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Lista de Janot não saiu

Por Nill Júnior

A lista com 80 pedidos de abertura de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF), que tinha previsão de ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta segunda-feira (13), não deve sair na data prevista.

De acordo com informação divulgado pelo jornalista Lauro Jardim no “O Globo”, a tão esperada lista que sairia a partir das delações do executivos e ex-executivos da Odebrechet deve atrasar ainda mais, não devendo ser divulgada amanhã também.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a Procuradoria-Geral da República também vai solicitar a retirada dos sigilos das informações. Mas não é só, Janot ainda prepara dezenas de pedidos de diligências, como busca e apreensão e tomada de depoimentos.

Outras Notícias

Davi Alcolumbre retarda tramitação da PEC 6×1 e ameaça aprovação. “Não tem pra quê pressa”

Presidente do Senado defende mais tempo alegando que é para ouvir trabalhadores, empregadores e setores produtivos O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (2) que a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6×1 seguirá a tramitação regular na Casa e não será […]

Presidente do Senado defende mais tempo alegando que é para ouvir trabalhadores, empregadores e setores produtivos

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (2) que a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6×1 seguirá a tramitação regular na Casa e não será levada diretamente ao Plenário.

Durante discurso no Senado, Alcolumbre disse que pretende se reunir na próxima semana com líderes partidários e com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), para definir os próximos passos da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados.

Segundo o senador, há diferentes sugestões sobre a tramitação do texto, incluindo a criação de uma comissão especial. No entanto, ele defendeu que a PEC seja analisada pelas comissões antes de chegar ao plenário.

“Como presidente do Senado, esta proposta vai ter que tramitar nas comissões, porque as cobranças de todos os senadores sobre a Presidência é que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão.”

Alcolumbre também rejeitou a possibilidade de o Senado apenas “carimbar” o texto aprovado pelos deputados.

“Não é razoável que a Câmara dos Deputados passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado Federal seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara.”

Alcolumbre afirmou ainda que espera que os senadores tenham tempo para analisar o texto, ouvir trabalhadores, empregadores e setores produtivos antes da votação.

“Seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar o texto com essa importância. Se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma, sem assodamento, sem pressa. Ninguém pode fazer com que o Senado Federal não tenha o direito, como Casa Revisora, no modelo bicameral, que a gente não tenha o direito de discutir, de opinar, de melhorar, de aperfeiçoar.”

A posição é vista como uma sinalização aos setores contrários à medida. Essa semana,  uma proposta apresentada pelo Senador Rogério Marinho e apoiada pelo PL, com o aval de Flávio Bolsonaro,  permite escalas “negociadas” de até 52 horas semanais. De tão ruim, foi batizada de “PEC da Escala 7×0” ou “PEC da Escravidão”.

MPCO questiona resolução que autoriza recursos da educação para pagar aposentadorias e pensões em PE

Pedido do MPCO será analisado pelo MPF que poderá acionar STF com pedido de cautelar contra o TCE O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) quer a declaração de inconstitucionalidade da nova Resolução 134/2021 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que autorizou o Estado de Pernambuco utilizar recursos da educação para pagar aposentados […]

Pedido do MPCO será analisado pelo MPF que poderá acionar STF com pedido de cautelar contra o TCE

O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) quer a declaração de inconstitucionalidade da nova Resolução 134/2021 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que autorizou o Estado de Pernambuco utilizar recursos da educação para pagar aposentados e pensionistas do regime próprio de previdência estadual por mais três anos, a partir de 2021. A resolução do TCE foi publicada no Diário Oficial em 20 de julho.

A representação externa do MPCO já foi protocolada no Ministério Público Federal (MPF), órgão que poderá ajuizar uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi assinado pela procuradora geral Germana Laureano e pelo procurador Cristiano Pimentel.

A representação do MPCO aponta suposta inconstitucionalidade de dois tipos, material e formal, na resolução do TCE. Na inconstitucionalidade material, o MPCO afirma que a resolução contraria a atual redação do parágrafo 7º do artigo 212 da Constituição Federal. A norma constitucional diz ser “vedado o uso dos recursos referidos no caput e nos §§ 5º e 6º deste artigo para pagamento de aposentadorias e de pensões”.

Segundo o MPCO, foi a Emenda Constitucional 108, promulgada em 26 de agosto de 2020, que inseriu no corpo permanente da Constituição da República este novo parágrafo. Segundo a própria Emenda 108, a eficácia da nova regra começou a valer em janeiro de 2021 para todos os estados e municípios.

“Forçoso concluir que, quanto a Resolução 134/2021 do TCE-PE foi publicada no Diário Oficial do TCE-PE, em 20 de julho de 2021, o novo § 7º do art. 212 da Constituição da República já estava em plena vigência e eficácia. A Resolução do TCE-PE, ao autorizar o uso de recursos previstos no art. 212 da Constituição da República para pagamento de aposentados e pensionistas até o final do exercício de 2024, padece do vício de inconstitucionalidade material, pois conflita diretamente com o comando do § 7º do art. 212 da Constituição da República”, explica a procuradora geral Germana Laureano, na representação.

Já na inconstitucionalidade formal, segundo o MPCO, ao dispor que despesas com inativos e pensionistas podem compor o cálculo com manutenção e desenvolvimento do ensino, a Resolução 134/2021 do TCE-PE “usurpou competência legislativa privativa da União, já exercida plenamente pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei Federal 9.394/1996”.

Na inconstitucionalidade formal, o MPCO cita várias decisões do STF que determinaram que tribunais de contas não podem editar resoluções para indicar o que pode compor as despesas com educação dos estados-membros. Uma das recentes decisões do STF foi em 2020, anulando uma resolução do TCE do Espírito Santo (TCE-ES) com o mesmo objeto da resolução do órgão de controle de Pernambuco, questionada agora pelo MPCO e MPF.

“Frente a esse cenário normativo, o art. 21, §§ 4º e 5º, da Resolução 238/2012 do TCE/ES, ao regulamentar a inclusão do pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos originários da educação como despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino, em sentido contrário ao texto da legislação federal, usurpou a competência privativa da União para legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional, motivo que justifica o vício da inconstitucionalidade formal”, decidiu a ministra Rosa Weber, do STF, ao anular a resolução do TCE do Espírito Santo.

O MPCO já solicitou ao MPF que a ação contra a resolução do TCE-PE tenha um pedido de decisão cautelar “urgente e monocrática”, para suspender de imediato os efeitos da nova resolução publicada pelo TCE-PE em 20 de julho. Nestes casos, o ministro do STF pode decidir individualmente, sem levar o caso ao plenário.

“A Resolução 134/2021 do TCE-PE teve efeitos imediatos. Portanto, já no exercício de 2021, o TCE-PE autorizou o Estado de Pernambuco a usar recursos da manutenção e desenvolvimento do ensino para pagar despesas com aposentados e pensionistas. O perigo na demora processual decorre de que, enquanto não suspensa a eficácia da Resolução do TCE-PE, a aplicação do percentual mínimo de 25% na manutenção e desenvolvimento do ensino poderá ser cumprido apenas de forma fictícia, com comprometimento direto da aplicação de recursos na área prioritária da educação, o que tem impacto grave no desenvolvimento social do Estado de Pernambuco”, explica Germana Laureano, na representação.

Segundo o MPCO, será “muito improvável recuperar posteriormente o dano causado pelo subfinanciamento da educação que a Resolução do TCE-PE autorizou para os exercícios de 2021, 2022 e 2023”.

Na representação, o MPCO pediu para o MPF ajuizar ação direta de inconstitucionalidade perante o STF, para que seja “declarada a inconstitucionalidade material e formal da Resolução 134/2021 do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), com pedido de medida cautelar urgente e monocrática”.

MPF INVESTIGA TCE

Nesta quarta-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) divulgou, por sua assessoria de imprensa, que investiga a Resolução 134/2021 do TCE-PE, alvo da representação do MPCO. A resolução foi assinada pelo presidente do TCE, conselheiro Dirceu Rodolfo.

De acordo com o MPF, a resolução do TCE-PE “contraria o exigido pela Emenda Constitucional 108/2020, que veda o uso dos recursos do FUNDEB para o pagamento de aposentados e pensionistas da educação, bem como por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF)”. O TCE-PE, segundo o MPF, fixou prazo de três anos para que “o Estado de Pernambuco exclua do limite mínimo constitucional de 25% de gastos, destinados à educação, a parcela referente ao pagamento de despesas previdenciárias, a partir do exercício de 2021, sem previsão constitucional para tanto”.

O MPF em Pernambuco já oficiou o presidente do TCE-PE, conselheiro Dirceu Rodolfo, lhe cientificando da abertura da investigação.

Maduro anuncia vitória em eleição no Congresso; Guaidó diz ter sido impedido de participar

Luis Parra, deputado pró governo de Nicolás Maduro, é eleito o novo chefe do Congresso venezuelano. Oposição acusa votação de ‘golpe no parlamento’. Por G1 O deputado Luis Parra, aliado do governo, foi anunciado por Nicolás Maduro como o novo chefe do Congresso Nacional da Venezuela neste domingo (5), segundo a agência Reuters. A oposição, […]

Juan Guaidó tenta entrar na Assembleia Nacional venezuelana durante votação neste domingo (5) — Foto: AP Photo/Matias Delacroix

Luis Parra, deputado pró governo de Nicolás Maduro, é eleito o novo chefe do Congresso venezuelano. Oposição acusa votação de ‘golpe no parlamento’.

Por G1

O deputado Luis Parra, aliado do governo, foi anunciado por Nicolás Maduro como o novo chefe do Congresso Nacional da Venezuela neste domingo (5), segundo a agência Reuters. A oposição, liderada pelo autodeclarado presidente Juan Guaidó, acusa a votação de ser um “golpe no parlamento”.

Os opositores afirmam que a votação não teve votos ou quórum necessário porque Juan Guaidó e os parlamentares contrários a Maduro foram impedidos de entrar na Assembleia Legislativa no momento do pleito.

Pelo Twitter, Guaidó afirmou que ele e um grupo de parlamentares estavam sendo impedidos por policiais e militares de entrarem no Palácio legislativo no momento da votação.

A oposição também acusa o governo de Maduro de oferecido malas de dinheiro para parlamentares votarem contra Guaidó, que é o atual presidente do parlamento e buscava uma reeleição para a gestão de 2020-2021.

Os EUA acusaram o governo de Maduro de “ir contra a vontade do povo e das leis” minutos após Luis Parra ser anunciado o novo presidente do Congresso venezuelano, segundo a Reuters. Leia aqui a íntegra da reportagem.

Datafolha: 47% reprovam governo Bolsonaro; aprovação é de 26%

Levantamento do Instituto Datafolha divulgado no final da noite desta quinta-feira (23) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” mostrou que 47% dos entrevistados consideram o governo de Jair Bolsonaro ruim ou péssimo. Na pesquisa anterior, em março, o índice de reprovação era de 48%. A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, que […]

Levantamento do Instituto Datafolha divulgado no final da noite desta quinta-feira (23) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” mostrou que 47% dos entrevistados consideram o governo de Jair Bolsonaro ruim ou péssimo. Na pesquisa anterior, em março, o índice de reprovação era de 48%.

A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2% para mais ou para menos. 26% aprovam a gestão.

Veja os resultados da pesquisa:

Ótimo/bom: 26% (25% no levantamento de maio, 25% em março; 22% em dezembro);

Regular: 26% (27% no levantamento de maio; 28% em março; 24% em dezembro);

Ruim/péssimo: 47% (48% no levantamento de maio; 46% em março; 53% em dezembro);

Não sabe: 1% (1% no levantamento de maio, 1% em março; 1% em dezembro);

A pesquisa ouviu 2.556 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 22 e 23 de junho em 181 cidades brasileiras. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Reprovam mais o governo atual os nordestinos, as mulheres e os mais pobres.

Bolsonaro segue como presidente com a pior avaliação em igual tempo de mandato entre todos os presidentes eleitos após a redemocratização do país. 

Polícia divulga mais detalhes de operação em Brejinho

Grupo investigado tinha conexão no Rio Grande do Sul Foi deflagrada nesta quinta (29)   a Operação de Repressão Qualificada (ORQ) denominada OPERAÇÃO PAJEÚ SEGURO. Ela foi supervisionada pela Chefia de Polícia Civil e coordenada pela Diretoria Integrada do Interior 2 (DINTER 2), pela Diretoria de Inteligência (DINTEL), e Gerência de Controle Operacional do Interior  2 […]

Grupo investigado tinha conexão no Rio Grande do Sul

Foi deflagrada nesta quinta (29)   a Operação de Repressão Qualificada (ORQ) denominada OPERAÇÃO PAJEÚ SEGURO.

Ela foi supervisionada pela Chefia de Polícia Civil e coordenada pela Diretoria Integrada do Interior 2 (DINTER 2), pela Diretoria de Inteligência (DINTEL), e Gerência de Controle Operacional do Interior  2 (GCOI-2) da Polícia Civil.

As investigações foram conduzidas pelo Delegado Antonio Junior de Silva e Lima, da 174ª Circunscrição– Brejinho, e tiveram suporte e  assessoramento da DINTEL.

Na execução da operação, participaram aproximadamente 76 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, dos estados de Pernambuco e Rio Grande do Sul,  e 32 policiais militares do estado do Pernambuco.

Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão domiciliar e 13  medidas cautelares de monitoramento eletrônico . A Operação de Repressão Qualificada foi iniciada com o objetivo de apurar os crimes de  roubo, furto, adulteração e receptação de veículos  na cidade de Brejinho e região circunvizinha no Pajeú pernambucano.

Com o avançar das investigações, comprovou-se a participação de um grupo criminoso organizado, responsável  também por tráfico de arma de fogo e entorpecente na cidade de  Itapetim, São José do Egito e Petrolândia.

Durante a empreitada investigativa, chegou-se à identificação dos integrantes da organização criminosa. Os mandados de busca e  medidas cautelares foram cumpridas nos municípios de Itapetim, São José do Egito, Petrolândia e  Soledade. Os crimes investigados foram tráfico  de arma de fogo, tráfico  de entorpecentes, associação criminosa, roubo, furto, receptação e adulteração de veículos. A Polícia avaliou a operação como um sucesso.