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Maciel Melo e Mano Walter cantam hoje no aniversário de Quixaba

Por Nill Júnior

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O Município de Quixaba está em festa pela passagem dos 24 anos de emancipação política. Para marcar o aniversário as atrações da noite serão os cantores Maciel Melo e Mano Walter.

O Governo José Pereira Nunes anuncia para esta manhã inaugurações de obras. Agora a pouco, uma Missa em Ação de Graças aconteceu na Matriz da cidade.

História: O topônimo Quixaba refere-se a uma árvore brasileira de médio porte cuja casca tem propriedades medicamentosas.

O distrito de Quixaba foi criado em 1953, subordinado ao município de Flores. Em 1 de outubro de 1991 foi elevado à categoria de município, desmembrado de Carnaíba, sendo uma das cidades caçulas do Pajeú.

Outras Notícias

Dinca interdita PE e usa estrutura municipal para dar sequência à obra “aterra açude”

Adversários do ex-prefeito Dinca Brandino o acusam de determinar a interdição de um trecho da PE 320, na saída da Tabira, para dar sequência à uma obra que já vem sendo questionada há tempos. O trecho fica ao lado de um conhecido posto de combustíveis e do centro Logístico da Soferro. No local, havia um […]

Adversários do ex-prefeito Dinca Brandino o acusam de determinar a interdição de um trecho da PE 320, na saída da Tabira, para dar sequência à uma obra que já vem sendo questionada há tempos.

O trecho fica ao lado de um conhecido posto de combustíveis e do centro Logístico da Soferro.

No local, havia um açude que vem sendo sistematicamente aterrado no local. Não há plano de escoamento da água com a volta das chuvas.

No mesmo local, há poucos dias estourou uma tubulação da Adutora do Pajeú. Ele aterrou totalmente.

Agora, mandou interditar a pista, fez um desvio, acionou a guarda municipal da gestão Nicinha e vai instalar manilhas, escavando trechos da PE 320 de um lado a outro.

Na via, por lei, como trata-se de faixa de domínio do DER, só o estado poderia fazer alguma intervenção. Aliás, é bem próximo ao local onde foi iniciada a operação tapa-buracos pelo DER essa semana.

“Interditou a estrada sem o DER, sem uma placa de obra do órgão. Sem falar na confusão gerada pelo desvio”, disse Tote Marques ao blog.

O aterro beneficia um terreno do próprio Dinca na área. Apesar da repercussão, não há notícias de ação do MP. O opositor Flávio Marques informou estar ingressando com uma representação para paralisar a obra.

 

Veja vídeo:

Mário Viana Filho oficializa apoio ao deputado estadual Luciano Duque na Rádio Pajeú

Do Blog do Júnior Cavalcanti O assessor especial de Comunicação do Governo do Estado de Pernambuco, Mário Viana Filho, oficializou, na manhã desta quarta-feira (22 de janeiro de 2025), seu apoio ao deputado estadual Luciano Duque (Solidariedade). A declaração foi feita durante participação ao vivo na Rádio Pajeú, em Afogados da Ingazeira. Durante a entrevista, […]

Do Blog do Júnior Cavalcanti

O assessor especial de Comunicação do Governo do Estado de Pernambuco, Mário Viana Filho, oficializou, na manhã desta quarta-feira (22 de janeiro de 2025), seu apoio ao deputado estadual Luciano Duque (Solidariedade). A declaração foi feita durante participação ao vivo na Rádio Pajeú, em Afogados da Ingazeira.

Durante a entrevista, Mário Viana Filho destacou a trajetória política e administrativa de Luciano Duque, ressaltando sua atuação na Assembleia Legislativa de Pernambuco e o compromisso com as pautas do Sertão do Pajeú, especialmente nas áreas de desenvolvimento regional, saúde, infraestrutura e fortalecimento dos municípios do interior.

Segundo Mário, o apoio é fruto de diálogo, confiança e da identificação com o trabalho que Luciano Duque vem realizando em defesa do povo sertanejo. “Luciano é um parlamentar presente, que conhece a realidade do interior e tem mostrado responsabilidade e compromisso com a nossa região”, afirmou.

O deputado Luciano Duque agradeceu o apoio e destacou a importância da união de lideranças que acreditam em um projeto coletivo para Pernambuco, com foco no fortalecimento do Sertão e na melhoria da qualidade de vida da população.

A declaração amplia a base de apoio de Luciano Duque no Pajeú e reforça o cenário de articulações políticas na região.

Zé Marcolino: 36 anos de saudade

Por Luiz Ferraz Filho Uma vaca matou Zé Marcolino e eu não dava José numa boiada. É através desse penoso mote, que lembraremos dessa fatídica data de 20 de setembro de 1987, quando faleceu o lendário poeta José Marcolino Alves. Nascido em 28 de junho de 1930, na Fazenda Várzea Paraíba, em Sumé – PB, […]

Por Luiz Ferraz Filho

Uma vaca matou Zé Marcolino e eu não dava José numa boiada. É através desse penoso mote, que lembraremos dessa fatídica data de 20 de setembro de 1987, quando faleceu o lendário poeta José Marcolino Alves.

Nascido em 28 de junho de 1930, na Fazenda Várzea Paraíba, em Sumé – PB, ainda garoto se esquivou da atividade rudimentar para ser um entusiasta da poesia popular nordestina, participando de encontros e cantorias com os poetas repentistas naquelas veredas do cariri paraibano. Aquele curiboca das terras flageladas por várzeas desnudas, acalentava o sonho de um dia ter suas composições gravadas na voz do Rei do Baião.

Escreveu diversas cartas, mas somente em 1961, foi possível um breve encontro. Desanimou quando percebeu o desinteresse de Luiz Gonzaga. Meses depois um novo encontro e a genialidade floresceu. Foi convidado por Gonzaga para viajar ao Rio de Janeiro, onde gravariam um disco com seis composições de autoria de Marcolino. As mais célebres foram ‘Serrote Agudo”, ‘Pássaro Carão’, ‘No Piancó’ , ‘Sertão de Aço’ e ‘Matuto Aperriado’.

Nos anos seguintes, vieram novas composições na voz de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Santana, Petrúcio Amorim e Flávio José, que imortalizaram o poeta José Marcolino. Entre elas, as célebres ‘Numa Sala de Reboco’, ‘Cacimba Nova’, ‘Saudade Imprudente’, ‘Cantiga de Vem Vem’, ‘Fogo Sem Fuzil’, ‘Caboclo Nordestino’, ‘Quero Chá’ e ‘Bota Severina Pra Moer’. Os versos dessas lindas canções entoam até hoje na memória do povo sertanejo. Vindo residir em Serra Talhada (PE) no final da década de 60, presenciando ele o sucesso de ‘Numa Sala de Reboco’ , tornando-a um clássico da musicalidade sertaneja, onde o poeta rememorava o amor do matuto dançando feliz na tapera de morada:

“Todo tempo quanto houver pra mim é pouco/ Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco/ Enquanto o fole tá fungando tá gemendo/ Vou dançando e vou dizendo/ Meu sofrê pra ela só/ E ninguém nota que eu tô lhe conversando/ E nosso amor vai aumentando e pra que coisa mais mió”.

Em outra brilhante canção, chorava ele a saudade do apogeu das velhas fazendas sertanejas: “Fazenda Cacimba Nova foi bonito teu passado/ Ainda estás dando a prova / Pelo o que vejo a teu lado/ Um curral grande, pendido / Um carro velho, esquecido Pelo Sol todo encardido / Sentido, sem paradeiro / Falta de juntas de bois / Que lhe levavam de dois / Obedecendo ao carreiro”.

Infelizmente, a flora agonizante da caatinga esperando o cheiro das trovoadas e que foi inspiração para muitos versos do poeta, tornou-se a maior testemunha daquele trágico acidente na PE-365, em Carnaíba (PE), quando a poesia nordestina emudeceu. Na primeira Missa do Poeta, realizada em 1988, em tributo a memória de Zé Marcolino, um dos maiores repentistas da nossa história, Ivanildo Vila Nova, lamentou aquele triste dia 20 de setembro, quando nosso querido poeta sussurrou suas últimas palavras:

“Foi a vaca o motivo desse choro / Sem querer nos causou tanta saudade / Um poeta tem mais utilidade / Do que carne de vaca, leite e couro / Era filho de Sumé e valeu ouro / Criatura telúrica e inspirada / Escreveu um poema pra estrada / E sucumbiu nas estradas do destino / Uma vaca matou Zé Marcolino / E eu não dava José numa boiada”.

Deixou viúva a senhora Maria do Carmo Alves e numerosos filhos, entre eles, os artistas Bira Marcolino (cantor e músico); Fátima Marcolino (poetisa e compositora); Walter Marcolino (cantor e músico) e o Dr. José Anastácio Alves (médico cardiologista). Já os netos Walter Junior (cantor e músico) e Itamar Marcolino (radialista e músico) pertencem a terceira geração de artistas.

Luiz Ferraz Filho é formado em  Genealogia pela FAFOPST e Ciências Econômicas pela por UFRPE. É pesquisador, historiador e escritor. Instagram: @luizferrazfilho . É membro de ASL – Academia Serra-Talhadense de Letras, IHGPAJEU – Instituto Histórico e Geografico do Pajeú, CPDOC – Centro de Pesquisa e Documentação do Pajeú, Conselheiro do Instituto Cariri Cangaço do Brasil e membro da ABLAC – Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço.

Queiroga admite que governo não contratou quantidade de vacinas anunciada

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado Em depoimento à CPI da Pandemia nesta quinta-feira (6), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu que foi divulgado um número superestimado de vacinas já contratadas contra a covid-19. Em peças de propaganda, a pasta dizia ter comprado mais de 560 milhões de doses.  Ao responder a um questionamento oficial formulado […]

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Em depoimento à CPI da Pandemia nesta quinta-feira (6), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu que foi divulgado um número superestimado de vacinas já contratadas contra a covid-19. Em peças de propaganda, a pasta dizia ter comprado mais de 560 milhões de doses. 

Ao responder a um questionamento oficial formulado pelo deputado federal Gustavo Fruet (PDT-PR), porém, o ministério informou nesta semana que o número realmente contratado era a metade disso: 280 milhões de doses. O relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL), apontou o desencontro. Diante dos senadores, Queiroga apresentou novos números e afirmou que há 430 milhões de doses de vacinas contratadas, dado que não inclui doses da Fiocruz.

“Não há um contrato entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde. E essas doses da Fiocruz não foram ali consideradas. De tal maneira que o Ministério da Saúde já vai fazer uma retificação dessa informação que foi prestada de maneira imprecisa à Câmara dos Deputados”, disse o ministro.

Mais de 60% dos professores de Pernambuco são temporários

Tribunal de Contas do Estado proíbe novas contratações O Tribunal de Contas do Estado (TCE) proibiu o governo de Pernambuco de contratar novos professores temporários e de renovar os contratos existentes na rede pública de ensino. Uma pesquisa do Todos pela Educação mostra que o estado mantém 63% de seu quadro de docentes no modelo […]

Tribunal de Contas do Estado proíbe novas contratações

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) proibiu o governo de Pernambuco de contratar novos professores temporários e de renovar os contratos existentes na rede pública de ensino. Uma pesquisa do Todos pela Educação mostra que o estado mantém 63% de seu quadro de docentes no modelo de contratação provisória, com apenas 36% de efetivos. A proporção é a mais alta do Nordeste e a oitava no Brasil.

Além disso, segundo o levantamento, os professores temporários de Pernambuco são os que recebem o menor valor por hora/aula em todo o país.

De acordo com o TCE, a decisão foi tomada em plenário na quarta-feira (8), acatando parcialmente um recurso apresentado pela Secretaria de Educação. O governo questionava uma determinação anterior que ordenava a substituição imediata dos temporários por concursados.

A ordem foi retirada, mas o órgão manteve a suspensão de novos contratos temporários. Além disso, o TCE determinou que o governo atualize os dados sobre o número de profissionais efetivos e temporários no Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres).

Ainda segundo o tribunal, os conselheiros também decidiram iniciar uma auditoria especial para verificar, em 30 dias, as “reais necessidades” de nomeação de professores pelo estado.

Nos últimos dez anos, Pernambuco vem reduzindo o número de efetivos e aumentando o de temporários e, desde 2022, a quantidade de contratos provisórios superou a de concursados.

Pernambuco também é o estado que paga o menor salário para os profissionais contratados no modelo provisório. De acordo com o levantamento, na rede estadual de ensino, a remuneração inicial dos professores temporários é de R$ 12,20 por hora/aula, uma diferença de R$ 17,10 em relação à base do salário dos efetivos. As informações são do g1/PE.