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Morre ex-prefeito de Custódia, Zé do Povo, pai de Manuca

Por Nill Júnior

Morreu há pouco no Hospital Português, em Recife, de falência dos múltiplos órgãos, o ex-prefeito José Esdras de Freitas Góis, Zé do Povo, pai do prefeito Manuca, de Custódia.

No fim do ano, ele havia sofrido um incidente de engasgo, sendo socorrido e depois encaminhado à uma unidade hospitalar.

Com 72 anos, mesmo ainda com idade considerada ativa na média para a maioria das pessoas, tinha muitos problemas de saúde, incluindo um quadro de diabetes. Suas aparições públicas foram ficando cada vez mais raras pela situação clínica e física.

Zé do Povo foi prefeito de 2001 a 2004, tendo batido o seu maior adversário político, Nemias Gonçalves, que viria a vencê-lo em 2004. Apoiou a composição do filho Manuca com o ex-prefeito Luiz Carlos. Também a sua decisão de alçar voo solo.

Era também irmão da Secretária de saúde,  Olga Góis.

Em uma de suas últimas mensagens, em um de seus aniversários, Manuca escreveu: “hoje os parabéns vão para meu ídolo! O cara que tenho orgulho de seguir seu caminho, que devo tudo que tenho e o que sou. Obrigado Papai do Céu por me dar o melhor PAI do mundo! Que essa data se repita por vários anos! Feliz Aniversário Painho! Ou melhor, Feliz Aniversário Zé do Povo, como gosta de ser chamado!”

O prefeito e filho deve decretar luto oficial. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

Mais dados biográficos,  de acordo com o Custódia Terra Querida:

José Esdras de Freitas Góis, custodiense, filho do comerciante Domingo Alves de Góis e da Professora Antônia Pires de Freitas, mais conhecida como Dondon.

A frente da administração local, no quadriênio 2001 a 2004, desenvolve ações na área de educação, com ampliação de escolas e construção da quadra poliesportiva nas escolas Anfilófio Feitosa (bairro do Cruzeiro) e Manoel Rodrigues(Vila da Cohab).

Implanta o curso superior de pedagogia e o Laboratório de Informática no Colégio Municipal Ernesto Queiroz.

Na saúde, desenvolve o Programa Saúde da Família (PSF), a Saúde Bucal e Farmácia Básica, faz o controle de Chagas e constrói casas populares.

Nas ações sociais, implanta no Recife a Casa de Apoio e, em Custódia, os projetos Sentinela, Sopão e a distribuição de leite com as comunidades carentes.

Na agricultura, implanta o sistema de abastecimento de água em comunidades rurais, faz perfuração de poços tubulares, providencia a distribuição de sementes selecionadas e a recuperação de estradas vicinais e do Parque de Exposições.

Na zona urbana, recupera o calçamento e o matadouro público e amplia a área de esgotos e a rede de distribuição de água.

Maria Antonia – Dondon abre a escola de Jardim de infância Mundo Encantado e, como voluntária, supervisiona creches que atende a mais de 450 crianças.

(*) Publicado Originalmente no Livro Custódia Relicário do Sertão, de Sevy Oliveira (2008).

Outras Notícias

Morre aos 68 anos o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17/04) aos 68 anos. Lenda do esporte brasileiro, ele detém o recorde de maior pontuador da história olímpica, com 1.093 pontos acumulados em cinco edições dos Jogos. Schmidt nasceu em Natal no dia 16 de fevereiro de 1958. Ao longo da carreira profissional, o atleta somou […]

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17/04) aos 68 anos.

Lenda do esporte brasileiro, ele detém o recorde de maior pontuador da história olímpica, com 1.093 pontos acumulados em cinco edições dos Jogos. Schmidt nasceu em Natal no dia 16 de fevereiro de 1958.

Ao longo da carreira profissional, o atleta somou mais de 49 mil pontos. Ele ocupa a segunda posição entre os maiores pontuadores de todos os tempos do basquete mundial, atrás apenas do americano LeBron James.

Schmidt defendeu a seleção brasileira em cinco edições dos Jogos Olímpicos. A estreia aconteceu em Moscou-1980. A última participação foi em Atlanta-1996.

 

Em 1987, Schmidt viveu um dos maiores momentos de sua carreira. Ele liderou a vitória do Brasil sobre os anfitriões Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. O jogador marcou 46 pontos naquela partida disputada em território norte-americano.

O atleta foi escolhido no Draft da NBA. Schmidt recusou a proposta da liga americana para manter o vínculo com a seleção brasileira. Na época, a NBA não liberava seus jogadores para defenderem as seleções de seus países.

Schmidt jogou por equipes do Brasil e da Europa. No país, passou por Esporte Clube Sírio e Palmeiras. Na Itália, atuou pelo Juvecaserta.

Depois de encerrar a carreira como jogador, ele trabalhou como palestrante e figura pública. Nessas atividades, compartilhou histórias de superação dentro e fora das quadras.

Schmidt recebeu o diagnóstico de câncer no cérebro em 2011. Nos últimos anos, tratou a doença. O ex-jogador também enfrentou outros episódios de saúde que exigiram acompanhamento médico constante.

O atleta era conhecido pelo apelido “Mão Santa”. O nome fazia referência à precisão de seus arremessos.

Setor Gastronômico do Recife fecha com Paulo Câmara

Representantes do setor de gastronomia do Recife organizaram um jantar com o candidato da Frente Popular ao Governo do Estado, Paulo Câmara, para expressar apoio à sua campanha. O evento reuniu chefs e empreendedores, na noite dessa segunda-feira (25). A relação do socialista com a área vem desde sua atuação como secretário estadual nas pastas […]

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Representantes do setor de gastronomia do Recife organizaram um jantar com o candidato da Frente Popular ao Governo do Estado, Paulo Câmara, para expressar apoio à sua campanha. O evento reuniu chefs e empreendedores, na noite dessa segunda-feira (25). A relação do socialista com a área vem desde sua atuação como secretário estadual nas pastas de Turismo e da Fazenda.

“Pude conhecer muitos dos que estão aqui hoje. Tivemos uma relação de muito diálogo, quando da minha passagem pelo Governo. E isso vai continuar. Quero me colocar à disposição de vocês para trocar ideias e conversar sempre que necessário. Quero a ajuda de vocês não apenas para ganhar a eleição, mas para governar”, garantiu.

Paulo destacou que a atividade econômica na gastronomia é estratégica para a geração de emprego e renda, e colocou três itens como cruciais para que o Estado fomente o desenvolvimento do setor de serviços: o diálogo permanente, a formulação de regras claras com instituições fortes e as parcerias, especialmente na qualificação profissional.

“Através das escolas técnicas estaduais, que serão 40 até o fim do ano, vamos capacitar profissionais para atuar no setor. E nas escolas de tempo integral, que vamos atualizar no nosso Governo, os alunos poderão identificar essa vocação, através dos conteúdos extracurriculares, além de terem o empreendedorismo estimulado. Queremos a parceria de vocês também para capacitar pessoas que já passaram da idade escolar, mas que podem figurar como mão-de-obra qualificada neste mercado”, ponderou o socialista.

O chef Duca Lapenda, anfitrião do jantar, realizado no Pomodoro Café, em Casa Forte, ressaltou a ligação do candidato com os empreendedores da gastronomia pernambucana. “Paulo não é um desconhecido para nós, já trabalha conosco há muito tempo. Durante o Governo de Eduardo Campos, o setor se desenvolveu enormemente, graças às ações e parcerias, várias delas firmadas com ele, seja no Turismo, seja na Fazenda”, lembrou.

“Recife hoje tem uma representatividade muito grande no circuito gastronômico nacional. Isso não se faz só. Tivemos o apoio fundamental do Governo. É a primeira vez que me empenho em uma campanha eleitoral. Faço isso agora porque vi o resultado da gestão inteligente, que valorizou a capacidade técnica à frente do Governo e acredito que Paulo saberá dar continuidade e avançar neste sentido”, explicou o chef André Saburó, dono do restaurante Quina do Futuro. Entre os cerca de 50 participantes do jantar, estavam vários outros chefs de destaque nos cenários estadual e nacional, além de Lapenda e Saburó, como Thiago Freitas, César Santos e Joca Pontes.

Presidente da seção pernambucana da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Nuncio Natrielli lembrou ações concretas de Paulo no incentivo ao setor. Ele citou especialmente a redução da base de cálculo do Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do setor para 2% sobre o valor das refeições, anunciado em setembro de 2012. “Paulo nunca deixou de receber o setor como secretário. Sempre foi muito atencioso conosco, assim como foi o Governo Eduardo como um todo. Conheço-o há tempo e acredito que seja uma pessoa confiável, capacitada e aberta ao diálogo”, afirmou o dirigente.

Como é lindo o Sertão chovido!

Águas chegam do Rio Pajeú em Ingazeira com direção à Barragem de Brotas, com as piabas fazendo a festa  O multiartista Chico Sá descreveu em sua coluna ao El Paiso sentimento de um sertanejo com a chuva caindo. Nestes dias de fevereiro e março, estamos sendo abençoados com a chuva que não pára de cair, […]

Águas chegam do Rio Pajeú em Ingazeira com direção à Barragem de Brotas, com as piabas fazendo a festa 

O multiartista Chico Sá descreveu em sua coluna ao El Paiso sentimento de um sertanejo com a chuva caindo. Nestes dias de fevereiro e março, estamos sendo abençoados com a chuva que não pára de cair, as belas imagens que não param de emoldurar o Sertão. Dessa vez, vamos dar mais vida a seu texto, com as imagens que tem chegado à nossa redação e à NJTV.

Desculpem , amigos, mas quando chove bem no Sertão não conseguimos falar de outro assunto. Coisa de sertanejo,  coisa do interior nordestino. Quase uma hora ao telefone com minha mãe esta semana e só tratamos do bom inverno —como chamamos a estação das chuvas.

Os sinais indicavam fartura. João e Joana-de-barro construíram seu ninho com a porta da casa virada para o poente, na direção contrária da chuvarada. Depois de sete anos de vidas secas, o aguaceiro, com direito a imagem mais bonita da existência: alguns açudes sangrando.

Nada mais lindo que um açude sangrando, comentou o camarada Carlão de Souza esta semana. Não cabe na vista. A mesma sangria, sem nada combinado, foi assunto de outro irmão rochedo, Paulo Mota, das bandas de Sucesso, área cearense de Tamboril, pense na geografia, pense!

Bela imagem do Pajeú de “canto a canto”, em Floresta

Não há como não se arrupiar diante de tal fenômeno. Levo essa ideia da chuva para onde for, só a chuva nos importa, mesmo quando estamos nos sítios mais chuvosos do universo. A chuva é meu gol, minha Copa do Mundo, Deus gozando a glória, meu amor.

Mesmo depois de quatro décadas morando longe da nação semiárida, o tema chuvoso encobre qualquer outra história. Nunca perdemos a mania. Mesmo antes de qualquer preâmbulo carinhoso do telefonema, sai inevitavelmente a naturalíssima pergunta: “Tá chovendo?” E como ficamos revoltados quando os moços e moças da meteorologia da tevê dizem “tempo bom” no Nordeste para indicar que será mais um dia de estiagem.

Tempo bom uma ova. Sorte que pelo menos a Maju, no JN, tem o cuidado de não cometer essa indelicadeza, ela mudou essa história, juro. Sempre lembro do meu avô Manuel Novais, pernambucaníssimo em modos e blasfêmias, brigando com os locutores do rádio e da televisão: “Tempo bom para quem, filho de uma égua!” Daí saía um rosário de palavrões: febre-do-rato, istampô-calango, besta fubana, peste bubônica etc.

E tem um livro bonito, rapaz, que mostra esse nosso alumbramento com a chuva, um livro de fotos de Fred Jordão, chama Sertão Verde-paisagens. Fuçando nos sebos, você ainda encontra, quem sabe, é do ano de 2012, se o espírito cascudo não me engana. Desculpem, leitores, o país sob nuvens de chumbo, um resquício autoritário da moléstia dos cachorros, e este cronista, qual o cantor Demetrius, no ritmo da chuva.

Pajeú pegando água em Flores

É mais forte, colegas, os olhos do matuto faíscam, a memória rebobina relâmpagos e promessas de promissores horizontes que, na maioria das vezes, deram em nada. Quantas retinas gastas com estes clarões. Sabe lá o que é isso?

Se o governo quiser, como baixar o preço da energia elétrica?

Por Heitor Scalambrini* A reestruturação do setor elétrico brasileiro completará 27 anos em 2022. Teve início em 1995 com a lei no 8987 de 13 de fevereiro, que tratou do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. Um dos objetivos desta reforma, como diziam na época, era a criação de um mercado competitivo, […]

Por Heitor Scalambrini*

A reestruturação do setor elétrico brasileiro completará 27 anos em 2022. Teve início em 1995 com a lei no 8987 de 13 de fevereiro, que tratou do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos.

Um dos objetivos desta reforma, como diziam na época, era a criação de um mercado competitivo, através de investimentos privados, que resultaria no aumento da eficiência dos serviços elétricos oferecidos à população, e a diminuição do preço da energia para o consumidor.

Promessa enganosa, mentirosa, pois hoje pagamos, segundo a Agência Internacional de Energia, a terceira maior tarifa de energia elétrica do mundo, e os serviços prestados são de qualidade questionável.

Hoje é evidente uma deterioração dos serviços elétricos prestados por falta de gestão, planejamento, investimentos e de organização. O que tem resultado nos preços das tarifas, pago principalmente pelo consumidor cativo (pequeno e médio consumidor industrial e residencial e serviços públicos), literalmente nas nuvens. O espírito da privatização e do neoliberalismo dos anos de 1990 foi mantido inteiramente, com suas mentirosas e enganosas justificativas de sempre.

Segundo os “especialistas (?)”, transvestidos de lobistas, aqueles mesmos que, ora estão no balcão da iniciativa privada, ora no balcão do setor público; o que impactam nas tarifas para o consumidor são: os impostos, subsídios, cobrança de outorgas em licitações, não autorização e demora de liberação para os empreendimentos energéticos, entre outros pontos. Lembrando também as acusações recorrentes feitas a São Pedro, pela falta de chuvas. Todavia tais posições devem ser refutadas, pois geralmente defendem seus próprios interesses, e de seus “patrões”, agindo como lobistas, e contra o interesse da grande maioria da população. Não vão ao ponto central da questão, obviamente.

E o ponto central são os contratos de concessão realizados na privatização. Tais contratos têm pontos extremamente favoráveis às empresas, ao concessionário, pois transferem à população todos os riscos do negócio, criando uma situação excepcional e de privilégios para as concessionárias que deveriam prestar o serviço com continuidade, qualidade e modicidade tarifária, por sua própria conta e risco.

Mas porque as distribuidoras ganham tanto dinheiro, cobrando tarifas que fogem da realidade econômica do país? Se tem dúvida, nobre leitor, veja os balancetes anuais das empresas. Cito como exemplo o grupo Neoenergia, cujo lucro líquido em 2020 foi de 2,8 bilhões de reais. A Companhia Energética de Pernambuco-Celpe, uma de suas distribuidoras, teve crescimentos de lucro líquido extraordinários. Saltou em 2018, 98,4% em relação a 2017, 62% em relação a 2019, e 20% a mais em 2020.

A resposta a esta enorme transferência de recursos para as empresas está nos contratos draconianos de privatização (contratos de concessão), reconhecidos como “juridicamente perfeitos”, garantindo que não haja a diminuição de lucros das empresas.

A noção de equilíbrio econômico-financeiro, introduzida nos contratos, funciona como mecanismo de proteção ao capital (estrangeiro) investido no setor elétrico, garantindo que tais investimentos sejam sempre muito bem remunerados. Criando no setor elétrico o “capitalismo sem risco”.

Na prática os aumentos nas tarifas das concessionárias, concedidos pela ANEEL, está previsto na lei. As distribuidoras serão ressarcidas desde que ocorra qualquer interferência que afete os preços da energia por elas adquirida. Até interferências divinas são levadas em conta. Assim é o consumidor que sempre paga, via aumento das tarifas, subsidiando a saúde financeira das empresas, e seus ganhos estratosféricos.

Os conhecidos defensores do processo de privatização, se confundem com os mesmos que querem taxar o Sol, instalar novas usinas nucleares, instalar mais e mais termelétricas a combustíveis fósseis, em nome da diversificação da matriz elétrica e da segurança energética. Escondem da população seus reais interesses, que não tem nada a ver com uma política energética sustentável, justa, democrática e de interesse nacional.

Estes mesmos “vendilhões da Pátria” propagavam (propagam) aos “quatro cantos” que com a privatização das empresas estatais, inclusive da Eletrobrás, haveria redução das tarifas e melhoria dos serviços prestados à população. E que os Estados assim poderiam (poderão) investir mais e mais nas áreas sociais, como educação e saúde, deixando para o capital privado a tarefa de ampliar e melhorar o setor. Quem não se lembra deste discurso tão presente? Quem ainda acredita neste blá, blá, blá?

Então, como únicas alternativas aos consumidores restam duas saídas. Reclamar ao Bispo de Itu, ou como cidadãos conscientes, se insurgir contra mais este descalabro que avilta seus interesses e os interesses nacionais (tudo “legal” e com a conivência dos governos).

Que não reste dúvidas. Foi a maracutaia do famigerado equilíbrio econômico-financeiro, introduzida sob encomenda nos contratos de privatização, é quem garante que as distribuidoras sempre ganhem (muito) às custas do consumidor.

Daí a necessidade de reverter esta situação com a modificação destes contratos draconianos.

A consequência desta desastrada e nefasta política no setor elétrico penaliza perversamente os consumidores que estão pagando uma conta abusiva para altos lucros de poucos, em detrimentos do prejuízo de muitos. Revisão já dos contratos de privatização das distribuidoras de energia elétrica. O resto são churumelas.

*Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Em entrevista à Pajeú, João Paulo diz não estar pensando em Ministério

Candidato a Senador nas  últimas eleições, o Deputado João Paulo (PT-PE) falou agora a pouco a este blogueiro no programa Manhã Total (Rádio Pajeú). João Paulo avaliou as eleições deste ano, falou das perspectivas para 2016 e da possibilidade de ser Ministro de Dilma, sendo ventilada. Leia a entrevista: Após o primeiro turno, o senhor […]

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Candidato a Senador nas  últimas eleições, o Deputado João Paulo (PT-PE) falou agora a pouco a este blogueiro no programa Manhã Total (Rádio Pajeú).

João Paulo avaliou as eleições deste ano, falou das perspectivas para 2016 e da possibilidade de ser Ministro de Dilma, sendo ventilada. Leia a entrevista:

Após o primeiro turno, o senhor disse não ter condições de avaliar o processo. E agora, como avalia o resultado eleitoral em Pernambuco?

Nós tivemos um primeiro turno marcado pela mudança brusca no cenário com a tragédia com Eduardo Campos. Isso levou no primeiro momento a uma mudança na conjuntura. Armando liderava com folga. Também fizemos marketing por uma campanha limpa e também perdemos espaço. Houve muitos recursos usados por nosso s adversários  com uma estrutura  organizada. Estranho ver oficialmente a campanha de Câmara revelando que gastou menos que Armando. Isso precisa  ser explicado. Por outro lado, PT e Governo Federal deixaram muitas obras na mão de Eduardo, que capitalizou muito os grandes investimentos do Governo Federal. Muito aliados como o prefeito  de Afogados passaram a agredir Dilma e o PT de forma arrogante e deseducada. Perdi na última semana com volume muito grande de recursos do meu adversário Fernando Bezerra Coelho. O PT precisa avaliar seu tamanho em Pernambuco, ver como vamos nos comportar em relação à prefeitura e governo. Se vamos dar trégua ou cair logo na oposição.

O PT perdeu mandatos importantes como de Ferro e Pedro Eugênio. Errou na estratégia?

Eu acredito que não. Talvez poderíamos ter priorizado alguns proporcionais. Tivemos duas candidaturas da mesma tendência com Pedro Eugênio e Dilson Peixoto. Dilson teve 30 mil votos e faltaram 10 mil para Pedro Eugênio. Também achava que o PT não tinha condições de candidatura própria, mas não estou arrependido. Foi bom porque fiquei mais conhecido no interior. Meu  compromisso com essa luta vai fazer 44 anos em janeiro.

O PT se aliou ao PTB com vistas ao processo e houve rumores de fissuras durante o processo. As legendas continuam firmes até 2016?

Continuamos nos entendendo.  Não há nenhuma crise com Armando. Vamos construir um campo com ele no Estado. Esperamos aprofundar parcerias até 2016 e estaremos com o PTB em todo Estado em uma grande frente.

Tem muito petista no interior torcendo pra o senhor ir para um Ministério. O senhor vai mesmo assumir um ?

Torcer é como torcer por clube de futebol. Fui prefeito por oito anos e sei das dificuldades de um governante para compor sua equipe. Quero dar minha contribuição política. Ela vai ver no âmbito nacional e ver como vai conciliar isso. O governante tem que montar seu próprio governo. É normal por exemplo que todos ministros coloquem os cargos à disposição para ela ficar a vontade. A deixo a vontade para que ela possa escolher os companheiros do Ministério.

Em quantas cidades o PT terá candidatos a prefeito em 2016 no Estado?

Estamos torcendo que em várias cidades. Um exemplo é em Afogados da Ingazeira porque o prefeito foi grosseiro com Dilma. Toma essa posição, mas estamos vendo as dificuldades do Governo do Estado aí.  Há também uma banda do PSB que não concordou com apoio aos tucanos. Arraes jamais apoiaria os tucanos. Mas vamos aguardar o que vai ser  definido quadro no âmbito estadual, conversando com o PTB.