereadores. O vice Israel Rubis opta pelo salário do estado. A proposta é idêntica à anterior: […]
Capitaneados pelo vereador Luciano Pacheco, articulado com o prefeito Wellington Maciel, os vereadores representaram em caráter de urgência o projeto dos super salários.
O anterior, foi duramente criticado pelos novos e altos vencimentos propostos a prefeito, vice secretários e vereadores. O vice Israel Rubis opta pelo salário do estado.
A proposta é idêntica à anterior: o salário do prefeito passaria a R$ 27 mil e secretários a R$ 9 mil.
Sem nenhum medo da repercussão, Luciano Pacheco diz que o aumento é proposto porque a justiça questionou o método, não os valores. “Se deixou de aumentar todos os anos e se buscou aumentar de uma vez só”. Ainda insinua que Wellington Maciel tem dedicação à prefeitura e deixa suas empresas. Milionário, o prefeito não passou o controle acionário pra ninguém.
Detalhe é que a maioria dos municípios tem na Lei Orgânica um dispositivo em que só se pode aprovar aumento para a legislatura seguinte, evitando o legislar em causa própria.
Exatamente por esse dispositivo, vários aumentos aprovados em legislaturas passadas no Sertão foram derrubados em ações na justiça.
MP de olho: ocorre que em Arcoverde um dispositivo da Lei Orgânica foi alterado para favorecer a aprovação. O blog apurou que o promotor Bruno Miquelão Gotardi já ingressou com embargo de declaração na liminar anterior para tentar declarar a inconstitucionalidade do dispositivo alterado.
Além de Luciano Pacheco, assinam o requerimento em caráter de urgência Célia Galindo, Rodrigo Roa, Everaldo Lira, João Taxista, João Marcos, Luiza Margarida e Sargento Brito. Veja abaixo a defesa de Luciano Pacheco:
Artigo contra disseminação de fake news é vetado O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou com vetos a Lei 14.197, de 2021, que revoga a Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170, de 1983), criada durante a ditadura militar. Além de revogar a LSN, o texto aprovado pelo Congresso estabelece uma série de tipos penais em […]
O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou com vetos a Lei 14.197, de 2021, que revoga a Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170, de 1983), criada durante a ditadura militar.
Além de revogar a LSN, o texto aprovado pelo Congresso estabelece uma série de tipos penais em defesa do Estado Democrático de Direito.
Bolsonaro, porém, vetou vários artigos, entre eles o que previa até cinco anos de reclusão para quem cometesse o crime de “comunicação enganosa em massa”. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2).
Segundo Bolsonaro, a tipificação das fake news contraria o interesse público “por não deixar claro qual conduta seria objeto da criminalização”. De acordo com o presidente, “a redação genérica” do artigo não especificava se a punição seria para quem gera ou para quem compartilha a notícia falsa.
“Enseja dúvida se o crime seria continuado ou permanente, ou mesmo se haveria um ‘tribunal da verdade’ para definir o que viria a ser entendido por inverídico a ponto de constituir um crime punível”, argumenta.
Para Bolsonaro, que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news, o dispositivo poderia “afastar o eleitor do debate político”, “inibir o debate de ideias” e “limitar a concorrência de opiniões”.
O presidente da República também vetou um dispositivo que permitia aos partidos políticos com representação no Congresso Nacional promover ação privada subsidiária caso o Ministério Público não atuasse no prazo estabelecido em lei.
A previsão valeria apenas para os chamados crimes contra as instituições democráticas no processo eleitoral (interrupção do processo eleitoral, comunicação enganosa em massa e violência política).
Para Bolsonaro, a medida “não se mostra razoável para o equilíbrio e a pacificação das forças políticas” e poderia “levar o debate da esfera política para a esfera jurídico-penal”. “Não é atribuição de partido político intervir na persecução penal ou na atuação criminal do Estado”, justificou.
O presidente barrou ainda o capítulo que tipificava como crime o atentado a direito de manifestação, com pena que poderia chegar a 12 anos de reclusão. Para Bolsonaro, haveria “dificuldade” para caracterizar “o que viria a ser manifestação pacífica”.
“Isso colocaria em risco a sociedade, uma vez que inviabilizaria uma atuação eficiente na contenção dos excessos em momentos de grave instabilidade, tendo em vista que manifestações inicialmente pacíficas poderiam resultar em ações violentas, que precisariam ser reprimidas pelo Estado”, disse.
Militares
Bolsonaro também vetou o inciso que aumentava a pena para militares envolvidos em crimes contra o Estado Democrático de Direito. Pelo projeto, eles estariam sujeitos a perda do posto, da patente ou da graduação. Para o presidente, o dispositivo “viola o princípio da proporcionalidade”.
“Coloca o militar em situação mais gravosa que a de outros agentes estatais, além de representar uma tentativa de impedir as manifestações de pensamento emanadas de grupos mais conservadores”, escreveu.
O Palácio do Planalto vetou outras duas hipóteses de aumento de pena nos crimes contra o Estado Democrático de Direito: se cometido com emprego de arma de fogo ou por servidor público. “Não se pode admitir o agravamento pela simples condição de agente público em sentido amplo”, justificou.
O que diz a lei
Algumas regras da extinta Lei de Segurança Nacional foram incorporadas ao Código Penal (Decreto Lei nº 2.848, de 1940) em um título que trata dos crimes contra o Estado Democrático de Direito. Os capítulos punem violações à soberania nacional, às instituições democráticas, ao processo eleitoral, aos serviços essenciais e à cidadania.
A nova lei tipifica o crime de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, “impedindo ou restringindo o exercício dos Poderes constitucionais”. Nesse caso, a pena é de prisão de 4 a 8 anos, além da pena correspondente à violência empregada.
Já o crime de golpe de estado propriamente dito — “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído” — gera prisão de 4 a 12 anos, além da pena correspondente à violência.
Negociar com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar atos típicos de guerra ou invasão pode gerar prisão de 3 a 8 anos — e pena aumentada da metade até o dobro se for declarada guerra em consequência dessa ação.
Praticar violência ou grave ameaça com a finalidade de desmembrar parte do território nacional para constituir país independente tem pena prevista de 2 a 6 anos, além da pena correspondente à violência.
O texto prevê ainda crimes contra o processo eleitoral (interrupção do processo, violência política e ação penal privada subsidiária) e de sabotagem contra o funcionamento de “serviços essenciais” — os meios de comunicação ao público, estabelecimentos, instalações ou serviços destinados à defesa nacional.
A nova lei também revoga um artigo da Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688, de 1941) que trata dos crimes referentes à paz pública. O dispositivo revogado previa prisão por seis meses para quem participasse em segredo de associação periódica de mais de cinco pessoas.
A nova lei é resultado do projeto de lei (PL) 2.108/2021, que tramitou por 30 anos no Congresso Nacional. O texto foi aprovado por deputados em maio e pelos senadores em agosto deste ano.
O relator foi o senador Rogério Carvalho (PT-SE). Durante a discussão da matéria, Carvalho sublinhou que a Lei de Segurança Nacional foi usada pelo governo para punir opositores do presidente Jair Bolsonaro. O número de inquéritos instaurados com base na lei aumentou a partir de 2019 e chegou a 51 em 2020. As informações são da Agência Senado.
Diante dos rumores de uma troca de partido, governadora revela discordância com agremiação Em meio aos rumores de uma possível migração para o PSD, a governadora Raquel Lyra (PSDB) manifestou discordância em relação ao posicionamento do seu partido no cenário nacional. Em entrevista ao Estadão, a tucana afirmou que não faz oposição ao Governo Lula […]
Diante dos rumores de uma troca de partido, governadora revela discordância com agremiação
Em meio aos rumores de uma possível migração para o PSD, a governadora Raquel Lyra (PSDB) manifestou discordância em relação ao posicionamento do seu partido no cenário nacional. Em entrevista ao Estadão, a tucana afirmou que não faz oposição ao Governo Lula e ponderou que a sua agremiação deveria ter adotado uma postura de independência no cenário nacional.
“Discordo de posições que o partido vem tomando, como a oposição sistemática ao governo Lula. Não fomos oposição ao (ex-presidente) Jair Bolsonaro (PL), também acho que não deveríamos ser ao Lula, mas sim nos posicionarmos de maneira independente”, afirmou.
A declaração foi dada diante das especulações de que a gestora tucana estaria de malas prontas para o PSD, que integra a base do Governo Lula. Sobre os rumores, a gestora voltou a afirmar que “todo e qualquer anúncio sobre mim mesma, eu que faço” e disse ter uma “relação sólida” com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
“Acho natural a especulação, eu converso sim com muitos partidos, já recebi convites, mas o foco agora é cuidar do Estado e qualquer decisão será comunicada”, disse.
Dirigentes
O presidente do PSD em Pernambuco e ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, fez elogios a governador, mas ponderou que a decisão final cabe à gestora.
“Jovem, competente, preparada, honesta e uma liderança de peso nacional com enorme futuro. O nosso partido, PSD, não é diferente. Nós gostaríamos muito de ter a governadora Raquel Lyra liderando o nosso partido”, afirmou André de Paula.
Em meio à especulação, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, citou a atuação da governadora e afirmou que ela “é um quadro que está se revelando muito bom na gestão”.
“Raquel Lyra é um quadro que está se revelando muito bom na gestão. Raquel fez o maior número de prefeitos e agora teve um bom tira-teima que foram as eleições de Olinda e Paulista, na Região Metropolitana do Recife, em um confronto direto com João Campos (PSB), que é o cara que ganhou com quase 80% a eleição no Recife. Ela venceu as duas”, disse. As informações são do Blog da Folha.
Por Anchieta Santos Mesmo sem abrir espaço para nenhum integrante da oposição, a chapa governista formada por Nelly Sampaio (Presidente), Aristóteles Monteiro (Primeiro Secretário) e Cleber Paulino (Segundo Secretário), vai ampliando apoios entre os adversários da eleição municipal em Tabira. Primeiro, foi o vereador Marcos Crente(PSB) que anunciou o seu apoio. Em seguida o vereador Aldo Santana(PROS). […]
Mesmo sem abrir espaço para nenhum integrante da oposição, a chapa governista formada por Nelly Sampaio (Presidente), Aristóteles Monteiro (Primeiro Secretário) e Cleber Paulino (Segundo Secretário), vai ampliando apoios entre os adversários da eleição municipal em Tabira.
Primeiro, foi o vereador Marcos Crente(PSB) que anunciou o seu apoio. Em seguida o vereador Aldo Santana(PROS). A terceira conquista no campo da oposição pode se confirmar hoje.
Em contato com a produção dos programas Rádio Vivo e Cidade Alerta o vereador Dicinha do Calçamento(PMDB) disse que nesta segunda-feira dia 14, decide ou não o seu apoio.
Sobre a decisão de Marcos Crente, a Direção do PSB e o ex-candidato a prefeito Zé de Bira, silenciam. Expectativa agora para saber o que pensa o ex-prefeito Dinca Brandino(PMDB) que já articulava uma chapa de oposição.
Interessante que palavra de politico se quebra rápido demais. Passada a eleição os vereadores Aldo Santana e Dicinha do Calçamento disseram na Rádio Cidade FM que a oposição que fez maioria, teria sua própria chapa. Vá acreditar.
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