Lula lidera cenários em PE contra Tarcísio e Flávio Bolsonaro com vantagem, aponta Datafolha
Por André Luis
A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (6) pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru, e pelo Blog do Elielson, mostra que o presidente Lula (PT) venceria as eleições para Presidência da República, em Pernambuco, com ampla vantagem nos cenários estimulados contendo os nomes do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REPUBLICANOS), e do senador Flávio Bolsonaro (PL). O Instituto Datafolha ouviu 1.022 pessoas entre os dias 2 e 4 de fevereiro. A margem de erro é de 3% e o grau de confiança é de 95%.
No primeiro cenário estimulado, com o nome de Tarcísio de Freitas (REPUBLICANOS), Lula tem 55% das intenções de voto contra 14%. Também foram testados os nomes de Ratinho Junior (PSD), Renan Santos (MISSÃO) e Romeu Zema (NOVO), que registraram, respectivamente, 5%, 3% e 2%. Os entrevistados que indicaram votar em branco/nulo/nenhum foram 18%, enquanto que 3% não souberam.
Já no segundo cenário, com o nome de Flávio Bolsonaro (PL), Lula apresenta 54% das intenções de voto contra 25% do senador carioca. Ratinho Júnior (PSD), Renan Santos (MISSÃO) e Romeu Zema (NOVO) estão em empate técnico, com 3%, 2% e 2% cada. Brancos/nulos/nenhum somam 12%, enquanto que 2% não souberam.
2º turno
Se o 2º turno da eleição para presidente fosse disputado hoje, Lula (PT) teria 58% dos votos contra 29% de Tarcísio de Freitas (REPUBLICANOS) em Pernambuco. A oscilação é de um ponto percentual para cada, sendo negativa para Lula e positiva para Tarcísio, em relação à pesquisa Datafolha realizada em outubro de 2025. Brancos/nulo/nenhum permaneceram em 11%, assim como os que não souberam responder foram 2% nas duas ocasiões.
Pela primeira vez para o segundo turno, o Datafolha testou entre os pernambucanos o cenário com Flávio Bolsonaro (PL). Lula (PT) venceria a disputa por 59% a 31%. Brancos/nulos/ foram 9%, enquanto que 2% não souberam.
Registro
A pesquisa Datafolha foi registrada no TSE com os números PE-09595/2026 e BR-06559/2026.
Por: Wanderley Preite Sobrinho/UOL À primeira vista, José Usan Júnior é uma pessoa multitarefa. Sem descansar um único dia no mês, o médico com quatro diferentes funções trabalhava 106 horas semanais em oito empregos distribuídos por quatro cidades. Para o Tribunal de Justiça de São Paulo, no entanto, Usan Júnior era um empregado fantasma que […]
Hospital Benedita Fernandes, um dos empregadores do médico José Usan Júnior. Foto: Divulgação
Por: Wanderley Preite Sobrinho/UOL
À primeira vista, José Usan Júnior é uma pessoa multitarefa. Sem descansar um único dia no mês, o médico com quatro diferentes funções trabalhava 106 horas semanais em oito empregos distribuídos por quatro cidades.
Para o Tribunal de Justiça de São Paulo, no entanto, Usan Júnior era um empregado fantasma que cometeu improbidade administrativa e precisará pagar R$ 1,1 milhão aos cofres públicos.
A denúncia partiu do MP (Ministério Público) em Araçatuba, no interior de São Paulo, que desconfiou do acúmulo de funções de alguns médicos da região e pediu às prefeituras o cartão de ponto de alguns profissionais. Recebeu uma lista de 60 médicos com emprego fantasma. Chamados à promotoria, eles voltaram à legalidade ao devolverem parte dos salários que recebiam e renunciarem a alguns vínculos empregatícios. Um desses médicos, no entanto, preferiu resolver na Justiça.
Segundo a promotoria, Usan Júnior chegou ao MP acompanhado do filho. Ao se vir confrontado pelo acúmulo de empregos, chegou a chorar. Dias depois, mandou seu advogado avisar que não concordava em devolver valores nem abrir mão dos cargos que ocupava.
De acordo com o relator do recurso, desembargador Djalma Lofrano Filho, “a Constituição Federal permite aos profissionais da saúde a acumulação de apenas dois cargos, porém diretamente adstrita à existência de compatibilidade de horários entre eles”.
O médico exercia pelo menos quatro funções. Em Araçatuba, recebia “o valor médio” de R$ 9.800 para trabalhar por 20 horas semanais como ginecologista em duas UBS (Unidades Básicas de Saúde) e dar plantão de 12 horas no Hospital da Mulher de sábado para domingo.
Na cidade vizinha de Guararapes, Usan Júnior foi contratado por R$ 4.500 pela prefeitura como ginecologista e obstetra. Trabalhava quatro dias por semana das 7h às 10h. Ainda assim, a mesma prefeitura o nomeou diretor de assistência médica das unidades de saúde do município, onde ele precisaria trabalhar 20 horas semanais “no período da manhã ou tarde”.
Em Bilac, a 26,3 km de distância de Araçatuba, o médico era o chefe de uma equipe da Saúde da Família. Precisava dar expediente de 7h55 de segunda a sexta em troca de R$ 8.500. Ele ainda acumulava um emprego no Hospital Beneficente da mesma cidade, uma unidade privada.
Usan Júnior também atuava em outras duas clínicas particulares: no Hospital Psiquiátrico Felício Lucchini, em Birigui, e, a 21 km dali, no Hospital Benedita Fernandes, em Araçatuba.
Como muitos horários coincidiam, o MP calculou em R$ 404.255,90 o valor que o médico teria recebido indevidamente e que precisaria devolver aos cofres públicos. Desse montante, R$ 372,9 mil se referiam à soma de 4.066 horas acumuladas entre as prefeituras de Araçatuba e Guararapes e R$ 31,3 mil sobre as 341 horas entre Araçatuba e Bilac.
A defesa do médico, no entanto, pediu que uma perícia refizesse os cálculos. Os especialistas acabaram calculando um rombo maior, de R$ 589.320,71. O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que Usan Júnior deveria restituir esse valor e pagar uma multa de igual valor, totalizando R$ 1.178.641,42.
A Justiça também decidiu pela “perda das funções públicas exercidas pelo réu, exceto a do município de Araçatuba” e pela “suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos”, o que lhe impede de votar e de receber votos em uma hipotética candidatura a um cargo público.
Procurada pela reportagem, a defesa do médico preferiu não se manifestar. Usan Júnior ainda vai decidir se recorre da decisão aos tribunais superiores.
Processo no Conselho Regional em sigilo
De acordo com o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), o médico responde a um processo ético-profissional na entidade “mantido em sigilo”. Após todas as etapas processuais, ele irá a julgamento. “Se comprovada culpabilidade, o médico receberá uma das cinco penas disciplinares aplicáveis, previstas em lei”, diz o órgão em nota. São elas:
Advertência confidencial em aviso reservado; Censura confidencial em aviso reservado; Censura pública em publicação oficial; Suspensão do exercício profissional por até 30 dias;
Cassação do exercício profissional, que precisa ser referendada pelo Conselho Federal de Medicina, que é também o órgão máximo de recurso para solicitação de revisão das penas aplicadas pelo Conselho Regional.
do Estadão Conteúdo A presidente Dilma Rousseff (PT) cobrou novamente explicações do adversário Aécio Neves (PSDB) sobre a construção do aeroporto na cidade de Cláudio (MG). A petista reforçou que, apesar de ter sido desapropriada, a área era do tio de Aécio e esse parente mantinha as chaves do aeroporto. Aécio classificou de “muito triste” […]
A presidente Dilma Rousseff (PT) cobrou novamente explicações do adversário Aécio Neves (PSDB) sobre a construção do aeroporto na cidade de Cláudio (MG). A petista reforçou que, apesar de ter sido desapropriada, a área era do tio de Aécio e esse parente mantinha as chaves do aeroporto. Aécio classificou de “muito triste” a insistência de Dilma em “mentir”. “Todas as obras em Minas Gerais tiveram aprovação, que é o contrário do que acontece com o governo da senhora”. O tucano cobrou da presidente a promessa de construir 800 aeroportos regionais, que segundo ele ainda não começaram a sair do papel.
Na réplica, Dilma reforçou que o País não pode mais tolerar o uso de bens públicos e voltou a dizer que o candidato do PSDB não deu explicações satisfatórias sobre o caso de Cláudio. Aécio disse, então, que a petista foge do debate, promove um governo incompetente e de descaso com as pessoas, citando a inflação e o controle negligente de fronteiras. Ele disse também que Dilma deveria andar mais por Minas Gerais e falou do seu histórico pessoal em que participou da campanha das Diretas Já.
Na pergunta seguinte, os dois seguiram no embate. Aécio pinçou uma frase de Dilma em que ela teria dito que “todo mundo pode cometer corrupção” e voltou à estratégia já colocada em debates anteriores de propor que a presidente se desculpasse. Dilma acusou Aécio de manipular palavras e usou o tempo para repetir a crítica em relação ao aeroporto de Cláudio. “É errado, sim, colocar um aeroporto privado, feito com dinheiro público, na fazenda de um tio. Isso não se faz isso candidato, isso é feio.” Dilma argumentou que ninguém está acima de suspeitas e que pessoas públicas devem provar a cada dia que respeitam “a coisa pública”. “Todos os dias temos que provar nossa integridade e honradez.”
Insistindo na fala de Dilma sobre corrupção, Aécio afirmou que os brasileiros estão indignados. “O Brasil quer se livrar desse governo. O Brasil quer um tempo novo”, argumentou.
A presidente Dilma Rousseff se reúne, nesta terça (2), com os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e do Planejamento, Miriam Belchior. O encontro ocorre desde as 17h no Palácio da Alvorada, residência oficial, e conta também com a presença do ministro indicado por Dilma para assumir […]
A presidente Dilma Rousseff se reúne, nesta terça (2), com os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e do Planejamento, Miriam Belchior. O encontro ocorre desde as 17h no Palácio da Alvorada, residência oficial, e conta também com a presença do ministro indicado por Dilma para assumir a pasta do Planejamento em 2015, Nelson Barbosa.
Na noite desta terça-feira (2), o Congresso Nacional aprecia o projeto de lei que altera a meta do superávit primário para este ano. Nessa segunda-feira (1º), a presidente fez um apelo para que os parlamentares da base aliada permaneçam em plenário e aprovem a medida. Para isso, o governo precisa harmonizar o clima entre os aliados e convencer a oposição de não utilizar a estratégia de obstruir a sessão.
Nesta manhã, Dilma recebeu o ministro-chefe da Secretaria de Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, no Alvorada. Esta era a única agenda oficial de Dilma. Até o momento, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência não atualizou os compromissos da presidente.
O Programa Cidade Alerta, da Rádio Cidade FM, ouviu, nesta terça-feira (12), o prefeito eleito de Tabira, Flávio Marques. Ele falou sobre o seminário Novos Gestores realizado pela Amupe em Gravatá com orientações para os prefeitos eleitos e reeleitos em outubro deste ano. Durante sua fala, Flávio antecipou que irá a Brasília duas vezes este […]
O Programa Cidade Alerta, da Rádio Cidade FM, ouviu, nesta terça-feira (12), o prefeito eleito de Tabira, Flávio Marques. Ele falou sobre o seminário Novos Gestores realizado pela Amupe em Gravatá com orientações para os prefeitos eleitos e reeleitos em outubro deste ano.
Durante sua fala, Flávio antecipou que irá a Brasília duas vezes este ano. A primeira ida será para participar do encontro da CNM – Confederação Nacional dos Municípios – que reunirá também os novos gestores.
A segunda ida à capital federal será para fazer o que ele chamou de verdadeira peregrinação nos gabinetes dos ministros, deputados e senadores em busca de verbas para Tabira. Nessa missão estará com ele o deputado federal Carlos Veras.
Flávio disse que todos os ofícios com pedidos já estão prontos. Provocado a dizer, em primeira mão, um dos pedidos que levará na bagagem, o prefeito eleito disse que uma das pautas será para aumentar a verba da Saúde.
Disse também que está construindo uma grande e competente equipe que vai cuidar da Saúde em Tabira e que em breve estará anunciando o novo modelo de gestão e funcionamento da unidade municipal. Flávio disse que em seu governo a Saúde, Agricultura e Educação terão uma atenção especial. As informações são do Instagram de Júnior Alves.
Ronda JC O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, que cumpre a pena de 50 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato do promotor de Justiça Thiago Farias, pode passar ainda mais tempo atrás das grades. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou o fazendeiro pelos crimes de evasão mediante violência contra a pessoa […]
José Maria Rosendo foi condenado a 50 anos e quatro meses de prisão pela morte do promotor Thiago Farias. Foto: JC Imagem/Arquivo
Ronda JC
O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, que cumpre a pena de 50 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato do promotor de Justiça Thiago Farias, pode passar ainda mais tempo atrás das grades. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou o fazendeiro pelos crimes de evasão mediante violência contra a pessoa e por associação criminosa. A denúncia é referente à fuga em massa na Penitenciária Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá, em 14 de fevereiro do ano passado – quando José Maria e outros seis detentos conseguiram fugir. A informação foi confirmada ao Ronda JC.
O fazendeiro passou cerca de cinco meses foragido. Ele foi recapturado em julho, no município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. No mesmo dia, foi trazido de volta a Pernambuco. Aqui, com autorização da Justiça, o detento foi encaminhado para um presídio de segurança máxima em Porto Velho, Rondônia.
Além dele, também fugiram da penitenciária André Luiz Gomes, Antônio Gilson Pessoa dos Santos, José da Silva Monteiro, Reinaldo Martins dos Santos, Hugo Wemerson de Moraes Florêncio e Robério dos Santos Alves. Estes dois últimos já foram recapturados, de acordo com o MPPE.
A denúncia já está sendo analisada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. O juiz responsável, da Comarca de Itamaracá, vai decidir se os sete viram réus e o processo será levado adiante. A pena pelo crime de evasão mediante violência contra a pessoa é de três meses a um ano de detenção, além da pena correspondente à violência (a ser definida na sentença). Já a pena para associação criminosa é de até três anos de prisão.
Outro inquérito – A situação de José Maria ainda pode se complicar mais. Isso porque a Polícia Civil também indiciou o fazendeiro pela morte do policial militar Rinaldo Azevedo Campelo, 49, que tentou impedir a fuga dos detentos. A investigação foi concluída e remetida à Promotoria de Itamaracá, que devolveu o inquérito e pediu novas diligências, com a ouvida dos outros PMs responsáveis pela guarda externa da penitenciária, no dia do fato, dos policiais que estavam de serviço e trocaram tiros com os fugitivos e a ouvida dos detentos recapturados.
Assassinato do promotor – José Maria Rosendo foi condenado a 50 anos e quatro meses de prisão pela Justiça Federal em outubro de 2016. As investigações da Polícia Federal apontaram que ele foi o mandante do assassinato do promotor Thiago Farias, que atuava no município de Itaíba, no Agreste do Estado.
O motivo do crime, registrado em outubro de 2013, na PE-300, foi a disputa por terras na região. A noiva do promotor, Mysheva Martins, e o tio dela também estavam no carro alvo dos tiros, mas não se feriram. Quatro acusados de participação no homicídio também foram condenados.
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