Interligação da Junta Comercial com CPRH facilitará abertura de empresas
Por Nill Júnior
A Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe) e a Agência Estadual de meio Ambiente (CPRH) vão formar um grupo de trabalho com o objetivo de viabilizar a interligação do órgão ambiental ao Redesim, sistema coordenado pela Junta que interliga os órgãos responsáveis pelo registro de comercial. Com a interligação, as licenças ambientais, exigidas em alguns casos de abertura de empresas, poderão ser obtidas pela Internet.
A iniciativa de formação do grupo de trabalho foi acertada entre a presidente da Jucepe, Terezinha Nunes, e a presidente da CPRH, Simone Souza, em reunião realizada esta semana na sede da agência ambiental. “Com a inclusão da CPRH no Redesim, vamos ampliar ainda mais as facilidades para o empreendedor que deseja registrar o seu negócio”, afirmar Terezinha. Segundo ela, por meio do Portal da Jucepe, na Internet, já é possível obter o registro na Receita Federal, Secretaria da Fazenda e na Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária. “Nossa meta é incluir agora a CPRH e o Corpo de Bombeiros a fim de que o empresário também possa obter as licenças desses órgãos via web”, disse.
Para a presidente da CPRH, Simone Souza, o cruzamento de dados, por meio da interligação dos sistemas, será de extrema importância para agilização do processo de abertura de uma empresa que necessita de licença ambiental”.
Minhas Senhoras e Senhores vereadores, Venho do Sertão, sou de Afogados da Ingazeira, do Pajeú das Flores e como bem profetizou o poeta Rogaciano Leite, tenho razão de cantar. Trago o meu verso que se solta da garganta como um cantador que canta pelo prazer de cantar. Venho do Sertão, terra de poetas cantadores, do […]
Venho do Sertão, sou de Afogados da Ingazeira, do Pajeú das Flores e como bem profetizou o poeta Rogaciano Leite, tenho razão de cantar. Trago o meu verso que se solta da garganta como um cantador que canta pelo prazer de cantar. Venho do Sertão, terra de poetas cantadores, do verso livre, do verso parnasiano, que mesmo longe do oceano tem galope a beira mar.
Venho do Sertão, onde abelha de capoeira faz o mel da flor, mais doce do que o mel de cá. Lá, o amanhecer catingueiro é no bico do sabiá, sua majestade o sabiá, como canta Roberta Miranda. O cheiro tem cor, é verde do marmeleiro. A paisagem é triste, com uma caveira de vaca enfiada numa estaca, fazendo a fome chorar.
Venho do Pajeú das Flores, de Patrício e de Dió. De Otacílio, Dimas e Jó. Do gênio imortal de Louro, de Manoel Filó, de Bio Crisanto, que por lá é chamado do rebelde com afeto. De Dedé de Monteiro, o sumo pontífice do verso, de Rogaciano, o mais completo, que deixou este verso imortalizado:
“Eu sou da terra em que o verso/ Brota tão perfeitamente/ Que só pode ser presente/Que Deus manda do universo/ O meu sangue está imerso/ Na terra em que versejar/ É a forma singular/ De aliviar tantas dores/ Sou do Pajeú das flores/Tenho razão de cantar”.
Eu sou de uma terra que a linda cabocla, de riso na boca, zomba no sofrer, como disse Patativa do Assaré. Sou da terra em que se grudam os olhos no céu na esperança de que apareçam nuvens que se transformem em chuva. Da seca que vem tão malvada e me rouba a última flor.
Lá, os rios não correm mais, o sol queimou a sua paz. Lá, tem sede, tem fome, tem sertanejo sem nome, tem rosto maltratado pelo tempo, tem olhar profundo e vazio, o mesmo vazio a que está acostumado o prato do sertanejo. Lá, os pássaros se chamam Pintasilva, Azulão, Galo de Campina, Curió, Casaca de Couro, Rolinha, Lambú e até a seca a desertar da região, a famosa Asa Branca, imortalizada na voz de Luiz Gonzaga. Lá, de noite, tem uma ave até de espantação, a rasga-mortalha, que a minha avó dizia que era porta-voz de notícias ruins.
Venho do Sertão, de uma gente que usa alpercatas, calça de brim, saia de chita, toma uma garrafa de aguardente e, no final da feira, volta pra casa no carro de bois, com toda a família, inclusive o cachorro, magro e fiel. No meu sertão se descansa à sombra do juazeiro, se come rapadura de sobremesa, a água é salobra do pote, a comida sai da panela de barro no fogão de lenha.
As casas são de taipa, com portas de duas bandas, a de baixo e a de cima, a de cima sempre aberta, parecendo uma arquitetura do bem receber. Uma gente que não esmorece nem quando vem o mormaço da seca que queima tudo, até mesmo o juízo dos mais fracos.
Venho do Sertão, onde a morte se ver sem chorar, a dor é do medo e da fome. Venho do Sertão, onde arrebatei, numa noite enluarada, o coração desta destemida, atuante e valorosa vereadora do Recife, Aline Mariano. Somos a versão tupiniquim de Romeu e Julieta, porque o seu pai Antônio Mariano, adversário político ferrenho, se rivalizou comigo até no campo pessoal, mas depois encheu um lençol de lágrimas, vertidas pela dor da notícia do nosso romance. Deste enlace proibido ganhei dois filhos maravilhosos – Magno Filho e João Pedro – que se irmanam ao primogênito Felipe e André Gustavo, ambos do casamento anterior.
Venho do Sertão, com DNA Martins, de minha amada mãe Margarida, que Deus levou em missão celestial, e Fonseca, do meu pai Gastão, que, aos 94 anos, resiste em nosso torrão feito uma baraúna, sem perder a ternura, feliz feito vaqueiro tangendo o gado para o curral.
Como a paixão que o pintor Cícero Dias move pelo Recife, eternizado na sua célebre frase “Eu vi o mundo, ele começava no Recife”, meu pai é daqueles que quanto mais o tempo passa mais ele se encanta pelo Sertão. Para ele, no Sertão até as pedras são belas. Venho, enfim, de uma família sertaneja que deu ao País a pentaatleta Yane Marques, orgulho pernambucano.
Se o mundo começa no Recife, como disse Cícero Dias, eis-me aqui para se entregar a esta beleza sem igual como Cidadão. Em suas belas praias vou estender o meu gibão de couro para contemplar seus corais. De cavalo andante, vestido de vaqueiro, vou percorrer seus rios e pontes.
Mais tarde, quando o Recife não se impregnar mais de mim, nesta paixão ardente e avassaladora, vou cair no frevo, aprender a dança do maracatu, virar um caboclinho e curtir seus alegres e belos carnavais.
Tem razão Cícero Dias: o Recife é berço da nacionalidade brasileira, do Arraial do Bom Jesus e dos Montes Guararapes, capital do meu Pernambuco, Terra Canavieira. Agora, pelo voto unânime desta Casa, que acolheu proposta do nobre vereador Edmar de Oliveira, as luzes das pontes e dos cais se acendem para mim.
Quanta honra para um matuto pajeuzeiro ser abraçado e dormir nos braços desta filha mimosa do mar ouvindo canções de ninar. Agora, mais do que nunca, vou cantar as tuas paisagens, Recife, os teus vitrais, as tuas alegorias, os teus painéis.
Nas águas do Capibaribe e do Beberibe, que se abraçam para formar o oceano, vou embalar meus sonhos, beber o orvalho dos teus roseirais, bater continência para os seus menestréis.
O poeta Joaquim Cardoso dizia que o Recife refletido nas colunas dos seus rios dava a impressão de uma catedral imersa, imensa, deslumbrante, onde no esplendor das noites as almas dos seus heróis iriam rezar.
Metade roubada ao mar, metade à imaginação, como disse Carlos Pena Filho, Recife é um encanto, com as suas pontes e os seus rios que, na poesia de Ledo Ivo, cantam. Seus jardins, leves como sonâmbulos, e suas esquinas desdobram os sonhos de Nassau.
Das cidades do Brasil, Recife é a mais bela e sedutora. Se o Rio de Janeiro continua lindo, Recife continua formosa. A cidade é mais bela quando a lua, pela noite, através de cada rua, um cenário de luz radiante exibe. À noite, quando transponho a ponte Santa Isabel, Recife parece um sonho, um luminoso painel.
Alguém, Recife, já te chamou um dia Linda “cidade-mulher”! Nenhuma cidade exibe seduções tão naturais. O banho do Beberibe. Nos cais, frutos saborosos, pitangas e sapotis, samburás de mangas-rosas, mangabas e abacaxis. Velhos lampiões te iluminam. No Cais do Apolo iluminas alvarengas e barcaças.
Pitorescos teus subúrbios, cada qual mais singular, nomes de graça sem par: Pina, Poço da Panela, Várzea, Ambolê, Caxangá, Cordeiro, Casa Amarela, Tejipió, Jiquiá. Qual foi o maior troveiro de teus antigos cantares? Silveira? Carlos? Monteiro? Cardoso? Adelmar Tavares? Noites nas ruas pacatas, quem não podia dormir mais, fazia serenatas. Felinto e Raul Morais! Ó minhas ruas cansadas do bairro de São José.
Dos sinos de teus conventos, das igrejas antigas, os quintos não são lamentos, mas muito claras cantigas. O rio Capibaribe, em frente à Cruz do Patrão, abraça-se ao Beberibe, num grande abraço de irmão.
Rendo graças aos homens antigos da minha terra adotiva: Joaquim Nabuco, Martins Júnior, Zé Maria, João Alfredo, Faelante, Zé Mariano, Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Mauro Mota, Ascenso Ferreira, Solano Trindade, Carlos Pena Filho, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues, Clarice Lispector, Mestre Salustiano, Chico Science, Capiba e Reginaldo Rossi.
Na alma e no coração, o Recife agora está de fato encarnado em mim, como um seio de mãe, que ama e perdoa.
Minhas senhoras e meus senhores,
A noção de cidadania sempre esteve voltada para um agir, para uma conduta positiva de participação na sociedade. Recife me recebe como cidadão pelo meu agir no jornalismo, uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade.
Gabriel Garcia Marques disse que quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são.
Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.
Existem dias em que o jornalismo registra fatos que, no futuro serão contados nos livros – e serão guardados por gerações. Nesses dias, o que o jornalismo faz é escrever a história. Nesta minha trajetória, faço história na estrada.
Não sou jornalista das redações refrigeradas e do copia e cola. Tenho botas de sete léguas para ir buscar a notícia onde ela estiver acontecendo, seja em Brasília, onde morei por 15 anos e ainda sou tangido para lá pelas crises, ou no mais longínquo rincão nordestino.
Foi na estrada que concebi toda minha obra jornalística e literária, resultando nos livros O Nordeste que deu certo, O Lixo do poder, A Derrota não anunciada, Reféns da seca e Perto do Coração. Estão no prelo ainda Os santuários eleitorais do Bolsa-Família, Histórias de Repórter e Fenômenos eleitorais, este último tendo já percorrido mais de 10 mil km pelo Nordeste a cata de anônimos que fizeram o diferencial nas eleições deste ano.
Eu costumo dizer, nesta fase da tecnologia, do mundo digital e do Whatsapp que, enquanto muitos caçam Pokémon, eu caço personagens que encarnam a mudança no perfil da política brasileira. É o catador de lixo que virou vereador, a parteira vereadora que nunca pediu um voto, a vereadora eleita numa UTI, o vereador eleito na cadeia, uma mulher prefeita cadeirante, um prefeito eleito aos 88 anos, enfim, dezenas de casos inéditos que mudam conceitos e dogmas.
Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria dos jornalistas apenas trabalha como disse certa vez Oscar Wilde. Eu tenho esta exata noção em relação a mim. Sou um escravo da notícia, vivo para fazer manchetes. Furo é o orgasmo do meu jornalismo.
Para mim, Jornalismo é como se fosse um fio, que liga as pessoas ao mundo. Jornalismo é tirar a venda dos olhos de quem não conhece a verdade. Hoje, infelizmente, quem se forma em jornalismo não quer mais fazer jornalismo com o sacrifício de percorrer léguas atrás da notícia.
Na realidade, os jovens que estão nos bancos das universidades hoje, com raríssimas exceções, fazem jornalismo sonhando em virar celebridade. Estão enganados e iludidos. Jornalismo não é isso. É a voz dos oprimidos e o terror dos malfeitores, é “dar furo” e noticiar os fatos.
O preço da minha escolha por esse jornalismo vou pagar com gosto. Eu tive coragem de fazê-la e só me tornei quem sou hoje através dela. Para mim, o bom jornalista é como vinho: a capacidade se mede pelo tempo. Se for ruim quando novo, serve apenas para vinagre.
Cláudio Abramo já disse que o jornalismo é, antes de tudo e, sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter. Por mais que essa frase possa parecer um chavão, o jornalismo é a sentinela da democracia. Já li que ser jornalista e não ser louco é uma contradição genética, como disse Che Guevara. Numa época em que o jornalismo impresso ainda reinava soberano no Nordeste introduzi por aqui a chamada era da blogosfera.
Quando eu morrer – e espero que Deus prolongue por muitos dias a minha missão aqui na terra – certamente já saberei a manchete antecipada: “Deus chamou o pai dos blogueiros”.
Minhas senhoras, meus senhores,
Para encerrar gostaria de fazer referência a três pessoas que foram muito importantes lá atrás, no início desta minha jornada: Joezil Barros, que me abriu as portas do Diário de Pernambuco eu ainda imberbe, apostando na vocação de um matuto.
A Eduardo Monteiro, que conheci no Diário e mais tarde, abraçamos o desafio de criar a Folha de Pernambuco, a chamada terceira via da Imprensa pernambucana, e mais adiante, nos abraçamos em Brasília com a experiência no arrendamento do Jornal de Brasília.
Por fim, ao ex-governador Joaquim Francisco, que me tirou do exílio em Brasília para coordenar a sua campanha em 1990 e depois me fez secretário estadual de Imprensa. Nesta função, aprendi o que é ser vidraça depois de tanto tempo exercitando o estilingue.
Ao direito e ao sonho realizado de virar um recifense de fato, de alma e de coração, agradeço a todos os vereadores desta Casa e ao autor da ideia, Edmar de Oliveira. Agradeço também a todos vocês que saíram das suas casas para compartilhar comigo este momento de grandeza e de emoção.
E para concluir, poeticamente, encerro com esta declaração de amor ao Recife feita pelo poeta Ledo Ivo:
“Amar mulheres, várias”.
Amar cidades, só uma – Recife.
E assim mesmo com as suas pontes,
E os seus rios que cantam,
E seus jardins leves como sonâmbulos
E suas esquinas que desdobram os sonhos de Nassau.
Amar senhoras, muitas. Cidade,
Só uma, e assim mesmo com o vento amplo do Atlântico
E o sol do Nordeste entre as mãos”.
Por Blog da Folha – Carol Brito A vice-presidente nacional do Partido Solidariedade (SD), Marília Arraes, afirmou que foi pega de surpresa com o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Luciano Duque, líder do partido na Alepe, à Prefeitura de Serra Talhada. Ela criticou a postura do político de não dialogar para a viabilização de […]
A vice-presidente nacional do Partido Solidariedade (SD), Marília Arraes, afirmou que foi pega de surpresa com o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Luciano Duque, líder do partido na Alepe, à Prefeitura de Serra Talhada.
Ela criticou a postura do político de não dialogar para a viabilização de sua postulação e declarou que Duque cortou contato com ela desde julho do ano passado.
“Ele tomou atitudes sem nenhum debate comigo, procurou Paulinho da Força [presidente nacional do partido] para conversar, decidiu ser candidato e eu não sabia. Todos esses meses ele passou sem absolutamente nenhum contato comigo, voltou a me procurar em março simplesmente informando que queria ser candidato e querendo saber qual a posição do partido […] e fui pega de surpresa”, disse.
Marília Arraes comentou o lançamento da pré-candidatura de Luciano Duque realizada nesta sexta-feira (24) em Serra Talhada. Ela considera a atitude de Duque uma estratégia para se fortalecer para as eleições de 2028. “Fazer um ato de lançamento de candidatura sem conversar com o partido, pra mim [deixa] clara a estratégia: ele não quer ser candidato, o que ele quer é buscar uma vitimização para chamar a atenção e quem sabe ajudar na próxima eleição dele já que ele não terá apoia da Prefeitura de Serra Talhada caso não consiga ser candidato”, disparou Arraes.
“É algo inusitado, como é que você entra em rota de colisão com as lideranças do partido e lança uma candidatura e tenta empurras as coisas goela abaixo? Não funciona assim, nem comigo, nem com ninguém”, completou.
A presidente acrescentou ainda que convidou o político para o partido para que ele participasse da montagem de estratégias, mas que Duque optou por seguir um “caminho solo”, e ressaltou que, com isso, ele perdeu, por exemplo, a oportunidade de ser apoiado por João Campos em Serra Talhada, que é hoje a liderança principal da oposição em Pernambuco, na ótica de Marília Arraes.
Presidente garante que discutiu com categorias. Sessão teve ida de representante de sindicato e até vereadores propondo e passando emenda, mas votando contra o projeto A Câmara de Vereadores de Iguaracy aprovou na última sessão o Projeto de Lei Complementar 003/2020, que trata do Regime Próprio de Previdência do município. A aprovação teve algumas polêmicas. […]
Presidente garante que discutiu com categorias. Sessão teve ida de representante de sindicato e até vereadores propondo e passando emenda, mas votando contra o projeto
A Câmara de Vereadores de Iguaracy aprovou na última sessão o Projeto de Lei Complementar 003/2020, que trata do Regime Próprio de Previdência do município.
A aprovação teve algumas polêmicas. A maior delas, protagonizada pelos vereadores Leonardo Magalhães, Simão Rafael, Francisco de Sales. Eles apresentaram uma emenda ao projeto que foi aprovada, mas, para surpresa dos demais, votaram contra o projeto que eles próprios emendaram. A emenda teve oito votos favoráveis e só um contrário.
Já o projeto foi aprovado por 5×4. Votaram a favor José Jorge, Francisco Torres, Odete Soares, Fábio Torres e Manoel Olimpio. Foram contra os três que sugeriram a emenda mais e Everaldo Pereira, este último, coerente, contra emenda e projeto.
O presidente Manoel Olímpico garante que levou o projeto para a discussão dos servidores e deu prazo para caso houvesse questionamento. “Todos os vereadores receberam cópia do projeto dia 4. Fui procurado por representantes dos servidores e me coloquei ao diálogo”.
Diz que o Sindicato dos Servidores recebeu cópia do projeto e se reuniu com o jurídico da Prefeitura se reuniu com o Sindicato e tirou todas as dúvidas.
“Também liberei o projeto para os agentes de saúde. Como a representante da categoria não me retornou até o dia da votação, entendi que estava de acordo”.
Na sessão, um representante do Sindicato dos agentes por nome de Cristiano disse que o projeto não deveria ser aprovado. “Ele entrou na sessão que era restrita com quatro servidores querendo tumultuar”. Manoel acha que essa pressão causou a confusão do voto a favor da emenda e contra o projeto dos três vereadores. “Eu já tinha dado todo o prazo e não me retornaram. Tinha que manter a votação”.
A principal mudança que o PLC, que altera regras do Regime Próprio de Previdência Social do Município de Iguaracy, de acordo com a emenda constitucional 103/2019 ocorreu no seu Art. 57, III.
“A contribuição patronal mensal de quaisquer dos Poderes do Município, incluídas suas autarquias e Fundações, relativa ao custo normal, será no percentual mínimo de 15,16%, incidente sobre a totalidade da remuneração permanente dos servidores ativos, exceto verbas indenizatórias e transitórias, previstas no §2º, do art. 57, da lei 392/2015, já incluída nesse percentual a taxa de administração de 2%, conforme definido em Decreto nº 037/2019”.
Municípios têm até 31 de julho de 2020 para se adequarem às novas regras previstas na reforma da Previdência, feita por meio da Emenda Constitucional nº 103.
Uma das regras é a alíquota de contribuição dos servidores ativos, aposentados e pensionistas. Estados e municípios que não adotarem a tabela progressiva da União devem ter alíquota de, no mínimo, 14%.
Além disso, municípios também terão que instituir regime de previdência complementar. Todas as alterações devem ser feitas por lei, que deverá estar em vigor até 31 de julho. Após a vigência da lei, estados e municípios terão prazo de 90 dias para implementar as mudanças.
O cumprimento das regras é exigência para que estados e municípios tenham o Certificado de Regularidade Previdenciária, necessário para receber transferências voluntárias da União e fazer financiamentos com bancos públicos federais.
O prefeito do Recife e pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos (PSB), segue atraindo lideranças políticas e ampliando o arco de alianças em torno do projeto da Frente Popular. Nesta segunda (23), ele recebeu o apoio do prefeito Tirri (Republicanos), de Caetés, município do Agreste e local de nascimento do presidente Lula (PT). Também […]
O prefeito do Recife e pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos (PSB), segue atraindo lideranças políticas e ampliando o arco de alianças em torno do projeto da Frente Popular.
Nesta segunda (23), ele recebeu o apoio do prefeito Tirri (Republicanos), de Caetés, município do Agreste e local de nascimento do presidente Lula (PT). Também estiveram no anúncio o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT).
O movimento ocorre no primeiro dia útil após João Campos assumir que vai entrar na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. “João Campos transmite a energia e a força para conduzir o nosso estado a um novo momento. Ele provou isso na gestão aprovada que está concluindo na cidade do Recife e tenho certeza que fará um trabalho ainda maior e melhor em Pernambuco. É por isso que, hoje, oficializo minha inteira disposição de marchar ao lado desse projeto vitorioso”, disse Tirri.
O prefeito de Caetés faz um movimento similar ao de outras lideranças egressas do campo político da governadora Raquel Lyra (PSD). Foi o caso dos prefeitos Thiago de Miel (PSD), de Xexéu, e Rivanda Freire (PSD), de Jupi. A lista de declarações de apoio recentes também inclui os prefeitos Júnior Vaz (Pedra), Evilásio Mateus (Araripina), Eduardo Lira (Cupira), Alex Robevan (Santa Maria do Cambucá), Cachoeira (Santa Cruz), além dos ex-prefeitos Chico Siqueira (Ipubi), Antônio Cassiano (Condado), Eliane Soares (Santa Cruz), Josimara Cavalcanti (Dormentes) e Ricardo Ramos (Ouricuri).
Na pauta, temas como reformas da Previdência e Tributária, além de IPTU e FPM foram destaques A Secretária Municipal de Finanças de Serra Talhada, Cibelli Alves, participou da 75ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos – FNP, em Brasília, durante os dias 21 e 22 de março, em um espaço voltado para os secretários […]
Na pauta, temas como reformas da Previdência e Tributária, além de IPTU e FPM foram destaques
A Secretária Municipal de Finanças de Serra Talhada, Cibelli Alves, participou da 75ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos – FNP, em Brasília, durante os dias 21 e 22 de março, em um espaço voltado para os secretários (as) municipais de Fazenda e Finanças, que reuniu gestores de diversos municípios brasileiros. Entre os temas debatidos, as reformas tributárias e da previdência ganharam destaque, assim como o IPTU, FPM e outras ações relativas à área.
Para Cibelli, que estava acompanhada da secretária executiva da Receita Municipal, Priscila Freire, o evento serviu não apenas para troca de experiências, mas, principalmente, para fortalecer ações conjuntas que otimizem as gestões públicas municipais. “Foram dois dias bastante proveitosos para melhorar ainda mais as nossas ações e também para compartilhar as nossas experiências e ajudar outras gestões que porventura precisem melhorar as suas atividades relativas às finanças públicas. Vimos que todos os municípios enfrentam as mesmas dificuldades, principalmente, com o financiamento insuficiente para a manutenção da máquina pública, mas temos um grande esforço da Frente Nacional de Prefeitos para que as pautas municipalistas avancem e os municípios possam ser melhores assistidos”, enfatizou Cibelli.
A 75ª Reunião da FNP continua hoje (25) e nesta terça-feira (26) com a eleição da nova diretoria da entidade. O prefeito Luciano Duque, atual vice-presidente de Educação Ambiental da Frente, participará do evento e irá compor a chapa única que vai concorrer a um novo mandato.
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