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Moraes determina prisão de Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro

Por André Luis

Ex-titular da Justiça está nos Estados Unidos; ele foi exonerado de pasta do DF após ataques golpistas do 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prisão do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) Anderson Torres.

Torres reassumiu o comando da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal no dia 2 de janeiro e viajou de férias para os EUA cinco dias depois. Ele não estava no Brasil no domingo (8) quando bolsonaristas atacaram os prédios do STF, Congresso e Palácio do Planalto.

O ex-ministro ainda está nos EUA. O retorno estava previsto para o fim do mês. A Polícia Federal deve cumprir a prisão no momento da chegada de Torres ao Brasil.

Ainda no domingo, ele foi exonerado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

A decisão foi dada em resposta a pedido do advogado-geral da União, Jorge Messias, que solicitou a detenção em flagrante de Torres e de demais agentes públicos que tiveram participação ou se omitiram para facilitar a invasão dos prédios dos Três Poderes.

O pedido cita a violação ao Estado democrático de Direito como base para solicitar a prisão.

A AGU ainda solicitou a investigação e responsabilização civil e criminal dos responsáveis de atos ilícitos neste domingo, sendo “indispensável a determinação de apreensão de todos os veículos e demais bens utilizados para transporte e organização dos atos criminosos”.

Os pedidos foram encaminhados a Moraes, que é relator das investigações sobre atos antidemocráticos no STF.

Nesta terça (10), o interventor na Segurança Pública do Distrito Federal, Ricardo Capelli afirmou que a manifestação golpista promovida por militantes bolsonaristas foi possível por causa da “operação de sabotagem” nas forças de segurança locais, naquele momento comandadas por Torres.

A afirmação também foi feita pelo atual ministro da Justiça, Flávio Dino. Segundo ele, o efetivo da PM na Esplanada no dia dos ataques era menor do que o necessário para conter os golpistas.

“Havia um efetivo planejado e um efetivo real, em um certo momento esse efetivo era 3 ou 4 vezes menor que o planejado. Por que aconteceu isso? Realmente a cadeia de comando da polícia do DF que vai responder”, disse Dino.

Integrantes do governo federal relatam à Folha que, no sábado (7), foi realizada uma reunião com representantes da segurança do DF. Nesse encontro, segundo essas pessoas, o governo de Ibaneis Rocha (MDB) garantiu a segurança da Esplanada dos Ministérios. As informações são da Folha de S.Paulo.

Outras Notícias

Duque deve sair do páreo e confirma estratégia de apoio ao filho

Diário de Pernambuco Sem apoio do seu próprio partido, o deputado estadual Luciano Duque (Solidariedade) deve ficar de fora das eleições em Serra Talhada. A previsão foi feita pelo próprio pré-candidato, em meio a racha com a presidente estadual da legenda, Marília Arraes, que já declarou apoio à reeleição da atual prefeita Márcia Conrado (PT). […]

Diário de Pernambuco

Sem apoio do seu próprio partido, o deputado estadual Luciano Duque (Solidariedade) deve ficar de fora das eleições em Serra Talhada.

A previsão foi feita pelo próprio pré-candidato, em meio a racha com a presidente estadual da legenda, Marília Arraes, que já declarou apoio à reeleição da atual prefeita Márcia Conrado (PT).

De acordo com Duque, caso sua candidatura não se concretize, ainda planeja participar da disputa no município como cabo eleitoral de outro nome, a exemplo do seu filho, Miguel Duque (Podemos). Mas para definir seus próximos passos, ainda aguarda decisão de Marília – abrir espaço para a chapa na sigla, ou romper laços no dia 1º de junho.

“Se não for possível, vamos ter outro nome para discutir o município. Temos compromisso com a nossa terra. Serra Talhada voltará a ser governada por quem gosta do povo. Na hora que ela [Marília] tomar a decisão, tem ruptura, a relação estará estremecida e eu vou tomar o meu caminho. No dia 1º, quando ela se juntar com seus algozes, vou debater Serra Talhada e vamos lançar um candidato”, declarou Duque, em entrevista à Rádio Folha.

O parlamentar disse ainda que deixou o PT e a aliança com Márcia Conrado para se unir a Marília, e não entende o racha. “Se ela não quer que eu seja candidato, que diga. Não sei porque essa raiva”, afirmou.

Em Recife, governadores do Nordeste discutirão seca na região

Recife foi a cidade escolhida para a realização da Assembleia Geral dos Governadores e Governadoras do Nordeste, a ser realizada na próxima quarta-feira (13), a partir das 9h, no Instituto Ricardo Brennand. Nela, serão discutidos e demandados assuntos importantes para a região Nordeste. Participarão os nove governadores e governadoras da região, dentre outras autoridades. Entre […]

Recife foi a cidade escolhida para a realização da Assembleia Geral dos Governadores e Governadoras do Nordeste, a ser realizada na próxima quarta-feira (13), a partir das 9h, no Instituto Ricardo Brennand.

Nela, serão discutidos e demandados assuntos importantes para a região Nordeste.

Participarão os nove governadores e governadoras da região, dentre outras autoridades.

Entre as pautas de destaque da Assembleia Geral, está a escolha do novo presidente do CNE. Atualmente, quem chefia o Consórcio é o governador da Paraíba, João Azevedo, na função desde dezembro de 2022.

Será apresentado ainda um relatório sobre a seca na região Nordeste com o diagnóstico de o fenômeno deve impactar os nove estados. Outros assuntos ainda serão discutidos ao longo da reunião.

No mesmo dia e local, será realizada ainda a reunião do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), que também trará na pauta assuntos importantes para o Nordeste.

Arcoverde: MPPE investiga gestão Wellington por  quebra da ordem de pagamentos em shows

Ex-prefeito é alvo de inquérito por quitar contratos de 2024 enquanto deve R$ 115 mil à banda Calcinha Preta desde 2023 Do Causos & Causas A 4ª Promotoria de Justiça de Arcoverde instaurou um Inquérito Civil para apurar a quebra da ordem cronológica de pagamentos de contratos de prestação de serviços por parte do município. […]

Ex-prefeito é alvo de inquérito por quitar contratos de 2024 enquanto deve R$ 115 mil à banda Calcinha Preta desde 2023

Do Causos & Causas

A 4ª Promotoria de Justiça de Arcoverde instaurou um Inquérito Civil para apurar a quebra da ordem cronológica de pagamentos de contratos de prestação de serviços por parte do município. O investigado é o ex-prefeito José Wellington Maciel. O Ministério Público apura se a prefeitura priorizou o pagamento de bandas do São João de 2024 em detrimento de credores do ano anterior, o que pode configurar ato de improbidade administrativa.

O caso central envolve a contratação da banda Calcinha Preta, realizada por meio da inexigibilidade 030/2023. O grupo se apresentou no Polo Central da Praça da Bandeira em 28 de junho de 2023.

Dívida e inversão cronológica

De acordo com os autos, o contrato previa o pagamento de R$ 220.000,00 até o dia da realização do show. No entanto, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) constatou que:

Apenas R$ 104.500,00 foram pagos.

Resta quitar a quantia de R$ 115.500,00, que está em atraso há mais de um ano.

Mesmo com esse débito em aberto, o município efetuou o pagamento integral das bandas que se apresentaram no São João de 2024.

O Promotor de Justiça Edson de Miranda Cunha Filho destaca que a inobservância imotivada da ordem de pagamentos é tipificada como crime de responsabilidade pelo Decreto-Lei nº 201/67 e também está prevista na Lei de Licitações (Art. 141).

Próximos passos da investigação

A Promotoria determinou a notificação da empresa Fazmídia Publicidade e Eventos Ltda, representante da banda, para que informe se recebeu, no todo ou em parte, os valores devidos referentes ao contrato nº 079/2023.

Além da investigação sobre os shows, o MPPE acompanha a situação financeira do município em relação a dívidas vultosas com a Neoenergia, buscando garantir que a inadimplência não comprometa o patrimônio público e a probidade administrativa.

Eleições 2024: prazo para filiação partidária vai até 6 de abril

Essa também é a data-limite para estabelecer domicílio eleitoral onde a candidata ou o candidato queira disputar o pleito Quem pretende concorrer a uma vaga para vereador ou prefeito nas Eleições Municipais de 2024 deve ficar atento aos prazos previstos em lei. A interessada ou o interessado precisa estar filiado a um partido político e […]

Essa também é a data-limite para estabelecer domicílio eleitoral onde a candidata ou o candidato queira disputar o pleito

Quem pretende concorrer a uma vaga para vereador ou prefeito nas Eleições Municipais de 2024 deve ficar atento aos prazos previstos em lei. A interessada ou o interessado precisa estar filiado a um partido político e com domicílio eleitoral estabelecido na circunscrição onde pretende disputar o pleito até a data-limite de 6 de abril, ou seja, seis meses antes do dia da votação, marcada para 6 de outubro, em primeiro turno.

A filiação a uma agremiação partidária e o domicílio eleitoral são alguns dos requisitos previstos na Constituição Federal para que a pessoa seja elegível. O artigo 14 da Carta Magna traz outras condições de elegibilidade, como a nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento eleitoral, a idade mínima de 21 anos para se candidatar a prefeito ou a vice-prefeito, e a idade mínima de 18 anos para vereador. No caso da disputa pela Prefeitura, essa informação é conferida no dia da posse. Já para o cargo de vereador, é preciso ter alcançado a maioridade até a data-limite para o registro da candidatura.

O Capítulo IV (artigos 16 a 22) da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) permite que as legendas estabeleçam, no próprio estatuto, prazos de filiação partidária superiores aos previstos na própria lei. Entretanto, uma vez fixadas no estatuto, essas datas não podem ser alteradas no ano da eleição. A norma define ainda que, em caso de coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente. Assim, as demais serão canceladas pela Justiça Eleitoral. Além disso, em caso de fusão ou incorporação após o prazo estipulado na lei, será considerada a data de filiação do candidato ao partido de origem.

Domicílio eleitoral

O domicílio eleitoral é o lugar da residência ou moradia da pessoa que requere inscrição eleitoral (conforme o artigo 42, parágrafo único, do Código Eleitoral), ou, segundo a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, o lugar onde o interessado tem vínculos, sejam políticos, econômicos, sociais ou familiares. 

Para trocar o domicílio eleitoral, é necessário residir na localidade para qual deseja fazer a transferência há pelo menos três meses ou ter completado, no mínimo, um ano da data de alistamento eleitoral (primeiro título de eleitor) ou da última transferência do documento. A regra só não vale para servidores públicos civis, militares, autárquicos e familiares que, por motivo de remoção ou transferência, tenham mudado de domicílio.

Convenção da oposição também é questionada em Custódia

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A convenção da chapa de oposição em Custódia também teve denúncias de aglomeração e burla às regras da legislação estadual que define eventos com no máximo cem pessoas. Além do mais, convenções são atos intra-partidários, podendo ser transmitidos apenas entre os seus convencionais.

A convenção da oposição, encabeçada por Marcílio Ferraz (AVANTE) e Jailson Simões, também registrou aglomerações e foi transmitida por uma conta no Facebook.  Registre-se, bem menores que as flagradas pelo governista Manuca de Zé do Povo , mas erradas da mesma forma, segundo governistas que encaminharam vídeo ao blog. Da mesma forma, o caso deve ser analisado pela Justiça Eleitoral. Ideal seria uma punição exemplar nos dois casos.

Sábado, imagens que circularam as redes sociais mostraram grandes aglomerações na convenção que homologou a candidatura a reeleição de Manuca, sua vice Luciara Frazão e candidatos a vereador. Nas imagens era possível ver uma multidão no ato que homologou as candidaturas .