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João Campos cumpre agenda em Palmares

Por Nill Júnior

A plenária do Chega Junto Pernambuco em Palmares, neste domingo (28).

Durante o evento, o pré-candidato João Campos (PSB) prometeu trabalhar pela expansão da área de influência de Suape para gerar investimentos em outros distritos industriais da região. O ex-prefeito do Recife também defendeu que uma nova frente de trabalho da Transnordestina seja iniciada no sentido Litoral-Sertão, antecipando impactos positivos da ferrovia no entorno do porto.

“A gente vai criar um plano de desenvolvimento para a Mata Sul. Sabe uma coisa que eu vou fazer no primeiro mês de governo? Eu vou mandar uma lei para a Assembleia Legislativa para que a gente possa aumentar o território de Suape. Hoje o território de Suape não chega até aqui. Eu vou mudar a composição de gestão portuária de Suape para que a gente possa expandir para toda a Mata Sul o território de Suape, para trazer indústria para cá. Vou procurar todos os prefeitos da Mata Sul. Onde tiver um distrito industrial na Mata Sul de Pernambuco, eu vou propor que o Porto de Suape administre em parceria esses distritos industriais das cidades da Mata Sul, para que traga indústria para cá”, anunciou.

João Campos também voltou a defender que o Governo de Pernambuco assuma a obra e a condução do processo de concessão da futura operação da Transnordestina, proposta que pretende apresentar ao presidente Lula (PT), na condição de governador, para destravar a implantação do empreendimento. Durante a plenária em Palmares, porém, o pré-candidato se comprometeu a trabalhar para que uma nova frente de construção da ferrovia seja instalada perto de Suape, para garantir que os trilhos também avancem a partir do litoral em paralelo à retomada do trecho já iniciado no Sertão.

“Eu já fiz um compromisso de que, a partir do ano que vem, nós vamos pedir ao presidente Lula que a Transnordestina passe a ser de responsabilidade do Governo do Estado. E eu vou falar uma coisa que talvez ninguém nunca tenha falado para vocês. É preciso ter duas frentes: a do Sertão para o litoral e, simultaneamente, a do Porto de Suape para o Sertão, para chegar à Mata Sul e trazer com ela as indústrias e um novo modelo de desenvolvimento. O que me motiva é que eu não estou aqui para fazer mais do mesmo ou para fazer coisa pequena. Eu estou botando meu nome à disposição de Pernambuco para fazer a melhor gestão que o nosso estado pode ter”, disse.

Durante o evento, João Campos ouviu prefeitos, deputados e outras lideranças com atuação política na Mata Sul.

Outras Notícias

Vai dar o que ouvir: projeto na Vilabela FM une Francys Maya e Giovani Sá

Frequência Democrática entra no ar segunda, às 11h O comunicador mais popular de Serra Talhada se une a um dos jornalistas mais experientes de Pernambuco. Francys Maya, nome responsável pelo nascimento do rádio notícia e prestação de serviço na Capital do Xaxado e Giovani Sá, do Farol de Notícias, que revolucionou a comunicação on line […]

Frequência Democrática entra no ar segunda, às 11h

O comunicador mais popular de Serra Talhada se une a um dos jornalistas mais experientes de Pernambuco.

Francys Maya, nome responsável pelo nascimento do rádio notícia e prestação de serviço na Capital do Xaxado e Giovani Sá, do Farol de Notícias, que revolucionou a comunicação on line na cidade estreiam juntos no “Frequência Democrática”, a partir desta segunda (5), às 11 horas, na Rádio Vilabela FM.

Giovani é jornalista e escritor. Foi repórter correspondente do Jornal do Commercio (Recife) por quatro anos, tendo também escrito para o Diário de Pernambuco. Por mais de uma década editou o Jornal Desafio, de Serra Talhada. É membro da Academia Serra-talhadense de Letras e da União Brasileira de Escritores (UBE). Hoje, lidera uma equipe que conduz o Farol de Notícias, portal de informações da Capital do Xaxado que centraliza  o debate da cena política e do cotidiano local.

O egipciense Francys Maya  trabalhou por 12 anos nas empresas do ex-deputado Inocêncio Oliveira. Foi responsável pela visibilidade da rádio A Voz do Sertão AM, que vivia no ostracismo. “Quando comecei o projeto disseram que era uma loucura. O primeiro convidado disse que só foi ao programa para não me constranger”, costuma dizer. Maya começou na Transertaneja FM, onde teve duas passagens, tendo também feito parte da equipe da Rádio Pajeú. Seu último trabalho foi na Líder FM, onde conduziu o programa Tribuna Popular.

“O programa terá duas horas de duração. A primeira hora terá um resumo com política, nacional, do estado e região. Teremos correspondentes das principais cidades da região”, explica Francys Maya ao blog. Esse primeiro bloco terá ainda Giovani Sá comentando as principais informações do dia e com o quadro “Olho de Pimenta”, destacando um fato ou político que mereça uma análise mais ácida e não menos humorada.

O jornalista Adriano Roberto terá todas as quartas um espaço para “Causos da Política”. O cardiologista Valdir Tenório Júnior apresentará o “Falando ao Coração” todas as sextas. O programa também terá um espaço específico para a música local, no “Isso é Serra Talhada” e “Minuto com Deus”, com sacerdotes que atuam em Serra Talhada.

A segunda hora é reservada para um debate diário: “Audiência Pública” receberá a cada programa um convidado para falar de política, serviços, saúde, dentre outros temas.  A ideia é fazer do espaço uma tribuna plena para participação de ouvintes, que terão um protagonismo na conversa com os convidados.

Conselheira Escolar em SJE protesta contra retirada do Fundamental II de sua comunidade

Por Anchieta Santos “Não houve nenhuma discussão com os pais dos alunos. Nenhuma opinião sobre a mudança. Apenas uma reunião para comunicar a decisão já tomada”. É o que tem feito a Secretaria de Educação da Prefeitura de São José do Egito para encerrar o Fundamental II nas comunidades rurais, segundo denúncia. Ontem a Rádio […]

Por Anchieta Santos

“Não houve nenhuma discussão com os pais dos alunos. Nenhuma opinião sobre a mudança. Apenas uma reunião para comunicar a decisão já tomada”.

É o que tem feito a Secretaria de Educação da Prefeitura de São José do Egito para encerrar o Fundamental II nas comunidades rurais, segundo denúncia.

Ontem a Rádio Cidade FM foi procurada por Gilmara da Silva, integrante do Conselho Escolar de São Jose do Egito que reclamava contra o encerramento do curso na Comunidade de Riacho de Baixo e a sua transferência para o Povoado do Riacho do Meio.

O novo local fica há, 10 quilômetros de distância. De acordo com Gilmara, 48 crianças serão penalizadas com a decisão da Secretária de Educação Roseana Borja, do Governo Evandro Valadares.

Serra: jovem é morto e casal baleado no Borborema

A cidade de Serra Talhada registrou o nono homicídio do ano nesta quinta-feira (23). O crime aconteceu no durante a madrugada na Travessa Luiz Brás da Silva, no Bairro Borborema, vitimando o jovem identificado como Mikerllan Wesley Lima, de 23 anos. Segundo informações apuradas pelo Farol de Notícias, a vítima voltava das festas de São […]

A cidade de Serra Talhada registrou o nono homicídio do ano nesta quinta-feira (23). O crime aconteceu no durante a madrugada na Travessa Luiz Brás da Silva, no Bairro Borborema, vitimando o jovem identificado como Mikerllan Wesley Lima, de 23 anos.

Segundo informações apuradas pelo Farol de Notícias, a vítima voltava das festas de São João na Estação do Forró quando foi surpreendida pelo atirador que chegou em um veículo e efetuou diversos disparos.

Mikerllan foi atingido por quatro disparos e não resistiu. Um casal que estava com ele também ficou ferido e foi socorrido para o Hospam. A mulher foi liberada após atendimento médico e o homem precisou passar por cirurgia.

O jovem tinha passagem pela polícia. O corpo foi encaminhado ao IML de Caruaru. Ainda não há informações sobre a motivação e autoria do crime.

 

“Bolsonaro usa tragédia como palanque”, afirma Danilo

O deputado federal Danilo Cabral estranhou a mudança de comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que repentinamente mudou de atitude frente a mais uma tragédia ocorrida no Brasil. Danilo lamentou que Bolsonaro tenha vindo ao estado fazer apenas um ato político, quando o momento é de unidade e de solidariedade entre os pernambucanos. “A ajuda do […]

O deputado federal Danilo Cabral estranhou a mudança de comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que repentinamente mudou de atitude frente a mais uma tragédia ocorrida no Brasil. Danilo lamentou que Bolsonaro tenha vindo ao estado fazer apenas um ato político, quando o momento é de unidade e de solidariedade entre os pernambucanos.

“A ajuda do governo federal é sempre bem-vinda, é uma obrigação de qualquer chefe de estado, mas tentar tirar proveito político-eleitoral em cima de uma catástrofe deixa bem claro quais são suas reais intenções”, disse Danilo.

Para Danilo, essa é a hora de não politizar o debate ou de fazer palanque em relação à assistência à população. Ele esteve no Palácio do Campo das Princesas para acompanhar o trabalho que está sendo feito pelo governo do estado.

“Estão sendo feitos todos os esforços para a preservação da vida, para prestar atendimento às pessoas e, depois, cuidar da reconstrução das cidades”, afirmou.

Danilo comentou que a presença dos ministros, que antecedeu a visita de Bolsonaro, no fim de semana, poderia representar um momento de unidade do Brasil.

“O Brasil real é aquele que tem ajudado os pernambucanos, com envio de alimentos, colchões, donativos, vindos de todas as partes, num sentimento de união que, inclusive, dá forças para atravessarmos as crises. O Brasil real não é o que faz o presidente Bolsonaro, transformando a ajuda às vítimas em palanque eleitoral. O que Pernambuco espera, neste momento, é união, empatia, coisa que o presidente não demonstrou em todas as tragédias que o Brasil viveu sob a administração dele”, criticou.

“As declarações de Bolsonaro e de seus asseclas parecem indicar que o presidente ainda está com a febre Datafolha”, continuou Danilo, fazendo referência à última pesquisa de opinião do instituto, que mostra o atual presidente muito atrás de Lula na corrida pelo Palácio do Planalto. No estudo, o petista, que apoia Danilo em Pernambuco, tem 48% e pode vencer no primeiro turno; enquanto o ex-capitão marcou 27%.

A mudança de Bolsonaro foi “surpreendente”, segundo Danilo. “Tantas tragédias aconteceram no Brasil ultimamente – em São Paulo,  na Bahia e no Rio -, e o presidente apareceu bem longe do problema, passeando de lancha ou de motocicleta. Isso sem falar na falta de empatia dele diante das milhares de vítimas da Covid-19. Dá até para pensar que as pesquisas eleitorais estão diminuindo a insensibilidade que ele sempre demonstrou diante da perda de vidas humanas”, afirmou Danilo.

Juíza de Brasília rejeita denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia e declara extinta punição

Por Marcelo Rocha/Folhapress A juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves, da 12ª Vara Federal Criminal de Brasília, rejeitou denúncia reapresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do sítio de Atibaia, fruto da Operação Lava Jato. A decisão foi tomada neste sábado (21). Alves também […]

Por Marcelo Rocha/Folhapress

A juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves, da 12ª Vara Federal Criminal de Brasília, rejeitou denúncia reapresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do sítio de Atibaia, fruto da Operação Lava Jato. A decisão foi tomada neste sábado (21).

Alves também refutou a denúncia contra todos os demais envolvidos no caso que havia tramitado na 13ª Vara Federal de Curitiba, então sob o comando de Sergio Moro. Cabe recurso.

Na decisão de 45 páginas, a magistrada afirmou que a Procuradoria deixou de fazer “a adequação da peça acusatória” às recentes decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela ainda extinguiu punição a Lula em razão de prescrição de pena.

O Supremo decretou a nulidade do processo, após condenação em primeira e segunda instância, sob o argumento de que Moro era incompetente e parcial para julgá-lo.

Ou seja, a acusação não deveria ter sido julgada na capital paranaense, e o então juiz, que posteriormente assumiu o cargo de ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, não atuou, segundo o tribunal, de forma imparcial nos processos.

O caso, então, foi deslocado para a Justiça Federal no Distrito Federal. O MPF na capital federal reapresentou o caso, mas Alves o rejeitou.

O advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, afirmou que a decisão reforça que o petista “foi vítima de uma perseguição nos últimos anos”.

De acordo com criminalista, o caso do sítio de Atibaia, “tal como todas as outras acusações lançadas contra o ex-presidente, foi construído a partir de mentiras e deturpações jurídicas idealizadas por alguns membros do Ministério Público que não honram a prestigiosa instituição”. Segundo a denúncia, os réus praticaram os crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

A juíza ainda negou qualquer punição no episódio da suposta reforma realizada no sítio em troca de propina para favorecimento das construtoras OAS e Odebrecht aos envolvidos com mais de 70 anos em razão de prescrição.

“Declaro extinta a punibilidade dos denunciados septuagenários Luiz Inácio Lula da Silva, Emílio Alves Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e Carlos Armando Guedes Paschoal”, escreveu a magistrada.

Também ficou livre de punição José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS. A razão para a tomada de decisão, segundo a juíza, se dá em decorrência dos posicionamentos recentes do STF.

“O Supremo Tribunal Federal, nas decisões proferidas nos Habeas Corpus n. 193.726/PR e Habeas Corpus n. 164.493/PR, decretou a nulidade de todos os atos decisórios proferidos no feito pelo então juiz federal Sergio Fernando Moro”, escreveu.

“Na hipótese em análise, parte significativa das provas que consubstanciavam a justa causa apontada na denúncia originária foi invalidada pelo Supremo Tribunal Federal, o que findou por esvaziar a justa causa até então existente, sendo certo que o Ministério Público Federal não se desincumbiu de indicar a este Juízo quais as provas e elementos de provas permaneceram válidos e constituem justa causa, que se traduz em substrato probatório mínimo de indícios de autoria e materialidade delitivas, para dar início à ação penal”, afirmou Alves.

Dessa forma, segundo a juíza, “não há como prosseguir a ação penal sem que o Ministério Público Federal realize a adequação da peça acusatória aos ditames da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal mediante o cotejo das decisões e provas delas resultantes e detração daquelas que foram anuladas”.

Segundo a juíza, falta demonstração de “justa causa na ratificação da denúncia por ressentir-se de indicar documentos e demais elementos de provas que a constituem, tendo em vista a prejudicialidade da denúncia original ocasionada pela decisão/extensão de efeitos prolatada pelo Supremo Tribunal Federal”.

“No presente caso, reitero, a mera ratificação da denúncia sem o decotamento das provas invalidadas em virtude da anulação das decisões pelo Supremo Tribunal Federal mediante o cotejo analítico das provas existentes nos autos não tem o condão de atender ao requisito da demonstração da justa causa, imprescindível ao seu recebimento.”

Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia, em fevereiro de 2019.

O pagamento de obras na propriedade pela Odebrecht foi revelado pela Folha em reportagem de janeiro de 2016. A sentença foi dada pela juíza Gabriela Hardt, que substituía o ex-juiz Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba. 

“É fato que a família do ex-presidente Lula era frequentadora assídua no imóvel, bem como que usufruiu dele como se dona fosse”, escreveu a magistrada na sentença.

A decisão foi confirmada em segunda instância. Em dezembro de 2019, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) manteve, por unanimidade, a condenação do ex-presidente Lula.

O trio de juízes da segunda instância havia condenado o ex-presidente a 17 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem -na primeira instância, a pena era menor. Lula nega todos os crimes.